domingo, 3 de junho de 2007



Correio da Ursa
: Filhote de panda nascido e criado em cativeiro - O mascote da Floresta! :))

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Bebê Xavante - Aiuté te nomro tsi õ to re. (Foto Laercio Miranda - Fonte)
Povo Xavante lança livro e pede reconhecimento de práticas tradicionais de saúde
(Monique Maia, da Agência Brasil)

Brasília - O parto por cesariana de mulheres indígenas motivou o povo da etnia Xavante a elaborar o livro Ai´Utedzapari´Wa Nõri Parteiras A´Uwê Xavante (aquela que recebe a criança) que reúne o conhecimento tradicional do povo Xavante e o registro cuidadoso de suas técnicas medicinais, alimentícias e ritualísticas.
O livro será lançado no Primeiro Encontro Parteiras Xavante, de 21 a 24 de maio, em Brasília. O evento será realizado pela Associação Xavante Warã, em parceria com a Coordenação Geral de Educação da Fundação Nacional do Índio (CGE-Funai), Área de Medicina Tradicional Indígena – Projeto Vigisus II - Funasa e Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN).
De acordo com o representantes da Associação Xavante Warã, Hiparidi Top'tiro, o livro pretende ajudar na construção de politicas públicas voltadas para a saúde indígena. “É preciso construir políticas conforme a nossa realidade e com a nossa participação”, defende.
Top'tiro, que também coordena o projeto Valorização das Práticas de Parto Tradicional: Dieta Alimentar e Medicinal na Gestação e Parto, reuniu todas as informações para a elaboração do material. Segundo ele, o número de cesarianas triplicou entre as mulheres xavantes. “Isso tira o valor das parteiras, que em vez de praticarem o seu conhecimento estão sendo deixadas de lado”, adverte.
O índio Xavante aponta o livro como ponto de partida para o desenvolvimento de políticas públicas, mas reconhece que existe o risco em relação à patentes e à perda de tradições. “Sabemos que divulgando os nossos conhecimentos, existe um ganho e uma perda. A perda maior vai ser que os conhecimentos se enfraquecerão, se tornarão um conhecimento comum, e por conta disso haverá perda da questão espiritual, mas o resultado positivo será a politica pública”.
O presidente interino da Fundação Nacional do Índio (Funai) e diretor de Assistência Social da fundação, Aloísio Antônio Castelo, disse que a apresentação desses conhecimentos é importante para ajudar a combater o preconceito da sociedade em relação aos povos indígenas.
“Precisamos mostrar que esses povos são ricos culturalmente e precisam ser respeitados”.

domingo, 27 de maio de 2007

Fonte da imagem e mais informações sobre o livro AQUI

Emaranhados de vida e de morte

(Trechos de matéria do site BRA )

Cipó é uma palavra indígena tupi-guarani, cuja pronúncia original era iça-pó ou, literalmente, a mão do galho. Liana é uma designação internacional, usada tanto entre os botânicos de língua latina como os anglo-saxões. Vem do francês antigo lier, por sua vez derivado do latim ligare (ligar), numa alusão à conexão feita por esse tipo de planta entre o solo e a copa. Segundo o Dicionário dos Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, entre os tailandeses, a liana é a ligação primitiva entre o Céu e a Terra, cujos frutos deram origem às diversas raças humanas. No Induísmo, a relação entre a liana e a árvore na qual se enrola é um símbolo de amor e evoca a espiral da vida, a eterna evolução das forças naturais.

VENENOS E REMÉDIOS
Entre os venenos de mais amplo uso entre indígenas de diversas etnias e caboclos amazônicos estão os diversos cipós chamados de timbó (gêneros Paullinia, Serjania e Tephrosia). Batido na superfície da água, em igarapés, nascentes e lagos, ele dissemina um veneno que atordoa os peixes e os faz subir, facilitando a pesca. O veneno não afeta a carne dos peixes, mas causa fortes diarréias, se a água for ingerida.
Diversas lianas amazônicas possuem uma substância tóxica conhecida como curarina, caso do cipó-amargoso (Abuta candicans) e do cipó-cururu (Echites cururu). A curarina é um dos ingredientes do curare, veneno utilizado na ponta das flechas para torná-las mais mortais.
Ainda são considerados tóxicos o cipó-d’alho (Adenocalymna alliaceum), abortivo; o cipó-de-fogo (Davilla latifolia) e o cumanan (Euphorbia phosphorea), ambos urticantes.
De uso espiritual, o cipó caapi (Banisteriopsis caapi) também é famoso, pois entra na infusão alucinógena preparada por adeptos da ayahuasca. Palavra da língua quéchua, de indígenas da Amazônia peruana e colombiana, ayahuasca quer dizer ‘corda da alma’ ou ‘dos espíritos’ (aya = alma, espírito, waska = liana, corda). No chá são adicionadas folhas de um arbusto (Psychotria viridis) e pode-se ou não acrescentar folhas de outros cipós, como o chagro panga (Diplopterys cabrerana).
Entre as principais lianas de uso medicinal tradicional, inclusive com fitoterápicos disponíveis nas farmácias, figuram o cipó-azougue (Apodathera smila cifolia), anti-inflamatório e depurativo do sangue; o cipó-cabeludo (Mikania hirsutissima) contra diarréias crônicas e reumatismo; o cipó-caboclo (Davila rugosa), considerado estimulante, depurativo e afrodisíaco; o cipó-cravo (Tynnanthus fasciculatus), tido como tônico estomacal; o cipó-cruz (Chiococca racemosa), diurético e purgativo; o cipó-de-São-João (Pyrostegia venusta) para diarréias e o cipó-suma (Anchietea salutaris) para tratar eczemas e inflamações de pele.

sábado, 26 de maio de 2007

polvo dumbo
medusa Benthocodon pendunculata

Fotos mostram criaturas bizarras do fundo do mar
(Fotos e informações extraídas do site: BBC Brasil )

Monstros marinhos, fósseis vivos e seres fluorescentes que habitam as partes mais profundas do oceano podem ser vistos pela primeira vez em imagens registradas pela jornalista e cineasta francesa Claire Nouvian.
Graças ao avanço tecnológico nas câmeras, luzes e fotografia digital, ela conseguiu revelar em detalhes sua jornada pelo escuro leito do oceano, em profundidades que chegam a sete quilômetros.
"Foi como se um véu tivesse sido levantado, revelando pontos de vista inesperados, vastos e mais promissores", diz Nouvian.
O resultado do trabalho está no livro The Deep, lançado este mês no Reino Unido e nos Estados Unidos. São 220 fotografias de seres bizarros e surpreendentes, acompanhadas de textos escritos pelos maiores especialistas em oceano profundo no mundo.

Mundo desconhecido
Os oceanos oferecem 99% do espaço onde a vida pode se desenvolver na Terra e o oceano profundo, imerso na escuridão, ocupa 85% dos mares, formando um dos maiores e mais desconhecidos habitats do planeta.
As estimativas atuais do número de espécies a serem descobertas variam entre dez e trinta milhões.
No livro The Deep, Craig M. Young, do Oregon Institute of Marine Biology, escreve que a diversidade biológica no leito do oceano "pode exceder aquela da Floresta Amazônica e da Grande Barreira de Corais juntas".
Mas apesar das imagens reveladoras e surpreendentes da publicação, apenas 5% do leito do oceano já foram mapeados com algum detalhe, o que deixa muito trabalho para a próxima geração de exploradores marinhos.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Na Amazônia, as cavernas são habitadas por seres da floresta. Além da vitória-régia,aqui há escorpiões, baratas gigantes e o estranho amblipígio.

Amazônia subterrânea
(Informações e fotos extraídas de matéria de Adriano Gambarini, Revista Terra )

O oeste do Pará esconde a maior concentração de cavernas de arenito do Brasil. Uma descoberta no coração da Amazônia que só agora começa a ser revelada

TESOURO ENTERRADO
As cavernas amazônicas vêm sendo exploradas há 15 anos, mas só agora o Brasil começa a conhecer segredos como a Planaltina, uma das maiores cavernas de arenito do país.

As dolinas são o primeiro indício de que há algo estranho. Dolinas são depressões na superfície da terra, formadas pelo desabamento do teto de alguma suposta caverna. Quando elas aparecem, são um forte sinal de que há cavernas pelas redondezas. Mas num mundo de igarapés, cipós e árvores gigantescas, topar com cavidades subterrâneas é a última coisa que se espera. Mas a suspeita se confirma. Quando a selva se abre, surge um grande paredão rochoso que guarda a entrada de pequenas grutas. Um lago de águas paradas coberto de vitórias-régias serve de ante-sala.
Nas outras duas cavernas possíveis de visitar na região, a Amazônia continua surpreendendo. A Caverna Leonardo da Vinci é formada por um tipo de rocha sedimentar denominada folhelho, ainda mais rara na formação de cavidades. Com salões baixos e escuros, ela tem uma grande quantidade de guano dos morcegos, que, além de atrair baratas e grilos, provocou a formação de pequenas e intrigantes estalactites vermelhas de fosfato, numa complicada reação química com a rocha. Já na Caverna Pedra da Cachoeira, a surpresa está do lado de fora: a poucos passos de um pórtico de entrada de 20 metros de altura, uma bela cachoeira. Perfeita para aliviar o cansaço das trilhas e da descoberta de que, aqui, é possível encontrar lugares ainda mais escuros do que a floresta impenetrável. Na Amazônia, tudo é possível.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Lenda do Monte Roraima
(Fonte: site Amazonia.com.br)
Segundo os geógrafos, o Monte Roraima é uma formação da era pré-cambriana. Ele tem 2.875 metros de altitude. Mas segundo o folclore, o monte Roraima é muito mais do que isso.
Os índios Macuxi contam que antigamente, no local onde hoje existe o Monte Roraima, existiam apenas terras baixas e alagadiças, cheias de igapó. As tribos que viviam naquela área não precisavam disputar comida, pois a caça e a pesca eram fartas.
Uma vez, nasceu um belo pé de bananeira. E a árvore era algo inédito na região. A estranha planta cresceu muito rápido e deu belíssimos e apetitosos frutos.
Os pajés então avisaram que aquele vegetal era na verdade um ser sagrado e que como tal seus frutos eram proibidos para qualquer pessoa da tribo. Os pajés avisaram ainda que caso alguém desobedecesse a regra e tentasse comer uma fruta daquelas, desgraças terríveis aconteceriam: a caça se tornaria rara, as frutas secariam e até a terra iria tomar um formato diferente. Era permitido comer de tudo, menos os frutos da bananeira sagrada.
Todos passaram a temer e a respeitar as ordens dos pajés. Mas houve um dia em que, ao amanhecer, todos correram para ver com espanto a primeira desgraça de muitas que ainda estavam por vir: um cacho da bananeira havia sido decepado. Todos se perguntavam, mas ninguém sabia dizer quem poderia ter feito aquilo. Antes que tivessem tempo para descobrir o culpado, a previsão dos mais velhos começou a acontecer. A terra começou a se mover e os céus tremiam em trovões. Todos os animais, da terra ou do céu, bateram em retirada. Um dilúvio começou a despencar e um enorme monte começou a brotar rasgando aquelas alagadas terras. E foi assim que nasceu o Monte Roraima. É por tudo isso que, até os dias de hoje, acredita-se que o monte Roraima chora quando de suas pedras caem pequenas gotas de água cristalina.

sábado, 19 de maio de 2007

Cadela amamentará os tigres durante 20 dias, diz veterinário

Uma lição de amor entre os animais


Cadela amamenta tigres de zôo chinês rejeitados pela mãe
(Fonte: Estadão)

No ano passado, cadela Huani amamentou outros quatro filhotes de tigre

PEQUIM - Uma cadela de 4 anos se tornou a mais solicitada "ama de leite" dos filhotes de tigre rejeitados por sua mãe, num zoológico da província de Shandong, no leste da China, explicaram nesta sexta-feira, 18, seus diretores.
"Neste momento, a cadela Huani está amamentando a sua própria cria e, ao mesmo tempo, três filhotes de uma tigresa de Bengala, que rejeitou os filhos porque não tinha experiência e ficou muito cansada depois do seu primeiro parto", disse à agência Efe Gao Ying, veterinário do Jardim Zoológico de Jinan.
Ele explicou que a cadela "recebe um salário" e "um tratamento muito bom". Toma todos os dias uma sopa de ossos especial que ajuda a ter mais leite.
"No dia em que nasceram os tigres, fazia muito frio. Se não fossem amamentados, corriam risco de vida. Huani vai amamentar os três durante cerca de 20 dias e depois começaremos a dar carne a eles", explicou Gao.
Não é a primeira vez que Huani, que pertence a um morador da cidade, é contratada como ama de leite pelo zôo. No ano passado ela amamentou quatro filhotes de tigre, além de seus dois cãezinhos.


sexta-feira, 18 de maio de 2007


"Preciso de obter sabedoria vegetal.
(Sabedoria vegetal é receber com naturalidade uma rã no talo.)

O meu "Meme"! Uma frase do poeta Manoel de Barros
Hanah passou-me um “meme”...

"A Natureza nunca traiu o coração que a amou."

De que se trata?

Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma idéia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Caso entendam fazê-lo!!!!

Nomeiem 6 blogues que darão seguimento a este desafio...

Blogs:

Brincando com Palavras

Encontro Quase Perfeito

Abrindo Janelas

Sombras de Mim

Entretantos

Assuntos e ETC.

quinta-feira, 17 de maio de 2007





Acredite se quiser
(Fonte: Veja on line, Especial Amazônia)

A mariposa do tamanho
de duas canetas

Também vive na Amazônia a maior mariposa do mundo, a imperador. Tem 30 centímetros de envergadura tamanho igual ao de duas canetas esferográficas.

O besouro maior do que uma mão
O maior besouro do mundo, o Titanus gigantus, se alimenta de material orgânico em decomposição na floresta. Com 20 centímetros de comprimento, é maior do que a mão de um homem adulto.

O pitu de quase meio metro
O maior camarão de água doce do mundo vive na Amazônia. Também encontrado em alguns rios do Nordeste, chega a medir 48 centímetros da cauda à ponta das garras. Existem pelo menos trinta espécies de camarões e outras trinta de caranguejos na Bacia Amazônica.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Cocar feito com sementes "olho-de-pombo", por índios Tupiniquim (Espírito Santo)


Índios se dizem ofendidos por comentários de Bento 16
(Fonte: Reuters)
BRASÍLIA (Reuters) - Líderes indígenas disseram na segunda-feira ter ficado ofendidos pelas declarações "arrogantes e desrespeitosas" do papa Bento 16 de que a Igreja Católica os havia purificado, e que retomar suas religiões originais seria um retrocesso.
Num discurso para os bispos latino-americanos e do Caribe no encerramento de sua visita ao Brasil, o pontífice afirmou que a Igreja não havia se imposto aos povos indígenas das Américas. Segundo o papa, os índios receberam bem os padres europeus, já que "Cristo era o salvador que esperavam silenciosamente".
Acredita-se que milhões de índios tenham morrido no continente americano em consequência da colonização européia, depois da chegada de Cristóvão Colombo, em 1492.
"É arrogante e desrespeitoso considerar nossa herança cultural menos importante que a deles", disse Jecinaldo Satere Mawe, coordenador-chefe da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
Vários grupos indígenas escreveram uma carta para o papa na semana passada pedindo o apoio dele na defesa de suas terras e de sua cultura. Eles disseram que os índios vêm sofrendo um "processo de genocídio" desde a chegada dos colonizadores europeus.
Os conquistadores contavam com a bênção dos sacerdotes católicos, embora alguns destes depois tenham defendido os índios e muitos hoje estão entre os mais eloquentes aliados dos índios.
"O Estado usou a Igreja para fazer o trabalho sujo na colonização dos índios, mas eles já pediram perdão ... quer dizer que o papa está voltando atrás com a palavra da Igreja?", questionou Dionito José de Souza, líder da tribo Makuxi, de Roraima.
Em 1992, o papa João Paulo 2o falou dos erros na evangelização dos povos nativos das Américas.
As declarações do papa Bento 16 não desagradaram só aos índios, mas também aos padres católicos que os apóiam em sua luta, disse Sandro Tuxa, que comanda o movimento das tribos do Nordeste.
"Repudiamos as declarações do papa. Dizer que a dizimação cultural de nosso povo representa uma purificação é ofensivo e, francamente, assustador", disse Tuxa.
"Acho que (o papa) tem sido mal assessorado", acrescentou.
O próprio grupo católico que defende os índios no Brasil, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), distanciou-se do papa. "O papa não entende a realidade dos índios daqui, sua declaração foi equivocada e indefensável", disse à Reuters o padre Paulo Suess. "Eu também fiquei aborrecido".
Exclusivo da Mata Atlântica, a catita, um dos menores marsupiais do mundo

Catita

(Fonte das informações: site da Revista Pesquisa Fapesp)

No Brasil, o país com maior diversidade biológica no mundo, até hoje foram descritos cerca de 530 mamíferos, em geral pequenos. Nossos marsupiais não são cangurus boxeadores de desenho animado: podem ser do tamanho de um dedo, como a catita (Gracilinanus microtarsus), um dos menores desse grupo. A destruição de florestas ameaça a existência desses animais, com 66 espécies em risco de extinção na lista vermelha do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2003. Apesar disso, mais trabalho de campo e novas técnicas de trabalho têm aumentado rapidamente o número de espécies conhecidas.

Faixa altitudinal montana do ecossistema da floresta tropical do bioma Mata Atlântica (Clique na imagem para ampliar. Fonte)

Alimento da floresta
(Fonte)
A grosso modo, 80% do alimento que comemos vem originalmente das florestas tropicais. Sem elas, não teríamos as sementes para produzir café e chocolate. Outros alimentos da selva incluem tomate, batata, arroz, banana, pimenta preta, abacaxi e milho.
Há mais de 3 mil frutas encontradas nas florestas tropicais. Os povos do mundo ocidental fazem uso de aproximadamente 200 delas, mas as tribos indígenas das selvas usam mais de 2 mil. Elas também têm conhecimento dos medicamentos que de longe ultrapassa o mundo ocidental. Um dos principais problemas com o desflorestamento é o efeito devastante nessas tribos. Como essas culturas estão perdidas, o vasto conhecimento destes recursos da selva também foi perdido, onde as plantas selvagens são vitais para nosso bem-estar.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Bate-caixa (Palicourea rigida) - Fonte da imagem: site do IBAMA

Correio da Ursa - pedido de divulgação

(texto original por Alessandra Fontana, Analista Ambiental, CGPEG/IBAMA-RJ)

"Queridos amigos,
Como todos sabem, trabalho no IBAMA e muitos amigos têm me perguntado opiniões sobre o que o governo está fazendo com o órgão federal ambiental... Outros tantos sabem que algo estranho está acontecendo, mas não alcançam a dimensão do estrago e tem ainda aqueles que nem estão sabendo de nada, porque é um assunto sempre abafado nos meios de comunicação.
Por isso, estou encaminhando alguns textos abaixo que refletem um pouco do que está acontecendo, começando com uma "fábula" muito interessante de um colega de Minas, que resume bem a situação atual.
Isso não é uma corrente, mas pediria que, caso fiquem tão indignados como eu e a grande maioria dos servidores do IBAMA, repassem essa mensagem para outros amigos que possam ter interesse em se interar de como vem sendo conduzida a política ambiental do país nesses últimos dias!!"
Alessandra Fontana
Analista Ambiental
CGPEG/IBAMA-RJ

"O Siluriforme, o Molusco e o Seringueiro

Siluriforme compreende uma ordem de peixes caracterizados principalmente pela ausência de escamas. Neste grupo encontram-se os mandis, surubins e os bagres. O Brasil é o país com maior diversidade de peixes do mundo. Moluscos são animais de corpo mole, revestido por glândulas, sendo que alguns possuem concha protetora. Alguns moluscos têm como mecanismo de defesa uma bolsa de tinta, que em situação de perigo produz uma cortina de "sujeira" que encobre a visão do adversário. Dentre os moluscos estão o caramujo, as ostras e o lula. Seringueiro todo mundo conhece, é quem vive da exploração dos seringais. Recentemente fomos surpreendidos pela primeira divisão do Ibama. Foi criado o Instituto Chico Mendes. Aparentemente este seria um procedimento com foco na melhoria da gestão das Unidades de Conservação Federais do Brasil. No entanto, o contexto político atual e a forma como a decisão foi tomada nos remete a concluir exatamente o contrário.
O Ibama têm sido intensamente bombardeado pela imprensa e pelo governo como o principal entrave ao crescimento do País. A última pérola foi do nosso Presidente: "se eu pudesse, acabaria com o Ibama". Infelizmente o Lula vai descobrir tarde demais que: 1) acabar com o Ibama não vai facilitar o crescimento do Brasil; 2) a incompetência administrativa do governo é o principal problema e, 3) que extinguiu uma das marcas mais importantes da nação. Neste contexto, todos aguardávamos apreensivos a criação da agência de licenciamento ambiental, e de repente, o que surge do nada: O Chico Mendes.
Que muita gente queria que a gestão das UC saísse do Ibama, todo mundo sabia. Que isto se daria desta forma, poucosimaginavam. Aproveitaram o momento em que nosso Instituto encontra-se acéfalo e desvalido para o golpe de misericórdia. Fica claro que o objetivo principal de nossos governantes é o enfraquecimento da gestão ambiental no Brasil. Um alerta para os que comemoram: o Chico surge da falta de respeito com um grande Instituto e já carrega este carma. Caso não nos manifestemos contrários à forma como as coisas aconteceram, novas divisões surgirão, e quem sabe daqui a alguns anos não surgirá um racha no Chico Mendes, com a criação do Instituto Marina Silva de populações tradicionais?
Tem um siluriforme no colo do molusco, chame o seringueiro! (traduzindo: tem um bagre no colo do Lula – vamos criar logo o Instituto Chico Mendes e iniciar o fim do Ibama). Infelizmente estamos diante da maior falta de respeito com a temática ambiental já vista na história recente do Brasil. Nunca fomos tão atropelados e os grandes empresários tão atendidos. Da transposição do São Francisco ao fatiamento do Ibama: faltam aos governantes a mínima sensibilidade, inteligência e responsabilidade com as futuras gerações.

O Ibama é um dos grandes símbolos nacionais e precisa continuar forte! O futuro do planeta depende de nós!"

sábado, 5 de maio de 2007

Histórias da Ursa Sentada:
Saru
Barulho de galhos partidos e folhas caindo ...Um urro alucinante no meio da noite!!...
A lua acordou com o grito e brilhou mais intensa nos olhos da coruja.
Passos pesados deixavam marcas de garras na terra. Quem era aquela figura grande que vagava sem rumo, despertando os animais? Uma ameaça? Um espírito do mal?
Os pajés se olharam preocupados. Um deles falou: Saru!
Precisavam preparar logo a beberragem. Misturaram diversas ervas de cheiro forte e sentaram próximos à fogueira.
Um dos pajés acendeu o cachimbo e entoou cantos entre as baforadas.
Em círculo, todos os pajés começaram a chamar: Saru! Saru!!
As árvores balançaram e o estalar de galhos aumentou, cada vez mais forte.
Uma sombra se formou a poucos metros da fogueira e foi se aproximando...
Os olhos vermelhos, alucinados, brilhavam. E os grunhidos era assustadores.
A figura peluda entrou no meio do círculo dos pajés, sem medo das chamas da fogueira.
Um deles, enxugou o suor da testa, pegou a tigela com a beberragem e lentamente se aproximou da criatura.
Ela se acalmou e bebeu rapidamente. Então, ela tombou, como uma árvore cortada.
Seu corpo foi se transformando, enquanto os pajés entoavam:
Saru! Saru!... ru!! ur!.. sa!! Ursa!! Ursa!!!
Ursa Sentada abriu os olhos espantados e perguntou o que tinha acontecido.
O pajé mais velho falou: "Você comeu o fruto dos espíritos e eles levaram sua alma para longe. Mas você tomou o chá que nós fizemos para afastar os espíritos do mal e conseguiu voltar. Enquanto sua alma estava longe, Saru tomou seu lugar."

sexta-feira, 4 de maio de 2007


Literatura indígena

Livro "O segredo da chuva" de Daniel Munduruku
(Editora Ática, 2003 - Fonte: site de Daniel Munduruku)

Lua é apenas um menino. Mas tem coragem suficiente para enfrentar os temíveis seres alados e outros perigos. Afinal, é preciso agir sem demora. Há tempos não cai nenhuma gota do céu. A aldeia, a floresta e todas as formas de vida estão ameaçadas. Lua e seus companheiros - um macaco, uma onça e uma capivara - vão atrás de uma solução.
Será que vão descobrir os segredos da chuva?
Esta aventura ás vezes parece um mito indígena, daqueles contados à beira do fogo desde que o mundo é mundo. Mas, ao contrário desse tipo de história, que ninguém sabe ao certo quem inventou, "O segredo da chuva" tem um autor: O paraense Daniel Munduruku. Há anos vivendo entre cidades e aldeias. Daniel ajuda índios e não-índios a se conhecerem melhor. Seu talento é reconhecido internacionalmente.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Pajés Yawanawa

Yawanawa
(Fonte: site do povo Yawanawa)

Nos autodenominamos Yawanawa, o povo da queixada.
Antes do contato o povo Yawanawá vivia totalmente dependentes da natureza. A natureza era tudo para nós, nossa espiritualidade, nossa comida, nossa diverssão, nossa vida. Eramos uma grande familia vivendo todos juntos em uma grande maloca, compartilhando tudo do que tínhamos. Como nosso próprio nome indica, vivíamos como uma manada de queixadas, onde éramos comandados pelo grande chefe queixada.
Viviamos da caça e da pesca. Eramos conhecidos por ter grandes guerreiros e grandes pajés que matavam até com uma olhada, assim também como faziam grandes curas e predições. Desfrutavamos de uma grande terra que não tinha limites para nós.
Desde o surgimento de nosso povo, nunca nos afastamos um do outro para viver em diferentes lugares. Não viemos de outro lugar ou pertencemos a um outro grupos indígena. Somos um povo único com uma cultura e língua própria.
Nosso povo está dividido em três grupos, o primeiro grupo é o desde da criação que é o Yawãwa, o que forma o povo Yawanawa de hoje; o segundo grupo são os Yawaramine, que se transformaram em queixadas e vivem pela mata, eles tem o corpo de queixada, mais o coração de gente; o terceiro grupo são os Yawavãinihu (puyahi hunihu) que subiram vivos para o céu e vivem dentro das nuvens e só se encontram com outros Yawa depois da morte.
________________
Vivem ao redor de 620 Yawanawa na Terra Indígena do Rio Gregório, localizado no Estado do Acre, no suldoeste da Amazônia Brasileira. A Terra Indígena do Rio Gregório foi demarcado fisicamente em 1984 com 92,859,749 hectares, 20 anos depois o povo Yawanawa pediu a revisão de limites de 92.254 hectares.

sábado, 28 de abril de 2007

quinta-feira, 26 de abril de 2007


Agradeço a
Avelana
pela distinção dada a este blogue.
Quero agradecer também a todos que nos visitam e possibilitaram isso.

http://taiapuramagia.blogspot.com

que poderão copiar o selo para colocar no seu blog e selecionar 5 novos eleitos.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Imagem do sol em 3D (Clique na imagem para ampliar) (Fonte: site da NASA)

Divulgadas primeiras imagens tridimensionais do Sol
(Fonte: O Dia on line)
Cientistas da Universidade de Gales, no Reino Unido, divulgaram nesta segunda-feira as primeiras imagens em três dimensões do Sol a partir de dados enviados pela sonda Observatório de Relações Solares-Terrestres (Stereo), da Nasa. Segundo um dos pesquisadores, as imagens representam "o maior avanço da ciência solar nos últimos dez anos".
Engenheiros da Universidade de Gales desenvolveram um programa que converte os dados enviados pelas duas cápsulas da Stereo em imagens em três dimensões. Desde outubro, as duas cápsulas operam em órbitas separadas ao redor do Sol. As cápsulas captam as turbulências de partículas de alta energia que ocorrem na coroa solar, fenômeno que pode ter consequências sobre astronautas, satélites e até mesmo sobre a Terra.
As informações são do Terra, com Agências

segunda-feira, 23 de abril de 2007


Portal Indígena permite a comunicação virtual entre 20 mil índios brasileiros
(Fonte: Jornal O Globo - trechos de matéria publicada no site Índios On line )

Tem índio na rede
Rio de Janeiro, RJ - terça-feira, 17 de abril de 2007 - 06:00:12
Josy Fischberg* » josy@oglobo.com.br • PAU-BRASIL, Bahia

Desde que nasceu, há 17 anos, Olinda Wanderley, ou Clairê, seu nome
indígena, ouvia histórias sobre o primo Erick. Ela, na Terra Indígena
Caramuru-Catarina Paraguaçu, Bahia. Ele, no bairro de Santa Cruz, Rio
de Janeiro. Na primeira vez em que trocaram uma palavra, em 2004, não
estavam em nenhuma tribo ou manifestação de índios: encontravamse, os
dois, em frente a um computador, logados no chat do site
www.indiosonline.org.br . O primo Erick realmente existia e, agora,
podia contar ele próprio suas histórias.
— Conversamos muito, principalmente sobre política indigenista e as
terras do nosso povo nunca devolvidas. Já percebi que escrevemos com
muita emoção, sempre — diz o designer Erick Muniz, que deixou
Caramuru-Catarina Paraguaçu em 1987, quando tinha 13 anos.
"Índios on-line" é um projeto da ONG Thydewas, formada por índios e
não índios, que há três anos vem facilitando a comunicação entre
sete nações indígenas da Bahia, de Alagoas e de Pernambuco, através da
internet. Entre essas nações, estão os PataxóHãhãhãe, do sul da Bahia,
da qual fazem parte Olinda e Erick.
Existem cerca de 20 mil índios em todas elas.
Há computadores conectados, via satélite, nessas aldeias e os índios
não só navegam na rede, mas também são responsáveis pelo conteúdo do
site. De quebra, ainda trocam experiências no chat, aberto a todos.
O ponto de encontro "webindígena" atrai pesquisadores de diversas
áreas, além de, claro, estudantes.
— Já recebemos jovens desesperados por informações para trabalhos
escolares ou de faculdade.
Sempre "para amanhã" — conta, rindo, Ivana Cardoso, descendente de
índios Kiriri, formada em direito e diretora executiva da Thydewas.
Se de um lado da linha estão jovens brancos, do outro, muitas vezes
estão jovens índios.
Na aldeia dos Pataxó-Hãhãhãe são muitos os que participam ativamente
do projeto.
— Começamos com o projeto "Índio quer paz", para minimizar a
discriminação dos brancos contra os índios, agravada pelas retomadas
de terra.
Íamos até as cidades próximas para mostrar a nossa cultura.
Agora, com a internet, mostramos a nossa cultura para o mundo — explica.

sexta-feira, 20 de abril de 2007


Bardana é raiz farta em nutrientes

(Trechos de matéria por RACHEL BOTELHO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA )

Da mesma família da margarida, a bardana é uma planta herbácea comum em toda a zona temperada do hemisfério norte. Sua raiz longa e delgada de textura crocante e sabor adocicado é muito apreciada pelos japoneses, o único povo que consome a planta em larga escala. No Japão, onde é conhecida por "gobô" e cultivada em duas variedades (com talo verde e arroxeado), costuma ser cozida junto a outros vegetais.

Uso medicinal
A fama de planta medicinal vem da Antigüidade; a bardana já era conhecida e utilizada pelos gregos como medicamento. Com sua ação bactericida, combatia inúmeras doenças de pele e era utilizada ainda para aliviar a dor e evitar o inchaço decorrente de picadas de insetos e de aranhas. De acordo com Rose Aielo Blanco, editora do site Jardim de Flores (www.jardimdeflores.com.br), há vários estudos que comprovam suas propriedades anti-sépticas. Além desse uso, "povos orientais consomem a bardana para combater e tratar vários problemas de saúde. Raízes e sementes são ingeridas para combater cálculos renais, reumatismo e problemas na vesícula. A infusão das folhas também é utilizada com a mesma finalidade", diz.
A raiz da bardana é utilizada também pela homeopatia. Sua tintura costuma ser empregada contra afecções dermatológicas (acne, furúnculo, eczema do couro cabeludo) e nos bloqueios do metabolismo. Do ponto de vista nutricional, é rica em sais minerais e fornece proteínas, glicídios, fibras, vitaminas A, B1 e C, riboflavina e niacina. Como suas propriedades e boa parte dos nutrientes estão concentrados na casca, Blanco recomenda escová-la para remover bem a terra, mas não descascá-la. Para evitar que a raiz escureça ao ser cozida, basta deixá-la de molho na água com gotas de vinagre ou limão.


Onde encontrar
Marukai

r. Galvão Bueno, 34, São Paulo; tel. 0/xx/11/ 3341-3350 (R$ 2,50 o maço)
www.marukai.com.br

Casa Santa Luzia
al. Lorena, 1.471, São Paulo; tel. 0/xx/11/3897-5000
(preço: R$ 18,30 o quilo)
www.santaluzia.com.br



quinta-feira, 19 de abril de 2007

Curumim (Foto: Jose L. L. Borges)

Dia do Índio
Dia do Índio Curumim Chama Cunhata Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio)
(de Jorge Ben Jor)

Curumim chama cunhata que eu vou contar
Cunhata chama curumim que eu vou contar
Curumimmm, Cunhataaaa
Cunhataaaaa, Curumimmm
Antes que os homens aqui pisassem nas ricas e ferteis
terraes brasilis
Que eram povoadas e amadas por milhões de Índios
Reais donos felizes da terra do pau Brasil
Pois todo dia e toda hora era dia de índio
Mas agora eles tem só um dia
Um dia dezenove de abril
Amantes da pureza e da natureza
Eles são de verdade incapazes
De maltratarem as fêmeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora pois na sua história
O índio é exemplo mais puro
Mais perfeito mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria, da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Índio Parintintin (Foto: Acervo Museu Plínio Ayrosa, década de 1920 - Fonte: site do Instituto Socioambiental)

Agrotóxicos de plantações de soja estão matando índios da Amazônia

(Fonte: 24 Horas News - publicado no site Amazônia.org.br )

O avanço da fronteira agrícola no norte do Mato Grosso e em Rondônia, além da atuação ilegal de madeireiras, já atinge o sul do Amazonas e vem assustando as comunidades indígenas da região. A denúncia é feita pelo líder indígena Walmir Parintintin, cujo povo vive nas proximidades das Brs 230 e 319 da Transamazônica.
Segundo ele, forasteiros tomam conta da região, levando o desmatamento e ao surgimento de pastagens, ao mesmo tempo que trazem doenças com a contaminação das águas dos rios com agrotóxicos.
Esse avanço sobre a floresta e as áreas indígenas, afirma Walmir, vem ocorrendo desde o início da década, quando surgiram os primeiros problemas com o plantio da soja. As cabeceiras de rios e igarapés foram contaminadas, atingindo as aldeias.
Agora, prossegue ele, a principal preocupação é com a ação de madeireiros, que "agem ilegalmente". "As terras indígenas correm o risco de serem atingidas, porque a madeira que existe nas fazendas está acabando. O governo não enxerga o problema."
Segundo Parintintin, a doença provocada pelo uso de agrotóxicos nas plantações de soja chega às aldeias por meio da água dos rios e pelo consumo de peixes contaminados, o que está levando à morte de crianças e idosos. "Tem também muito índio morrendo com câncer. É resultado do problema dos agrotóxicos. Estamos sofrendo com isso", resume. "Temos consciência de preservação da natureza. Hoje, são os povos indígenas que seguram as terras e mantêm o meio ambiente para o governo. Nossas produções de artesanato não degradam o meio ambiente."Os Parintintin estão finalizando um trabalho de diagnóstico cultural e de preservação de suas raízes, que deve ficar pronto ainda este ano. "Nós temos língua, cultura e danças tradicionais que não esquecemos, apesar do avanço das máquinas sobre nossas terras. Com esse estudo, vamos conduzir e preservar a nossa cultura", conclui.
O rápido avanço das fronteiras agrícolas nos últimos anos, em direção aos territórios indígenas, especialmente na região onde habita Walmir, foi tema abordado também pelo coordenador da campanha 'YIkatu Xingu pelo Instituto Socioambiental, Márcio Santilli, em artigo para o décimo volume da publicação Povos Indígenas no Brasil - 2001-2005.
Indígenas marcham da Esplanada até monumento onde morreu Galdino
(Fonte: Agência Brasil - site JB On line )

BRASÍLIA - Cerca de 350 indígenas do Acampamento Terra Livre fazem uma marcha pela Esplanada dos Ministérios. Eles vão caminhar até o monumento erguido em homenagem ao índio Galdino dos Santos, da etnia Pataxó Hãhãhãe, assassinado em 1997 na capital federal.
O memorial fica próximo à parada de ônibus localizada na avenida W3 sul, onde Galdino foi incendiado por jovens de Brasília. Há 10 anos, quando ele esteve em Brasília, o povo Pataxó Hãhãhãe reivindicava a anulação de títulos concedidos pelo governo do estado da Bahia a fazendeiros que até hoje exploram a pecuária e o cacau na região da reserva Caramuru Catarina Paraguaçu, no sul da bahia.
A reserva é habitada por 2,8 mil índios da etnia e tem uma área de 54 mil hectares. O processo de nulidade dos títulos aguarda julnamento há 24 anos, no Supremo tribunal Federal (STF).

terça-feira, 17 de abril de 2007

GUARAPIRANGA - Em tupi-guarani essa palavra significa garça vermelha. A represa
de Guarapiranga só existe há pouco mais de oitenta anos. Antigamente toda a área era habitada apenas por índios tupis-guaranis. Com o tempo os brancos foram se apoderando das terras dos índios para instalar suas fazendas de criação de gado. Aos índios restaram apenas três aldeias, que existem até hoje: uma no bairro de Barragem em Parelheiros, outra no Cupurutu, também em Parelheiros, e a terceira em Embu-Guaçu. Essas pequenas comunidades indígenas vivem do artesanato (Fonte da imagem e do texto: site Pêra Náutica)
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Da Agenda Indígena de São Paulo
(Fonte: Lista de Literatura Indígena)
17 de abril – Terça Feira

Mesa de Discussão: Antropólogos, Indigenistas e Indígenas em São Paulo.

Local: Escola de Sociologia e Política de São Paulo
- Horário: 10:00 as 12:00. Exposição Fotográfica.
Exposição e venda de artesanatos indígena
. Convidados: Prof. Dr Lucia Helena Rangel – antropóloga PUC; Selma Gomes – indigenista – Comissão Pró Índio; Timóteo Wera Poty – Cacique da Aldeia Tenondé Porá; Manoel Alexandre Sobrinho (Bento) – Liderança Pankararu. Coordenador responsável: Thiago.

18 de abril – Quarta-Feira

Mesa de Discussão: Saúde Indígena em São Paulo
Local: Sinsaude – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde - Horário: 19:00 as 21:00
Exposição fotográfica
Convidados: Paulo Sellera – Assessor Indígena – Funasa SP; Dra Carla Cisotto – Saúde Indígena - SMS; Maria do Rosário – auxiliar de enfermagem indígena
; Eunice Guarani – Jaraguá – Agente de Saúde Indígena. Coordenador responsável: Myrian Hess.
18 de abril – Quarta-Feira

Mesa de Discussão: Educação Indígena em São Paulo - Local: Ação Educativa
Horário: 10:00 as 12:00 - Exposição Fotográfica - Exposição e venda de artesanatos. Convidados: Deusdith Campos Velloso – NAI; Edna Ferreira – coordenadora CECI Krukutu; Joel Guarani – Professor Aldeia Jaraguá; Alunos do Projeto Pindorama. Coordenador responsável: Myrian (9230 9911 – miryamhess@netjudaica.com.br)

Mesa de Discussão: Indígenas nas Empresas

Local: Fiesp - Horário: 19:00 as 21:00 - Atividades artísticas de canto e dança: Pankararu / Pankararé / Kariri-Xocó / Fulni-ô - Exposição fotográfica

Convidados: Eurico Sena – liderança Baniwa; Rejane Aparecida Silva – Pankararu; Sátiro Terena – Liderança Terena; Marcos Aguiar – ONG Opção Brasil / Índios na Cidade; Caio Magri – Instituto Ethos; Flávio Taioli – IBD Instituto Brasileiro da Diversidade. Coordenador responsável: CIM-Diversidade / Ava.

19 de Abril – Quinta-Feira
- Ato de Encerramento
Local: Prefeitura Municipal de São Paulo - Horário: 15:00 - Leitura da Carta Indígena de São Paulo -Atividades artísticas de canto e dança: Pankararu / Pankararé / Kariri-Xocó / Fulni-ô. Exposição fotográfica. Leitura da Carta no lançamento Prêmio Culturas Indígenas.
Coordenador responsável: CIM-Diversidade / Comissão dos Indígenas de SP.
29 de Abril – Domingo
- Leitura da Carta Indígena e Divulgação da Agenda Indígena.
Local: Festa Anual Indígena – Real Parque - Horário: 10:00 as 17:00.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Floresta Amazônica (Fonte da imagem)

Jornal questiona ação de milionário sueco para preservar Amazônia
(Fonte: BBCBrasil)
A ação do milionário sueco Johan Eliasch para preservar a floresta amazônica está sendo acusada de “colonialismo verde” e deixou mil pessoas sem trabalho e na pobreza absoluta, afirma reportagem publicada neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times.
Eliasch, que é radicado na Grã-Bretanha e é dono da fabricante de artigos esportivos Head, comprou em 2005 uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara, no Amazonas, que pertencia a uma madeireira americana, com o intuito de preservar a floresta.
O empresário gastou 13,7 milhões de libras (cerca de R$ 55,3 milhões) em sua empreitada. Sua fortuna é estimada em 361 milhões de libras (cerca de R$ 1,5 bilhão).
Segundo o jornal, como resultado da compra da madeireira por Eliasch, até mil pessoas empregadas por uma serraria obrigada a fechar ficaram sem trabalho, “aumentando ainda mais as dificuldades numa região já economicamente carente”.

Sustento
“O fechamento jogou Eliasch em um debate sobre como os países ricos podem preservar as florestas tropicais levando em consideração o sustento das pessoas que vivem e trabalham nelas”, observa a reportagem.
O jornal diz que até mesmo ambientalistas locais vêm criticando as ações de Eliasch, acusando-o de “colonialismo verde”.
A reportagem afirma que Eliasch prometeu compensar as pessoas que ficaram sem trabalho e empregar algumas delas como guardas florestais, mas afirmou que a preservação da floresta “é mais importante do que as pessoas morando na região”.
O jornal conclui dizendo que Eliasch propôs no ano passado a compra de toda a floresta amazônica para preservá-la, o que “provocou um incidente diplomático entre o Brasil e a Grã-Bretanha quando a idéia foi encampada pelo ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, David Miliband, que sugeriu estabelecer uma fundação internacional como a melhor forma de preservar a Amazônia”.

sábado, 14 de abril de 2007

Abril Indígena
Dentro da AGENDA DA SEMANA INDÍGENA da ONG Opção Brasil, a escritora Eliane Potiguara estará conversando com o público infanto-juvenil e adultos nos seguinte lugar:
Dia 15 (domingo) - no Shopping New york City Center (nível térreo) /Barra da Tijuca /Rio/ às 16 horas (referente à Livraria SARAIVA).
Maiores informações no blog do GRUMIN.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Conheça o site da Renctas - Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres.

Operação da PF prende tio do ministro Geddel Vieira Lima
(Fonte: O Dia)

Rio - Vinte e cinco pessoas foram presas em três Estados acusadas de tráfico internacional de animais silvestres durante uma operação da Polícia Federal. As prisões aconteceram no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. Entre os detidos está o empresário Jaime Vieira Lima, tio do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).
A operação Arara-Preta cumpriu 25 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão pelos crimes de formação de quadrilha, receptação, porte e vendas de animais silvestres. Só na Bahia foram realizadas 19 prisões. A prisão de Jaime Vieira Lima foi realizada em Lauro de Freitas. A PF prendeu ainda Jayme de Souza Vieira Lima, um empresário que mantém um minizoológico na região metropolitana de Salvador.
Entre os 16 presos na região de Feira de Santana estão dois comerciantes acusados de comandar o tráfico de animais. Nas casas dos acusados, a polícia apreendeu papagaios, pássaros pretos e jabutis que seriam vendidos em outras regiões do país.
A operação teve inicio em agosto de 2006 a partir da informação do Ibama a respeito de uma quadrilha que atua na Bahia enviando diversas espécies silvestres para Rio de Janeiro e São Paulo. As investigações constataram ser esta a maior quadrilha nesta modalidade criminosa em atividade no estado, chegando a uma média mensal de 1,5 mil animais traficados mensalmente.
A Polícia Federal detectou ainda que as Araras-Azuis e outras espécies em extinção são vendidas para o mercado internacional após a aquisição, através de criadouros, de documentação falsificada para legalização.

quinta-feira, 12 de abril de 2007


Sobre o uso do fogo e o manejo indígena
(trechos extraídos de estudo de Mauro Leonel - Fonte:
Scielo Brasil)

Em ecossistemas frágeis

Em ecossistemas mais frágeis, como entorno aos rios de água preta - como é o caso do rio Negro - os índios adotam também práticas extremamente mais reguladas do que se acredita, como indicam os estudos, hoje clássicos, de Berta Ribeiro, a incansável companheira de vida e trabalho de Darcy. Berta (1995) relata que as épocas da derrubada e da queima são determinadas por conhecimentos acumulados e complexos, por exemplo, pelo surgimento das constelações: 19 delas, são seguidas de 19 chuvas com curtos períodos de estiagem, oportunamente aproveitados para a queima e derrubada. A descrição da antropóloga demonstra a sabedoria de verdadeiros ecólogos, pois o movimento das constelações e chuvas é correlacionado com a piracema, com a subida dos peixes, com a maturação das saúvas, das térmitas, dos gafanhotos, das larvas de borboletas, dos cogumelos, das rãs, todos alimentos valorizados na dieta indígena. As estiagens são correlacionadas com o brotar das frutas. Pode-se estimar quantos especialistas a nossa ciência compartimentalizada precisaria reunir para integrar tal conhecimento.

Os Desana, grupo estudado por Berta, escolhem os cinco a quinze dias sem chuvas, curtos "verões", para a queima das roças já abertas pela derrubada. O ano indígena no rio Negro inicia-se em outubro, quando surgem quatro constelações com chuvas simultâneas: é o sinal para a derrubada. Em novembro amadurecem as frutas abriu e ingá (1995: 108). Em média, a roça é aberta três meses antes da queima e realizada de preferência num período em que os indígenas sabem prever sete dias de sol forte para a limpeza e a fertilização se darem em uma só empreitada e, para que o fogo consuma toda a madeira, previamente destinada para esse fim, queima rapidamente seguida pelo plantio, após a adubagem pelas cinzas. Quando as fruteiras deixam de oferecer o ingá o plantio se inicia, no período em que surge a nutritiva pupunha, coincidindo com uma constelação que lembra um fêmur de tatu - aliás denominada tatu - seguida de chuvas como as demais formações celestiais. Outra fruta, a cucura, faz par com a pupunha amadurecendo em março e abril, duplo sinal para que seja realizada a nova queima de limpeza e manutenção da roça derrubada em dezembro.

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Os ensinamentos do manejo indígena
Enfim, o que ensina a agricultura indígena é o que a arrogância colonial recusou-se a aprender com ela: destruir a vegetação endurece o terreno, diminui sua permeabilidade aumentando o escoamento de nutrientes e acentuando a erosão, impedindo a acumulação de húmus e perdendo a água, pois já não a retém. Quanto maior o intervalo entre a derrubada e o segundo plantio, maior é o dano e mais lenta a recuperação (Meggers, 1987: 44). O manejo indígena é também um exemplo da superioridade da policultura, uma vez que a diversidade protege espécies contra intempéries e pragas pela altura diferenciada das espécies ou pela dispersão que cria refúgios para espécies vegetais e animais, segundo Ribeiro (1990: 61). Cita como exemplo os Munduruku, que também praticam a roça itinerante. A cultura agrícola dominante quer obcecadamente transformar a cultura itinerante em cultura permanente, a seu modo monocultural, quando o saber indígena demonstrou que as "ilhas" de recursos apenas poderão resultar nas florestas tropicais pela policultura, que resulta em florestas antropogênicas convivendo com o ser humano, ao contrário da cultura compartimentalizada e uniforme da mentalidade colonial exportadora.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

cachimbo de madeira, índios Guarani - São Paulo - Para os índios Guarani o ato de fumar está profundamente ligado às praticas religiosas e espirituais. Eles produzem seus cachimbos, a que chamam petygwá, de maneira bastante artística e funcional.

O Fumo nas Lendas Indígenas
(trechos de artigo extraído do Boletim Iandé, número 21)

Há relatos do uso do tabaco entre os indígenas desde a chegada dos primeiros europeus ao continente americano. Os europeus registravam que os índios "bebiam fumo", pois o verbo "fumar" passou a ser utilizado só a partir do século XVII.
Alguns integrantes da expedição de Cristovão Colombo levaram o tabaco para a Europa e o gosto por seu uso se espalhou rapidamente.
O hábito de fumar folhas do tabaco (que são espécies diversas de plantas do gênero Nicotiana) já era bastante antigo entre alguns grupos indígenas, como atestam alguns cachimbos encontrados em escavações arqueológicas, porém predominava o uso religioso e ritual do fumo. A partir da Conquista, o uso do tabaco se espalhou rapidamente por todo o território americano. Grupos indígenas que não costumavam fumar passaram a fazê-lo. A finalidade do consumo do tabaco também se alterou, e os indígenas passaram a fumar mais no dia a dia para recreação e prazer, além do uso ritualístico.

A Criação do Mundo: uma História dos índios Tukano
Os índios Tukano vivem na região noroeste do Amazonas, nas áreas do rio Uaupés. A história a seguir foi contada por índios Tukano do clã Ye'pârã-Oyé põ'ra.
Quando o mundo ainda não estava pronto já havia Imîkoho-yeki, o Avô do Mundo. Ele andava sozinho pelos lugares pensando em como ordenar o mundo.
Sem encontrar solução, ele foi à Casa do Céu. Lá acendeu um cigarro e ficou pensando. Foi então que da fumaça do cigarro surgiu uma mulher. Ela era Ye'pâ-masó, aquela que seria conhecida como a Avó do Mundo e do Surgimento.
O Avô do Mundo ficou contente e entregou à mulher os instrumentos de vida e surgimento que possuia: cigarro, cuias, um banco entre outras coisas. A Avó do Mundo, Ye'pâ-masó, desceu até a terra, no igarapé Posâya. Lá surgiram três bancos com os desenhos do banco da vida. Ela sentou-se e começou a fumar seu cigarro.
Da primeira baforada surgiram Imîkoho-masí e Ye'pa-masí. Os dois foram os primeiros a viver na terra e deram início a todos os homens que vieram depois.

sábado, 7 de abril de 2007

Que esta Páscoa traga renovação ao nosso Planeta e a todos nós!


Lontras carinhosas

Lontras 'de braço dado' fazem sucesso no YouTube
(Fonte: BBC Brasil)
Um casal de lontras que passa várias horas do dia com as patas entrelaçadas em Vancouver, no Canadá, está se tornando a última sensação da internet. Com mais de 1,5 milhão de acessos em duas semanas, o vídeo com as lontras se tornou a imagem com animais mais popular do YouTube.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

terça-feira, 3 de abril de 2007



O Curupira
(Fonte: Amazonia.com.br)

Outro ser lendário bastante comum na Amazônia é o Curupira, descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Dizem que o Curupira gosta de sentar na sobra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, o Curupira logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. "Não adianta correr atrás de um Curupira", dizem os caboclos, "porque não há quem o alcance".
O Curupira tem a função de proteger a mata e seus habitantes, inclusive pune quem os agride. Há muitos casos também de Curupiras que se encantam por crianças pequenas, que são levadas embora por algum tempo e depois devolvidas aos pais, em geral depois de 7 anos.
As crianças encantadas pelo Curupira nunca voltam a ser as mesmas depois de terem vivido na floresta, encantadas pela visagem.
Muito traquino, o Curupira também pode encantar adultos. Em muitos casos contados, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos. Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: "estou sendo mundiado pelo Curupira", pensa o encantado.
Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: "quero ver tu achares a ponta". A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.
Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.

domingo, 1 de abril de 2007



Beba luz
Adaptado por uma pesquisadora do Rio de Janeiro, o suco de luz é feito com grãos germinados que concentram até 20 mil vezes mais nutrientes que os outros
(Por Viviane Aguiar - Fonte)

Suco de Luz: o poder dos grãos germinados
Comprar grãos variados e esperar cinco dias por sua germinação faz parte da rotina da paulista Natalina Costa Queiroz, 61 anos. Depois desse demorado processo, ela mistura a eles couve, pepino, maçã e cenoura, bate com água no liquidificador e toma todos os dias pela manhã. "Comecei há quatro meses e tenho me sentido muito bem. Fico mais disposta, mais animada, tenho mais qualidade de vida", diz ela.
A bebida que tem dado mais ânimo à vida da naturalista Natalina chama-se suco de luz. Feito com sementes que passaram por uma germinação natural, totalmente livre de adubos ou quaisquer agrotóxicos, o líquido chega a concentrar 20 mil vezes mais nutrientes do que se fosse feito com ingredientes comercializados. Essa descoberta é uma das que foram trazidas e adaptadas ao Brasil pelo grupo de pesquisa Convivências com o Biochip, da PUC, Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro.
CLIQUE AQUI PARA LER A MATÉRIA COMPLETA

Da Floresta da Ursa :))