quarta-feira, 2 de abril de 2008

CLICK ÁRVORE: Nesse site, cada click representa uma árvore paga pelos colaboradores e plantada em áreas da Mata Atlântica.

Recuperação Florestal (informações extraídas do site
Click Árvore)
Para que consigamos recompor da maneira mais próxima possível do ecossistema original, é necessário ser feita uma seleção especifica de mudas de acordo com a região a ser reflorestada e espalhar estas mudas da forma mais homogênea possível. Cabe lembrar que uma floresta tropical e sua biodiversidade são o resultado de milhares de espécies evoluindo em um complexo equilíbrio durante milhões de anos. Ao auxiliarmos ou, dentro do possível, acelerarmos a recuperação de uma floresta nativa, sua plena recomposição depende de uma série de fatores dos quais não temos controle, como a migração e o re-aparecimento de determinadas espécies de fauna, flora e microorganismos. O melhor que podemos fazer é proteger a área de florestas naturais existentes para que estas auxiliem no processo de restauração da dinâmica natural das áreas reflorestadas.
Isto não quer dizer que estas árvores, plantadas em locais estratégicos, não estarão prestando inúmeros outros serviços de vital importância para a recomposição ambiental, como a manutenção da fertilidade dos solos, a re-conexão de ilhas de vegetação isoladas (amenizando problemas de consangüinidade e permitindo a colonização de outras regiões por certas espécies), além da a melhoria da qualidade das águas, a estabilização da superfície e melhoria da qualidade dos solos, entre muitos outros.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pedra do Elefante na praia de Itaipuaçu, Niterói, RJ
Pedra do Elefante em Nova Vanécia, ES

Pedra do Elefante em Andradas, MG

Curiosidade: Elefantes em diversos lugares do Brasil

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um déspota romano impõe a vacinação (charge de 1904)


Abaixo a Vacina!
(Fonte das informações e imagem: Educaterra )

Entre os dias 10 e 15 de novembro de 1904, durante quase uma semana, o Rio de Janeiro, então capital federal da República do Brasil, virou numa praça de guerra. De um lado, alinhavam-se a polícia, as tropas do exército, pelotões de marinheiros e os agentes da saúde pública; do outro, um povo inteiro em fúria, alçado contra a lei da vacinação obrigatória, aprovada na Câmara Federal no dia 31 de outubro de 1904. Foi a maior revolta popular do Rio de Janeiro e talvez a maior insurgência urbana da história do Brasil.
Rio, hospital a céu aberto - Se bem que o Rio de Janeiro daqueles tempos não tivesse nenhum buraco negro como em Calcutá, um sumidouro abrasante de homens brancos, a capital do império em termos de higiene e saúde pública era um pavor. A paisagem sim, belíssima, de extasiar, mas as condições de vida para quem vinha da Europa eram de assustar.
O Conde Gobineau, embaixador francês no Brasil e amigo do imperador D. Pedro II, mal desembarcou em 1869, foi derrubado por uma febre que o prostrou por seis meses. Deixou dito que o Rio de Janeiro era um "deserto povoado de malandros" e passou boa parte do tempo alarmado em contrair um febrão mortal. Podia ter sido eleito por qualquer das desgraças tropicais: a peste bubônica, a febre amarela ou a varíola, entre tantas outra mais, visto que a cidade acolhia todas as pandemias existentes. Era um hospital a céu aberto.
Os cortiços e as febres - Salvando-se o bairro do Botafogo, morada do Conselheiro Aires de Machado de Assis, e o bairro do Flamengo, o centro da cidade era medonho. Ali, da beira do cais estendendo-se até os morros da Saúde e da Providência, concentrava-se a república dos cortiços. Um mar de casebres, colados uns aos outros, que parecia não ter fim.
Com abolição de 1888, a situação urbana piorara. Milhares de ex-escravos, largados sem nada do eito, deram com os costados por lá. Viviam ao deus-dará. É possível que eles perfizessem um terço dos 720 mil habitantes da capital federal. O ponto determinante que levou as autoridades republicanas a dar um basta, a por um fim naquilo, naquele matadouro invisível, foi a morte em massa de marinheiros italianos.
Em 1895, 240 tripulantes da fragata "Lombardia", em visita à cidade, caíram atacados pela febre amarela. Em uma semana, 144 deles morreram, inclusive o comandante da nave. Como chamar imigrantes (então política oficial de Estado retomada pelo regime de 1889), para virem para o Brasil com aquilo? Ainda assim, qualquer ação mais enérgica terminou adiada. Na Bahia, o Conselheiro punha fogo no sertão, e com isso, por um tempo, foram-se os recursos da república.

segunda-feira, 24 de março de 2008

(Fonte da imagem: Mural de Imagens )


II CAUCUS INDÍGENA INTERNACIONAL SOBRE ACESSO E PROTEÇÃO DE CONHECIMENTOS TRADICIONAIS E BIODIVERSIDADE
(Fonte das informações:
INBRAPI )

Local e Data: Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília, de 25 a 27 de março de 2008.

O Brasil possui a maior diversidade cultural da América Latina: São 230 Povos que vivem nas florestas tropicais da Amazônia, na caatinga do nordeste, no cerrado do Centro-Oeste, na mata atlântica do sudeste e nas matas de araucária meridionais. Trata-se de uma megasociodiversidade que fala 180 línguas, mas possui uma preocupação comum: qual será o futuro das nossas terras e águas tradicionais? Como proteger nossos conhecimentos sobre a biodiversidade que preservamos e conservamos em nossas terras, por tempos imemoriais?
Caucus designa a reunião de determinados grupos de países ou segmentos sociais que participam de uma reunião da Convenção sobre Diversidade Biológica, por exemplo, a reunião do grupo de países do continente africano que fazem parte da CDB é denominado “Caucus Africano”, de forma semelhante a reunião dos indígenas de vários Povos do mundo na CDB chama-se “Caucus Indígena”. Enfim, o Caucus reunirá muitos Povos de todos os ecossistemas brasileiros em um evento que falará línguas que as Nações Unidas desconhecem. Um Caucus de homens, mulheres, líderes tradicionais, especialistas indígenas, jovens, parteiras e anciãos para pensar no futuro da diversidade biológica, a partir da perspectiva da Megasociodiversidade nativa do Brasil.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Que a Páscoa seja, também, um renascimento da natureza. Beijos floridos da Ursa!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Professor apresenta ferramenta contra mosquito da dengue
(Fonte: site Notícias 24 Horas ) (VEJA VÍDEO DE ENTREVISTA COM O PROFESSOR MAULORI CABRAL)

Uma armadilha feita com garrafa pet é possível prender e matar o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O invento é do professor do Instituto de Microbiologia da UFRJ, Maulori Cabral.
Segundo o professor, a "mosquitérica" funciona como uma "ratoeira genérica" que atrai as fêmeas de todas as espécies de mosquito, inclusive de Aedes aegypti, para que coloquem seus ovos dentro dela, o que permite capturá-los, interrompendo o ciclo do vetor.
A idéia já foi patenteada pela universidade, mas não houve nenhuma proposta de comercializá-la até agora. Segundo Cabral, a mosquitérica deve ser usada como uma "ferramenta educacional", ou seja, o primeiro passo deve ser sempre eliminar todos os focos dentro de casa. "Ela é um termômetro para saber se os vizinhos também estão fazendo a sua parte", disse ele.

Como fazer a "mosquitérica"
Qualquer pessoa pode fazer a sua mosquitérica com recursos caseiros. Para isso, precisa apenas de uma garrafa pet, tesoura, um pedaço de microtule, uns cinco grãos de arroz, lixa e fita isolante.
O primeiro passo é cortar a garrafa pet em dois. Depois, lixa-se a face interna da parte em que ficou o gargalo. Esse procedimento tem como objetivo deixar a superfície mais áspera, de forma a aumentar a evaporação (a fêmea escolhe onde irá desovar pela evaporação). Em seguida, retira-se o anel do gargalo, cobrindo-o com o microtule e prendendo-o com o anel que foi retirado. A parte inferior da garrafa deve ser preenchida com água. Nela, são colocados os grãos de arroz triturados.
A parte da garrafa pet que formou um funil deve ser colocada dentro da base com água e arroz. Por último, veda-se as laterais com fita isolante. "Estamos oferecendo para o mosquito comida, sombra e água fresca. Como a superfície áspera aumenta a evaporação, é um ambiente mais atraente do que a maioria dos focos", explicou o professor.
Cabral quer incentivar o uso das mosquitéricas para diminuir o número de mosquitos no ambiente, já que ela é eficaz não apenas contra o Aedes aegypti. Apesar de o experimento ainda não ter sido publicado em nenhuma revista científica, o professor disse já ter feito estudos em escolas municipais de Saquarema (região dos Lagos) e Macaé (zona norte), no Rio, que comprovaram sua eficiência na redução do número de mosquitos transmissores da dengue.

sábado, 15 de março de 2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

Pesquisadores abatem "chupa-cabras" da Amazônia
(trechos de notícia de 2007 - Fonte das informações: blog Ceticismo, Ciência & Tecnologia )

Uma das regiões mais ricas em biodiversidade no planeta acaba de ficar ainda mais abundante em espécies. Dois pesquisadores americanos descobriram, no lado amazônico dos Andes, roedor até então desconhecido, parente de bichos que estão presentes também na Amazônia brasileira. Ele poderia ser facilmente confundido pelos auto-intitulados criptozoólogos como o mítico chupa-cabras, mas em miniatura.
Bruce Patterson e Paul Velazco, do Museu Field de História Natural, em Chicago, descreveram a nova espécie na última edição da revista científica argentina “Mastozoología Neotropical”. O animal faz parte de uma colheita muito maior de espécies na Reserva Biológica de Manu (sul dos Andes peruanos): três anos de pesquisa lá revelaram um total de 11 outras espécies, entre gambás, morcegos e roedores.
O nome científico do bicho, com pêlo marrom espesso e sedoso e tamanho próximo ao de um esquilo, é Isothrix barbarabrownae. Ele faz parte do grupo dos torós, roedores que normalmente são escaladores e vivem entre árvores e trepadeiras da floresta amazônica. Aparecem tanto nas terras baixas amazônicas do Brasil quanto na mata atlântica, mas a nova espécie foi achada num habitat de altitude superior a 2.000 m.

terça-feira, 11 de março de 2008


Hoje tem festa na Floresta. A Ursa está comemorando mais um ano de vida :))
Vocês todos estão convidados a participar!
(Foto: Reserva Pataxó da Jaqueira - Fonte da imagem )

domingo, 9 de março de 2008

Salvador Chindoy, xamã do Vale do Sibundoy, Colômbia, fotografado por R.E.Schultes nos anos 40 (Fonte da imagem: Xamano´s blog )

Textos Xamânicos
(
Fonte das informações)

"Nós os indios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele. Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras. Nosso ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento. "Observa, escuta, e logo atua", nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes. Observa os anciões para ver como se comportam. Observa o homem branco para ver o que querem. Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola. Em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniôes nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes. E chamam isso de "resolver um problema". Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir. Nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive. Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei. Talvez deixe de escuta-lo se não gostar do que estás dizendo. Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acorso, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer. Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes. Deveriam planta-las, e permiti-las crescer em silêncio. Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio." ("Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn )

quinta-feira, 6 de março de 2008


(Texto: Poema "Canção Mínima", de Cecília Meireles. Clique na imagem para ampliar. Fonte da imagem: site Coluna do Sal)

HIENA
(Informação fornecida pela pesquisadora Karin von Schmalz, do Grupo de Pesquisas sobre Comportamento Animal da Universidade de Oxford, Inglaterra - Fonte:
JC Online)

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SOM DA FAMOSA GARGALHADA DA HIENA

Existem muitos mitos a respeito das hienas, principalmente sobre comerem carniça e sorrirem o tempo todo. Na verdade, existem quatro espécies de hienas: a hiena-de-crista, a hiena-marrom, a hiena-listrada e a hiena-pintada. Todas são africanas, e a hiena-listrada também é encontrada em parte da Ásia.
A hiena-de-crista come basicamente insetos, e as outras espécies podem tanto comer restos de animais mortos por outros predadores quanto caçar em bandos. A mais social das hienas é a hiena-pintada, e por isso é a que emite a maior variedade de sons, pois é através deles que se dá a comunicação entre membros do mesmo bando.
É ela que emite um som muito parecido com a nossa risada, mas com um significado muito diferente: hienas-pintadas “riem” quando são perseguidas ou atacadas por outras, ou seja, quando estão sob intenso estresse. Por isso, é comum que hienas-pintadas presas em zoológicos emitam esse som, pois nem sempre as condições de cativeiro são as ideais para esses animais.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008


Betsy Border Collie - Entende um vocabulário crescente e equivalente ao de uma criança pequena.Viena, Áustria. Quanta inteligência há por trás destes olhos? Muita, no caso deste cão. Com 6 anos de idade, “Betsy” consegue associar nomes a objetos com mais rapidez que um grande primata, e por enquanto já entende nada menos que 340 palavras.

Alex - Papagaio-cinza africano - Contava; distinguia cores, formas e tamanhos; tinha entendimento básico do conceito abstrato de zero.Universidade Brandeis, Waltham, Massachusetts (até morrer, aos 31 anos, em setembro de 2007) - Foto de Vincent J. Musi Texto das fotos: Jennifer S. Holland

Mentes que brilham
(Trechos de matéria com 11 páginas, por: Virginia Morell, publicada na Revista National Geographic Brasil )

Os animais são mais espertos do que você imagina.

Em 1977, a psicóloga Irene Pepperberg resolveu descobrir o que passava pela cabeça dos animais. Para tanto, decidiu conversar com eles. Começou levando ao laboratório um papagaio cinzento com 1 ano de idade, a quem batizou de Alex, a fim de ensiná-lo a reproduzir os sons da língua inglesa. "Imaginei que, se ele aprendesse a se comunicar, eu poderia lhe perguntar como ele via o mundo."
Certas habilidades são consideradas sinais típicos de capacidade mental superior: boa memória, entendimento de gramática e símbolos, percepção de si, compreensão de motivos alheios, imitação de comportamento e criatividade. Pouco a pouco, por meio de experimentos engenhosos, os pesquisadores conseguiram documentar exemplos de tais talentos em outras espécies. Os gaios Aphelocoma, por exemplo, sabem que outras aves da mesma espécie costumam roubar alimentos e que a comida armazenada corre risco de estragar; as ovelhas conseguem distinguir rostos; os chimpanzés usam várias ferramentas distintas para escarafunchar ninhos de cupim e até dispõem de armas para abater pequenos mamíferos; os golfinhos imitam posturas humanas. E o papagaio Alex revelou ser um conversador muito animado.
Chimpanzés, bonobos e gorilas já participaram de experimentos nos quais aprenderam sinais e símbolos para se comunicar conosco, por vezes com resultados impressionantes. O bonobo Kanzi, por exemplo, costuma levar consigo sua pasta de símbolos a fim de "conversar" com os pesquisadores humanos, e chegou até a inventar combinações de símbolos para exprimir suas idéias. Todavia, ainda não se trata de nenhum animal que se volta para nós, abre a boca e diz algo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Índios Guarani-Nhandeva

TRISTEZA!

Pai e filho cometem suicídio em aldeia
(por Ângela Kempfer - Fonte: Campo Grande News, encaminhada pela Lista de Literatura Indígena)

As tragédias parecem cada vez mais tristes nas aldeias de Mato Grosso do Sul. Hoje uma família guarani-ñandeva sofreu a dor de perder de uma só vez filho e pai, ambos por suicídio.
Na aldeia Potrero Guassú, em Paranhos, a 575 quilômetros de Campo Grande, o adolescente Ronei Benite, de 14 anos, chegou em casa, após a escola, determinado a ganhar um caderno. O pai, Cecílio Benite, tentou explicar ao filho que no momento não tinha dinheiro para a compra, mas que estava disposto a vender um porco para atender a vontade do rapaz. Cecílio não teve tempo.Revoltado com a pobreza, Ronei pegou uma espingarda pressionou contra a barriga e, com o dedo do pé, atirou. A tragédia começava ali, mas ainda teria um desfecho pior. O pai, ao ver o corpo do filho caído no quintal, pegou a arma, seguiu para o quarto e também se suicidou, aos 34 anos.A esposa, Plácida Benite, acompanhou tudo, ao lado de outros seis filhos, o menor de um ano de idade. “Ela não consegue falar nada, só chora, ninguém acredita. Hoje eu vim com ele da escola, a gente estava feliz, combinando de jogar bola”, conta o primo de Ronei, Robson Pires, de 15 anos.O adolescente estudava na cidade, em uma escola municipal de Paranhos. Era um dos orgulhos da aldeia, diz o primo. “O melhor aluno da sala”, conta Robson.As duas mortes são agora o 8º e o 9º suicídio de índios guarani neste ano em Mato Grosso do Sul.Os casos chocam, mas o maior motivo de preocupação, segundo o coordenador do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Egon Heck, é que o problema, antes restrito aos guarani-kaiowá, atinge agora os ñandeva. “Essa população sempre negou o suicídio, por considerar uma doença que pode contaminar todos os outros.Esse caso nos surpreende por isso, o que antes era negado pelo ñandeva, até como defesa, agora invade a vida dessa comunidade e vira algo público”, avalia.
A questão fundiária é novamente apontada como a causa do lamento, da pobreza, da tragédia entre os guarani. Em Potrero Guassú, 709 famílias ocupam uma área por anos explorada pela pecuária. Recuperar a terra, para o plantio de culturas tradicionais, não é tarefa fácil diante do colonião e da braquiaria.Assembléia indígena – Na próxima sexta, os guarani abrem mais uma assembléia indígena, a Aty Guassu. Na aldeia Lagoa Rica, em Dourados, são esperados 500 índios que vão discutir assuntos importantes para a etnia.
Uma das presenças esperadas é do presidente da Funai, Márcio Meira.Durante o encontro, os índios devem cobrar, mais uma vez, celeridade na demarcação de terras no Estado, investimentos na produção e discutir a questão dos suicídios.Em 2007, 48 índios guarani kaiowá se suicidaram no Estado, segundo a Ffundação Nacional de Saúde, média de uma morte por semana.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A espécie perdida
(Trechos de matéria e foto por Adriano Gambarini. Fonte: Revista National Geographic Brasil )

Por séculos, este belo mico foi mera lembrança em livros antigos de naturalistas. Cientistas o identificaram. Mas, agora, o fantasma da extinção volta a rondar.

Os olhos de um grupo de macacos-prego-galegos fitavam entre as folhagens numa área de mata nativa de Mamanguape, a 85 quilômetros de João Pessoa, na Paraíba. Moradores da região relatam que, às vezes, alguns deles saem em busca de cana-de-açúcar em plantações vizinhas. Um filhote expôs-se mais no meio de galhos. Mas foi só. Tão rápido quanto surgiram, os quatro animais se foram, sem dar a mínima para as armadilhas com frutas que havíamos deixado no chão. No lusco-fusco da tarde, o grupo sumiu sem deixar vestígios.Não era a primeira vez que esses macacos se mostravam fugazes. Na verdade, vem sendo assim há mais de 300 anos. Uma das 12 espécies de seu gênero do planeta, o macaco-prego-galego (Cebus flavius) permaneceu um enigma para a ciência durante todo esse tempo. Citado apenas em antigos livros de naturalistas europeus que passaram pelo país nos séculos 17 e 18, não era visto desde então. Durante gerações, a espécie foi até mesmo dada como extinta. Contudo, nem bem teve sua existência novamente reconhecida pela comunidade científica, o Cebus flavius já corre, mais uma vez, o risco de sumir - desta vez para sempre. "Pela sua área de distribuição, a ameaçada Zona da Mata, e pelo baixo número de populações encontradas até agora", diz o biólogo Marcelo Marcelino, chefe do Centro de Proteção de Primatas Brasileiro, "essa poderá ser em breve considerada a espécie em estado mais crítico de conservação no Brasil."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Jovem Puyr Tembé, em um ritual de dança e canto (Fonte da imagem)

Piora tensão entre brancos e índios - 20/02/2008
(Trechos de matéria publicada no site
: O Liberal )

Entidades temem conflito pela posse de terra na região do Alto Rio Guamá

Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Polícia Federal, além de orgãos estaduais de segurança pública, chegam hoje ao município de Garrafão do Norte, no nordeste paraense, região do Alto Rio Guamá, a fim de evitar um novo 'massacre de Eldorado dos Carajás', segundo o indigenista Chico Potiguara, funcionário da Funai e um dos que intervirão para evitar o confronto. Há três dias colonos mantém como reféns 25 índios da nação tembé, na aldeia Itahu, tentando impedir a construção de uma estrada até a localidade de Vila de Cupu e pressionando para redividir 279 mil hectares de terras com uma população indígena de 1.500 habitantes.
Chico Potiguara, que já chefiou a unidade da Funai na região, diz que a situação tem origem nas ambições políticas do ex-vereador de Garrafão do Norte, Manuel Evilásio. Potiguara afirma que, em busca de benefícios eleitorais, o 'agitador' está insuflando a população branca contra os índios, sob a alegação de que as terras indígenas serão redistruídas, já que os tembé, guajajara, capó e outras nações não teriam direito sobre a área. A idéia está sendo reforçada para que os colonos não saiam dos terrenos invadidos. O prazo para a desocupação terminou no dia 31 de dezembro do ano passado.
Desde então, a disputa está cada vez mais acirrada entre brancos e índios, com algumas contendas inclusive registradas pela imprensa, como a ameaça de morte dos tembé aos agricultores e madeireiros que continuassem resistindo à saída da reserva. Chico Potiguara conta que recentemente 42 homens da Polícia Militar paraense foram expulsos da área quando tentavam garantir a reintegração das terras indígenas aos seus legítimos donos. Segundo o funcionário da Funai, o poder de persuasão de Manuel Evilásio junto à população tem provocado constrangimentos legais como este, que desrespeita o aparato de segurança do Estado. 'Ele está agindo à margem da lei', comenta.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Lenda da Priprioca
(Fonte)
Piri-Piri era um belo índio guerreiro, cobiçado por todas as índias da tribo. Certo dia, uma jovem índia resolveu pedir ao seu pai, feiticeiro da aldeia, para ajudá-la a conquistar o bravo índio, ensinando-lhe um encanto. O feiticeiro avisou que era arriscado. Apaixonada, a índia insistiu para que seu pai revelasse o encanto. O pai, convencido com os apelos da filha, resolveu ensiná-la. Numa noite de lua cheia, enquanto Piri-Piri dormia, a índia, com seus próprios cabelos, amarrou os pés do belo índio. Mas o encanto deu errado e ele desapareceu numa nuvem de fumaça de agradável aroma. Tempos depois, no local do desaparecimento, começou a nascer uma espécie de grama com raízes em forma de caroços e de cheiro inebriante, muito similar ao da nuvem de fumaça em que o índio desaparecera. Desse dia em diante, por acharem que Piri-Piri ainda vivia, todas as índias passaram a utilizar o fascinante aroma que a tal raiz exalava, em forma de banhos, lavando os cabelos com a infusão da raiz triturada em água cristalina. Em homenagem ao índio, a raiz começou a ser chamada de Piripirioca, logo apóes sendo simplificada para PRIPRIOCA.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Da galeria de imagens da IV Olimpíada dos Povos Indígenas em Campo Grande, Mato Grosso (foto: Lisa Ismael )

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Bicho-preguiça em estrada de Ubatuba, litoral norte. 'Pegar sempre por trás', alerta veterinária. (Foto: Instituto Argonauta/Divulgação)

Apelidado de George, bicho-preguiça sofreu graves queimaduras em três membros e corre risco de não sobreviver. (Foto: Instituto Argonauta/Divulgação)

Bichos-preguiça são vítimas de choques de alta tensão em Ubatuba
(Fonte das informações: site G1)

Depois de tratados, animais dificilmente sobrevivem em cativeiro.
Instituto busca solução para o problema junto à concessionária da rede elétrica


Bichos-preguiça têm se tornado vítimas de choques em redes de alta tensão na região de Mata Atlântica em Ubatuba, litoral norte de São Paulo e a 224 km da Capital. O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, organização não-governamental sem fins lucrativos e patrocinado pelo Aquário de Ubatuba, recebeu, entre os anos de 2005 e início de 2008, 14 animais deste tipo, sendo que cinco deles sofreram choques elétricos.
Quatro morreram com os ferimentos. O último caso, recebido pelo instituto em 2 de janeiro deste ano e apelidado de George pelos veterinários, recupera-se de graves queimaduras em três membros.
A preocupação, no entanto, será devolvê-lo para a natureza em condições de sobreviver. De acordo com a veterinária Paula Baldassim, animais desta espécie dificilmente resistem em cativeiro. “Teria de ser igual a cativeiro de zoológico, uma área bem ampla e com grande diversidade de árvores. O bicho-preguiça se alimenta de várias tipos de plantas e sem essa diversidade ele morre de desnutrição”, explicou.
No caso de George, a hipótese de implantação de próteses nos membros afetados já foi descartada. “As queimaduras tostaram os ossos e os nervos”, disse a veterinária.
Mesmo assim, George começa a ser treinado para subir em árvores novamente. Aos poucos, começa a apresentar avanços. “Se ele conseguir, será solto na natureza novamente.”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Uma das fotos da exposição de Amilton Forcinetti

Xingané - Festa Ancestral Apurinã
(informações relacionadas a exposição fotográfica de Amilton Forcinetti em 2001 -
FONTE)

XINGANÉ
Segundo Forcinetti, o povo Apurinã da aldeia Camicuã, localizada na divisa dos estados do Acre e Amazonas, está em contato com o "branco" há aproximadamente um século, desde o 1º ciclo da borracha na região. Apesar de ter absorvido muitos costumes ocidentais, como o uso da espingarda, de roupas e utensílios domésticos, muitas de suas tradições permanecem intactas, como seus mitos e festas. O Xingané é uma delas, dedicada aos mortos. Quando um membro da aldeia morre, um de seus filhos fica responsável por fazer três festas em sua homenagem. Acredita o Apurinã que somente após este ritual o espírito estará liberto.

PESCA DOPANTE
Para a festa é necessária muita comida e bebida, pois são convidados membros de todas as aldeias da região. O suprimento é conseguido através de excursões de caça e pesca pela floresta. A pescaria é praticada do mesmo modo dos antigos Apurinãs. Um grupo procura um cipó conhecido como "tingui". Após recolher uma boa quantidade, se reúnem para bater e triturar a planta, que fica parecida com o bagaço da cana. Em seguida colocam o "tingui" dentro de grandes cestos e se dirigem para o alto de um igarapé (rio estreito), onde é iniciada a "lavagem" do cipó. Imerso na água corrente o cipó solta um líquido leitoso que muda a coloração da água, de ocre para esbranquiçada. "Como por encantamento" os peixes começam a boiar desorientados com o efeito dopante causado pelo cipó e são capturados com facilidade ao longo do igarapé. O cipó não causa efeitos no homem. Em menos de uma hora o grupo recolhe mais de 100 quilos de peixes que, depois de assados serão servidos juntamente com "rapé" e uma bebida extraída da banana e mandioca conhecida como "caissuma". A festa tem duração de dois dias, com danças ininterruptas por toda a noite.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Bichinhos de cera, índios Xetá (feitos para as crianças brincarem); Coleção do Museu Paranaense

Índios Kayapó e Xetá
(para conhecer a história desses povos, acesse o
boletim Iandé )

Em maio de 2007 uma notícia incomum foi veiculada na mídia: descobriu-se, no sul do Pará, um grupo de 87 índios sem contato com os homens brancos.
Estes índios, todos da etnia Kayapó, viviam em uma área de floresta fechada e fugiam quando percebiam a aproximação de não-índios (garimpeiros, madereiros e grileiros). Fizeram assim por muito tempo, porém a mata em que podiam se esconder foi acabando e estes índios decidiram procurar abrigo em uma outra aldeia kayapó, a aldeia Capoto, onde vivem índios que já mantém contato com os homens brancos há algumas décadas.
O encontro entre os Kayapó da floresta e os Kayapó da aldeia Capoto deve ter sido comovente. Os da aldeia julgavam que seus parentes haviam sido mortos já há muito tempo e os receberam com alegria. Os mais velhos devem ter conversado sobre tempos antigos e os índios da aldeia devem ter falado sobre algumas coisas do mundo dos não-índios.
Dez dias depois, com bem menos destaque, uma outra notícia incomum foi divulgada: a morte do índio Tukanambá Xetá, em um hospital de Curitiba, por insuficiência respiratória. A notícia é incomum, infelizmente não pela morte de um índio, mas por se tratar de um índio Xetá. Tukanambá era um dos últimos 7 sobreviventes de seu povo. Com sua morte, restam hoje 6 índios Xetá.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Quinua, a proteína do século 21
(Fonte das informações: site Boa Forma da Abril - leia a matéria na íntegra e conheça receitas feitas com quinua)

O grão, consumido pela população andina há mais de 500 anos, foi recentemente considerado pela ONU como o alimento mais completo do planeta. Para quem quer conquistar músculos, não tem nada mais apetitoso. Se você ainda não ouviu falar dela, aguarde: a quinua é o alimento mais festejado do momento. Ótima fonte de proteína, carboidrato de baixo índice glicêmico, gordura saudável, vitamina e minerais, esse grão ainda tem outra grande qualidade. “Seus aminoácidos (componentes da proteína) são combinados na medida certa para atender às necessidades do organismo”, atesta Jaime Amaya Farfán, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação, da Universidade de Campinas (Unicamp). Para começar, cada grão tem 20 aminoácidos diferentes, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação da proteína completa, e que é quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal.
O que você ganha com isso? Proteína tem tudo a ver com o efeito do seu treino e com sua boa forma – ajuda a aumentar e manter o volume dos músculos, o que acelera o ritmo do metabolismo e faz o corpo queimar mais calorias. “Completa e de fácil digestão, a proteína da quinua é perfeita até para quem pega pesado nos exercícios”, assegura a terapeuta nutricional Gabriela Marques, de São Paulo. Aliás, esse novo herói do prato saudável é também uma excelente alternativa protéica para quem não come carne.
Além da proteína e do carboidrato, o poderoso grão esbanja ômega 3 e 6, gorduras do bem que impedem a deposição de gorduras maléficas nas artérias. Esse trio de nutrientes controla a liberação de glicose, impedindo aquele sobe-e-desce do açúcar no sangue que dá fome rapidinho. O mix de vitaminas (tiamina, riboflavina, niacina e vitamina E), fibras e minerais (magnésio, potássio, zinco e manganês) e a ausência de glúten (ótima notícias para quem tem alergia a esse elemento) somam mais pontos na ficha nutricional da quinua. O que os estudiosos estão tentando descobrir agora é se o vegetal, originalmente cultivado nas altas montanhas da Bolívia, possui fitoestrógenos semelhantes ao da soja — substâncias naturais que imitam a ação de certos hormônios, ajudando a amenizar os sintomas da TPM e da menopausa.
Botanicamente, a quinua não pertence à categoria dos cereais nem à das leguminosas. “É uma espécie de arroz e feijão num único grão”, compara Jaime Amaya Farfán. Peruano, o professor da Unicamp conta que esse alimento tinha um significado místico para os incas e era chamado de segunda mãe. “Logo depois de desmamadas, as crianças eram alimentadas com o grão”, diz. A planta brota somente no alto das montanhas andinas da Bolívia, a quase 4 mil metros de altitude. Suas propriedades nutricionais, reconhecidas a partir das décadas de 1950 e 1960, foram atestadas mais tarde pela Food and Agriculture Organization (FAO), órgão das Nações Unidas para a alimentação. Vários países pretendem cultivá-lo. No Brasil, há 20 anos a Embrapa, empresa do governo federal de pesquisa em agricultura e pecuária, estuda sua adaptação nos solos frios e altos da Região Sul. Segundo a empresa Quinua Real Brasil, o alimento é considerado o melhor de origem vegetal para consumo humano e foi selecionado pela Nasa para integrar a dieta dos astronautas em vôos espaciais de longa duração.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mato Grosso concentra 50% dos municípios que mais desmatam no Brasil
(Trechos de matéria de 24/01/08 - Marco Antônio Soalheiro - Repórter da
Agência Brasil)

Brasília - O governo federal divulgou hoje (24) uma lista de 36 municípios prioritários para ações de prevenção e controle do desmatamento, identificados a partir de monitoramento por satélite. Dezenove municípios – que representam pouco mais de 50% do total – estão localizados no Mato Grosso. O estado também conta com o primeiro colocado da lista: Marcelândia, seguida da paraense São Félix do Xingu.O levantamento inclui outras 11 cidades do Pará, quatro de Rondônia e uma do Amazonas.Todas a propriedades rurais destes municípios serão recadastradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e aquelas onde for constatada derruba ilegal de florestas serão embargadas. Isto significa que não poderão vender produtos ou receber financiamentos. Quem comprar produtos dessas fazendas também poderá responder criminalmente.A divulgação da "lista suja" e o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização são as apostas do governo pra combater o aumento do desmatamento na Amazônia nos últimos cinco meses.Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os municípios citados são responsáveis historicamente por cerca de 50% do desmatamento total da Amazônia.“Estamos propondo uma ação integrada de governo para conseguir manter a governança na região e impedir o recrudescimento do desmatamento”, disse a ministra após reunião emergencial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir ações de fortalecimento ao combate à derrubada da floresta.
Confira a lista de municípios que mais desmataram de agosto a dezembro, segundo o levantamento do governo: Marcelândia (MT); São Félix do Xingu (PA); Querência (MT); Nova Ubiratã (MT); Porto Velho (RO); Pimenta Bueno (RO); Juara (MT)São Félix do Araguaia (MT); Peixoto de Azevedo (MT); Nova Bandeirantes (MT); Santana do Araguaia (PA); Ulianópolis (PA); Lábrea (AM); Altamira (PA); Cumaru do Norte (PA); Brasnorte (MT); Gaúcha do Norte (MT); Paranaíta (MT); Novo Progresso (PA); Vila Rica (MT); Nova Maringá (MT); Porto dos Gaúchos (MT); Alta Floresta (MT); Confresa (MT); Nova Mamoré (RO); Juína (MT); Cotriguaçu (MT); Dom Eliseu (PA); Colniza (MT); Santa Maria das Barreiras (PA); Aripuanã (MT); Machadinho D'Oeste (RO); Paragominas (PA); Novo Repartimento (PA); Rondon do Pará (PA)Brasil Novo (PA).

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Após sobrevôo, Marina Silva diz que desmatamento em Mato Grosso é preocupante
(Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil)
Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, avaliou que o sobrevôo feito hoje (30) pela região de Marcelândia (MT) – município da Amazônia que mais desmatou de agosto a dezembro do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – provou que a situação do desmatamento na região é “preocupante”.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A Turma do Pererê de Ziraldo
(Fonte)

A Turma do Pererê foi lançada na revista O Cruzeiro, em 1959, e conta as aventuras ecológicas da Turma da Mata do Fundão. Pererê vive aprontando traquinagens de um jeitinho tipicamente brasileiro. Pererê é inspirado na figura folclórica do Saci, um menino negro, de uma perna só, que habita uma floresta chamada Mata do Fundão. Ele se diverte escondendo objetos e aprontando travessuras junto com sua turma de amigos: o jabuti Moacir, o coelho vermelho Geraldinho, uma onça chamada Galileu, o tatu Pedro Vieira, o macaco Alan e a coruja Professor Nogueira. Pra completar a tchurminha, tem também a Boneca de Piche, a indiazinha Tuiuiú e o bravo guerreiro Tininim.
A obra de Ziraldo foi uma a primeira publicação a exibir personagens brasileiros totalmente em cores e a segunda a exibir o personagem Pererê.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Boa notícia!!

Vitória Potiguara
"Nos dias 10 e 18 de janeiro comemoramos a conquista de nossa terra. O Ministro da Justiça Tarso Genro assinou a Portaria Declaratória da TI Potiguara de Monte-mor em 13 de dezembro do ano passado durante a última reunião da CNPI (COMISSÃO NACIONAL DE POLÍTICA INDIGENISTA) em Brasília.Foi momento de grande alegria e emoção para todos nós e como forma de agradecimento a nosso pai Tupã e a todos os parceiros que nos apoiaram realizamos uma caminhada no dia 10 nas ruas de João Pessoa, capital paraibana, saindo da Procuradoria da República até a Assembléia Legislativa. Continuamos no município de Rio Tinto seguindo até a aldeia de Monte-mor finalizando com muito toré e churrasco em frente a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, marco da resistência Potiguara.Não se contentando com um dia de festa, resolvemos estender mais um pouco, aí no dia 18 caminhamos mais de 6 km de Monte-mor à aldeia Três Rios no município de Marcação onde terminamos com nosso ritual.Estamos cientes que a luta não terminou, nossas lideranças junto com o povo Potiguara tem que se empenhar e buscar meios para que possamos ter uma terra produtiva e um povo feliz." (Irembé Potiguara /Poran Potiguara)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Fazendeiros com medo da febre amarela matam macacos em Góias
(Fonte das informações)

O medo de transmissão da febre amarela leva fazendeiros a matarem macacos em Goiás. Os animais estão sendo exterminados a tiros.

A febre amarela tem causado a morte de macacos no centro-oeste do país. Mas o medo da doença, também. Numa fazenda em Luziânia, interior de Goiás e outras nos arredores da cidade foram encontrados macacos-prego abatidos a tiros supostamente por quem tenta - desta forma conter a febre amarela. Nas matas, o macaco é hospedeiro do vírus da doença. Quando o animal é picado pelo mosquito o vírus se espalha para outros macacos e para o homem.
Cem soldados do exército se juntaram aos agentes de saúde para outro extermínio: o do mosquito que pode transmitir a febre amarela urbana. A tropa percorreu as cidades do Distrito Federal e vasculhou vários pontos de procriação do aedes aegipty, como vasos de plantas com água parada. O último balanço do Ministério da Saúde confirmou oito mortes por febre amarela no país. Em Uberlândia, Minas Gerais, um jovem de 24 anos morreu hoje com suspeita de ter contraído a doença quando passava férias em caldas novas em Goiás. Em Goiânia moradores acordaram cedo e uma extensa fila se formou debaixo de chuva.
Em Brasília alguns familiares de vítimas da doença reclamaram que os hospitais demoraram para identificar a contaminação nos parentes. O diagnóstico precoce é muito importante para que a morte seja evitada. O problema é que os sintomas da febre amarela são facilmente confundidos com outras doenças, como uma gripe forte por exemplo. Por isso, os hospitais devem fazer exames de sangue no paciente para um diagnóstico preciso.
Da Redação

domingo, 20 de janeiro de 2008

YAWANAWA
Clique aqui para conhecer o site das comunidades Nova Esperança, Mutum, Escondido e Tiburcio, onde vive o povo Yawanawa – Terra Indígena do Rio Gregório.

sábado, 19 de janeiro de 2008




Poluição do Ar
(Fonte das informações)

A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido e dióxido de carbono na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.
Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição.
Doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. A poluição também tem prejudicado os ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital grega.
O
clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência.
Apesar das notícias negativas, o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem
poluição. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Peça: Flecha de Ponta de Metal, feita por índios: Kinja Nome indígena: Pyruwa
Outros nomes/grafias: Waimiri-Atroari, Crichaná Local: Amazonas e Roraima (Fonte: Iandé)

sábado, 12 de janeiro de 2008

Oca Yubaracaaya (Fonte da imagem)

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,que estão diante de cada janela,uns dizem que essas coisas não existem,outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente,que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(Cecília Meirelles - trecho de "Arte de ser Feliz")

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Visite o site do Prêmio Culturas Indígenas 2007 (inscrições prorrogadas até 29/02/2008)
O Prêmio Culturas Indígenas foi criado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Associação Guarani Tenonde Porã, a partir de indicação do Grupo de Trabalho para as Culturas Indígenas.
O reconhecimento das expressões culturais e da identidade dos povos indígenas é o principal objetivo deste Prêmio.

domingo, 6 de janeiro de 2008




Amigos, infelizmente, a Ursa perdeu toda a configuração do Modelo original da Floresta! Por isso, não estranhem a falta de links, imagens, comentários, etc.
Agora, não sei se vou conseguir recuperar tudo. Tentei substituir o arquivo daqui por um mais antigo, mas não deu certo :((

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O leite do amapá-doce, um tipo de látex retirado do tronco da árvore, é aplicado no tratamento de doenças respiratórias, como asma e bronquite (Fonte da imagem e das informações: site Flora e Fauna )

AMAPÁ - é uma árvore da família das apocináceas, de madeira útil e de cuja casca, amarga, sai um látex medicinal, que serve para o tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares; usada externamente serve como cicatrizante de machucados. (Fonte: Minidicionário indígena)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Tupinambás (Fonte da imagem: Blog do Dez)

Ano Novo Indígena
(texto extraído do site
Índios On line)

Nós, Povos Indígenas vivenciamos o Natal e o Ano Novo a cada dia que amanhece!

A renovação do nosso espírito, e a satisfação da vida material, se dá com o nascer do sol: com uma planta que nasce, com o brotar da flor, com o aparecimento do fruto, com cada folha que renova, com o canto dos pássaros, com as matas povoadas de animais, com o encanto das florestas, com os rios, lagos, ou lagoas cheios de peixes, com o barulho das cachoeiras, com a água pura que mata a nossa sede, e que nos banha, com as nossas roças produzindo alimentos, para saciar nossa necessidade de perpetuação, com o entardecer, com a lua que surge para nos encantar, com as estrelas, que servem para nos guiar, com o novo amanhecer, com o nascer de uma criança, com o respeito e, o cuidado com os nossos semelhantes, com o direito de viver, e, com a nossa partida para o mundo espiritual. Enfim, com o amor e a proteção que nos relacionamos com a Mãe Natureza.
Somos parte da Terra, pedaços de torrões!
Não queremos um Natal e Próspero Ano Novo, que é medido de ano em ano, onde as pessoas são levadas a acreditarem que é só nesses momentos, que o espírito precisa de renovação e paz, que se redime de todos os tipos de atrocidades cometidos ao longo de um ano, que deve se colocar a melhor roupa, o melhor sapato, ter o melhor alimento, amar, sonhar, tolerar, perdoar, presentear, reunir os membros da família, e que depois de passado surgem as incertezas, o desespero, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a vaidade, o rancor, o ódio, a desesperança, a ganância, a sede do poder, a cegueira, a desilusão etc.;.
Que transforma o homem, em um ser avilte.
Não queremos um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo de quem faz parte de um Sistema, ou aceita ser dominado por conveniência, e que deixa seus próprios irmãos: com fome, com sede, sem teto, sem pátria, sem direito a uma boa educação, à saúde, a um trabalho digno, sem acesso ao conhecimento dos direitos e deveres de cidadania, sem rosto e sem voz, que fomentam a guerra (a disputa e a discórdia),
Queremos sim, comungar sempre, com aqueles, que enxergam a humanidade como um todo, que não precisam de retórica, e nem se dizem intelectuais para seduzir e enganar seus irmãos, que não possuem olhos vendados, e que tem a plena consciência de que somos todos iguais perante a Natureza. A diferença é unicamente cultural. E, acima de tudo possuem a consciência de que precisamos preservar e cuidar do meio em que vivemos, se deseja para nossas futuras gerações uma vida digna!

Auere!
Yakuy Tupinambá

sábado, 22 de dezembro de 2007

A Ursa ganhou essa foto natalina carioca do amigo Jôka, do Av. Copacabana. Uma linda homenagem!!
BOAS FESTAS FLORESTAIS PARA TODOS OS QUERIDOS AMIGOS !!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

D. Luiz Cappio às margens do São Francisco (Foto: Reuters)

STF decide liberar obras de transposição do Rio São Francisco
(informações extraídas do Estadão )

BRASÍLIA - Em duas decisões nesta quarta-feira, 19, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar imediatamente a retomada das obras de transposição do Rio São Francisco. Com o resultado do julgamento, o bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, deve dar continuidade à greve de fome contra o projeto iniciada no último dia 27. Antes da decisão, os movimentos que apóiam o bispo tinham a esperança de que um resultado favorável no Supremo colocasse fim ao jejum, que já dura 23 dias.
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Após 23 dias, bispo em greve de fome desmaia e é internado
D. Cappio teria ficado 'muito abalado' com a liberação das obras do Rio São Francisco pelo STF
(Fonte das informações: Estadão )

Na noite de terça, o bispo enviou ao presidente Lula, em Brasília, uma contraproposta para interromper sua greve de fome. A primeira de oito exigências listadas no documento é a suspensão das obras de transposição do Rio São Francisco, com a retirada das tropas do Exército.
No entanto, o Palácio do Planalto rejeitou as duas principais exigências feitas pelo bispo. Por volta de 17 horas, a assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou por telefone à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que o governo rejeitava a suspensão das obras de transposição do rio São Francisco e a mudança no projeto oficial, com a redução do volume de água para os Estados de Pernambuco e Paraíba.

AS 8 REIVINDICAÇÕES:
1. Manter a suspensão das obras, com retirada imediata do Exército
2. Adução de 9 m³ por segundo de água para áreas de PE e PB
3. Realização de obras previstas pela ANA
4. Apoio a projetos de armazenamento de água para consumo
5. Revitalização da Bacia do Rio São Francisco
6. Revitalização dos Rios Jaguaribe, Piranhas-Açu e Parnaíba
7. Apoio técnico na elaboração do Pacto das Águas
8. Plano de Desenvolvimento Sustentável para o semi-árido

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

No meio da brincadeira, pandas rolam na neve do zôo de Washington, nos EUA (Fonte: UOL Bichos)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

(Fonte da imagem)

Usina movida a energia solar na Espanha
(Fonte: Ambiente Brasil)

Um projeto gigante, que gera tanto eletricidade quanto resultados positivos para o meio ambiente, foi inaugurado no sul da Espanha: a primeira usina do mundo movida inteiramente pela energia do Sol.No meio do terreno árido da região, a usina se destaca pela magnitude e imponência. Do chão brotam os raios que convergem no topo da torre de 160 metros, mais alta que um prédio de 50 andares. É radiação solar em estado puro, concentrada em um único ponto. Calor natural que aquece a água que corre para dentro da torre até virar vapor a 400ºC, para mover as turbinas que produzem energia elétrica sem poluir o meio ambiente.Novecentos espelhos gigantes se movem lentamente como girassóis. Nem dá para perceber a mudança de posição, mas eles estão sempre alinhados com o Sol para refletir o máximo de luz, direto para a torre de captação. É a maior usina solar com produção de energia em escala comercial do mundo. Daqui sai eletricidade para abastecer 180 mil casas, uma cidade do tamanho de Sevilha, que fica a 30km.A construção ocupa uma área do tamanho de 60 campos de futebol. E custou o equivalente a meio bilhão de reais. Cada centavo saiu da iniciativa privada, um consórcio de empresas espanholas que planeja recuperar o investimento em apenas dois anos.“Trocamos o gás, o carvão e o petróleo pelo Sol, que brilha 240 dias por ano na região sul da Espanha. E é de graça”, diz o engenheiro responsável pela produção de energia.A segunda usina, ainda maior, já está em construção. Outras sete completarão o projeto da plataforma solar de Sevilha até 2014. O plano é fornecer eletricidade para todo o sul da Espanha. E o melhor de tudo: evitar que sejam despejadas 600 mil toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.“É um tecnologia que pode servir a sociedade, em qualquer parte do planeta”, diz o engenheiro. “Inclusive no nordeste do Brasil, onde o que não falta é Sol”. Trata-se da fonte de energia mais antiga do mundo, mas ainda considerada por muita gente um negócio do futuro. Não na Espanha, onde já é, claramente, um sucesso. (Globo Online)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Amigos, não estranhem se a Ursa escrever menos nos próximos dias. Ela está num corre-corre de final de ano, com muitas coisas para fazer na Floresta :))