domingo, 11 de janeiro de 2009

Tempo de decomposição do lixo
(Fonte das informações: Folha Verde)

3 meses
A lignina, substância que dá rigidez às células vegetais, é um dos componentes mais importantes do papel. Ela não se decompõe facilmente, pois suas moléculas são maiores do que as bactérias que as destroem. Num lugar úmido, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco. Além disso, um papel absorvente dura vários meses. Jornais podem permanecer intactos por décadas.

6 meses
A deterioração de um fósforo de madeira começa com a invasão da lignina — seu principal ingrediente — por hordas de fungos e insetos xilófagos, os que comem madeira. O processo é lento e, em um ambiente úmido, um fósforo não se destrói até que se passe cerca de seis meses.

6 a 12 meses
Os microorganismos, insetos e outros seres invertebrados geralmente transformam a matéria orgânica de forma eficaz. No entanto, o miolo de uma maçã, que se decompõe em uns seis meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Isso porque o orvalho (e a neve nos países frios) dificulta a proliferação dos micróbios e diminui sua capacidade devoradora.

1 a 2 anos
Um cigarro pode demorar de um a dois anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior.

5 anos
Um chiclete jogado no chão começa a ser destruído pela luz e pelo oxigênio do ar, que o fazem perder a elasticidade e a viscosidade. Como a goma contém resinas naturais e artificiais, além de açúcar e outros ingredientes, o processo pode durar até cinco anos. A pulverização do chiclete é mais rápida se ele grudar no sapato de algum distraído.

10 anos
Os metais, em princípio, não são biodegradáveis. Uma lata de aço se desintegra em uns dez anos, convertendo-se em óxido de ferro. Em dois verões chuvosos, o oxigênio da água começa a oxidar as latas feitas de aço recoberto de estanho e verniz. Já uma lata de alumínio não se corrói nunca. E boa parte dos refrigerantes é vendida em latas de alumínio.

mais de 100 anos
As boas qualidades do plástico — sua durabilidade e resistência à umidade e aos produtos químicos — impedem sua decomposição. Como esse material existe há apenas um século, não é possível determinar seu grau de biodegradação, mas estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer.

4000 anos
O vidro não se biodegradará jamais. Sua resistência é tamanha, que arqueólogos encontraram utensílios de vidro do ano de 2000 a.C. Por ser composto de areia, sódio, cal e vários aditivos, os microorganismos não conseguem comê-lo. Um recipiente de vidro demoraria 4.000 anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos.

O que há no lixo
Composição aproximada do lixo recolhido na coleta seletiva da cidade de São Paulo. A coleta seletiva representa 0,8% do total produzido: 12.000 toneladas por dia, o maior volume do País. Desse valor, 87% vai para quatro aterros sanitários da metrópole.
Plástico 7%
Metais 10%
Vidro 13%
Matéria orgânica e resíduos 20%
Papel 50%
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* Vale a pena lembrar: cada 50 quilos de papel usado e transformado em papel novo, reciclado, evitam o corte de uma árvore. Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evitam a extração do solo de cerca de 5 mil quilos de minério, a bauxita. Além disso, uma lata de alumínio leva de 80 a 100 anos para decompor-se. Com um quilo de vidro quebrado faz-se exatamente um quilo de vidro novo (a vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes). E o vidro pode demorar até 1 milhão de anos para decompor-se.
(Fonte: reciclaveis.com.br)

O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é um mamífero monotremado, endémico da Austrália. É um animal semi-aquático e nocturno que habita rios e cursos de água.
(Fonte das informações)

O ornitorrinco é carnívoro e alimenta-se de insetos, vermes e crustáceos de água doce, tendo o corpo adaptado para uma vida aquática ou terrestre. Apesar de ser um mamífero, o ornitorrinco, em vez de dar à luz às suas crias, põe ovos que são parcialmente chocados no interior do corpo. Possui ferrões em suas patas e quando acuado os utiliza causando uma dor insuportável. Outra diferença importante em relação aos mamíferos placentários é que as fémeas deste animal não têm mamilos e as crias sugam o leite materno através dos poros existentes em meio a pelagem da barriga. Quando as crias dos ornitorrincos estão dentro de um ovo, possuem um dente na ponta do bico chamado dente do ovo. Este destina-se a perfurar a casca do ovo. Pouco tempo depois do nascimento este dente cai.
As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste. Recentemente (2004), uma equipe de cientistas da Universidade Nacional da Austrália mostrou que as diferenças existem também ao nível genético: os ornitorrincos apresentam dez cromossomas sexuais, em vez dos dois (XY) dos mamíferos não monotremados. O ornitorrinco é o representante atual de um ramo de mamíferos que se diversificou no Cretácico inferior, mas que não está relacionado com os mamíferos placentários. Assim, não se pode concluir que esta espécie se trata de um antecessor primitivo, porque é totalmente separada.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pintura corporal de índio Asurini do Xingu (PA) (Fonte da imagem)

A pintura corporal
(Fonte das informações)

A pintura corporal para os indios tem sentidos diversos, não somente na vaidade, ou na busca pela estética perfeita, mas pelos valores que são considerados e transmitidos através desta arte. Entre muitas tribos a pintura corporal é utilizada como uma forma de distinguir a divisão interna dentro de uma determinada sociedade indígena, como uma forma de indicar os grupos sociais nela existentes, embora existam tribos que utilizam a pintura corporal segundo suas preferências. Os materiais utilizados normalmente são tintas como o urucu que produz o vermelho, o genipapo da qual se adquire uma coloração azul marinho quase preto, o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma camada de suco de pau-de-leite, e o calcáreo da qual se extrai a cor branca.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Homenagem de Ano Novo da Ursa à querida Copacabana. Especialmente dedicada aos amigos cariocas: Jôka, Ana de Toledo, Márcia Clarinha, Janaina de Almeida... e a todos vocês!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008



A Ursa recebeu a visita deste coral florestal fabuloso! Boas Festas para todos!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ritual de celebração Pataxó no IX Jogos Indígenas em 2007 (Foto Marília França - Etnia PATAXÓ
Fonte: Marília França / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com/ - Informações extraídas do site Web Radio Brasil Indígena)

“Pataxó Mukámukau, Pataxó Maiôy Werimehe, Ertô, Ertô Ertô Pataxó, Kotê kawí sumiata heruê, Heruê, Heruê”, cantam em grupo ao dançar o seu ritual. Significado: “Pataxó unir e reunir, Luz de amor, Te amo Pataxó, Beber kawi, Cantar o Heruê, Heruê, Heruê, Heruê”
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*Kawi: suco de mandioca; *Heruê: nome da música.
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Urucum, jenipapo, carvão e argila são os principais adereços para uma boa pintura corporal, que varia com as cores vermelho, preto, branco e amarelo. “A cor amarela, vinda da argila representa o sol, e o vermelho do urucum o fogo. Já o preto, extraído do jenipapo e carvão é usado para traçar o desenho”, explica Raoni Brás Pataxó, líder cultural da etnia.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Poupa, ou boubela, poupão, poupa-pão e poupinha, tem uma plumagem magnífica
(Fonte das informações: Ache Tudo e Região)

Uma defesa malcheirosa

Quando nascem, e por vários meses depois do nascimento, os filhotes de poupa, assim como sua mãe, enquanto toma conta deles, tem um cheiro desagradável semelhante ao de carne podre. Este mau cheiro mantém os inimigos afastados. Quando são realmente ameaçados, os filhotes exalam um cheiro fétido. Os adultos enfrentam seus inimigos no chão. Eles abrem as asas, erguem a crista, e lançam uma série de gritos tristes e monótonos. Os filhotes perdem seu cheiro repelente várias semanas depois de terem aprendido a voar
Com seu bico comprido e curvo, a poupa se alimenta de pequenos insetos e vermes, catados no meio de matéria vegetal em decomposição. Se a presa é grande, a poupa joga-a para cima antes de tragá-la. A poupa é uma ave solitária, reunindo se em bandos somente durante as migrações. Vive no meio dos arbustos espalhados pelo campo aberto, e corre com passinhos curtos e rápidos.
Os ninhos da poupa são encontrados em quase toda a Europa, na maior parte da Ásia e da Malásia e por toda a África, exceto no Saara e nas florestas equatoriais. A época de reprodução da poupa decorre entre Agosto e Outubro, dependendo da distribuição geográfica. Cada postura contém 2 a 6 ovos de cor azul-esverdeada. Os filhotes chocam ao fim de cerca de 17 dias de incubação, da responsabilidade exclusiva da fêmea, e permanecem no ninho durante cerca de um mês, recebendo os cuidados parentais de ambos os pais. Na Grécia antiga esta ave era muito caçada, porque se acreditava que sua carne tinha propriedades medicinais.
A poupa é uma ave de médio porte, com 25-27 cm de comprimento, cerca de 50 cm de envergadura e cauda relativamente longa. A plumagem é acastanhada, sendo as asas pretas e brancas e a cauda preta. As asas pretas e largas de riscas brancas e bege, permitem um vôo lento e ondulado. A grande particularidade das poupas é a invulgar crista cor-de-rosa com pontinhas pretas, e que se ergue, abrindo, quando o macho lhe faz a corte ou para proclamar território. Quando a crista volta a baixar, a cabeça da poupa é comprida e estreita, acentuada pelo bico curvado e comprido que usa para picar a terra à procura de minhocas, larvas, escaravelhos e gafanhotos. A poupa pontiagudo que lhe dá o nome é bem visível quando ereta. O bico é longo e recurvado e as patas são acinzentadas e curtas. O seu canto é um característico hoop-hoop-hoop que pode ser repetido ao longo de vários minutos.
O estado de conservação da poupa é seguro, mas a espécie encontra-se em regressão na Europa. No último século desapareceu da Suécia, Holanda, Bélgica e grande parte da Alemanha, sobretudo devido à alteração das práticas agrícolas e à introdução do uso de inseticidas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uma mulher ornamenta sua filha com grafismos feitos com genipapo, utilizando pincel feito de fibra de palmeira. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.
Os amigos rituais das crianças honradas na fase final de um ritual de nominação. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.
Depois de uma longa expedição na floresta, os homens chegam carregados, cada qual armazenando mais de 15 jabutis. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.

Kayapó
(Fonte: Povos indígenas no Brasil)
Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do caudaloso rio Xingu, desenhando no Brasil Central um território quase tão grande quanto a Áustria, praticamente recoberto pela floresta equatorial, com exceção da porção oriental, preenchida por algumas áreas de cerrado. Sua cosmologia, vida ritual e organização social são extremamente ricas e complexas; assim como são intensas e ambivalentes as relações com a sociedade nacional e com ambientalistas do mundo todo.
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(Informações extraídas daqui)

Em cerimônias que duram por vezes muitos meses, é necessária uma quantidade enorme de carne. São então organizadas, três ou quatro vezes por ano, grandes expedições. Em princípio, as mulheres e as crianças acompanham os homens, deixando a aldeia abandonada. A cada dia, um novo acampamento é levantado na floresta, a alguns quilômetros do precedente. É de lá que os homens partem para a caçada.
Com exceção dos jabutis, toda a carne é comida na própria floresta. Somente os jabutis são conservados para o festim final. Na floresta equatorial não é fácil conservar grande quantidade de carne e, assim, os jabutis oferecem a alternativa mais simples: esses animais podem permanecer por muito tempo em vida sem comer nem beber. É bem verdade que o transporte torna-se problemático. Para carregá-los mais facilmente, os jabutis são amarrados lado a lado entre dois bastões de madeira. Tais estruturas trazem no máximo 15 jabutis e podem medir três metros de altura e pesar até 60 quilos. Não é tarefa fácil realizar esses caminhos pela floresta. Por conseguinte, os jovens partem todos os dias antes dos caçadores para fazer, com seus machados, um corredor através da vegetação. Os caçadores, cada qual com seu carregamento de jabutis, avançam lentamente pela floresta; eles não retornam à aldeia antes de reunir quantidade suficiente desse animal para organizar um banquete. Em geral, isso significa que é preciso encontrar 200 ou 300 animais, o que pode durar um ou mais meses.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Tereré é um chá, preparado em uma cuia com água fria ou gelada e erva-mate moída. É um costume dos Kaiowá/Guarani que se espalhou por todo o estado de Mato Grosso do Sul.

O Tereré

(Fonte das informações)
Diz a lenda que durante a Guerra do Paraguai, os soldados de ambos os lados (Brasil e Paraguai), durante os tempos de folga entre um combate e outro, ou às vezes até mesmo em pleno combate, gostavam de tomar um chimarrão para repor os ânimos. Como o intervalo entre esses combates era muito curto, não havia tempo para esquentar a água, assim eles começaram a tomar frio e gostaram do sabor.
Já uma história mais verídica diz que o tereré (também pode-se pronunciar tererê) teria surgido na Guerra do Chaco (entre Paraguai e Bolívia, 1932-1935) quando as tropas começaram a beber mate frio para não acender fogos que denunciariam sua posição. O tereré se tornaria uma bebida popular no Paraguai mais recentemente, introduzida pelos soldados no quotidiano do país através da região do Chaco.
Outra versão da origem do tereré, diz respeito aos mensú (escravos ervateiros do nordeste do Paraguai e da Argentina, até meados do século XX), se eles fossem surpreendidos pelos capangas fazendo fogo para tomar mate seriam brutalmente torturados, por isso tomavam o mate frio. Presumivelmente por esta razão que estes mensús introduziram este costume no exército paraguaio, quando lá tiveram que servir, durante a guerra.
No entanto, crê-se que o tereré ja era ingerido pelos
índios Guarani, e existem relatos desde o século XVII onde alguns jesuítas aprenderam com eles as virtudes do mate (ka'a em guarani). Os mesmos jesuítas elogiaram os efeitos da erva, afirmando que este matava a sede melhor do que água pura. Segundo alguns, os índios Guarani não só tomam o mate (ou tereré), mas também a erva em infusão (como chá) e também fumando a erva bruta, como rapé.
No Brasil, o tereré foi trazido pelos paraguaios, que entraram pelo país através do estado do Mato Grosso do Sul e depois se espalhou para outras partes do mesmo. Todo o ciclo brasileiro da erva-mate do tereré teve início na cidade de Ponta Porã, que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, depois expandiu-se para outras cidades e estados.

Características
Diferentemente do chimarrão, que é feito com água quente, o tereré é consumido com água fria, resultando em uma bebida agradável e refrescante. Em sua produção, a erva mate utilizada no preparo do tereré difere do chimarrão por ter de ficar em repouso por volta de oito meses, em local seco, e de ser triturada grossa depois disso. Devido ao fato das folhas serem cortadas grossas, ao contrário do chimarrão, o tereré não tem tantos problemas com o entupimento. Quando isso ocorre, geralmente é devido a uma grande quantidade de mate em pó, indicando má-qualidade da erva usada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A ave que rosna na floresta
(Fonte: Época - Blog do Planeta - dica da amiga Ana de Toledo)

Com penas pretas e jeitão de galinha, o jacamim é um dos personagens mais ilustres do Instituto Floresta Tropical (IFT), no Pará. A instituição ensina práticas de extração de madeira que não destroem a floresta, conhecidas como manejo florestal. A ave é mascote dos engenheiros florestais e técnicos do IFT. Ela segue os instrutores e alunos pelas trilhas de mata, e até assiste às aulas em uma sala que é grande fonte de inspiração para quem luta para salvar a Amazônia. Cercada por árvores de até 30 metros de altura, sem paredes ou telhado, não tem cenário melhor para um jacamim aparecer como bichinho de estimação.
E para os mal-intencionados que se aproximam sem avisar, a ave dá o seu recado:
“Grrrrrrrrrrrrrrrrrrr”, rosna tal qual um cão de guarda, deixando as penas arrepiadas. Apesar do jeito invocado, o jacamim adora receber um carinho na cabeça e é extremamente dócil. Aliás, um problema para a sobrevivência da espécie. Aves de grande porte e dóceis são sempre as primeiras a serem extintas quando o ser humano começa a colonizar uma região. Basta lembrar do pássaro dodô das ilhas Maurício e a ave-elefante de Madagascar, ambas extintas.
Os jacamins geralmente vivem em bando na floresta, mas esta ave solitária que mora em um remanescente de floresta de Paragominas, no Pará, parece ter adotado os alunos do IFT como bando. Uma triste realidade em uma região onde a floresta desaparece a cada dia.
Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelaram esta semana que o desmatamento voltou a crescer. A taxa ainda é pequena, apenas 3,8%, mas já é um alerta para quem acreditava que o fantasma da devastação estava sob controle na Amazônia.
(Juliana Arini)

sábado, 29 de novembro de 2008

Imagem aérea mostra casas destruídas por deslizamento de terra em bairro nobre de Blumenau (SC)

Desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para tragédia em SC
(Fonte: O Dia on line)

Brasília - O desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina. É o que avalia o professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Lino Brangança Peres.
“As árvores foram substituídas por casas e vegetação rasteira, o que contribuiu para a erosão. Esses deslizamentos aconteceriam mais cedo ou mais tarde, as fortes chuvas desses dois meses apenas aceleraram esse processo”, explica.
A floresta cobria uma área de aproximadamente 1,29 milhão de quilômetros quadrados, em 17 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. O bioma ocupava cerca de 15% do território nacional. Atualmente, apenas 7% desse total permanece intacto.
O desmatamento da Mata Atlântica está diretamente ligado à expansão das cidades brasileiras. E, na opinião do professor, a ocupação desordenada dos municípios pode ser outro fator para a catástrofe no Vale do Itajaí.
“Choveu muito acima da média, mas isso é apenas parte do problema. O modelo de ocupação irregular das cidades do Vale do Itajaí contribuiu para que isso acontecesse. E tudo com a conivência do poder público”, explica o professor.
Segundo Peres, as primeiras residências na região surgiram durante o século 19, época da imigração de europeus para o Brasil, próximas aos rios. No século 20, as pessoas passaram a ocupar os morros e as encostas. “O planejamento municipal começou muito tarde no Brasil, na década de 70, quando as cidades já tinham crescido”, conta.
A solução, na avaliação do urbanista, é o governo realocar a população dos morros e encostas para outros locais mais seguros. “O problema é que boa parte das áreas adequadas já foram ocupadas”, ressalta.

As informações são da Agência Brasil
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Para ajudar as vítimas de Santa Catarina e dos municípios do Rio de Janeiro, visite o blog Assuntos ETC., da amiga Janaina de Almeida, e obtenha mais informações

sábado, 22 de novembro de 2008

Pescadores Camaiura na pesca com arco e flecha (Fonte da imagem - Clique nela para ampliar)
Sobre os nossos índios
(Informações extraídas do site da Ed. Moderna)

Hoje vivem na Amazônia Legal cerca de 160 povos indígenas, com uma população aproximada de 150 mil índios. Esses povos indígenas são diretamente atingidos pelo desmatamento e pela ocupação desordenada da Amazônia. Veja como.

Nambikwaras
Viviam da caça e da agricultura no vale fértil do rio Guaporé, em Rondônia, sempre mantendo ao redor de suas aldeias uma área de mata nativa. Devido aos projetos de ocupação patrocinados pelo governo brasileiro nos anos 1980, os índios foram transferidos para a Chapada dos Parecis, em Mato Grosso, uma área de cerrado imprópria para a agricultura.

Yanomami
Ocupam a fronteira norte do país, no estado de Roraima. Na década de 1980, tiveram suas terras invadidas por garimpeiros em busca de minérios. Os conflitos entre os dois grupos aumentaram na década seguinte, com massacres como o de 1993, que resultou na morte de muitos índios e alguns garimpeiros. Devido à forte resistência indígena, o governo federal interveio e dividiu os yanomami em 19 áreas pequenas e descontínuas. Isso contribuiu para desestruturar a organização cultural e política dos yanomami.

Cinta-largas
Assim como os demais, viviam da agricultura, caça e coleta em Rondônia. Também tiveram suas terras invadidas pelos garimpeiros e resistiram a essa invasão. Contudo, mais recentemente, alguns líderes desse povo coligaram-se aos garimpeiros para explorar as minas de Rondônia, tornando-se cúmplices na poluição criminosa dos rios com mercúrio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


Macacos-narigudos
(Fonte: blog O Vôo da Flosinha)

Sabia que...
O macaco-narigudo macho (Nasalis larvatus) utiliza o seu nariz bulboso para soltar o seu potente grito de alarme, na selva úmida do Bornéu, de preferência junto aos rios , onde é frequente vê-lo nadar. As populações locais dão-lhe o nome de homem branco. O nariz, normal nas fêmeas e nos machos jovens, apenas nos machos adultos se apresenta muito desenvolvido e pendente.

sábado, 8 de novembro de 2008

Arquipélago fluvial de Mariuá, no Rio Negro, AM (Fonte da imagem: Overmundo)

Exposição científica do WWF registra riquezas do Rio Negro
(Fonte: Globo Amazônia)

Viajantes fazem levantamento biológico da região.
Veja fotos de um dos locais mais belos e preservados da Amazônia.

Para registrar como vivem os animais e as pessoas em uma das regiões de mais rica biodiversidade do planeta, uma expedição da organização não-governamental WWF está subindo o rio Negro, no estado do Amazonas.
A viagem, que começou em 17 de outubro e termina em 15 de novembro, leva uma equipe de 65 pessoas. Na primeira etapa da expedição, eles estão visitando o Arquipélago de Mariuá, considerado o maior conjunto de ilhas fluviais do mundo.
Na segunda fase, os pesquisadores visitarão uma área onde está prevista a criação da Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi. Eles farão um levantamento das necessidades das pessoas que vivem lá, ajudando a definir os parâmetros para a criação da reserva.
O dia-a-dia da expedição pode ser acompanhado por meio de um blog criado especialmente para registrar a impressão dos viajantes ao conhecer uma das regiões mais belas e bem preservadas do planeta. - Clique aqui para visitar o blog da expedição