Sexta-feira, 16 de Maio de 2008



A saga dos índios Manoki pela sua terra
(Vídeo de entrevista sobre documentário de Elton Rivas. Fonte: site
Em Cuiabá)
* Para assistir este vídeo no site do YouTube clique aqui


Em meados do século XX, cercados pelas frentes de expansão, por povos inimigos e atingidos por doenças, os Irantixe/Manoki se viram obrigados a partir de suas terras tradicionais. Desde então tentam voltar para casa.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Charge de Angeli, Folha de São Paulo



Decisão do Supremo sobre Raposa Serra do Sol será apenas em junho, diz Tarso
EDUARDO BRESCIANI Do G1, em Brasília

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira (14) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, acontecerá apenas no mês de junho. Ele disse ter recebido a informação do ministro Carlos Ayres Brito, que relata a ação no tribunal. “O ministro Ayres Brito me informou que não será nos próximos 15 dias porque, provavelmente só daqui a 20 dias sairá a decisão”, afirmou o ministro da Justiça. De acordo com Tarso, a decisão, prevista para a semana passada, foi adiada porque foram adicionados novos documentos ao processo e é necessário um parecer do Ministério Público sobre esses novos dados. O processo de demarcação da reserva teve início na década de 1970, mas a definição do território como reserva continua com a retirada dos não-indíos foi tomada em 2005 por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2006, o Supremo manteve esse decreto, mas somente neste ano irá julgar a legalidade da demarcação das terras. A tendência é que sejam permitidas “ilhas” onde seria permitido a presença de não-índios na reserva. O Supremo já proibiu a retirada dos não-índios por meio de uma ação da Polícia Federal.

______________________________
Índios divergem sobre demarcação contínua de reserva em Roraima
(trechos desta matéria)

"Publiquem coisas verdadeiras, não coisas mentirosas, como hoje se ouve nos jornais, dizendo que povo está brigando entre povo indígena, isso não é bem verdade", disse Clodomir Malheiros, líder indígena.
CIR x Sodiur
O conselho indígena de Roraima (CIR), mais ligado à Igreja Católica, quer manter a demarcação de terras homologada pelo presidente Lula, em abril de 2005, de forma contínua. "É homologada, demarcada, registrada, juridicamente é estudo antropólogo, então foi feito, e por isso que nós estamos ali", disse Nelino Galé, tuxaua do baixo cotingo. Já os tuxauas da Sociedade dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur) pensam diferente. Contam com apoio do governo do estado e de produtores rurais. Querem manter comerciantes e fazendeiros em áreas dentro da reserva. “Não defendo só sua classe não, eu vou defender aqui o preto, eu defendo aqui o índio, defendo aqui o branco. Então eu defendo a minha pátria brasileira”, disse o presidente do Sodiur, Silvio da Silva. Dezenove mil índios vivem em 17,4 mil km² no nordeste de Roraima. Uma área onze vezes maior que o município de São Paulo. São cinco etnias: ingarikós,makuxis, patamonas, taurepanges e wapixanas.

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Correio da Ursa: Aldeia Cururu (MA) - Buraco provocado pelo corte e queimada de madeira na floresta da Terra Índígena Araribóia

Domingo, 11 de Maio de 2008

Crianças indígenas da nação yanomami (Fonte da imagem: Blog do Rogelio Casado)

Índias Pataxós por Úrsula Bahia (Fonte da imagem: CMI Brasil)

Um Feliz Dia das Mães florestal !!! :))

Domingo, 4 de Maio de 2008


Imagens(C) Froplei.com
Pinturas em plumas
(Fonte: imagens extraídas do belíssimo blog Cantares de Amigo, de avelaneira florida )

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Índio kamaiurá



Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena
(Fonte: Folha On line, 06/04/08)

Ana Paula Boni

Mayutá, índio de quase dois anos de idade, deveria estar morto por conta da tradição de sua etnia kamaiurá. Na lei de sua tribo, gêmeos devem ser mortos ao nascer porque são sinônimo de maldição. Paltu Kamaiurá, 37, enviou seu pai, pajé, às pressas para a casa da família de sua mulher, Yakuiap, ao saber que ela havia dado à luz a gêmeos. Mas um deles já tinha sido morto pela família da mãe.
Paltu enfrentou discriminação da tribo, para a qual a criança amaldiçoaria a aldeia. Relutou, porém, em sair do parque do Xingu (MT), onde vive sua etnia e outras 13, muitas das quais praticam o infanticídio.
No ano passado, ele soube do trabalho da ONG Atini, que combate a prática, por meio de sua irmã Kamiru, que desenterrou o menino Amalé, condenado a morrer por ser filho de mãe solteira. Kamiru teve contato com a entidade em Brasília, ao buscar tratamento médico para o filho adotivo.
Paltu pediu ajuda à ONG para conscientizar os índios de sua aldeia. A entidade foi criada há cerca de dois anos pelos lingüistas Márcia e Edson Suzuki, que em 2001 adotaram Hakani, 12. Devido à desnutrição em decorrência de hipotireoidismo congênito, que seus pais acreditavam ser uma maldição, Hakani, da etnia suruarrá, deveria morrer. Foi salva pelo irmão.
É Hakani que dá nome ao documentário dirigido pelo diretor e produtor norte-americano David L. Cunningham, que está em fase de finalização e deve ser lançado neste mês no Brasil e nos Estados Unidos. Rodado em fevereiro em Porto Velho (RO) com o apoio da Atini, o vídeo mostra a história de Hakani e depoimentos contra o infanticídio, na voz de índios.
Ainda praticado por cerca de 20 etnias entre as mais de 200 do país, esse princípio tribal leva à morte não apenas gêmeos, mas também filhos de mães solteiras, crianças com problema mental ou físico, ou doença não identificada pela tribo.
Projeto de lei
O documentário aborda projeto de lei que trata de "combate às práticas tradicionais que atentem contra a vida", que tramita na Câmara desde maio passado. A Lei Muwaji, como é chamada em homenagem à índia que enfrentou a tribo para salvar sua filha com paralisia cerebral --caso que inspirou a criação da Atini--, estabelece que "qualquer pessoa" que saiba de casos de uma criança em situação de risco e não informe às autoridades responderá por crime de omissão de socorro. A pena vai de um a seis meses de detenção ou multa.
A proposta é polêmica entre índios e não-índios. Há quem argumente que o infanticídio é parte da cultura indígena. Outros afirmam que o direito à vida, previsto no artigo 5º da Constituição, está acima de qualquer questão.
"Nós vivemos sob uma ordem legal e a lei diz que o direito à vida é mais importante que a cultura", afirma Maíra Barreto, doutoranda em direitos humanos pela Universidade de Salamanca (Espanha), cuja tese é sobre infanticídio indígena.
Para ela, conselheira da Atini, há incoerência no fato de o Brasil ser signatário de convenções internacionais que condenam tradições prejudiciais à saúde da criança e não cumpri-las no caso dos índios.
Em 2004, o governo brasileiro promulgou, por meio de decreto presidencial, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que determina que os povos indígenas e tribais "deverão ter o direito de conservar seus costumes e instituições próprias, desde que não sejam incompatíveis com os direitos fundamentais definidos pelo sistema jurídico nacional nem com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos".
Antes disso, em 1990, o Brasil já havia promulgado a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que reconhece "que toda criança tem o direito inerente à vida" e que os signatários devem adotar "todas as medidas eficazes e adequadas" para abolir práticas prejudiciais à saúde da criança.
O antropólogo Ricardo Verdum, do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), acha o projeto de lei uma intromissão no livre-arbítrio dos índios. "Querer impor uma lei é agressivo, é uma violência."
O antropólogo Bruce Albert, da CCPY (Comissão Pró-Yanomami), diz que, para os yanomamis, "só as crianças às quais se podia dar a chance de crescer com saúde eram criadas".
O missionário Saulo Ferreira Feitosa, secretário-adjunto do Cimi (Comissão Indigenista Missionária), vê no debate conflito entre a ética universal e a moral de uma comunidade. "Ninguém é a favor do infanticídio. Agora, enquanto prática cultural e moralmente aceita, não pode ser combatida de maneira intervencionista."
Para Márcia Suzuki, presidente da Atini, o debate originado a partir do projeto traz à tona a questão da saúde pública desses povos.

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

O lado assustador da natureza: peixe fanfin seadevil, que vive nas profundezas do mar.