sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Indias Pataxó Hãhãhãe no lançamento do seu livro. Foi o primeiro livro feito pelos Pataxó Hã hã hãe Índios na Visão dos Índios. (Fonte da imagem: Índios On line)
Cacique Pataxó (Fonte da imagem: Overmundo)

Mulheres indígenas, força de nossa aldeia
(Texto de
Olinda Muniz Pataxó Hã-hã-hã, extraído do site Web Rádio Brasil Indígena)

"Com o passar do tempo a vida de nós mulheres indígenas vem mudando muito, pois antigamente nós tínhamos nossos afazeres limitados a cuidar dos filhos e da manutenção das roças e das casas. Atualmente nós mulheres entramos na política e temos voz ativa nas decisões da aldeia. Voz que antes era restrita aos homens. Hoje temos mulheres ocupando cargo de cacique que antes era cargo limitado aos homens, por terem que viajar muito e tomar decisões mais serias para a vida do nosso povo. Na minha aldeia Pataxó Hã Hã Hãe, nós mulheres temos um espaço muito grande na política indígena, já tivemos mulher candidata a vereadora e temos mulheres ocupando cargo de lideres até de cacica. Vemos isso como um grande avanço para nossa sociedade. Isso também é prova que os homens indígenas não são tão machistas quanto se pensa, pois para nós mulheres conseguirmos esse tipo de cargo precisamos do apoio dos homens também e eles reconhecem que temos capacidade de assumir os cargos que conquistamos.
Queremos continuar crescendo nosso espaço político na aldeia e fora dela, pois somos capazes e isso é importante para acabar com o preconceito de que mulher indígena só serve pra cuidar dos filhos e da casa. Todo dia é dia da mulher indígena, pois trabalhamos muito duro pelo nosso povo, porém é importante termos uma data para comemorar nosso dia e é por isso que temos o dia 30 de outubro como o nosso dia."

Olinda Muniz Pataxó Hã-hã-hã

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Licuri, o mico de estimação

Aú, o capoeirista
(Fonte das informações: Coluna Mais Cultura, Jornal Diário da Serra)

O cartunista Flávio Luiz acaba de lançar o primeiro personagem capoeirista dos quadrinhos. Aú, o capoeirista traz histórias ambientadas em Salvador, repletas de aventura, humor e consciência ecológica. Mais informações sobre Aú e seu inseparável amigo, o macaquinho Licuri, podem ser acessadas
AQUI.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Raposa Vermelha
(informações extraídas do site Animalnet)

Comprimento total: 85 - 95 cm
Comprimento do rabo: 35 - 40 cm Peso: 4 - 8 kg (macho pesando mais que a fêmea)

Distribuição: Estreitamente restrita pelo noroeste de Morocco, Algeria, Tunisia e noroeste da Líbia. Largamente no Egito, ao sul em direç;ão ao norte do Sudão.
As espécies do Norte Africano são em média, menores que as raposas da Europa.
A maior característica de uma típica raposa vermelha é um longo e espesso rabo, normalmente branco na ponta, grandes orelhas, escuras por fora e brancas por dentro; sua cor é totalmente vermelho-amarelado para cinzento.
Normalmente territorial, compartilham a área com um único par, algumas vezes com crias que não são suas. O tamanho do limite da sua área varia de 1 à10km quadrados. Na áfrica estes limites não são sabidos; em algumas regiões mais áridas, certamente estas áreas são maiores, dado a inferior quantidade de alimento. A maioria de suas atividades acontecem à noite ou durante as últimas horas da tarde, embora algum movimento diurno possa acontecer em áreas aonde não são perturbados.
Alimentação: Extremamente variada, incluindo invertebrados, pequenos vertebrados, carne em decomposiç;ão, frutas selvagens e bagas.

sábado, 25 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quatro alimentos que ajudam a queimar a gordura corporal
(Fonte: Nutrijobst - texto por Daniela Jobst, nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo).

Muita gente já conhece a nutrição funcional e a usa no seu dia-a-dia. Os alimentos considerados funcionais agem como remédios para alguns e veneno para outros, por isso a importância da análise com uma especialista antes.
Esses verdadeiros achados não têm contra indicação e promovem uma queima de gordura de forma natural. Veja abaixo como eles agem no seu organismo. Peras Lote sua fruteira de peras se quer perder peso . É o que dizem estudos feitos na Universidade do Rio de Janeiro.

No estudo, que foi publicado na revista Nutrition (EUA), mulheres que comeram três peras por dia, ingeriram menos que o total de calorias diárias permitidas, e perderam mais peso do que as que não comeram a
fruta. Ricas em fibras, as peras ajudam a pessoa a sentir saciada, o que evita que a mesma coma demais nas refeições principais. Uma pêra antes da refeição ajuda a amenizar a fome de leão , porém deixe a casca! A maior parte da fibra esta lá!

(Editei este tópico para remover o texto sobre Toranja ou Grapefruit. Porque encontrei vários artigos falando que essa fruta pode aumentar risco de câncer de mama. Além disso, é uma fruta pouco consumida por brasileiros. Clique aqui para ler)


Amêndoas
Comer um punhado de amêndoas por dia, juntamente com uma dieta saudável, poderá ajudá-lo a secar gordura, sugere pesquisa publicada no International Journal of Obesity, EUA. Uma dieta-estudo pediu aos participantes que ingerissem amêndoas diariamente durante seis meses. O resultado: perderam 18% da sua gordura corporal. Os que seguiram uma dieta com a mesma quantidade de calorias e de proteínas, mas sem amêndoas, e com carboidratos complexos (como bolachas de trigo) perderam apenas 11%.
Como comer?
Ótimas para deixar na sua mesa para pequenos lanches ou picadas e adicionadas à iogurtes e/ou vitaminados.

Chocolate
Quem resiste a um bom chocolate? O chocolate amargo - e outros alimentos ricos em antioxidantes - podem ajudar a evitar a acumulação de gordura nas células do corpo, precursor para doenças cardíacas e obesidade, segundo a nova pesquisa de Taiwan, publicada no Journal of Agriculture and Food Chemistry.
Como comer?
Derreta meia barra de chocolate escuro no microondas por 30 segundos e espalhe em frutas de sua preferência.

Feijão branco
Eles são carregados de amido resistente, um poderoso queimador de gordura (meia xícara tem quase 10 gramas de amido resistente). Se você comer feijão branco com outros alimentos ricos em amido resistente, na mesma refeição, você pode queimar 25% mais gordura do que de outra forma, segundo pesquisadores da Universidade do Colorado, EUA.
Como comer?
Em saladas: com cebola, alho e azeite. Adicione duas latas de feijão escorrido, misture e sirva.

domingo, 19 de outubro de 2008

Saúde Indígena
(Imagem e texto extraído do site: Índios On line - de autoria de
Edcarlos – Carlinhos - Pankararu)

"A FUNAI para se eximir de suas responsabilidade ficou super feliz com o decreto nº 23 de 1991, pois esse decreto a favoreceu ao dizer que a FUNAI não é responsável pela saúde indígena, a qual passaria a ser de responsabilidade da FUNASA.
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Mais sempre quando falamos de saúde, várias pessoas esquecem que saúde não é apenas atendimento médico hospitalar, mais também saúde é saneamento básico, moradia, escolaridade e alimentação ou seja o bem está do ser humano tanto físico e psíquico.
O governo na esfera Federal é responsável pela saúde um todo, o qual repassa a verba para a esfera Estadual e o Estado para o Município. Embora qualquer esfera é obrigatória há nos oferecer um atendimento digno, mais a realidade é totalmente diferente.
Nossa saúde está cada vez mais terceirizada, os quais quem saem bem nessa historia toda é a FUNASA e as ONG´s, empresas e etc, por exemplo a FUNAI/FUNASA faz convênio com a UNB (Universidade de Brasília) para atender os indígenas , no entanto a UNB está envolvida com a corrupção, fazendo com que alguns funcionários viajassem para o Sul da Ásia com o dinheiro da nossa Saúde, ou seja enquanto as vidas dos nossos parentes voam para os céu, os corruptos voam para passar boas aventuras no luxo do dinheiro da nossa saúde.
Temos que dá um basta nisso, e lutar para manter uma instituição própria para a nossa saúde, pois o Governo quer municipalizar a saúde e acabar com a instituição voltada para os povos indígenas.
A saúde já é péssima em nossa aldeia, imagina pra nos que somos tachados de índios desaldeiado, por moramos na cidade grande.
No dia 15 e 16 de Novembro, eu vou participar de uma discussão a respeito da saúde indígena na cidade de São Paulo."

Edcarlos – Carlinhos - Pankararu

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tipiti


CULINÁRIA DE ORIGEM INDÍGENA
Farinha de mandioca
(Fonte das informações)

A farinha-de-pau, de manic ou manibot - hoje dita mandioca -, era feita ralando-se a raiz que cresce dentro da terra em três ou quatro meses, tornando-se tão grossa quanto a coxa de um homem e longa mais ou menos de 1 pé e meio.
Depois de arrancá-la, secavam-na ao fogo ou ralavam-na, ainda fresca, numa prancha de madeira cravejada de pedrinhas pontudas, reduzindo-a a uma farinha alva, empapada, que ia para um recipiente comprido, de palha trançada - tipiti -, para escorrer e secar. O que escorre é um veneno mortal, por culpa do ácido cianídrico, que o sol faz desaparecer em dois ou três dias, deixando a manipueira livre de perigo. O resultado é o tucupi, ingrediente essencial de um dos mais típicos pratos da cozinha brasileira, o pato ao tucupi - embora aqui não houvesse patos, na época da colonização.
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A Ursa está fazendo bolinhos de mandioca e um chá especial para o Jôka :))

sábado, 11 de outubro de 2008



CASACOS ECOLÓGICOS :))

Artista cria casacos com pêlos de cães
(Fonte:
Abril - Clique no link para ver fotos de mais casacos)

Projeto de Erwan Fichou chamado "Dogwool" usa os pêlos caídos dos animais para confeccionar roupas para seus donos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Proteste contra o desmatamento e queimadas na Amazônia!
Utilize o aplicativo Amazônia.vc
(Fonte das informações:
Globo Amazônia)

O que é o aplicativo Amazônia.vc?
Amazonia.vc é um aplicativo que exibe em um mapa os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (
Inpe) sobre queimadas e desmatamento na Amazônia. Instalado no Orkut, o aplicativo permite que o usuário registre seu protesto contra cada queimada ou foco de desmatamento. Além disso, mostra também um ranking com os usuários que mais protestam e gera dados resumidos sobre a destruição da Amazônia. A criação do aplicativo é fruto de uma parceria do Fantástico com a Globo.com.
Como faço para participar do Amazônia.vc?
Para protestar no Amazonia.vc, você precisa entrar no Orkut e, na coluna da esquerda, clicar em "adicionar apps". Na lista que irá aparecer, clique no link "Amazônia.vc". Se o aplicativo não aparecer na lista, faça uma busca por "Amazônia.vc" no campo de pesquisa que fica em cima, à direita. Depois de clicar sobre o ícone do aplicativo, aperte o botão "Adicionar Aplicativo", que aparecerá na coluna da direita. A partir desse ponto, siga as intruções que aparecerão na tela e pronto! Não consigo achar o Amazônia.vc no Orkut.
Onde posso encontrá-lo?
O Amazônia.vc pode ser encontrado no endereço
http://www.orkut.com.br/AppDirectory.aspx. Se o aplicativo não aparecer na lista, faça uma busca por "Amazônia.vc" no campo de pesquisa que fica em cima, à direita. Se eu não tiver Orkut, posso participar? Para poder protestar no Amazônia.vc é necessário ter uma conta no Orkut. Se você não quer entrar no Orkut, mas gostaria de acompanhar as queimadas e focos de desmatamento, é possível acessar um mapa com essas informações no portal Amazonia.vc, acessível pelo link http://globoamazonia.com.
Apesar de o seu protesto não ser um registro formal, ele é uma forma de pressionar para que medidas sejam tomadas contra a devastação da Amazônia. Os protestos também podem se transformar em reportagens no Fantástico e no portal Globo Amazônia. Os protestos registrados são publicados no Orkut e no portal Amazônia.vc, mas não são remetidos a autoridades. Para fazer uma denúncia formal, você pode utilizar a Linha Verde, do Ibama:
http://www.ibama.gov.br/linhaverde.

domingo, 5 de outubro de 2008

Livro apresenta 1001 maneiras de salvar o planeta
O livro 1001 Maneiras de Salvar o Planeta, da Publifolha, apresenta idéias para orientar aqueles que desejam cuidar ativamente do meio ambiente mas não sabem por onde começar.
O volume é assinado por Joanna Yarrow. A autora relata que até recentemente a questão ambiental não ocupava espaço no noticiário. "A natureza parecia tão forte, o planeta parecia tão grande e os cientistas pareciam tão inteligentes que era difícil imaginar que nosso estilo de vida pudesse afetar a teia da vida de forma significativa", escreve Joanna, em prefácio da publicação.
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Confira dez idéias simples para melhorar o ambiente
(Fonte: Folha SP)

1 Compense a emissão de CO2 de suas viagens aéreas
Em breve a aviação poderá responder por 15% da emissão de gases estufa. Por que não diminuir seu custo ambiental? Há companhias especializadas em calcular a proporção de um único assento na emissão de gases de um vôo e neutralizá-la com a compra de créditos de carbono, que são investidos em medidas compensatórias, como plantar árvores. A tonelada e meia de CO2 emitida por um passageiro num vôo entre Londres e Nova York gera um crédito de 15 dólares.
2 Informe
Se você vir qualquer indício de poluição, desde lixo jogado no parque até espuma na superfície dos rios, informe as autoridades locais e o Ibama. Talvez alguém já tenha notificado o problema, mas é melhor pecar por excesso do que por omissão.
3 Gramados luxuriantes
A grama alta retém mais umidade. Por isso, durante o verão, deixe o gramado crescer pelo menos quatro centímetros. Essa providência evitará a aparição de trechos ressecados e diminuirá a necessidade de rega.
4 Compre madeira reflorestada
Os móveis precisam ser de madeira de lei, proveniente de árvores que demoram a crescer, ou podem ser fabricados com espécies que crescem mais depressa, como o pinho e o eucalipto, e que portanto podem ser reflorestadas?
5 Água multiuso
Aproveite a água usada na limpeza matinal do filtro para regar as plantas dos vasos de casa.
6 Deixe a barba no fim de semana
Economize água, espuma e bálsamo deixando de se barbear no fim de semana. Se a sua parceira reclamar, lembre a ela que está em jogo uma causa maior.
7 Não espezinhe a natureza
Prefira tapetes de fibras naturais - como o sisal, o coco e a juta - aos de fibras sintéticas.
8 Proteja as aves exóticas
Papagaios, araras e outras aves vivem melhor em seu ambiente natural do que em gaiolas. Se você não comprar esses animais, estará ajudando a sufocar seu tráfico. Use esse dinheiro para passar as férias em uma reserva florestal, sem se esquecer de separar o suficiente para os créditos de carbono. Na reserva, você verá os pássaros soltos, e o seu dinheiro sustentará as comunidades locais, que lutam pela preservação da natureza.
9 Viva o bicarbonato de sódio
Esqueça os produtos de limpeza modernos: além de caros, eles evitam o contato com alguns germes que mantêm nosso sistema de defesa funcionando. Use bicarbonato de sódio, que é muito barato. Ele é bom para limpar tudo e tem ação fungicida.
10 Acorde com o aroma do café
Fuja dos desodorizadores de ambiente e faça sachês com ingredientes naturais, como pão fresco e grãos de café.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ilha de Paquetá
Paca: Ela gosta muito de açúcar. A paca é maior que a cobaia e tem pernas mais longas. Ela se caracteriza pelo seu pelame duro e eriçado, vermelho com manchas brancas. As pernas são fortes e terminam em grandes unhas afiadas. Ela possui quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas traseiras. Sua cauda é minúscula. A paca é encontrada na América do Sul. desde a bacia do Orenoco até o Paraguai. Ela vive nas florestas tropicais, de preferência perto de um rio ou riacho. É boa nadadora e gosta da água, que é o local onde ela se refugia quando está em perigo. Sua toca tem muitas saídas de emergência, bem escondidas por folhas. A paca passa o dia na sua toca. Ali, a fêmea tem suas ninhadas. São duas por ano de um filhote cada uma. Muito comilonas, as pacas passam a noite inteira em busca de alimento. Elas comem folhas, raízes e frutos caídos no chão (Fonte das informações)
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Índios da Ilha de Paquetá
(Fonte:
Riotur)
O nome Paquetá significa muitas pacas na lingua indígena “nheengatu” . Esta era a língua falada pelos índios Tupis na Baía de Guanabara por ocasião da chegada dos portugueses ao Rio de Janeiro. Há referências da existência de pacas em grande quantidade na ilha de acordo com o relato dos navegadores da época, confirmando o acerto do nome.
História
Paquetá foi ocupada pelos índios Tamoios até o final do século XV. O viajante francês André Thevet registrou a descoberta da ilha em dezembro de 1555. O Rei Henrique II da França reconheceu a ilha em 1556.
Durante a invasão francesa os índios Tamoios, seus aliados, foram um foco de resistência em oposição aos colonizadores portugueses. Araribóia, líder dos índios Temininós, apoiava a facção portuguesa. Os portugueses acabaram por derrotar e expulsar os invasores franceses, ocasião em que os índios Tamoios foram derrotados e quase exterminados.Os portugueses dividiram então a ilha em duas sesmarias. Fernão Valdez ficou com a parte denominada Ponte e Inácio de Bulhões, outro português, ficou com a área denominada de Campo. Ainda hoje esta divisão continua existindo provocando rivalidades durante os eventos festivos na ilha, brincadeiras e blocos carnavalescos e mesmo em jogos de futebol. Paquetá durante os períodos colonial e imperial fornecia produtos de horticultura para a corte além de fornecer também madeira e pedras para construção. Sua população era formada por membros da nobreza, senhores de terra e escravos.Paquetá se tornou, já no final do século XIX, uma atração turística com a publicação do livro “A Moreninha” que atraiu, desde então, visitantes para apreciar suas bucólicas atrações.

domingo, 28 de setembro de 2008


Fórum Social de Ivry, França
"Primeiro dia em França.
Fomos acolhidos pelo FORUM SOCIAL de IVRY (Ivry é o nome de município que fica do lado de Paris…Uma espécie de Lauro de Freitas para Salvador). O FORUM é uma associação de associações… São 24 associações ( ATTAC, VIE, Emmaus, FIT…) que se reagrupam em REDE para lutar juntar-se em objetivos comuns. Como todas as associações lutam pelos direitos humanos… A causa indígena esta sendo muito bem acolhida. Chegamos e fomos muito bem acolhidos… Chantal, Guillaume, Jaques, Français, Jean Gui…
E fomos para PARIS para nossa primeira CONFERENCIA DE PRENSA…Tivemos 3 jornalistas:
1)Athur SILVA – Chefe de Redação da RADIO ALFA – uma rádio em português para Franca….Existem 1.500.000 pessoas na Franca falam português… De vários paises de áfrica, de Portugal… www.radioalfa.net
2)Fernando FERNANDEZ-FLORES – Jornalista responsável de assuntos internacionais para a AGENCIA FRANCE-PRESSE (AFP)
3) Annet da Radio LIBERTER
Que durante duas horas ouviram aos indígenas e fizeram perguntas…e gravar entrevistas.
Ayrá: “Quando um índio luta pelos seus direitos leva bala, mas ainda assim nós continuamos lutando”

Atiã: “Nós Pankararu somos a favor da revitalização do Rio São Francisco e não da transposição… A transposição seria só em beneficio só dos políticos, matando o povo: indígenas, riberinhos, quilombolas…” Nós moramos na margem do rio, a três quilômetros, mas não temos água potável e nem irrigação, não temos nenhum projeto de sustentabilidade funcionando, temos os índios passando fome…”
Yakuy: “Nós indígenas estamos cuidando do Planeta mas estamos muitos preocupados com o rumo das coisas, esperamos ter a solidariedade da Franca para revitalizar a Natureza. E no nosso Brasil o governo quer nos tratar como crianças, acham que nos dando um bom-bom vão calar nossas bocas. Para nós os “brancos”são como arvores sem raiz mas cheios de verniz e a justiça é como as cobras só pega quem anda com os pés descalços.”

quinta-feira, 25 de setembro de 2008


Fotos: Lídia Pantoja - enviadas para a Lista de Literatura Indígena por Altamiro, do blog Impressões Amazônicas - Abaixo segue um texto escrito por ele)

Yanomami
"Quando falamos em Yanomami, na verdade estamos falando de quatro grupos distintos, que partilham a mesma área geográfica, línguas do mesmo tronco (como o português, o espanhol e o francês) e hábitos parecidos: os Yanomami, Yanomáim, Sanumã e Xiriana. Alguns laços unem todos estes grupos, um é o estranho hábito de usar fumo mascado na gengiva, de forma que vá soltando seu sabor aos poucos. As pessoas ficam com aspecto diferente, parecem que tem os lábios inchados. As mulheres usam enfeites no rosto, espetos longos, que não são usados pelos homens. Elas também usam flores em lugar de brincos, o que é muito bonito. Usam muito menos enfeites que os Kaiapó e se pintam muito pouco. Recentemente atendi no pronto-socorro um indiozinho que vinha pintado, com a mãe pintada e com muitas miçangas, mas isto é bastante raro. Nada como as cores dos Kaiapó. Por outro lado, diferente do vestido Kaiapó, ela vinha com os seios de fora e somente uma tanga, bem mais genuíno. Eles ainda praticam muito infanticídio, sendo esta uma importante causa morte. Se a criança é fraca, defeituosa ou com algum problema, a mãe pode simplesmente parar de cuidar ou até objetivamente matá-lo. Parece algo cruel, mas vivendo em uma selva, com dificuldade de recursos, isso nada mais é do que instinto de sobrevivência. Por este motivo, como comentei, as crianças só tem nome quando "vingam", isto é, ficam mais velhos. Até lá são tratadas simplesmente por "filhos". Descobri outra coisa interessante. Embora eles já tenham seus nomes "de branco", a maioria tem outros nomes, que são "ocultos". Isto porque uma das maiores ofensas para um Yanomami é ter seu nome proferido em voz alta. Quando o nome é falado, um espírito que esteja próximo pode se apoderar do nome e fazer mal a pessoa. Assim, eles só falam seus nomes em voz baixa e em situações especiais. Falar o nome de alguém alto é uma ofensa gravíssima, pior do que xingar a mãe. Por este motivo, quando os brancos lhes deram nomes, eles com certeza agradeceram, pois não precisaram usar seus nomes tão bem protegidos. Entre eles é comum chamarem-se de "amigos", "irmão" e outros nomes carinhosos." (Altamiro)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

sábado, 20 de setembro de 2008

Gisele Bündchen fica nua pelo reflorestamento
(Fonte:
Abril)

A top estréia campanha de sua grife de sandálias no domingo (21)
Da Redação

Depois de aparecer vestida com um “roupa de água” para divulgar suas sandálias da grife Grendene, a top Gisele Bündchen vira ecológica e estréia campanha nestes domingo, 21, com um visual parecido ao de hera venenosa, a vilã do herói dos quadrinhos Batman - confira a imagem ao lado. Mas de maldade o anúncio não tem nada: Gisele aparece nua e envolta por plantas para pedir que as brasileiras ajudem no reflorestamento do país. Comprando sandálias da marca, afirma a campanha, parte do dinheiro arrecadado vai para o programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A música dos índios tabajaras - violonistas que se tornaram lendários
(
Fonte)
Mussapere e Herundi são os nomes indígenas Natalício e Antenor Lima (o sobrenome Lima foi adotado em reverência ao tenente Moreyra Lima). Ambos são índios da tribo dos Tabajaras e que falavam apenas Tupi e aprenderam português apenas a partir dos 10 anos de idade. Natalício (também conhecido como Nato) provavelmente tem 88 anos de idade agora (2007), mas ninguém sabe com certeza, uma vez que os índios brasileiros não tiravam certidão de nascimento. Eles nasceram no interior do Ceará.Os irmãos nunca haviam visto instrumentos de "homem branco" até que a primeira expedição militar chegou ao acampamento da tribo e o primeiro instrumento que eles ouviram foi a corneta tocada por um dos soldados. Depois que o exército seguiu adiante, eles decidiram deixar a tribo e seguir viagem pelo país, primeiro indo até Fortaleza a pé. Eles continuaram a caminhada, parando em muitos lugares até chegarem ao Rio de Janeiro (um total de aproximadamente 2,700km, que eles levaram mais de 3 anos para completar). Foi durante essa longa viagem que eles primeiro pegaram num violão e começaram a aprender o básico do instrumento.Uma vez chegando ao Rio de Janeiro, eles começaram a tocar violão e cantar músicas indígenas nas ruas da cidade e conseguiram sobreviver decentemente com essa atividade, chegando até mesmo a comprar uma casa. À medida em que foram ficando conhecidos, eles começaram a tocar no rádio, o que os teria levado ao Chile, onde ouviram música clássica pela primeira vez. Eles se apaixonaram pela música de Chopin e decidiram aprender a ler partitura e transcrever peças para o violão.Musicalmente falando, é muito difícil encontrar uma explicação para os Tabajaras. Eles são auto-didatas, com uma velocidade e precisão impressionantes. Nato Lima aprendeu a tocar de palheta e de dedos, mas no final misturou ambos, ele tinha uma pequena palheta amarrada ao polegar e conseguia alternar ambos os estilos de maneira extremamente eficiente. Em 1953, os irmãos chegaram aos EUA e acabaram sendo contratados pela RCA Victor através de um amigo que eles encontraram acidentalmente em Nova Iorque quando estava brincando de arremessar bolas de neve um contra o outro.Nos EUA, os Tabajaras não chamaram muito a atenção logo no início. O fator "exotismo" acabou se revelando importante no desenvolvimento de suas carreiras e assim que eles começaram a aparecer na TV, eles se tornaram um sucesso retumbante, vendendo milhões de LP que misturavam uma variedade de estilos como jazz, bossa nova, clássico, bolero, e também música folclórica. Eles também se aventuraram a cantar em inglês, espanhol e português.
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CLIQUE AQUI para assistir um raro vídeo que mostra os Tabajaras tocando O Vôo do Besouro, de Rimsky-Korsakov:

sábado, 13 de setembro de 2008

(Fonte da imagem)

Projeto Café com Floresta
(Fonte das informações:
Ipê - Instituto de Pesquisas Ecológicas)

O Projeto Café com Floresta, realizado desde 2001 com agricultores assentados pelo processo de reforma agrária no Pontal do Paranapanema, é baseado na implementação de um sistema diversificado, que associa o café (Coffea arábica L.) com o cultivo de culturas anuais como feijão, milho, mandioca, entre outras, e que, além disso, implanta na mesma área de cultivo, espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, como Ingá, Louro Pardo, Timburi, Ficheira e tantas outras.

• Promover a conservação e o reflorestamento da Mata Atlântica por meio do cultivo sustentável do café orgânico, aliado ao plantio de árvores nativas da floresta, que funcionam como trampolins ecológicos, ajudando na movimentação dos animais de um fragmento de mata a outro;
• Introduzir uma nova maneira de plantar café, que foge ao processo tradicional, sem uso de agrotóxicos, colhido quando maduro e que é importante para a conservação da região - replantam árvores nativas que dão sombra e protegem a plantação de geadas e outros impactos naturais;
• Oferecer uma alternativa de renda que pode vir a ser significativa aos assentados do Pontal, com práticas que enriquecem a paisagem e promovem a valorização da natureza da região;
• Oferecer ao mercado um café de qualidade, que pode atingir a classificação gourmet, sem produtos químicos e com o valor agregado por beneficiar famílias de assentados que enfrentam desafios para a sua sobrevivência.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008



Recebi de presente da amiga Márcia Clarinha estes lindos peixinhos e as borboletas que estão voando na Floresta :))

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Algumas comidas da tribo Bakairí. Esses índios estão localizados nos municípios de Nobres, localizada à 300 km de Cuiabá, e Paranatinga à 500 km de Cuiabá (Clique aqui para saber mais sobre os Bakairí)

Alimentos Indígenas
(Fonte das informações: Iandé - Boletim de Histórias)
O escritor paraense Abguar Bastos realizou uma extensa pesquisa sobre a preferência alimentar de vários grupos indígenas. Para descrever o resultado de seus estudos ele usou o termo "pantofagia", ou seja, o ato de comer de tudo.
Ele propôs uma divisão dos alimentos consumidos pelos índios em certas categorias: de resguardo, interditos, compensatórios, privativos e sagrados.
Os alimentos de resguardo são aqueles incentivados ou proibidos de serem consumidos durante um período ligado a um rito de passagem. Os alimentos probidos, se forem absorvidos durante esse período, podem trazer consequências graves, tanto para a pessoa que os comeu quanto para seus parentes próximos. Entre os índios Bororo, do Mato Grosso, as mães que davam à luz não comiam carne de tatu nem de tartaruga, senão seus bebês podiam ficar raquíticos. Entre os Urubu-Kaapor, do Maranhão, as meninas que estão prestes a menstruar pela primeira vez tomam uma sopa de aipim - "para esquentar a vagina" - e apenas podem comer tartaruga-branca, os peixes mandi e aracu, e chibé (farinha seca diluída na água).
Os alimentos interditos são aqueles proibidos a toda a comunidade indígena, como fêmeas grávidas ou animais considerados mágicos. Os Kaingang, do sul do Brasil, e os Rikbaktsa, do norte do Mato Grosso, não comem tamanduás. Os Kaingang dizem que são gratos ao tamanduá, que ensinou alguns cantos e danças para os índios. Entre outros exemplos: os índios Xikrin (do Pará) não comem o peixe jaú, os Karajá (do Tocantins) não comem tatu, os Tapirapé (do Mato Grosso) não comem preguiça... É comum que os índios comam a carne de macacos, mas há sempre alguma espécie que não é consumida. Geralmente o motivo é - segundo as lendas - que aquela espécie já foi um humano que se transformou em tempos passados.
Alimentos recompensatórios são geralmente reservados aos homens que realizam alguma atividade muito trabalhosa. Era habitual entre os índios Bakairi, do Mato Grosso, que os homens ganhassem alimentos de todos da aldeia, antes de partirem para a caça. Entre os índios Krahò, do Tocantins, persiste um costume realizado de tempos em tempos, que fortalece a amizade entre as famílias: todos os homens saem para a mata em busca de um alimento. Quando voltam à aldeia, oferecem esse alimento a uma mulher que não seja sua própria esposa, que retribui a gentileza com uma comida preparada por ela própria. Uma espécie de troca de presentes.
Os alimentos privativos são aqueles reservados a certos indivíduos ou grupos. Entre os índios Suyá, do Mato Grosso, apenas os homens podem comer os miúdos da anta. Também só os homens, entre os Rikbaktsa, comem a cabeça de macacos e porcos-do-mato.
Por fim, o escritor Abguar Bastos chama alguns alimentos de "sagrados". Ele reúne nessa categoria os alimentos que sofrem uma influência espiritual, antes de serem consumidos. Por exemplo: os pajés dos índios Marubo, do sudoeste do Amazonas, usam o canto para curar as doenças. Há casos em que esses pajés cantam sobre um pote de mingau, que depois é oferecido ao índio doente. Isso ocorre também entre os índios Baniwa, do norte do Amazonas. Durante a festa Kariana, um rito de passagem feminino, os pajés benzem e jogam fumaça sobre a comida que será consumida pelas meninas; normalmente beiju com molho de pimenta, peixe cozido e uma cabeça de peixe. Entre os índios Wanana, do alto Rio Negro - noroeste amazônico, os pajés benzem também o leite materno que é oferecido às crianças durante a cerimônia de batismo.