

Correio da Ursa: Filhote de panda nascido e criado em cativeiro - O mascote da Floresta! :))
Fonte da imagem e mais informações sobre o livro AQUIVENENOS E REMÉDIOS
Entre os venenos de mais amplo uso entre indígenas de diversas etnias e caboclos amazônicos estão os diversos cipós chamados de timbó (gêneros Paullinia, Serjania e Tephrosia). Batido na superfície da água, em igarapés, nascentes e lagos, ele dissemina um veneno que atordoa os peixes e os faz subir, facilitando a pesca. O veneno não afeta a carne dos peixes, mas causa fortes diarréias, se a água for ingerida.
Diversas lianas amazônicas possuem uma substância tóxica conhecida como curarina, caso do cipó-amargoso (Abuta candicans) e do cipó-cururu (Echites cururu). A curarina é um dos ingredientes do curare, veneno utilizado na ponta das flechas para torná-las mais mortais.
Ainda são considerados tóxicos o cipó-d’alho (Adenocalymna alliaceum), abortivo; o cipó-de-fogo (Davilla latifolia) e o cumanan (Euphorbia phosphorea), ambos urticantes.
De uso espiritual, o cipó caapi (Banisteriopsis caapi) também é famoso, pois entra na infusão alucinógena preparada por adeptos da ayahuasca. Palavra da língua quéchua, de indígenas da Amazônia peruana e colombiana, ayahuasca quer dizer ‘corda da alma’ ou ‘dos espíritos’ (aya = alma, espírito, waska = liana, corda). No chá são adicionadas folhas de um arbusto (Psychotria viridis) e pode-se ou não acrescentar folhas de outros cipós, como o chagro panga (Diplopterys cabrerana).
Entre as principais lianas de uso medicinal tradicional, inclusive com fitoterápicos disponíveis nas farmácias, figuram o cipó-azougue (Apodathera smila cifolia), anti-inflamatório e depurativo do sangue; o cipó-cabeludo (Mikania hirsutissima) contra diarréias crônicas e reumatismo; o cipó-caboclo (Davila rugosa), considerado estimulante, depurativo e afrodisíaco; o cipó-cravo (Tynnanthus fasciculatus), tido como tônico estomacal; o cipó-cruz (Chiococca racemosa), diurético e purgativo; o cipó-de-São-João (Pyrostegia venusta) para diarréias e o cipó-suma (Anchietea salutaris) para tratar eczemas e inflamações de pele.
polvo dumbo
medusa Benthocodon pendunculata
Na Amazônia, as cavernas são habitadas por seres da floresta. Além da vitória-régia,aqui há escorpiões, baratas gigantes e o estranho amblipígio.
Lenda do Monte Roraima
|
PEQUIM - Uma cadela de 4 anos se tornou a mais solicitada "ama de leite" dos filhotes de tigre rejeitados por sua mãe, num zoológico da província de Shandong, no leste da China, explicaram nesta sexta-feira, 18, seus diretores. |

"A Natureza nunca traiu o coração que a amou."
De que se trata?
Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma idéia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".
Caso entendam fazê-lo!!!!
Nomeiem 6 blogues que darão seguimento a este desafio...
Blogs:
Brincando com Palavras


O besouro maior do que uma mão
O maior besouro do mundo, o Titanus gigantus, se alimenta de material orgânico em decomposição na floresta. Com 20 centímetros de comprimento, é maior do que a mão de um homem adulto.
O pitu de quase meio metro
O maior camarão de água doce do mundo vive na Amazônia. Também encontrado em alguns rios do Nordeste, chega a medir 48 centímetros da cauda à ponta das garras. Existem pelo menos trinta espécies de camarões e outras trinta de caranguejos na Bacia Amazônica.
Cocar feito com sementes "olho-de-pombo", por índios Tupiniquim (Espírito Santo)
Exclusivo da Mata Atlântica, a catita, um dos menores marsupiais do mundoNo Brasil, o país com maior diversidade biológica no mundo, até hoje foram descritos cerca de 530 mamíferos, em geral pequenos. Nossos marsupiais não são cangurus boxeadores de desenho animado: podem ser do tamanho de um dedo, como a catita (Gracilinanus microtarsus), um dos menores desse grupo. A destruição de florestas ameaça a existência desses animais, com 66 espécies em risco de extinção na lista vermelha do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2003. Apesar disso, mais trabalho de campo e novas técnicas de trabalho têm aumentado rapidamente o número de espécies conhecidas.
Faixa altitudinal montana do ecossistema da floresta tropical do bioma Mata Atlântica (Clique na imagem para ampliar. Fonte)
Bate-caixa (Palicourea rigida) - Fonte da imagem: site do IBAMA
Histórias da Ursa Sentada: 
Literatura indígena
Pajés Yawanawa



(Trechos de matéria por RACHEL BOTELHO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA )
Da mesma família da margarida, a bardana é uma planta herbácea comum em toda a zona temperada do hemisfério norte. Sua raiz longa e delgada de textura crocante e sabor adocicado é muito apreciada pelos japoneses, o único povo que consome a planta em larga escala. No Japão, onde é conhecida por "gobô" e cultivada em duas variedades (com talo verde e arroxeado), costuma ser cozida junto a outros vegetais.
Uso medicinal
A fama de planta medicinal vem da Antigüidade; a bardana já era conhecida e utilizada pelos gregos como medicamento. Com sua ação bactericida, combatia inúmeras doenças de pele e era utilizada ainda para aliviar a dor e evitar o inchaço decorrente de picadas de insetos e de aranhas. De acordo com Rose Aielo Blanco, editora do site Jardim de Flores (www.jardimdeflores.com.br), há vários estudos que comprovam suas propriedades anti-sépticas. Além desse uso, "povos orientais consomem a bardana para combater e tratar vários problemas de saúde. Raízes e sementes são ingeridas para combater cálculos renais, reumatismo e problemas na vesícula. A infusão das folhas também é utilizada com a mesma finalidade", diz.
A raiz da bardana é utilizada também pela homeopatia. Sua tintura costuma ser empregada contra afecções dermatológicas (acne, furúnculo, eczema do couro cabeludo) e nos bloqueios do metabolismo. Do ponto de vista nutricional, é rica em sais minerais e fornece proteínas, glicídios, fibras, vitaminas A, B1 e C, riboflavina e niacina. Como suas propriedades e boa parte dos nutrientes estão concentrados na casca, Blanco recomenda escová-la para remover bem a terra, mas não descascá-la. Para evitar que a raiz escureça ao ser cozida, basta deixá-la de molho na água com gotas de vinagre ou limão.
Casa Santa Luzia
al. Lorena, 1.471, São Paulo; tel. 0/xx/11/3897-5000
(preço: R$ 18,30 o quilo)
www.santaluzia.com.br
Curumim (Foto: Jose L. L. Borges)
Indígenas marcham da Esplanada até monumento onde morreu Galdino
GUARAPIRANGA - Em tupi-guarani essa palavra significa garça vermelha. A represa
Floresta Amazônica (Fonte da imagem)
Abril Indígena
Conheça o site da Renctas - Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres.Rio - Vinte e cinco pessoas foram presas em três Estados acusadas de tráfico internacional de animais silvestres durante uma operação da Polícia Federal. As prisões aconteceram no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. Entre os detidos está o empresário Jaime Vieira Lima, tio do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).
A operação Arara-Preta cumpriu 25 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão pelos crimes de formação de quadrilha, receptação, porte e vendas de animais silvestres. Só na Bahia foram realizadas 19 prisões. A prisão de Jaime Vieira Lima foi realizada em Lauro de Freitas. A PF prendeu ainda Jayme de Souza Vieira Lima, um empresário que mantém um minizoológico na região metropolitana de Salvador.
Entre os 16 presos na região de Feira de Santana estão dois comerciantes acusados de comandar o tráfico de animais. Nas casas dos acusados, a polícia apreendeu papagaios, pássaros pretos e jabutis que seriam vendidos em outras regiões do país.
A operação teve inicio em agosto de 2006 a partir da informação do Ibama a respeito de uma quadrilha que atua na Bahia enviando diversas espécies silvestres para Rio de Janeiro e São Paulo. As investigações constataram ser esta a maior quadrilha nesta modalidade criminosa em atividade no estado, chegando a uma média mensal de 1,5 mil animais traficados mensalmente.
A Polícia Federal detectou ainda que as Araras-Azuis e outras espécies em extinção são vendidas para o mercado internacional após a aquisição, através de criadouros, de documentação falsificada para legalização.

Os ensinamentos do manejo indígena
Enfim, o que ensina a agricultura indígena é o que a arrogância colonial recusou-se a aprender com ela: destruir a vegetação endurece o terreno, diminui sua permeabilidade aumentando o escoamento de nutrientes e acentuando a erosão, impedindo a acumulação de húmus e perdendo a água, pois já não a retém. Quanto maior o intervalo entre a derrubada e o segundo plantio, maior é o dano e mais lenta a recuperação (Meggers, 1987: 44). O manejo indígena é também um exemplo da superioridade da policultura, uma vez que a diversidade protege espécies contra intempéries e pragas pela altura diferenciada das espécies ou pela dispersão que cria refúgios para espécies vegetais e animais, segundo Ribeiro (1990: 61). Cita como exemplo os Munduruku, que também praticam a roça itinerante. A cultura agrícola dominante quer obcecadamente transformar a cultura itinerante em cultura permanente, a seu modo monocultural, quando o saber indígena demonstrou que as "ilhas" de recursos apenas poderão resultar nas florestas tropicais pela policultura, que resulta em florestas antropogênicas convivendo com o ser humano, ao contrário da cultura compartimentalizada e uniforme da mentalidade colonial exportadora.
cachimbo de madeira, índios Guarani - São Paulo - Para os índios Guarani o ato de fumar está profundamente ligado às praticas religiosas e espirituais. Eles produzem seus cachimbos, a que chamam petygwá, de maneira bastante artística e funcional.O Fumo nas Lendas Indígenas
(trechos de artigo extraído do Boletim Iandé, número 21)
Há relatos do uso do tabaco entre os indígenas desde a chegada dos primeiros europeus ao continente americano. Os europeus registravam que os índios "bebiam fumo", pois o verbo "fumar" passou a ser utilizado só a partir do século XVII.
Alguns integrantes da expedição de Cristovão Colombo levaram o tabaco para a Europa e o gosto por seu uso se espalhou rapidamente.
O hábito de fumar folhas do tabaco (que são espécies diversas de plantas do gênero Nicotiana) já era bastante antigo entre alguns grupos indígenas, como atestam alguns cachimbos encontrados em escavações arqueológicas, porém predominava o uso religioso e ritual do fumo. A partir da Conquista, o uso do tabaco se espalhou rapidamente por todo o território americano. Grupos indígenas que não costumavam fumar passaram a fazê-lo. A finalidade do consumo do tabaco também se alterou, e os indígenas passaram a fumar mais no dia a dia para recreação e prazer, além do uso ritualístico.
A Criação do Mundo: uma História dos índios Tukano
Os índios Tukano vivem na região noroeste do Amazonas, nas áreas do rio Uaupés. A história a seguir foi contada por índios Tukano do clã Ye'pârã-Oyé põ'ra.
Quando o mundo ainda não estava pronto já havia Imîkoho-yeki, o Avô do Mundo. Ele andava sozinho pelos lugares pensando em como ordenar o mundo.
Sem encontrar solução, ele foi à Casa do Céu. Lá acendeu um cigarro e ficou pensando. Foi então que da fumaça do cigarro surgiu uma mulher. Ela era Ye'pâ-masó, aquela que seria conhecida como a Avó do Mundo e do Surgimento.
O Avô do Mundo ficou contente e entregou à mulher os instrumentos de vida e surgimento que possuia: cigarro, cuias, um banco entre outras coisas. A Avó do Mundo, Ye'pâ-masó, desceu até a terra, no igarapé Posâya. Lá surgiram três bancos com os desenhos do banco da vida. Ela sentou-se e começou a fumar seu cigarro.
Da primeira baforada surgiram Imîkoho-masí e Ye'pa-masí. Os dois foram os primeiros a viver na terra e deram início a todos os homens que vieram depois.
