segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Para os amigos de Portugal
"Rio Lis - Nasce no Lugar das Fontes, perto de Cortes, e a cerca de 40 Km dali, depois de passar perto do pinhal de Leiria, vai-se perder nas ondas do mar de Vieira.
Na cidade de Leiria, o Lis apresenta-se como um curso de água sereno e melancólico. A vista que do castelo se tem sobre o movimento da cidade, contrasta com a vagarosa corrente do seu rio. Em sentido inverso, quem das suas bermas contemplar o castelo, avistará um cenário deslumbrante, e mesmo a menos fértil das imaginações permitirá redescobrir aquele alto, já não como lugar de alerta e defesa, mas como lugar de júbilo e bom viver." (Fonte)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Instrumento musical indígena: Zunidor (objeto girado sobre a cabeça produzindo um zumbido) - Nome indígena: mataápu. Feito por índios Mehinaku. Artista: Uruhu Mehinaku. Localização: Alto Xingu, Mato Grosso. Material: Madeira. Dimensões: 36 cm (comprimento)
(Fonte da imagem e das informações: site Iandé)

Para os índios, a música serve como meio de contato com as forças espirituais que controlam o universo.
O grande tema das músicas é a Natureza. Na mitologia de várias etnias indígenas, são os animais que ensinam a música aos homens.
Na bela história dos índios Wakuénai, do Amazonas: o criador do Universo que é chamado Kuwai, cantou e com sua voz deu origem a todas as coisas que existem. Quando Kuwai morreu e se transformou em árvore, os índios construíram flautas de sua madeira e tocaram para que o Universo não morresse também.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Rio Tietê, SP, Brasil
Stone Village of Beddgelert, Snowdonia National Park, Gwynedd, Wales (Inglaterra - fonte da imagem: Webshots)
Contraste e descaso

sábado, 18 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Zôo do Rio ganha urso pardo e tigre de bengala
(Fonte: Terra)
Rio - O Zoológico do Rio ganhou nesta segunda-feira novos moradores: um urso pardo e um tigre de bengala.
O urso pardo tem cinco anos e veio de Campos, onde trabalhava em um circo. Foi apreendido pelo Ibama e agora está em quarentena fazendo vários exames.
Ele vai namorar a ursa parda "Trina", que já é moradora do local. Já o tigre de Bengala chegou do Zôo de Sorocaba e tem quatro anos. Após os exames, também terá uma namorada para procriar.

domingo, 12 de agosto de 2007

Pajelança com o índio Raoni (Fonte da imagem)

Pajelança: Ruschi com Raoni e Sapaim (Fonte da imagem)

Pajelança
(Fonte: site Educacional)
Durante suas excursões, Augusto Ruschi contraiu diversas doenças tropicais. Essas doenças debilitaram ainda mais seu organismo, que já sofria de insuficiência hepática grave, com cerca de 70% do funcionamento do fígado comprometido.
Cinco meses antes de seu falecimento, em 1986, o naturalista se submeteu a uma pajelança, que é um ritual indígena, para curar-se do veneno de um sapo da espécie Dendrobata que o teria atingido no Amapá.
Após ser tratado pelos pajés Raoni, da tribo txucarramãe, e Sapaim, da tribo camaiurá, Ruschi disse ter encontrado o antídoto do veneno e que trataria seus problemas de fígado pelos métodos convencionais. Segundo os médicos, sua morte foi provocada por cirrose hepática.
* * *
Ritual demorado
(Fonte: Banco de Dados da Folha, trechos de matéria publicada em 24/01/1986)

Raoni e Sapaim chegaram cedo ao Parque e às 9h deram início ao ritual. Pintados de preto, com tinta de jenipapo, eles se instalaram com o cientista num pequeno quarto fechado. Durante uma hora, os índios fumaram charutos de trinta centímetros de folhas que trouxeram do Alto Xingu. Depois de lavar as mãos com frutas usadas "para purificar", esfregaram o corpo do cientista até extrair "o veneno do sapo".
A segunda sessão do tratamento foi à tarde. Os índios primeiro submeteram Ruschi ao mesmo ritual da manhã. Depois, prepararam um chá com raiz de uma erva chamada atorokon. A erva foi fervida e, depois esfriada, para ser espalhada durante quinze minutos pelo corpo do cientista. Depois, os índios voltaram a fumar e a retirar do corpo do cientista "o veneno do sapo", agora com uma cor mais clara.
* * *
O cientista Augusto Ruschi (pronuncia-se Rúsqui), 70, já sentiu melhoras ao final do primeiro dia do ritual da pajelança iniciado ontem no Rio pelo cacique e pajé Raoni, da tribo Txucarramãe, e pelo pajé Sapaim, dos Camaiurá.
* * *
(Fonte: site Século Diário, trechos de matéria publicada em 1985)
Vinte minutos depois de ter soprado sobre o corpo do paciente a fumaça do pajé-petan – cigarro de erva enrolado numa folha – o cacique txucarramãe Raoni, pintado com tintura de jenipapo, como manda o ritual, inclina-se sobre o naturalista capixaba Augusto Ruschi e começa a tirar, a partir do pescoço, uma massa verde com a consistência de goma de mascar, que identificou como o veneno do sapo dendrobata. Depois de exibir a massa de origem inexplicável à mulher e ao filho do cientista, o pajé Sapaim encerrou-a no oco das mãos, onde de novo soprou fumaça – e a estranha substância sumiu. As quatro sessões do ritual indígena foram realizadas no Parque da Cidade, RJ.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Arroz preto é rico em fibras exclusiva de imperadores

IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Na China, onde surgiu há mais de 4.000 anos, ele era o "arroz proibido". Pretos e raros, seus poucos grãos brotados -cerca de dez para cada hectare de arroz branco- eram reservados apenas ao imperador. Acreditava-se que o arroz preto tinha poderes afrodisíacos, além de garantir longevidade ao soberano e a todos os seus descendentes.
Dos palácios reais da Antigüidade, ele chegou aos templos da gastronomia contemporânea. Caiu no gosto dos chefs: o apelo visual e a origem asiática vão muito bem com os conceitos de comida "fusion", na qual são valorizadas as misturas de ingredientes e influências de diferentes origens.
A tudo isso, são somadas suas propriedades nutricionais. "O arroz preto é mais rico em fibras e em proteínas e tem muito mais compostos antioxidantes do que o arroz integral", diz Candido Bastos, pesquisador do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e diretor do Polo Regional do Vale do Paraíba, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.
Foi idéia de Bastos iniciar as pesquisas para desenvolver o arroz preto no Brasil. "Já era um produto valorizado por chefs na Europa e nos EUA. No Brasil, os que queriam utilizá-lo tinham de comprar o arroz importado, ainda mais caro."
As pesquisas foram iniciadas em 1992, mas só em 2005 a variedade foi lançada oficialmente. A aceitação foi boa, segundo Bastos, mas isso não quer dizer que o arroz preto caminhe para se tornar um tipo popular. Não é mais um ingrediente vetado aos simples mortais por decretos imperiais, mas o preço chega a ser proibitivo: cerca de R$ 20 o quilo. A produção atual, concentrada no Vale do Paraíba, em São Paulo, é estimada em 200 toneladas por ano.
"Não é um ingrediente para uso em alta escala, mas é muito interessante para a alta gastronomia. Tem sabor intenso, boa textura e uma cor ótima para trabalhar em misturas com ingredientes como aspargo, alho-poró, salmão, pimentões etc.", diz Marcelo Malta, professor de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.
A cocção do arroz preto é feita da mesma forma que a do branco. O resultado é um arroz do tipo mais "soltinho" -ele não adquire naturalmente uma cremosidade como a do arroz arbóreo, utilizado para risotos. "É muito bom em saladas e como recheio de lula. Também pode ser misturado a outros grãos e servido como guarnição", sugere Malta.

sábado, 4 de agosto de 2007

Macacos capuchinhos (gif com 4 Fotos: Ziele)

Macaco-prego ou capuchinho
(Fonte: site Fauna Brasil)
O macaco-prego é também chamado de "capuchinho", pela semelhança de sua pelagem com o capuz dos monges. É um animal muito hábil, que consegue abrir frutas de casca dura. Para essa atividade ele usa pedras e pedaços de pau. São ferramentas rústicas, mas de rara utilização entre animais.
Nas matas e florestas da América do Sul, vive em bandos, cujo território pode invadir o de outros macacos. ele identifica os companheiros pelo cheiro, mas também usa outros sentidos. Passa a maior parte do tempo nas árvores, onde dorme e consegue alimento. Só desce para beber água ou atacar plantações na orla da floresta. O bando desloca-se continuamente, pulando de galho em galho.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

III Seminário Socioambiental dos índios Tupinambá de Olivença
(Texto de Curupaty Abaeté Tupinambá - Fonte: site Índios On line)
"No dia 28 de julho de 2007 deu-se inicio ao III seminario socioambiental dos indios tupinambá de olivença na localidade da aldeia tucum. O seminario teve muitas participações inportantes como a do coordenador de politicas indigenas do estado da Bahia Jerry Matalawê, um representante da UESC, o administrador interino da FUNAI de Ilheus, tivemos tambem representante da secretaria de meio ambiente do estado da Bahia e da secretaria do municipio de Ilheus, esteve presente tambem no seminario o coordenador da DIREC 6 .
Há tarde voltamos novamente para fazer a avaliação final do seminario e forma um documento para ser enviado aos orgãos competentes , nos reunimos em grupos e trabalhamos nos seguintes temas: Educação, Saúde, Associativismo, Ambiente.
No documento final ficou os pedidos da comunidade como :
* Uma capacitação linguística para professores indígenas Tupinambá;
*Uma comissão de fiscais do IBAMA, Secretaria de Meio Ambiente do EStado e do Município para fazer fiscalizações em áreas derrubadas, etc. E que nesse equipe tenha a participação dos representantes indígenas de nossa aldeia.
*Foi solicitada também a contratação de agentes ambientais indígenas para poder agir dentro de nossa aldeia.
O seminário foi muito aproveitoso porque tiramos muitas ideias e mostramos para o governo que nós preservamos o ambienmte e que o IBAMA não olha isso por que quando um fazendeiro que tem dinheiro faz uma derrubata o IBAMA não faz nada mas quando nossos parentes roça um pedacinho de terra eles vem e quer prender, cobrar multas alticimas e já com o fazendeiro é diferente eles vão lá e não faz nada e o seminario mostrou que nós indigenas estamos aqui pra ajudar a preservar!!!"

sábado, 28 de julho de 2007


O dia em que os bichos da floresta sumiram
A Ursa despertou com os raios de sol batendo nos olhos. Deu um pulo assustada e viu que o sol já estava alto. "O que aconteceu? Por que os passarinhos não me acordaram hoje?" Levantou correndo e saiu da oca. O silêncio era grande na floresta, apesar do dia iluminado e do vento gelado. Não se ouvia nenhum canto de pássaro. Não tinha um besouro no ar ou borboleta. A Ursa arregalou os olhos e andou pela Floresta à procura dos animais. Nada... Não havia pegadas ou galhos partidos no caminho. Para onde foram as antas? E os macacos? As onças também não tinham passado por ali para caçar. A Ursa continuou caminhando floresta a dentro por horas seguidas, até sentir fome e sede. Logo, o dia ia terminar e a escuridão tomaria conta de tudo. Era melhor voltar enquanto havia claridade.
Quando fez a volta, ouviu um barulho diferente. Pareciam folhas secas. Ou seriam galhos estalando numa fogueira? Correu na direção do som e tum! Bateu a cabeça com força em alguma coisa. Mas não tinha nada ali!? Ou tinha e ela não podia ver?! O coração da Ursa bateu acelerado de medo. Sim, tinha uma parede invisível e, do outro lado, estava tudo escuro. De repente, luzes começaram a piscar no escuro. Duas delas se aproximaram. Eram os olhos de uma onça! Mas o que ela estava fazendo lá, atrás da parede.
A onça também parecia assustada. Então, a Ursa percebeu que as outras luzes também eram olhos dos outros animais desaparecidos. Logo em seguida, uma voz que parecia um trovão gritou: "Eles fugiram da floresta virtual por causa do frio! Saíram para fora da tela e se esconderam no fundo escuro do monitor para se esquentarem. Vai ser preciso editar o modelo para corrigir isso."
A Ursa deu um pulo assustada e, quando viu, estava deitada na oca. Os passarinhos cantavam lá fora.
Zonza, ela ficou pensando se aquilo tinha sido um sonho ou não...

domingo, 22 de julho de 2007

Índios Fulni-ô (Fonte da imagem)

VIDA DE ÍNDIO
(Fonte: Usina de Letras)
A repórter Xereta entrevistou alguém muito especial para a nossa reportagem: a índia Maria Helena Sarapó, que estava de passagem por Brasília.
Nossa entrevistada mora na tribo dos Fulni-ô, uma aldeia de 6 mil índios no interior do Pernambuco, e contou como é a vida em sua aldeia.
Você vai ver que ela é gente como a gente.
Como é a vida na sua tribo? O que vocês fazem no dia-a-dia?
A gente faz artesanato, cozinha e busca lenha no mato.
Os homens caçam e fazem artesanato também: arco, flecha e lança.
As crianças de manhã vão para a escola aprender português, e de tarde vão para a escola da nossa língua, o Iatê.
Normalmente ficamos mesmo na aldeia, mas no final de agosto a gente vai para a reserva passar três meses, onde praticamos nossos rituais e ensinamos às crianças as tradições da tribo.
A escola consegue atender a todas as crianças da tribo?
Sim, a escola tem 10 salas de aula, e todas as crianças estudam.
A tribo tem energia elétrica?
Na aldeia temos energia elétrica, sim, e também televisão, som, escola de computação, telefone e água encanada. Mas na reserva, que é uma área mais isolada, só tem água encanada; não tem energia porque o cacique prefere que não tenha, lá a luz é de lampião.
A escola de computação é para toda a comunidade?
Sim, para toda a aldeia, e tem acesso à internet. Só que são 10 computadores para a aldeia toda (de 6 mil índios).
Que tipo de brinquedos as crianças têm na tribo?
Os pais fabricam brinquedos, mas eles recebem muita doação de bola, carrinho e outros brinquedos.
Alguns índios têm mais condição e compram para os próprios filhos.
Alguns índios da minha aldeia são funcionários da prefeitura e do estado.
Esses têm mais condição, porque têm salário certo. Os que não têm, vivem das plantações, do artesanato e de doações.
Em que idade as crianças começam a ser consideradas adultas na tribo?
As meninas são consideradas adultas depois da menstruação, e os meninos, a partir dos 13 anos.
As crianças trabalham? Ajudam na plantação?
Só quando elas têm um tempinho, mas sempre a escola está em primeiro lugar.
O que a senhora acha de mais importante que os índios devem reivindicar?
A terra, pois as reservas não têm espaço suficiente.
A nossa área é de 11 mil hectares.
Antigamente era de 53 mil hectares, mas o branco foi tomando e só ficaram 11 mil.
É muito apertado para mais de 6 mil índios. Porque a gente planta muitas coisas: milho, feijão, algodão, verduras, frutas.
Para a senhora, qual a importância de ter um dia dedicado aos índios?
É bom para as pessoas lutarem pelos direitos dos índios, porque ainda tem muita gente que não gosta de índio.
Seria bom se as pessoas entendessem e apoiassem, porque de vez em quando tem questão de terra, com gente querendo tomar.
Até índio queimado já mataram aqui mesmo em Brasília (o índio Galdino Jesus dos Santos foi queimado por cinco jovens enquanto dormia num ponto de ônibus, em 20 de abril de 1997) .
Que mensagem deixaria para as crianças?
Eu falaria para as crianças não seguirem maus exemplos, que elas seguissem sempre bons exemplos, porque quando a pessoa é criada vendo bons exemplos ela vai fazer boas ações.
Vendo televisão, a gente vê tanta coisa ruim, mas quem tem um coração bom vai tentar ajudar para que o mal não aconteça mais.
Eu queria que as crianças crescessem tendo paz no coração.
Recado dado, né, pessoal? Os índios têm muito o que nos ensinar!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Jurá
(Fonte: site do Museu do Índio)
A Jurá - Casa Wajãpi foi construída, no Museu do Índio, em março de 2002, por Matapi, Noé, Mata e Emyra Wajãpi com matéria prima trazida da Terra Indígena Wajãpi no Amapá.

"Os Wajãpi gostam de fazer diversos tipos de casa, têm casas térreas e outras altas.
Uma das extremidades é arredondada. Em geral, as casas são abertas de todos os lados. O material que os Wajãpi usam para construir suas casas é muito variado. Tudo vem da floresta: madeira de diferentes árvores, vários tipos de folhas de palmeira, resinas, cipós. Os Wajãpi não usam pregos. Só usam cipó, amarram bem e, pronto, tudo está no lugar. Cada casa é diferente da outra(...) Sobre o fogo, um moquém serve para preparar a carne e o peixe. (...). A maioria das famílias tem sua casa de cozinha no pátio, onde ficam guardados os trançados para processar a mandioca e onde mães e filhas se reúnem para fazer beijus. A frente tem beirais grandes e, assim, pode-se conversar mesmo quando está chovendo muito. Há tudo o que é necessário numa casa. Para guardar utensílios e alimentos, jiraus altos e baixos". (Depoimento de professores Wajãpi - 2000)

terça-feira, 17 de julho de 2007

O animal nasceu no zôo alemão em 1990.

Zoológico alemão apresenta híbrido de leão e tigre
(Fonte: Reuters - publicada no site Terra)

O zoológico privado Arca de Noé, localizado na vila de Groemitz, na costa alemã do mar Báltico, apresentou nesta terça-feira o híbrido Bahier, uma cruza de um leão com uma fêmea de tigre.O nome "liger", como é chamado este tipo de animal, vem da mistura de lion e tiger (leão e tigre, em inglês). Segundo o zôo, Bahier vive no local desde que nasceu, no ano de 1990.

domingo, 15 de julho de 2007

Zarabatana nos Jogos indígenas - Saiba mais sobre os Jogos dos Povos Indígenas e conheça o site Jogos Indígenas do Brasil.

De pai para filha
(Gabriela Romeu - Folhinha)

As histórias têm um poder e tanto. É o que diz o escritor indígena Kaká Werá Jecupé, 43, que acaba de lançar o livro "As Fabulosas Fábulas de Iauaretê" (ed. Peirópolis, R$ 40).
"Entre os guaranis, as histórias são usadas até para curar pessoas. É muito bonito", explica o índio de origem tapuia. Se alguém está muito, mas muito triste, dá para contar uma história que cairá como um remédio naquela tristeza.
Para a filha do escritor, Sawara, 11, as histórias têm um gostinho ainda mais especial. É que ela fez os desenhos que ilustram o livro.
"Sempre quando chegava da escola, meu pai me contava uma história diferente para explicar por que isso deve ou não ser feito."
Como tudo começou Em outro livro, "Sehaypóri: O Livro Sagrado do Povo Saterê-Mawé" (ed. Peirópolis, R$ 44), o indígena Yaguarê Yamã, 33, conta histórias mágicas dos maués.
Esse povo amazônico guarda suas histórias num remo sagrado chamado Puratig. Está tudo ali: lendas e mitos sobre como surgiram as coisas do mundo.
O livro conta, por exemplo, como os maués compraram a noite da surucucu (e foi a partir daí que ela ganhou veneno). Não dá vontade de parar de ler.

sexta-feira, 13 de julho de 2007


PAN 2007 FLORESTAL - Espetáculo incluiu fantasias belíssimas e alegorias gigantes como um jacaré de 20 metros de comprimento articulado (Fonte da imagem: O Dia Online)

terça-feira, 10 de julho de 2007

Noite na Floresta da Ursa (clique para ampliar. Pode ser usada como papel de parede)
CD "Quem deu esse nó ?" - Cantos Tradicionais indígenas cantados pelo Coral Kurumins Tapeba
gravado por índios: Tapeba - local: Ceará
(Fonte: site Iandé)

Esse CD reúne cantos de autoria dos Povos Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Jenipapo-Kanindé e outros povos da região. As músicas são cantadas por 80 crianças que formam o Coral Kurumins Tapeba. É uma iniciativa de escolas de educação diferenciada indígenas do Ceará.
É um trabalho muito bem feito, com dezenas de fotos das crianças indígenas, as letras e vários depoimentos de lideranças desses povos, explicando um pouco da história de cada uma das músicas.
A professora Margarida Tapeba, que participou desse projeto, apresenta esse projeto com bonitas palavras, que servem de lição não só para as crianças:
"Sabemos que se a sociedade entendesse a nossa fala, o mundo seria diferente, próximo da harmonia, da fraternidade e da alegria de viver, colocando o coletivo acima do individual..."

sábado, 7 de julho de 2007

Por causa da poluição das queimadas nos canaviais:

Europa 'não quer etanol sujo do Brasil', diz jornal - 06/07/2007
(Fonte: BBC - publicada no site Amazonia.org.br)


Uma matéria do jornal espanhol El Mundo diz nesta sexta-feira que a União Européia não quer "etanol sujo" do Brasil

O termo é uma referência à desconfiança do bloco dos 27 em relação às práticas de cultivo de açúcar brasileiras, vistas por líderes europeus como potencialmente danosas ao meio-ambiente.
Em uma conferência internacional sobre biocombustíveis em Bruxelas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou convencer a audiência européia de que o Brasil inspecionará seu etanol de exportação, para certificar que o produto respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas.
"O presidente Lula falava ontem em tom idealista sobre 'o cuidado com o planeta Terra'. Mas os europeus não esquecem a queima maciça dos campos no processo de produção do etanol, e a tentação de estender ao Amazonas os cultivos de açúcar para obtê-lo", disse o jornal.
"Bruxelas advertiu o país amazônico que não importará seu biocombustível se for produzido de forma insustentável".
Escravidão - A desconfiança em relação ao etanol brasileiro foi manifestada também pelo italiano La Repubblica, que recordou a recente libertação de 1.106 trabalhadores forçados de uma fazenda de cana-de-açúcar no Pará.
Segundo o jornal, Lula – descrito como o líder "que faz o papel de apóstolo dos biocombustíveis" – "não disse (em Bruxelas) que as duas notícias estão interligadas".
"A operação de maquiar as condições de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar indica que o presidente precisa enfrentar as críticas contra a solução do etanol, que se tornou o próximo grande negócio da economia brasileira."
O La Repubblica reconhece que o combate ao trabalho forçado no Brasil aumentou nos últimos anos, mas ressalva que o "espetacular aumento da produção de cana-de-açúcar" levanta preocupações em relação ao tema.
"Nas plantações de etanol, milhares de camponeses emigrados do nordeste vivem da miserável paga de um euro por tonelada de cana, sujeitos aos abusos dos patrões e da precariedade."

Meio ambiente - Já o britânico Financial Times centrou sua matéria nas conseqüências ambientais do cultivo de etanol. Abrindo amplo espaço para os argumentos do governo brasileiro, o diário econômico disse que as novas áreas de plantação de cana-de-açúcar seriam abertas em locais planos, nos quais a automação eliminaria a necessidade da queima da lavoura.
"A cana também não seria cultivada na Amazônia por razões climáticas, embora críticos digam que as plantações podem substituis culturas como a soja, que penetrariam na floresta amazônica."
Segundo o jornal, usineiros brasileiros disseram que "os principais obstáculos ao crescimento das exportações de etanol não são ambientais, mas a carência de infra-estrutura de transporte e, principalmente, tarifas e subsídios adotados nos mercados desenvolvidos".
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Lula erra em Bruxelas ao negar cana-de-açúcar na Amazônia - 06/07/2007
(Trechos de matéria - Fonte: Amazonia.org.br)
Presidente diz que plantação do país "fica muito distante da Amazônia, região que não se presta à cultura"

Altino Machado

Mal assessorado, Lula gera constrangimento com declarações desencontradas quando repete frases de assessores da Casa Civil. Na Amazônia, já existem usinas de porte expressivo em Presidente Figueiredo (AM), Ulianópolis (PA), Arraias (TO), além de meia dúzia no Mato Grosso. De acordo com o último levantamento oficial da Conab, um órgão do Ministério da Agricultura, de maio deste ano, na safra passada houve mais de 19 milhões de toneladas de produção de cana-de-açucar na Amazônia Legal, entre Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Amazonas e Pará.
Ainda não consta no documento a produção do Acre, isto é, da agroindústria Álcool Verde, pertencente ao Grupo Farias, que os políticos petistas do "governo da floresta" consideram como o grande trunfo de investimento. Uma antiga usina, que jamais havia produzido álcool, foi revitalizada com dinheiro público e privado. O investimento já atinge mais de 2 mil hectares de cana-de-açúcar plantados ao longo da BR-317. O ex-governador Jorge Viana, que preside o Fórum Empresarial do Acre, já anunciou que uma segunda usina será instalada na região.
É falso o mito de que o cultivo da cana-de-açúcar é inviável na Amazônia. De acordo com o relatório da Conab, a produtividade média na região amazônica é de 70 toneladas por hectare, bastante próxima à media nacional de 79 toneladas, e muito superior àquela de estados como Alagoas e Pernambuco, que são grandes produtores tradicionais de cana, e que apresentam, respectivamente, produção de 63 e 52 toneladas por hectare.

quinta-feira, 5 de julho de 2007


COMIDA DE PASSARINHO E DA URSA :))

Jiló chegou ao Brasil no século 17

(Rachel Botelho - Colaboração para a FOLHA - Equilíbrio)

"Ai quem me dera voltar / Pros braços do meu xodó / Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló." Nesses versos, os compositores Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira reforçam a má fama da hortaliça. Freqüentemente rejeitado por pessoas que sequer conhecem seu sabor, mas o evitam por sua reputação de fruto amargo, o jiló é considerado popularmente um ingrediente de qualidade e paladar inferiores.
Acredita-se que o jiloeiro seja nativo da Índia ou da África. Ao Brasil, teria chegado no início do século 17, com os escravos trazidos para trabalhar nos canaviais de Pernambuco. Mas é em Minas Gerais e no interior de Goiás, de São Paulo e do Rio de Janeiro que ele aparece em mais receitas. No mercado municipal de Belo Horizonte, por exemplo, o fígado com jiló grelhado é um clássico.
Seus frutos devem ser colhidos verdes e, quando maduros, tornam-se amarelo-esverdeados. Sua polpa é macia, porosa e com pequenas sementes brancas. A chef Mara Salles, do restaurante de comida brasileira Tordesilhas, em São Paulo, declara-se uma defensora do jiló. No cardápio da casa, ele aparece frito como acompanhamento de carne seca. "Não é um legume fácil, mas é muito interessante", afirma Salles. A chef costuma prepará-lo de três formas, sendo a mais comum fritá-lo em lâminas com a casca e salpicá-lo com sal. "Fritar é uma boa forma de eliminar seu amargor."
Outra opção é fatiá-lo em lâminas um pouco mais grossas, de 3 mm, temperar com sal e limão e empanar no fubá mimoso, fritando em seguida. "Uso o jiló ainda num molho tradicional da cozinha afro-brasileira chamado nagô. Ele é cozido com a casca e passado por uma peneira para retirar a polpa, que é misturada com camarão seco, pimenta-malagueta e o caldo de cozimento de uma carne seca ou fresca. Acompanha os cozidos brasileiros."
Semelhante à berinjela, embora muito menor, o fruto ovóide também pode ser cozido e recheado com carne moída. Menos comuns são as receitas de compotas e doces de jiló, como a que se vê ao lado. Em Pirenópolis (GO), o doce de jiló em calda fez fama entre os turistas.
O jiló é fonte de vitaminas (A, C e do complexo B) e sais minerais, como magnésio, cálcio e ferro. De acordo com a Tabela de Composição Nutricional das Hortaliças, elaborada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), possui 38 calorias a cada 100 gramas.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Piranha preta - a maior da Amazônia
(Fonte)
Peixe de escamas; corpo romboidal, alto e comprimido; mandíbola saliente e dentes afiados. A coloração é uniforme, variando do cinza ao preto nos indivíduos adultos; os jovens são mais claros com manchas escuras. Alcança 40 cm de comprimento e é a maior piranha da Amazônia.

Distribuição Geográfica: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins
Ecologia: A Piranha-preta ocorre em rios de águas claras e pretas e os indivíduos são solitários. Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados.
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Piranha é menos perigosa do que se imagina, dizem cientistas
(Fonte: Estadão - publicada no site Ambientebrasil)

A reputação da piranha como perigoso predador pode não ser totalmente justificada, de acordo com cientistas britânicos. Encontrada na Amazônia, a piranha costuma ser retratada como um peixe carnívoro voraz que opera em grupo para atacar sua presa.
Mas especialistas da Universidade de St. Andrews dizem que as piranhas são peixes onívoros, que se alimentam de outros peixes, plantas e insetos.
Segundo os pesquisadores, os peixes formam grandes cardumes primordialmente para se defender de outros predadores, e não para caçar. "Anteriormente acreditava-se que as piranhas formavam cardumes para permitir que formem um grupo de caça cooperativo", disse Anne Magurran.
"Mas nós descobrimos que isto é primordialmente um comportamento defensivo." As piranhas podem ser atacadas por botos, jacarés e outros peixes grandes, e formar um cardume é a forma que têm de evitar serem comidos, afirmou Magurran.
Peixes em idade de reprodução ficam no centro do cardume para maior proteção e o tamanho do cardume depende do nível de risco. "Em águas profundas os peixes nadam em cardumes pequenos pois há mais espaço para evitar predadores, e a ameaça é menos intensa", disse Magurran.
"Mas quando o nível da água baixa, isolando águas de enchentes em lagos menores e canais, os cardumes podem aumentar para mais de 50 peixes por causa da proximidade de predadores."
A equipe está apresentando sua pesquisa, juntamente com um tanque de piranhas vivas, na Exposição de Verão de Ciências da Royal Society, em Londres.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Em PE, índios inauguram oficina para manipular plantas medicinais
(Renata Baptista da Agência Folha)

Os índios fulniô de Águas Belas (301 km de Recife), que cultivam plantas medicinais para consumo em suas aldeias, profissionalizaram a prática milenar e inauguraram uma oficina de manipulação dessas plantas.
A ação é custeada pelo projeto Vigisus 2, parceria entre a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e o Banco Mundial. O objetivo é melhorar a saúde indígena e o saneamento em comunidades remanescentes de quilombos. O investimento é de R$ 460 mil.
Cerca de 3.500 índios que vivem na aldeia serão beneficiados pela distribuição gratuita dos medicamentos fitoterápicos que passam a ser produzidos no local.
A oficina foi inaugurada no último dia 5. Dez índios trabalham supervisionados pela farmacêutica responsável e por um botânico.

Comercializar
Inicialmente, a produção da oficina de manipulação não será comercializada. Mas, de acordo com a coordenadora de assistência farmacêutica da Funasa em Pernambuco, Mônica dos Santos, a idéia é começar a vender os remédios no prazo de até um ano e transformar a oficina em um projeto auto-sustentável.
Para o coordenador do projeto, Xicê Fulniô, o ponto mais importante da iniciativa é fortalecer e divulgar a cultura indígena, além de ajudar a preservar a saúde dos moradores da aldeia.
"Aprendemos as técnicas com os mais velhos, que aprenderam com os antepassados. Não há muita doença na aldeia. Tem gente com 80 anos que tem boa saúde porque usa as plantas", disse.
As plantas -folhas, raízes e cascas de árvores- são coletadas na aldeia do Ouricuri e na serra Comunaty, áreas de dois hectares que pertencem à reserva indígena.
São produzidos xaropes, pomadas, chás e sabonetes para cuidados básicos de saúde e prevenção de doenças.
De acordo com o coordenador Xicê Fulniô, há plantas específicas para a realização de tratamento de diabetes, obesidade, ansiedade, infecções de pele, gastrite, úlcera e até impotência sexual.

quinta-feira, 28 de junho de 2007



Sobre o povo Yanomami
(Fonte das informações)
As aldeias são geralmente constituídas por uma grande casa coletiva em forma de cone "Yano ou Xapono" que pode chegar a 100 (cem) metros de diâmetro e 10 (dez) metros de altura, onde moram cerca de dez a quinze famílias. Eles vivem basicamente de caça, pesca, coleta de frutas silvestres e agricultura. Suas roças são unifamiliares, onde plantam mandioca, macaxeira, abacaxi, banana, cana de açúcar e outros. Da mandioca é feito o "Beijú"; a banana é consumida de forma natural, assada, cozida ou em forma de mingau; a cana de açúcar é consumida naturalmente ou extraído o caldo. Eles ainda produzem batata doce, cará, taióba, mamão, tabaco, pupunha, algodão, plantas medicinais e "mágicas". O arco é feito com madeira de pupunha ou bacaba e a corda é feita de curauá. As flechas são feitas de cana de flecha e penas de mutum amarradas com fio de algodão. As pontas podem ser feitas de vários materiais, dependendo do animal a ser abatido.
O Povo YANOMAMI é muito alegre, costuma fazer suas festas em época de boa colheita. Saem para caçar e pescar em grupos com rotas diferentes. Caçam macacos, mutuns, veados, anta e outros animais. Ao retornar eles "moqueiam" os animais, que é uma forma de preservar a carne. Em seguida chamam as aldeias vizinhas para participarem das comemorações. Neste período eles cantam, dançam e fazem um tipo de jornal falado "Wayamu". Estas festas podem durar de três a cinco dias.
O mundo espiritual do Povo YANOMAMI é muito rico. Eles acreditam que o universo é formado por três camadas de terras sobrepostas. Na de cima moram os mortos e os seres mitológicos como o Trovão e o Relâmpago. Abaixo desta camada vivem vários espíritos que a seguram para que não caía, pois ela é velha e rachada. Nela ainda vivem a Lua e o Sol. Na camada do meio, vivem os homens e um grande número de espíritos. Eles acreditam na existência de um alter ego e, matando-o, matam também a pessoa com quem ele é relacionado. A camada de baixo é igual a camada do meio, só que nela habitam seres carnívoros e terríveis.
Os primeiros homens YANOMAMI, foram Omã e Yoasi. Como não haviam mulheres, Omã copulou na perna atrás do joelho de Yoasi, e a perna ficou grávida, vindo a nascer um menino. A primeira mulher foi pescada por Omã no poço de uma cachoeira. O pai dela era uma enorme cobra sucurijú e foi ele que deu a Omã as primeiras plantas para cultivar.
Antigamente não haviam bichos. Os primeiros seres humanos se transformaram em bichos. Só o jacaré Iyo e sua mulher, a rã Raeraemé, possuíam o fogo e o guardavam escondido na boca e nas axilas . Os outros só comiam alimentos crus. O beija-flor e outros animais fizeram uma dança engraçada na frente do jacaré e o fizeram rir. Aproveitando o fato dele ter aberto a boca, pegaram rapidamente o fogo e o puseram em algumas árvores. É dessa madeira que eles, ainda hoje, produzem o fogo.
O "Xamã é o líder espiritual, durante os rituais de cura eles cheiram um pó alucinógeno "Yakoana", eles acreditam que este pó "abre" a floresta para os "Xapori", entidades que auxiliam os "Xamãs" nos rituais de cura.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O BRASIL ESTÁ A UM PASSO DE ANGRA 3!
(Fonte: Greenpeace)

O CNPE (Conselho Nacional de Políticas Energéticas) acaba de aprovar a construção de Angra 3, e agora a decisão cabe ao presidente Lula!

Não podemos deixar isso acontecer! Vamos nos unir e dizer NÃO à Angra 3!

Com a desculpa de que a energia nuclear é a saída para a questão energética, vem ficando cada vez mais claro que os interesses do programa brasileiro não são apenas energéticos, mas visam a utilização da energia nuclear para fins militares, o que inclui a produção de urânio enriquecido (para usinas, submarinos e bombas) em escala comercial.
O Governo alega que os R$ 7,4 bilhões previstos para construir Angra 3 livrarão o país do apagão, mas na verdade essa é uma opção extremamente cara, suja e perigosa. Com a previsão de 6 anos para ser concluída, ela não livra os brasileiros do risco de apagão e apresenta a ameaça de graves acidentes nucleares.
O Brasil tem um enorme potencial para produzir energia limpa, para desenvolver uma matriz energética sustentável e segura. Não vamos deixar o Governo Lula armar essa bomba! O presidente ainda pode mudar essa história e impedir que Angra 3 seja construída!
Faça sua parte! Clique aqui para enviar um e-mail para as autoridades responsáveis! Diga NÃO à Angra 3 você também!

sábado, 23 de junho de 2007

Não é casaco nem proteção artificial: urso encara a chuva e se protege com a própria pele no zôo de Berlim (21/06/2007) (Fonte: UOL Bichos)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Manifestação contra queimadas realizada na Av. Amando de Barros, Botucatu-SP

Campanhas Contra Queimadas 2007
IV Manifestação Pública contra queimadas rurais e urbanas

(Fonte: site da ONG SOS Cuesta de Botucatu, SP)

Sobreviver ao aquecimento do planeta será o maior desafio que a população humana enfrentará nas próximas décadas.

A população botucatuense tem o hábito de usar o fogo indiscriminadamente para a limpeza de terrenos não edificados em áreas rurais e urbanas causando prejuízos em todas as áreas sejam ambientais, sociais ou econômicas, uma vez que o fogo afeta diretamente a físico química do solo; reduz a biodiversidade; a fumaça deteriora a qualidade do ar, prejudica a saúde e atua nas mudanças climáticas tanto no fenômeno do efeito estufa quanto na destruição da camada de ozônio. Como agravante, Botucatu enfrentará a expansão das áreas de plantio de cana de açúcar por todo o seu território e conseqüentemente enfrentará os transtornos causados pela queima da palha da cana no período da colheita.
Diante desta realidade, a Ong S.O.S Cuesta de Botucatu, e outras 29 entidades do Fórum Local de Desenvolvimento Sustentável, vêm trabalhando no combate e prevenção de queimadas rurais e urbanas. As ações deste ano se iniciaram com a revisão da Lei Municipal 4.446/03 que proíbe todos os tipos de queimada no município, inclusive a queima da palha da cana. Também estamos lutando para que o poder público crie instrumentos para haja uma fiscalização efetiva e aplicação de multa aos infratores. Sabemos que só isso não basta para erradicar as queimadas e sem dúvida alguma, uma campanha de educação ambiental, voltada para a sensibilização da população e conseqüente mudança de hábitos do cotidiano se faz necessário em caráter de extrema urgência.
Para atingir este objetivo, pretendemos convidar a população para participar da IV Mobilização Popular Contra Queimadas Rurais e Urbanas e mostrar de maneira pacífica e bem humorada, o quanto ficamos insatisfeitos quando Botucatu pega fogo.
Durante os meses do outono e inverno de 2007, a Ong realizará vários eventos com o objetivo de chamar a atenção da população e propor mudanças de hábitos cotidianos.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

The Guardian': Boto rosa está perto da extinção
(Fonte: BBCBrasil.com)
Uma reportagem na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian afirma que cientistas brasileiros temem pelo futuro dos botos-cor-de-rosa da Amazônia.
Os principais culpados pela ameaça de extinção do animal amazônico seriam, segundo cientistas entrevistados pelo diário, os projetos de construção de usinas hidrelétricas na região e o aumento do uso da carne do boto como isca para pesca.
O Guardian afirma que, embora a população de botos-cor-de-rosa na região amazônica ainda seja respeitável, em comparação com outras espécies de golfinhos de água doce, desde 2000 os números vêm sofrendo quedas alarmantes.
"Ambientalistas agora acreditam que o golfinho possa ter o mesmo destino do golfinho do rio Yangtze, na China, que recentemente foi declarado 'funcionalmente extinto' por causa da poluição no rio", diz o texto assinado pelo correspondente do diário britânico em Manaus, Tom Phillips.

Inpa
Entre os especialistas convencidos da gravidade da situação está a bióloga Vera da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
"Acho que isso (a extinção) está se transformando no destino do boto da Amazônia", disse a pesquisadora, de acordo com o Guardian.
Na reserva de Mamirauá, a cerca de 530 quilômetros de Manaus, onde se encontra uma das maiores concentrações de botos-cor-de-rosa, vem sendo registrada uma queda de 10% ao ano na população dos animais.
Ela afirmou ao jornal também que, entre os principais acusados pela acentuada redução das populações de botos-cor-de-rosa na Amazônia está uma técnica de pesca que teria sido importada da Colômbia, baseada no uso da carne do mamífero aquático.
Além disso, estaria crescendo o número de animais que aparecem mortos com ferimentos que parecem ser de arpões e mutilados, normalmente sem as barbatanas e com nomes gravados à ponta de faca nas costas.
O diário londrino lembra ainda que ambientalistas temem que os projetos de construção de hidrelétricas na bacia do Amazonas venham a isolar os grupos de botos-cor-de-rosa, dificultando ainda mais a reprodução deles.

sábado, 16 de junho de 2007


Objetos produzidos durante a oficina - acima pote sagrado para a reza do pajé

Oficina de cerâmica Yawanawa
(em março/2007 foi realizada a primeira Oficina de Cerâmica Yawanawá, tendo uma cerimônia de abertura pelo pajé Yawarani, no chapéu de palha da aldeia Nova Esperança - Terra Indígena do Rio Gregório. ) (Fonte das imagens e informações: site Yawanawa)

"A cerâmica não é simplesmente um instrumento de uso domiciliar, mais que ele tem um profundo significado na vida do povo indígena Yawanawa. Ela faz parte de nossas vidas. A começar pelo próprio barro de fazer a cerâmica. O barro tem dono, e necessita respeito e apreciação para ele "conceder" a arte ao artesão. Antigamente os ancestrais antes de tirar o barro, se comunicavam antes com o dono para obter permissão para tirar o mesmo daquele local.
Disse ainda que o prato, os potes, os vasos de cozinhar entre outros, são instrumentos e significado muito importante. Além dos grandes potes antigos que eram adornados para os mortos serem depositados dentro. Até hoje nos cemitérios tradicionais ainda encontram-se os potes onde foram depositados os grandes chefes Yawanawa." (
Raimundo Tuin Kuru)

Assim como seres humanos e cães, baratas aprendem
(Fonte: Estadão )

Pesquisa sugere que baratas podem ser treinadas pelo método de Pavlov
Reuters

HONG KONG - Baratas têm memória e podem ser treinadas para salivar em resposta a estímulos, da mesma forma que cães fizeram quando o famoso cientista russo Pavlov tocava um sino, disseram pesquisadores japoneses.
Tal "condicionamento" só pode acontecer se existe memória e aprendizado. A resposta de salivação só havia sido anteriormente provada em seres humanos e cachorros.
Em artigo na mais recente edição da publicação online Public Library of Science, os pesquisadores disseram esperar saber mais sobre o cérebro humano com a exploração do que acontece em um cérebro mais simples, como o da barata. O artigo está disponível no endereço http://www.plosone.org/doi/pone.0000529.
No experimento, os cientistas expuseram um grupo de baratas a um odor sempre que as alimentavam com um solução de açúcar. Mais tarde, quando elas eram expostas somente ao odor, ainda assim salivavam.
Outro grupo de baratas foi alimentado com uma solução de açúcar sem odor e a exposição ao odor, depois, não levou a uma mudança na quantidade de saliva produzida.
Nos anos 1890 e 1890, o médico russo Ivan Petrovich Pavlov conduziu uma pesquisa com cachorros que ficou conhecida como "condicionamento clássico".
Ele usou sinos para chamar cachorros para se alimentar e, depois de algumas repetições, os cães começaram a salivar em resposta somente ao sino.

quinta-feira, 14 de junho de 2007


Reliquia Indigena Tupinambá
(Fonte: site Índios Online)
"A Igreja Nossa Senhora Da Escada, localizada na aldeia de Olivença, do povo Tupinambá, no municipio de Ilheus, foi construida oficialmente pelos Jesuitas, mas na realidade quem a construiu foi o nosso povo, ela é feita com pedra e oléo de baleia.A igreja está entre as mais antigas do Brasil, e serviu de semiterio, em batalhas travadas com nosso povo.Hoje ela já passou por muitas reformas, e teve como consequencia, a sua forma original perdida, mas continua sendo muito visitada, por turistas de todas as partes do mundo.A nossa Identidade Etinica está em cada obra construida por nos, e a Igreja N.S. da Escada é prova disso.Os nossos anciões foram guerreiros com arcos e flexas , e nos jovens nós tornamos guerreiros online, para defender nosso patrimonio e objetivos."

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ajude a salvar o Xingu (campanha divulgada por Hanah )
Rio Xingu (Fonte da imagem)

Povos indígenas condenam construção de complexo hidrelétrico de Xingu

(trecho de matéria publicada no site ambientebrasil )

Cerca de 200 participantes do encontro dos povos indígenas do Xingu, encerrado esta semana, em Altamira (PA), condenaram a construção de duas barragens (Belo Monte I e II) no Rio Xingu. Para as 17 etnias representadas e 18 organizações da sociedade civil mobilizadas no evento, "qualquer intervenção no Xingu provoca a extinção da caça, do peixe e afeta profundamente nossas terras e nossa saúde (dos indígenas)".
De acordo com o documento, resultante do encontro dos povos indígenas do Xingu sobre a construção do Complexo Hidroelétrico do Xingu", a construção de barragens irá atingir "os povos indígenas, as comunidades de agricultores, a floresta e afetar a biodiversidade prejudicando a vida na Bacia do Rio Xingu".
O encontro em Altamira foi articulado pelo Cimi - Conselho Indigenista Missionário, ligado à Igreja Católica. Segundo o coordenador do Cimi no Pará e no Amapá, Claudemir Teodoro do Couto Monteiro, a discussão do projeto não está envolvendo os indígenas. "Toda vez que tem um projeto para a Região Amazônica, uma região bem complexa, com povos tradicionais e ribeirinhos, é necessário que todos sejam escutados", opina.
Claudemir Monteiro afirma que "os grandes interessados na construção de Belo Monte são a Vale do Rio Doce, que quer mais energia para aumentar sua produção, e a Alcoa que tem projeto de extração de bauxita para a produção de alumínio no município de Juruti".
Para o coordenador do Cimi, grandes empreendimentos não geram inclusão e o benefício é provisório e relativo ao momento da obra. "Você olha para a sede (do município) de Tucuruí e tem até pena", opina. "Não houve enriquecimento nenhum da cidade, apenas crescimento normal como qualquer outro município", rememora sobre a construção da segunda maior hidrelétrica nacional.

sábado, 9 de junho de 2007

O cinema da Ursa - Cinema Floresta
(imagem e informações enviadas pela amiga Ana de Toledo)
O cinema foi inaugurado em 1922 na rua jardim Botânico (RJ). Passou a se chamar
Cinema Jussara nos anos 60 e funcionou até 1976.

quinta-feira, 7 de junho de 2007




Álbum inédito conta história dos índios brasileiros

(Fonte: Blog dos Quadrinhos)
Uma história em quadrinhos inédita conta a trajetória dos índios brasileiros antes, durante e depois do descobrimento. O álbum está quase pronto para ser publicado e é negociado com quatro editoras.
O álbum conta a história de pelo menos 12 tribos. Nesta e nas próximas duas postagens, há imagens dos kayapó, dos xavante e dos kreen-akarore. As imagens são mostradas em primeira mão pelo Blog dos Quadrinhos.
A trajetória cronológica dos índios foi narrada por Sergio Macedo, desenhista brasileiro mais conhecido no exterior do que por aqui. Ele morou dois meses no Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso.
A experiência foi no início de 1987. O álbum também começou a ser produzido nessa época.
"Desde criança, minha paixão eram os índios", diz o desenhista. "Meus pais diziam que eu era adotado por índios. Eu adorava."
A realização do sonho de criança rendeu muitas histórias. Uma delas já inspirou um álbum em quadrinhos, "Xingu!", lançado na França em 1989. A obra tem o cacique Raoni como um dos personagens.
Sua fonte de informação eram as histórias de vida ouvidas nas diferentes aldeias. Os relatos passam de geração para geração, de tribo para tribo.
"Os índios se intervisitam", diz. "As tribos se comunicam muito. Aprendi com os diálogos entre um índio e outro."
O álbum inédito, segundo ele, vai reunir todos esses relatos, tribo por tribo.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Sapo púrpura fluorescente descoberto em Suriname (imagem Reuters)

Sapo fluorescente e 23 espécies são achadas no Suriname
(Fonte: Estadão)

Descoberta aponta para necessidade de pesquisas em regiões distantes, diz ONG
Reuters

WASHINGTON - Um sapo fluorescente de cor púrpura é uma das 24 novas espécies descobertas nos planaltos do Suriname, disseram ambientalistas nesta segunda-feira, alertando que as criaturas são ameaçadas pelo garimpo ilegal.
A descoberta de tantas espécies fora classe dos insetos é extraordinária e aponta a necessidade de pesquisas em regiões distantes, segundo Leeanne Alonso, da ONG Conservação Internacional, que liderou a expedição responsável pelas descobertas.
"Quando você vai a esses lugares tão inexplorados e remotos, tende a encontrar novas espécies, mas a maioria são insetos", afirmou Alonso por telefone de Paramaribo, capital do Suriname. "O que é realmente empolgante aqui é que encontramos muitas novas espécies de sapos e peixes também."
O sapo de duas tonalidades tem a pele coberta por traços fluorescentes numa cor púrpura-azulada, sobre um fundo na cor de berinjela. Ele foi descoberto em 2006 como parte de uma pesquisa no planalto de Nassau, no interior do Suriname, segundo a ONG.
Os cientistas que vasculhavam aquele planalto e os montes Lely encontraram quatro outras novas espécies de sapo, além do descrito acima, seis espécies de peixe, 12 besouros coprófagos e uma nova espécie de formiga, de acordo com nota da Conservação.
As criaturas foram achadas por 13 cientistas que exploraram a região, cerca de 130 quilômetros a sudeste de Paramaribo, onde há áreas com fontes de água suficiente para abrigar abundantes populações de peixes e anfíbios.
Eles também acharam 27 espécies nativa do Escudo das Guianas, que abrange Suriname, Guiana, Guiana Francesa e o norte do Brasil. Um deles era o raro peixe-gado com carapaça, que os ambientalistas temiam já estar extinto devido à contaminação provocada por garimpeiros num riacho onde a espécie havia sido vista pela última vez, há 50 anos.
Incluindo as novas espécies, os cientistas observaram 467 espécies nos dois locais, indo de grandes felinos, como panteras e pumas, até macacos, répteis, morcegos e insetos.