sábado, 28 de junho de 2008

Cientistas afirmam que Pólo Norte pode derreter até setembro
(Fonte: Estadão)

Pesquisadores dizem que há 50% de chance do gelo marinho deixar de existir por conta do aquecimento global (Agências internacionais -
Reuters)
Padrões climáticos determinarão risco de derretimento, dizem cientistas

WASHINGTON - O gelo marinho do Pólo Norte pode derreter até setembro, de acordo com cientistas do Centro Nacional de Pesquisas da Neve e do Gelo em Boulder, Colorado. Segundo a CNN, existe 50% de chance de que o fino gelo do Ártico, que congelou no último outono, esteja completamente derretido na região até o verão no hemisfério norte, de acordo com o cientista Mark Serreze.
"Nós temos uma espécie de aposta informal correndo em nosso centro se "o Pólo Norte derreterá neste verão" e isso é possível, disse Serreze. Segundo o cientista, nas últimas décadas o gelo que cobre o mar Ártico se tornou cada vez mais fino enquanto as temperaturas globais se elevaram. Para Serreze, os padrões específicos do clima determinarão se a cobertura do Pólo Norte derreterão neste verão."Ano passado, tivemos a sorte de contar com um padrão perfeito do tempo para livrar a Passagem Noroeste", ligação entre o continente asiático e o americano, afirmou Serreze. "Neste verão, um padrão diferente pode preservar algum gelo por lá. Devemos esperar para ver o que acontece".O cientista afirma que a breve falta do gelo na parte superior do globo não trará nenhuma conseqüência imediata. "Do ponto de vista da ciência, o Pólo Norte é apenas mais um ponto no globo, mas isso tem o seu significado simbólico". Para Serreze, supõe-se que exista gelo no extremo norte do planeta e o fato de não ter qualquer gelo até o fim do verão pode ser uma grande mudança simbólica.Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050. No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados.

quinta-feira, 26 de junho de 2008


A Lenda do Pirarucu
(Fonte)
Pirarucu era um índio que pertencia a tribo dos Uaiás que habitava as planícies de Lábrea no Sudoeste da Amazonia. Ele era um bravo guerreiro mas tinha um coração perverso, mesmo sendo filho de Pindarô, um homem de bom coração e também chefe da tribo.
Pirarucu era cheio de vaidades, egoísmo e excessivamente orgulhoso de seu poder. Um dia, enquanto seu pai fazia uma visita amigável a tribos vizinhas, Pirarucu se aproveitou da ocasião para tomar como refém índios da aldeia e executá-los sem nenhuma motivo. Pirarucu também adorava criticar os deuses.
Tupã, o deus dos deuses, observou Pirarucu por um longo tempo, até que cansado daquele comportamento decidiu punir Pirarucu. Tupã chamou Polo e ordenou que ele espalhase seu mais poderoso relâmpago na área inteira. Ele também chamou Iururaruaçú, a deusa das torrentes, e ordenou que ela provocasse as mais fortes torrentes de chuva sobre Pirarucú, que estava pescando com outros índios as margens do rio Tocantins, não muito longe da aldeia.
O fogo de Tupã foi visto por toda a floresta. Quando Pirarucu percebeu as ondas furiosas do rio e ouviu a voz enraivecida de Tupã, ele somente as ignorou com uma risada e palavras de desprêzo. Então Tupã enviou Xandoré, o demônio que odeia os homens, para atirar relâmpagos e trovões sobre Pirarucu, enchendo o ar de luz. Pirarucu tentou escapar, mas enquanto ele corria por entre os galhos das árvores, um relâmpago fulminante enviado por Xandoré, acertou o coracão do guerreiro que mesmo assim ainda se recusou a pedir perdão.
Todos aqueles que se encontravam com Pirarucu correram para a selva terrivelmente assustados, enquanto o corpo de Pirarucu, ainda vivo, foi levado para as profundezas do rio Tocantins e transformado em um gigante e escuro peixe. Pirarucu desapareceu nas águas e nunca mais retornou, mas por um longo tempo foi o terror da região.

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O pirarucu é um peixe da Amazônia, cujo comprimento pode chegar até 2 metros. Suas escamas são grandes e rígidas o suficiente para serem usadas como lixas de unha, ou como artesanato na forma de chaveiros, ou simplesmente vendidas como souvenirs.
A carne do Pirarucu é suave e usada em pratos típicos da nossa região. Pode também ser preparada de outras maneiras, frequentemente salgada e exposta ao sol para secar. Se fresca ou seca, a carne do pirarucu é sempre uma delícia em qualquer receita.
O pirarucu ainda não é uma espécie em extinção...

domingo, 22 de junho de 2008



RESGATE DO BÚZIO, ANTIGA DANÇA TRADICIONAL PANKARARU!

"Nós pankararu jovem que a um tempinho atrás que nós não tinhamos mas o costume de dançar o búzio, porque nós tínhamos perdido, mas através de fotos e um filme que nós buscamos na USP no ano de 1935.
Veio um historiado pesquisando diversas culturas inclusive encontrou dos pankararu a dança dos praias, do búzio, do toré e varias outras, também.
A gente aqui na nossa nação temos uma diversidade cultural e dentro dessa diversidade cultural nós buscamos dos mais velhos, então foi a gente procurando perguntando a eles o toante como que é cantado com o búzio para ser realizado o toré da dança do búzio que é realizado com os guerreiros e as guerreiras pankararu que nós fazemos em tradições, em apresentações e é nossa cultura , pankararu uma cultura muito bonita a que todos nós damos valor."
(Helvis Pankararu)

domingo, 15 de junho de 2008



Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Fonte das imagens)

Jardim Botânico do Rio completou 200 anos nesta sexta-feira
(Informações extraídas de matéria publicada na
Folha Online)

O Jardim Botânico do Rio comemorou 200 anos de existência com o anúncio da criação de um museu e o lançamento de um livro sobre a história do parque que D. João 6º inaugurou no dia 13 de junho de 1808. As comemorações continuaram no sábado (14), com um passeio pelo parque com atores vestidos de D. João 6º e Carlota Joaquina e um debate.
Em seu bicentenário, o parque, que foi fundado para abrigar especiarias das Índias e tem hoje cerca de 8.000 espécies, investe na era digital. Segundo o presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, cerca de 70% de 450 mil amostras de plantas que integram o herbário do parque já estão digitalizadas, e os pesquisadores do parque iniciaram, esta semana, um centro de catalogação de espécies da flora em extinção.
Inaugurado por d. João 6º, Jardim Botânico no Rio completa 200 anos com criação de museu e livro sobre sua história: "200 Anos do Jardim Botânico do Rio: 1808-2008". Com a história do parque, foram lançados uma medalha e um selo comemorativo oferecidos pela Casa da Moeda e pelos Correios.
No dia 12, o parque anunciou a criação de um museu do meio ambiente, que funcionará a partir de julho, e um centro de conservação da flora brasileira, que, segundo o presidente do Jardim Botânico carioca, será referência nacional.
"Vamos catalogar todas as espécies da flora brasileira em extinção e também fazer um plano de ação. O Jardim Botânico do Rio será o ponto focal de coordenação desse trabalho", disse Vieira. As comemorações pelos 200 anos do parque continuam no sábado (14). A partir das 9h, haverá passeios, a cada hora, pela trilha histórica do parque, que será guiado por atores vestidos de D. João 6º e Carlota Joaquina. O último passeio sai às 16h. Também às 9h de sábado, o parque fará o debate "História do Jardim", com Rosa Nepomucemo e William Bittar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Preserve a natureza: 15 km2 de floresta tropical desaparecem a cada minuto (Fonte: WWF)
Clique na imagem para ampliar

quinta-feira, 12 de junho de 2008


www.gugabyte.net
Sangue sobre a neve
(trechos de matéria da coluna de Sérgio Augusto publicada no dia 06/04/2008 no jornal Estado de SP - Fonte: site
Vida Vegetariana) (Este tópico foi feito em resposta a pedido do visitante Edson)

Focas são só algumas das vítimas da mais predadora criatura: o homem
Sérgio Augusto

Em meio ao badalado 68, peço licença para lembrar um marco importante daquele ano. Um marco jornalístico. Em 26 de março de 1968, o tablóide londrino Daily Mirror chegou às bancas com sua primeira página inteiramente ocupada por uma foto. Tirada num banco de gelo do Canadá, registrava o exato momento em que um caçador acertava com um taco de beisebol a cabeça de um bebê-foca, branco como a neve, os olhinhos negros arregalados pelo terror. Em letras garrafais, a legenda: “O preço de um casaco de pele”.Nas páginas internas, os detalhes excruciantes do massacre. Retirado à força das tetas da mãe, o bebê-foca tivera a cabeça esmigalhada e seu corpo esfolado à faca, na frente da mãe, cujos gritos de desespero ecoaram em vão pela geleira. Como para montar um casaco de pele são necessárias 40 foquinhas, 1 milhão delas passariam pela mesma provação nas semanas seguintes. Terminada a chacina, ao longo dos bancos de gelo encharcados de sangue e sujos de vísceras e carcaças, restavam apenas 1 milhão de mães-focas ensandecidas, expressando aos berros sua dor.Foi grande o impacto causado por aquela histórica edição do Daily Mirror. Mas as conseqüentes pressões sobre a indústria, o comércio e o consumo de peles logo se esfumaram. O poder econômico, a ganância, a crueldade e a frivolidade humanas berraram mais alto que as focas canadenses. Insensíveis ao morticínio das focas (e também de chincilas, visons, zibelinas e outras cobiçadas formosuras do reino animal), surdas ao argumento de que só os esquimós deveriam poder sacrificar os animais de seu hábitat e às evidências de que os casacos de pele sintética aquecem melhor o nosso corpo, madames do mundo inteiro continuaram alimentando o que alguém batizou, com muita propriedade, de “luxury porn”. Pois é de fato pornográfica a fátua suntuosidade exibida por um casaco de pele animal. A agência de notícias Reuters divulgou, na quarta-feira, uma foto parecida com aquela estampada há 40 anos no Daily Mirror. Local do massacre: uma ilha de Cabo Breton, na província canadense da Nova Scotia. O Ártico canadense é o paraíso dos caçadores de peles, cuja disposição para o extermínio merecia um estudo antropológico e psicanalítico. Além, é claro, de uma punição à altura das torturas que inflingem aos mamíferos polares. A essa altura, boa parte dos 275 mil bebês-focas “liberados” para o abate pelo governo canadense já terá sido trucidada. Para aplacar a fúria dos ambientalistas, um pau-mandado do premier Stephen Harper “esclareceu” que a matança não teria impacto no meio ambiente. Ora, igual ressalva poderia ser usada para aplacar a indignação suscitada por um eventual assassinato do secretário do Meio Ambiente canadense - que, aposto, jamais presenciou um massacre de focas ou de qualquer outro animal vitimado pela perversão humana. Das focas o homem não cobiça apenas a pele, mas também os órgãos genitais, uma especialidade da África do Sul, onde milhares de bebês-focas já foram mortos a pauladas na praia de Port Nolloth, no oeste do país. Com que objetivo? Saciar a supersticiosa e patológica demanda de afrodisíacos no Oriente, o maior mercado do que poderíamos chamar de “impotence porn”, pois também é para lá que se exportam, com igual finalidade, chifres de rinocerontes, testículos de macacos e outros falsos elixires, contrabandeados por caçadores inescrupulosos.

domingo, 8 de junho de 2008

Marcos Palmeira faz programa que dá voz e câmeras a índios
(Marcelo Manzatti, São Paulo (SP) · 3/6/2008 11:16 - Fonte:
Boletim Famaliá )

Ator diz que personagens de sua série são "os excluídos do mundo capitalista"
DA REPORTAGEM LOCAL
Depois de um maio em que índios entraram em conflito com arrozeiros em Roraima, invadiram prédios públicos e protestaram contra a construção de uma hidrelétrica no Pará, estréia um programa "feito por eles e para eles".
A definição de "A'uwe" (povo indígena) é de seu apresentador, Marcos Palmeira, 44, para quem os índios estão "largados, abandonados, são os excluídos do mundo capitalista". "Para terem chegado àquele nível de radicalismo no Pará [um engenheiro da Eletrobrás foi atacado a facões e sofreu um corte no braço], é porque estão sob pressão há muitos anos. Se você pensar que eles viviam no litoral, foram expulsos para o interior e, hoje, estamos lá encostando neles, olha como avançamos! Fica parecendo que os índios travam o desenvolvimento. Mas que progresso é esse?" Palmeira se interessou pelo tema aos 16 anos, quando visitou uma aldeia xavante em Mato Grosso e recebeu o nome de Tsiwari (sem medo). O reencontro está em "Expedição A'uwe - A Volta de Tsiwari", documentário de 2004 que inicia hoje o programa da TV Cultura. Nos próximos episódios, os índios migrarão para trás das câmeras, documentando seus rituais e suas rotinas. Quem tiver registros em vídeo dos povos nativos também poderá mostrá-los em "A'uwe". Ainda no terreno indígena, Palmeira prepara o documentário "Terra dos índios 2", regresso às aldeias visitadas por seu pai, o cineasta Zelito Viana, em meados da década de 70. "Várias lideranças que apareciam no filme foram assassinadas nos últimos 20 anos. A idéia é ver como vivem hoje essas comunidades e o que se descobriu sobre esses crimes." (LUCAS NEVES)
(A'UWE: 3/06/08, às 18h, TV Cultura)

quinta-feira, 5 de junho de 2008


O vídeo da falsa empresa Arkhos Biotech sobre a Amazônia, feito em 2007, que circula na internet (para assistir este vídeo no YouTube, CLIQUE AQUI)

Video sobre empresa fictícia que quer controle privado da Amazônia cria polêmica e tinha o objetivo de alertar para a preservação da Amazônia
(Fonte das informações: site
G1)

A Antarctica divulgou uma nota sobre o episódio. "O Guaraná Antarctica aderiu a uma ferramenta de marketing inovadora e diferenciada, o ainda pouco explorado "alternate reality games" (ARGs), jogo que convida os consumidores da marca a desvendar um mistério. A ação gira em torno da fórmula secreta do Guaraná Antarctica. A personagem vilã do jogo é a Arkhos Biotech, uma empresa que declara a intenção de transformar a Amazônia numa reserva sob controle privado. A história é fictícia, mas espelha uma preocupação real do Guaraná Antarctica em relação à preservação da Amazônia, região de origem do fruto do guaraná. Essa é uma ação pioneira no Brasil, realizada em parceria com a Editora Abril", diz a nota.
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Ficção vira realidade

'Gosto de árvores, floresta', diz maior comprador de terras na Amazônia
(Fonte: site G1)

A ONG dirigida pelo empresário sueco é investigada pelo governo federal.
Ele diz que está apenas 'tentando ajudar a proteger a Floresta Amazônica'.
Do G1, em São Paulo, com informações do Fantástico

Quem é e o que pensa o empresário sueco Johan Eliasch, apontado como o maior comprador de terras na Amazônia e diretor da ONG investigada pela Abin? O "Fantástico" foi a Londres obter essas respostas.

Veja a entrevista no site do Fantástico

O sueco é investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A agência já conseguiu descobrir que os negócios de Johan Eliasch no Brasil seriam feitos por meio de um fundo de investimentos que comprou terras da madeireira Gethal
Johan Eliasch é milionário, dono de uma das maiores marcas de material esportivo do mundo. É sueco e tem cidadania britânica. Na Inglaterra, foi um dos financiadores do Partido Conservador, de oposição. Mas, em 2007, mudou de lado. Agora, apóia os trabalhistas e é consultor do primeiro-ministro Gordon Brown para assuntos ambientais.
No Brasil, seu nome só era citado como marido da socialite paulista Ana Paula Junqueira. Mas, esta semana, Eliasch virou manchete dos jornais. As terras que comprou na Amazônia e a ONG que ele comanda estão sendo investigadas pelo governo brasileiro.
Em Londres, Johan Eliasch foi entrevistado pelo "Fantástico". Confira trechos da entrevista

terça-feira, 3 de junho de 2008


Campanha "Meia Amazônia Não!"
Existe um projeto de lei em aprovação que é um sinal verde para que as motosserras e correntões acelerem o desmatamento da Amazônia. Se você acha que esse é um problema distante, saiba que a floresta é responsável por grande parte das chuvas do Sul e do Sudeste que abastecem a agricultura do país, a geração de energia e nossas represas. Além disso, a Amazônia é fundamental para combater as mudanças climáticas. Parece exagero, mas a situação é grave. Falta de informação e oportunismo resultaram nesse projeto de lei absurdo.

Desmatamento na Amazônia é do tamanho da cidade do Rio
(Fonte: Do Diário OnLineCom - Agência Brasil )

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais) divulgou na tarde desta segunda-feira os números sobre o desmatamento na Floresta Amazônica, no mês de abril. Segundo o Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), aumentou o desmatamento em relação ao mês de março.
Em abril, foram 1.123 km² da Floresta Amazônica que sofreram corte raso ou degradação progressiva. A área é equivalente à cidade do Rio de Janeiro - 1.182 km². No mês anterior, esse dado foi somente de 145 km².
A grande diferença se deve ao fato de 69% do Mato Grosso (78% no total), em março, não ter sido observado pelos satélites, por causa da presença de nuvens. No mês de abril, 794,1 km² foram devastados somente nesse estado, que não foi avaliado em apenas 14% do território (53% no total).
Roraima é segundo estado com maior desmatamento com 284,8 km² com 18% de sua área encoberta. O Deter apura apenas desmatamentos com área maior que 25 hectares, por conta da resolução dos sensores espaciais. Entretanto, devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.
Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente.

O QUE NÃO FAZER
(Autor: Luis Eduardo Cheida - Fonte)

A esposa de um fazendeiro detestava cobras. Um dia, suplicou ao marido que desse um fim às peçonhentas. O homem, não querendo contrariá-la, prontamente determinou o extermínio de todo e qualquer vestígio de ofídios na fazenda. O que foi feito.
A colheita seguinte não rendeu um décimo da anterior. Em sonho, desesperado, suplicou a Deus que o perdoasse. Imaginava que aquela miséria de safra era castigo divino por ter dado fim aos animais. Também em sonho, o Criador lhe respondia:- “Não o castiguei, nem perdoei. Apenas, deixei que a natureza seguisse seu curso”.
Ora, o curso natural é simples: cobras engolem sapos. Sem elas, os sapos aumentam em número. E, sapos engolem insetos. Assim, quanto mais sapos, menos insetos. Diversos insetos são polinizadores e, sem eles, há plantas que não se reproduzem.
Moral da história: menos cobra, menos safra! Assim funciona o mundo natural.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Depois de serem fotografados pela primeira vez, os "índios invisíveis" reagem a flechadas em selva no interior do Acre

Índios isolados são fotografados pela 1a vez no Acre
(Trechos de matéria de Altino Machado, Rio Branco, AC - Blog do Altino Machado)

Após quase 20 horas num avião monomotor, o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai, comandou um sobrevôo que resultou nas primeiras fotografias dos índios de uma das quatro etnias isoladas que vivem na fronteira do Acre com o Peru. As mulheres e suas crianças fugiram para a floresta em busca de proteção, enquanto os guerreiros da tribo se posicionaram e reagiram atirando flechas no avião.
No verão amazônico de 2004, ao sair de sua casa para pescar, Meirelles foi alvejado com uma flecha, que entrou no lado esquerdo do rosto e saiu na nuca. No final da década de 80, numa circunstância descrita como "dramática", o sertanista viu-se obrigado a matar um índigena que tentara atingir o sogro dele.
- Nós já sabíamos da existência desses povos, mas, a partir de agora, temos a prova material de que a região é uma das poucas que abriga as últimas etnias isoladas ou desconhecidas do Planeta - afirma José Carlos Meirelles, com exclusividade para Terra Magazine.
Nas cabeceiras do Igarapé Xinane, conhecido nos mapas de geografia como Cachoeira, muito próximas ao paralelo 10º, no limite Brasil-Peru, foram fotografadas duas malocas de índios isolados. Ambas foram localizadas inicialmente, a partir dos recursos da ferramenta Google Earth, pelo sertanista Rieli Franciscato, da Frente de Proteção Etnoambiental do Javari, no Amazonas, que tratou de enviar as coordenadas ao colega dela no Acre.
- Ano passado, numa expedição, passamos próximos a este local e vimos muitos vestígios. Desconfiávamos que poderia existir maloca na região, o que se confirmou. Uma delas é bem recente e confirma a migração dos isolados para o Brasil devido a pressão da exploração ilegal de madeira nas cabeceiras do Rio Envira peruano - assinala o sertanista.
As mulheres índias do grupo de isolados que foi fotografado usam saiote de algodão. Os homens usam uma cinta de algodão na qual amarram o pênis. Raspam o cabelo até a metade da cabeça, mas a cabeleira se estende até o meio das costas. Usam tiaras e aparecem pintados de urucum (vermelho). Chama a atenção o fato de que alguns poucos aparecem pintados de jenipapo, isto é, com os corpos pretos, mas sem arco e flecha.

sábado, 24 de maio de 2008

Xingu (Fonte da imagem: O Globo On line)

Questão polêmica séria:

Será que só é o sangue indígena que pode ser derramado?
(Fonte: site Índios On line - Texto de Edcarlos (Carlinhos) Pankararu
http://www.acaopankararu.blogspot.com/ )

Que ironia da Justiça e da mídia, pois milhares de indígenas já foram exterminados desde a invasão do Brasil até hoje e nada foi feito. Os genocidas ainda estão impune, as terras indígenas são invadidas por fazendeiros, latifundiários, garimpeiros, arrozeiros, canaviais etc…nessa questão a mídia não dá ênfase, agora basta os indígenas dá um susto no engenheiro da Eletrobrás para eles divulgarem em todos os telejornais. Ressalto que não estou aqui para fazer apologia a violência qualquer que seja ela, sou contra essa atitude. Mas acho legitimo os parentes indígenas defenderes seus direitos, como venhamos lutando por direitos esses constitucionais.Para isso a Justiça foi rápida, pois a Polícia Federal já abriu inquérito, nesta quarta-feira, para apurar o que ocorreu nesse evento em Altamira (PA), com o engenheiro Paulo Rezende, onde ele teve um pequeno ferimento no braço, na terça-feira num evento realizado em Altamira (PA), sobre a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Ai pergunto: Onde está os assassinos que covardemente tirou a vida de Galdino? Onde está os assassinos das lideranças mortas, quando defendiam suas terras? Pois essas são perguntas que não tem respostas a nossa Justiça.E agora a Justiça quer imagens de tv para prender nossos parentes, que a justiça seja feita, mais não para poucos, e sim para todos. Porque o maior presídio é Brasília, onde está a maioria dos ladrões e criminosos de todas espécies. A Justiça Federal ordenou a retomada de estudos de impacto ambiental da usina de Belo Monte, que haviam sido suspensos, pois estas questões de interesse dos povos indígenas eles vetam, mais não vão nos calar, pois se tivermos que aguar a terra com o nosso sangue, aguaremos porque daí a nossa semente vai brotar, nossas raízes vão ficar.Querem fazer o que fizeram com nos Pankararu, tomaram nossas terras para fazer a Barragem de Itaparica, onde nossas terras eram mais de 14.000 Hectares, hoje convivemos em 8.000 Hectares. Até para passarmos na Barragem temos dificuldades, porque se não esquecermos nossa identificação (Documento), temos que passar por fora da Barragem.Agora o governo quer fazer a mesma coisa com a criação da Barragem de Belo Monte no Rio do Xingu, onde vai inundar 1.200 quilômetros quadrados.
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quinta-feira, 22 de maio de 2008


CORREIO DA URSA
(Do fotográfo indonésio Rarinda Prakarsa - que desenvolveu uma técnica que dá à imagem um tom totalmente fictício, aumentando contrastes, iluminando e obscurecendo determinados detalhes)

quarta-feira, 21 de maio de 2008


O Progresso (música de Erasmo e Roberto Carlos)
(Clique AQUI para assistir este vídeo no site do YouTube)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Minc reuniu-se com o presidente Lula pela primeira vez desde o convite para comandar a pasta

Antes de tomar posse, Carlos Minc pede R$ 1 bi a Lula
(Trechos de matéria publicada em: A Tarde On line)


O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu nesta segunda-feira, 19, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que estão contingenciados, nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro, progressivamente, e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu a Minc que seja pensada a criação de uma guarda nacional ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança (FNS).O dinheiro reivindicado por ele é proveniente dos royalties do uso da água por hidrelétricas e empresas de saneamento, além do setor do petróleo. Normalmente, cerca de R$ 100 milhões são destinados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e os outros R$ 900 milhões ajudam a cumprir a meta de superávit primário do governo. "Não sei quando e quanto sairá. Mas o presidente disse que o dinheiro sairá", afirmou.
Minc disse que levou quase uma dezena de sugestões ao presidente e que todas foram muito bem-aceitas. Entre elas, o compromisso de que será mantida a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) de veto, a partir de julho, à liberação de crédito oficial para quem estiver envolvido em crime ambiental.Havia um temor de que essa decisão fosse revogada por causa da forte pressão de fazendeiros e de governadores da Amazônia. "Foi muito importante a decisão de manter a resolução do CMN porque havia a impressão de que, com a saída da ministra Marina Silva, pudesse ocorrer uma descontinuidade das ações do ministério. Não haverá", disse Minc.

O futuro ministro anunciou ainda que sugeriu a Lula e a Dilma a criação de um centro integrado de combate aos crimes ambientais, com banco de dados e disque-denúncia. "O crime ambiental será reprimido", disse. Minc ameaçou: "Tremei, poluidores, tremei. Vai todo mundo para a cadeia. Terão de plantar muitas árvores. Serei intolerante com o crime ambiental", acrescentou. O futuro ministro disse que o presidente ficou muito entusiasmado com as idéias para o setor. "Ele falou: Minc, você pode fazer tudo, só não pode não ter idéias."

domingo, 18 de maio de 2008

Algas contra a mudança climática?
Por Julio Godoy, do Terramérica - Fonte das informações: site Mercado Ético

Pesquisas sobre o uso de algas para capturar dióxido de carbono estão mudando a percepção negativa desses organismos, vistos como uma praga associada à contaminação agrícola. Até muito pouco tempo atrás, a proliferação de algas era vista como uma conseqüência indesejável do abuso de agroquímicos, cujos resultados imediatos eram pestilência, irritações cutâneas e a morte da fauna aquática, especialmente marinha, por falta de oxigênio. Entretanto, o potencial das algas para absorver um dos gases causadores do efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta, pode ser chave para evitar catástrofes ambientais. Assim como os vegetais, as algas consomem carbono durante o processo da fotossíntese.“Pegamos algas do oceano, as colocamos em recipientes plásticos em estufas onde foram alimentadas com dióxido de carbono emitido por geradores elétricos convencionais”, explicou em uma entrevista o biólogo Laurenz Thomsen, da Universidade Jacobs, na cidade alemã de Bremen. “Expostas à luz solar, as algas transformam o dióxido de carbono em biomassa que pode ser utilizada como biodiesel, cuja combustão não emite gases que causam o efeito estufa”, acrescentou.O Greenhouse Gas Mitigation Project (GGMP, Projeto de Mitigação de Gases que Causam o Efeito Estufa) é coordenado por Thomsen, em cooperação com a Universidade Superior Politécnica, também de Bremen, o Instituto Alfred Wegener para a Pesquisa Marinha e várias companhias, como o fornecedor europeu de eletricidade E.ON. Thomsen batizou de “algenreactor” (reator à base de algas) a pequena estufa experimental instada na Universidade Jacobs, onde as algas transformaram o carbono em combustível orgânico. O projeto funciona em fase experimental, produzindo até agora meio litro de biodiesel. “O diesel que refinamos aqui é absolutamente orgânico. Está dentro das normas européias. Acredito que poderemos passar para uma fase industrial nos próximos meses”, acrescentou o biólogo.Fritz Henken-Melier, diretor da Central Termoelétrica de Farge, situada nos arredores de Bremen, concorda com essa previsão. Algumas das emissões de dióxido de carbono dessa unidade que funciona a carvão foram capturadas pelo GGMP. “Seguramente, precisaremos construir uma estufa muito maior, com centenas de metros quadrados, para que a captura do dióxido de carbono e a produção de biodiesel correspondam às dimensões de uma central comercial”, acrescentou, em entrevista ao Terramérica. Henken-Melier calcula que “a captura de apenas 10% dos gases emitidos pelo gerador de Farge leva à redução de aproximadamente 600 toneladas diárias de dióxido de carbono”.Segundo Thomsen, a superfície de uma estufa capaz de absorver o dióxido de carbono de um gerador de 350 megawatts e transformá-lo em biodiesel deveria ser de aproximadamente 25 quilômetros quadrados com custo em torno dos US$ 480 milhões. A quantia é pequena quando comparada com os cultivos convencionais para obter biodiesel e reduzir os gases nocivos em dimensões semelhantes às do “reator à base de algas”. Uma plantação equivalente de canola, por exemplo, pode custar até 25 vezes mais.Porém, o projeto de Thomsen não convence a todos. “Esses cálculos são muito ingênuos”, afirmou Karl-Herrmann Steinberg, diretor da produtora de algas mais importante da Europa central, localizada na cidade alemã de Kloetze. “Os custos do cultivo de algas, eliminação da água e destilação do óleo combustível são muito altos para que a idéia seja rentável em escala industrial”, assegurou Steinberg. Thomsen admite que a localização das estufas deve ser decidida em função da presença de luz solar. No norte da Alemanha, com poucas horas de sol por ano, o modelo não funcionaria. “As estufas teriam de ser instaladas no sul e sudeste da Europa”, disse o biólogo. “Já estamos negociando com firmas alemãs e estrangeiras, do Brasil e da Índia, que manejam grandes cultivos de algas”, acrescentou Thomsen.

sexta-feira, 16 de maio de 2008



A saga dos índios Manoki pela sua terra
(Vídeo de entrevista sobre documentário de Elton Rivas. Fonte: site
Em Cuiabá)
* Para assistir este vídeo no site do YouTube clique aqui


Em meados do século XX, cercados pelas frentes de expansão, por povos inimigos e atingidos por doenças, os Irantixe/Manoki se viram obrigados a partir de suas terras tradicionais. Desde então tentam voltar para casa.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Charge de Angeli, Folha de São Paulo


Decisão do Supremo sobre Raposa Serra do Sol será apenas em junho, diz Tarso
EDUARDO BRESCIANI Do G1, em Brasília

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira (14) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, acontecerá apenas no mês de junho. Ele disse ter recebido a informação do ministro Carlos Ayres Brito, que relata a ação no tribunal. “O ministro Ayres Brito me informou que não será nos próximos 15 dias porque, provavelmente só daqui a 20 dias sairá a decisão”, afirmou o ministro da Justiça. De acordo com Tarso, a decisão, prevista para a semana passada, foi adiada porque foram adicionados novos documentos ao processo e é necessário um parecer do Ministério Público sobre esses novos dados. O processo de demarcação da reserva teve início na década de 1970, mas a definição do território como reserva continua com a retirada dos não-indíos foi tomada em 2005 por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2006, o Supremo manteve esse decreto, mas somente neste ano irá julgar a legalidade da demarcação das terras. A tendência é que sejam permitidas “ilhas” onde seria permitido a presença de não-índios na reserva. O Supremo já proibiu a retirada dos não-índios por meio de uma ação da Polícia Federal.

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Índios divergem sobre demarcação contínua de reserva em Roraima
(trechos desta matéria)

"Publiquem coisas verdadeiras, não coisas mentirosas, como hoje se ouve nos jornais, dizendo que povo está brigando entre povo indígena, isso não é bem verdade", disse Clodomir Malheiros, líder indígena.
CIR x Sodiur
O conselho indígena de Roraima (CIR), mais ligado à Igreja Católica, quer manter a demarcação de terras homologada pelo presidente Lula, em abril de 2005, de forma contínua. "É homologada, demarcada, registrada, juridicamente é estudo antropólogo, então foi feito, e por isso que nós estamos ali", disse Nelino Galé, tuxaua do baixo cotingo. Já os tuxauas da Sociedade dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur) pensam diferente. Contam com apoio do governo do estado e de produtores rurais. Querem manter comerciantes e fazendeiros em áreas dentro da reserva. “Não defendo só sua classe não, eu vou defender aqui o preto, eu defendo aqui o índio, defendo aqui o branco. Então eu defendo a minha pátria brasileira”, disse o presidente do Sodiur, Silvio da Silva. Dezenove mil índios vivem em 17,4 mil km² no nordeste de Roraima. Uma área onze vezes maior que o município de São Paulo. São cinco etnias: ingarikós,makuxis, patamonas, taurepanges e wapixanas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Correio da Ursa: Aldeia Cururu (MA) - Buraco provocado pelo corte e queimada de madeira na floresta da Terra Índígena Araribóia

domingo, 11 de maio de 2008

Crianças indígenas da nação yanomami (Fonte da imagem: Blog do Rogelio Casado)
Índias Pataxós por Úrsula Bahia (Fonte da imagem: CMI Brasil)

Um Feliz Dia das Mães florestal !!! :))

domingo, 4 de maio de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Índio kamaiurá


Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena
(Fonte: Folha On line, 06/04/08)

Ana Paula Boni

Mayutá, índio de quase dois anos de idade, deveria estar morto por conta da tradição de sua etnia kamaiurá. Na lei de sua tribo, gêmeos devem ser mortos ao nascer porque são sinônimo de maldição. Paltu Kamaiurá, 37, enviou seu pai, pajé, às pressas para a casa da família de sua mulher, Yakuiap, ao saber que ela havia dado à luz a gêmeos. Mas um deles já tinha sido morto pela família da mãe.
Paltu enfrentou discriminação da tribo, para a qual a criança amaldiçoaria a aldeia. Relutou, porém, em sair do parque do Xingu (MT), onde vive sua etnia e outras 13, muitas das quais praticam o infanticídio.
No ano passado, ele soube do trabalho da ONG Atini, que combate a prática, por meio de sua irmã Kamiru, que desenterrou o menino Amalé, condenado a morrer por ser filho de mãe solteira. Kamiru teve contato com a entidade em Brasília, ao buscar tratamento médico para o filho adotivo.
Paltu pediu ajuda à ONG para conscientizar os índios de sua aldeia. A entidade foi criada há cerca de dois anos pelos lingüistas Márcia e Edson Suzuki, que em 2001 adotaram Hakani, 12. Devido à desnutrição em decorrência de hipotireoidismo congênito, que seus pais acreditavam ser uma maldição, Hakani, da etnia suruarrá, deveria morrer. Foi salva pelo irmão.
É Hakani que dá nome ao documentário dirigido pelo diretor e produtor norte-americano David L. Cunningham, que está em fase de finalização e deve ser lançado neste mês no Brasil e nos Estados Unidos. Rodado em fevereiro em Porto Velho (RO) com o apoio da Atini, o vídeo mostra a história de Hakani e depoimentos contra o infanticídio, na voz de índios.
Ainda praticado por cerca de 20 etnias entre as mais de 200 do país, esse princípio tribal leva à morte não apenas gêmeos, mas também filhos de mães solteiras, crianças com problema mental ou físico, ou doença não identificada pela tribo.
Projeto de lei
O documentário aborda projeto de lei que trata de "combate às práticas tradicionais que atentem contra a vida", que tramita na Câmara desde maio passado. A Lei Muwaji, como é chamada em homenagem à índia que enfrentou a tribo para salvar sua filha com paralisia cerebral --caso que inspirou a criação da Atini--, estabelece que "qualquer pessoa" que saiba de casos de uma criança em situação de risco e não informe às autoridades responderá por crime de omissão de socorro. A pena vai de um a seis meses de detenção ou multa.
A proposta é polêmica entre índios e não-índios. Há quem argumente que o infanticídio é parte da cultura indígena. Outros afirmam que o direito à vida, previsto no artigo 5º da Constituição, está acima de qualquer questão.
"Nós vivemos sob uma ordem legal e a lei diz que o direito à vida é mais importante que a cultura", afirma Maíra Barreto, doutoranda em direitos humanos pela Universidade de Salamanca (Espanha), cuja tese é sobre infanticídio indígena.
Para ela, conselheira da Atini, há incoerência no fato de o Brasil ser signatário de convenções internacionais que condenam tradições prejudiciais à saúde da criança e não cumpri-las no caso dos índios.
Em 2004, o governo brasileiro promulgou, por meio de decreto presidencial, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que determina que os povos indígenas e tribais "deverão ter o direito de conservar seus costumes e instituições próprias, desde que não sejam incompatíveis com os direitos fundamentais definidos pelo sistema jurídico nacional nem com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos".
Antes disso, em 1990, o Brasil já havia promulgado a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que reconhece "que toda criança tem o direito inerente à vida" e que os signatários devem adotar "todas as medidas eficazes e adequadas" para abolir práticas prejudiciais à saúde da criança.
O antropólogo Ricardo Verdum, do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), acha o projeto de lei uma intromissão no livre-arbítrio dos índios. "Querer impor uma lei é agressivo, é uma violência."
O antropólogo Bruce Albert, da CCPY (Comissão Pró-Yanomami), diz que, para os yanomamis, "só as crianças às quais se podia dar a chance de crescer com saúde eram criadas".
O missionário Saulo Ferreira Feitosa, secretário-adjunto do Cimi (Comissão Indigenista Missionária), vê no debate conflito entre a ética universal e a moral de uma comunidade. "Ninguém é a favor do infanticídio. Agora, enquanto prática cultural e moralmente aceita, não pode ser combatida de maneira intervencionista."
Para Márcia Suzuki, presidente da Atini, o debate originado a partir do projeto traz à tona a questão da saúde pública desses povos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

O lado assustador da natureza: peixe fanfin seadevil, que vive nas profundezas do mar.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Taraxaco ou dente-de-leão (Fonte da imagem)

O verde que emagrece
(Fonte)
Conheça as verduras e as ervas que ajudam a perder peso e fazem bem à saúde
Verduras e ervas são um poderoso aliado de quem deseja emagrecer com saúde e sem passar fome. Cada vegetal consumido com fins terapêuticos atua de forma diferente. Uns são tônicos, outros digestivos; há os que estimulam as glândulas e os que ativam o metabolismo, sem os inconvenientes causados pelas drogas de laboratório; e existem ainda os diuréticos suaves, que auxiliam os rins a se livrarem das impurezas e dos líquidos que só servem para sobrecarregar todo o sistema orgânico. Muitas ervas aromatizantes tornam agradáveis as dietas destinadas ao emagrecimento e podem, inclusive, aliviar a compulsão de comer doce ou mesmo de tomar um lanche. Os talos angélica e aipo e as sementes de endro, funcho e girassol são muito indicados para coibir os assaltos à geladeira.Dê preferência ao consumo dos vegetais crus, pois o cozimento elimina, às vezes, até metade dos nutrientes. A exceção são as ervas destinadas especialmente ao preparo de chás. Nesse caso, a melhor forma de preparo é a infusão: deixe a água ferver, apague o fogo, acrescente a erva do chá e tampe a panela, deixando a mistura abafar. É bom lembrar que, para quem deseja emagrecer, o uso de verduras e ervas medicinais deve entrar no preparo de alimentos leves, como sopas, caldos e saladas, em substituição aos ingredientes que engordam. São muitas as ervas da medicina caseira que participam do preparo de pratos. A hortelã-pimenta, por exemplo, é quase onipresente na cozinha e faz um chá muito inicado para a má digestão. Outras como manjerona, endro, louro, alcaravia, tomilho, cominho, gerânio, salva, hissopo, cerefólio, lingústica, alecrim, trevo, erva-cidreira, estragão e atanásia têm essa dupla função: são ótimos acompanhantes de saladas e pratos leves e também atuam medicinalmente. Vejamos, agora, as verduras mais importantes de qualquer dieta:
Agrião - Rico em sais minerais, vitaminas e clorofila, é uma das plantas mais recomendadas para quem deseja quer emagrecer. A melhor forma de consumi-lo é como salada. No entanto, muitas pessoas evitam comê-lo cru por recear a contaminação por fertilizantes ou por água poluída. As soluções são simples: deixá-lo de molho por alguns minutos em água com sal, o que elimina as parasitas, ou dar preferência ao agrião orgânico, cultivado sem aditivos químicos.
Aipo - Estimulante da digestão e diurético suave, o aipo é também muito versátil. Fica bem em saladas e como acompanhante de peixes; pode ser mastigado cru para afastar o desejo de comer fora de hora; e transformado num suco que tonifica o organismo e combate o ácido úrico. É bom para quem tem propensão ao reumatismo.
Angélica - Quem quer emagrecer deve consumir sua folhas na forma de salada e tomar o chá dos talos mais tenros, que agem como estimulante geral e auxiliam a digestão. O chá também tem a reputação de criar, em quem toma, aversão a bebidas alcoólicas. Suas sementes podem ser mastigadas para aplacar o desejo por doces.
Aparinas (amor-de-hortelão) - Seu chá é tônico e depurativo. Use um punhado de folhas para cada 250ml de água e tome um copo da bebida três vezes ao dia. Aplicado em compressas, esse chá alivia queimaduras de sol. De suas sementes torradas e moídas prapara-se uma bebida que pode substituir o café, com a diferença de ter um sabor ligeiramente salgado.
Borragem - Essa erva estimula as glândulas supra-renais. Das das flores da borragem, ricas em potássio e com um sabor semelhante ao do pepino, faz-se um chá que estimula e tonifica. O filósofo grego Plínio já dizia: "Eu, borragem, faço criar coragem".
Chicória - Na forma de salada, suas folhas ajudam a emagrecer sem qualquer prejuízo para o organismo, pois contêm sais minerais valiosos.
Erva-mate - Tem ação laxativa e estimula as funções renais. É aconselhada para pessoas que sofrem de insônia ou de embotamento das funções mentais. Seu chá pode ser preparado à moda gaúcha, puro, amargo e forte, ou adoçado com mel.
Funcho - Mastigar suas sementes ajuda a combater a vontade de comer doces. Além do sabor e aroma adocicados, a erva tem propriedades digestivas e estimulam a visão.
Girassol - Suas sementes são nutritivas e ricas em fósforo. Entram na dieta como alternativa para os doces e biscoitos, mas não podem ser consumidas em grandes quantidades, pois são oleaginosas. A variedade helianthus tuberosos (perene e de flores menores) é a mais indicada para quem controla o peso.
Salsa - Rica em vitamina C e em sais minerais, é tônica e estimula todo o sistema orgânico. Largamente usada como tempero, não deve faltar à mesa de gordos nem de magros. Pode-se também tomar seu suco em pequenas doses .
Taraxaco - Suas folhas combatem a biliosidade, distúrbio hepático associado ao nervosismo e que leva as pessoas a comerem demais. Tem elevado teor de sais, cálcio, ferro, magnésio, potássio e silício. Só não são indicadas para quem tem ácido úrico em excesso ou sofre de reumatismo ou artrite. De suas raízes torradas prepara-se uma bebida que substitui o café com a vantagem de que, tomada à noite, induz ao sono repousante.
Zimbro - De seus frutos faz-se uma infusão que estimula os rins e a diurese. O zimbro atua eficazmente na eliminação de gorduras, mas seu uso só pode ser feito com acompanhamento médico - caso contrário, corre-se o risco de sofrer desequilíbrios das funções orgânicas.
Bibliografia consultada: As Ervas que Curam, de Roberto Weil (Ground)

quinta-feira, 24 de abril de 2008


Taz - o demônio da Tasmânia existe
Maria Ramos
(Fonte: Museu da Vida)

Ele vem rodopiando como um tornado, comendo tudo o que vê pela frente, seja animado ou inanimado. Popularmente conhecido como Taz, o famoso personagem mal-humorado do desenho animado, teve a sua criação inspirada nos temíveis demônios, ou diabos-da-tasmânia. Os verdadeiros demônios não rodopiam, mas de fato seu apetite é voraz, e seu temperamento difícil. Peixes, pássaros, rãs, répteis, mamíferos e até insetos: nada escapa à fome devoradora destes animais.
O Sarcophilus harrisii, nome científico do demônio-da-tasmânia, é um marsupial, ou seja, um mamífero que gera as suas crias em bolsas externas ao corpo, como os cangurus. Como o próprio nome sugere, os demônios só existem na ilha da Tasmânia, um estado da Austrália. Mas hoje, sabe-se que a espécie provavelmente vivia em todo o continente australiano, por causa dos fósseis encontrados na região.
A extinção dos demônios no continente deve ter ocorrido cerca de 600 anos antes da colonização, ou seja, da chegada dos europeus. As causas do desaparecimento ainda são desconhecidas, mas acredita-se que possa estar relacionada com a introdução do dingo, uma espécie de cão selvagem, muito mais ágil na disputa por alimentos.
Mas você deve estar se perguntando por que estes animais são chamados de “demônios”, não é mesmo? Conta a história que quando os colonizadores europeus chegaram à Tasmânia, começaram a ouvir latidos e grunhidos aterrorizantes que vinham das florestas, onde os demônios costumam se abrigar. E ao encontrarem estes animais no meio da noite, viram que tinham o pêlo preto (exceto por uma mancha branca no peito), uma boca enorme e dentes grandes e afiados. Terrível, não? Um verdadeiro demônio...
Os demônios-da-tasmânia têm uma aparência ameaçadora, principalmente quando estão em situações de estresse. Nestas circunstâncias, eles exalam um mau cheiro parecido com o de gambás. Possuem uma cabeça relativamente grande, orelhas arredondadas e um focinho pontiagudo. São caçadores noturnos e possuem audição e olfato aguçados. Durante o dia, escondem-se em cavernas, velhas tocas, arbustos ou troncos. Parecem vagarosos e desajeitados. Os mais jovens são mais ágeis, sendo capazes de escalar, nadar e correr. O tamanho dos demônios pode variar bastante, mas os maiores atingem 80 cm de comprimento e 12 kg de peso, sendo as fêmeas geralmente maiores que os machos.
Antes de partirem para uma briga, os demônios fazem uma variedade de ruídos ferozes, grunhidos e tosses severas. Um espirro afiado é usado como um desafio para outros demônios. Mas calma! Os demônios não costumam atacar pessoas, a menos que se sintam ameaçados. Em cativeiro, são normalmente dóceis.
Os demônios podem ser úteis ao manter a higiene nas áreas rurais, já que são basicamente comedores de carniça. Devido aos dentes e mandíbulas poderosos, podem comer quase toda uma carcaça, inclusive os ossos. Mas também se alimentam de presas vivas, como pequenos mamíferos e pássaros. Por isso, causam prejuízos ao homem, atacando galinhas e rebanhos de ovelhas, o que fez com que, por muito tempo, eles fossem caçados e envenenados. Hoje, muitos fazendeiros apreciam os demônios, por impedirem a proliferação de ratos.
Depois de terem corrido risco de extinção, atualmente os demônios são protegidos por lei. Eles têm uma importância muito grande para o turismo e são um ícone da vida selvagem na Tasmânia. Nos últimos anos, entretanto, uma doença chamada Tumor Facial dos Demônios tem matado a população adulta. Identificada em 1999, causa tumores em torno da boca, sendo normalmente fatal por impedir a alimentação do animal. Cerca de 65% da população foi afetada e estima-se que 20 a 50% deles possam ter morrido. O modo de contágio ou propagação da doença permanece desconhecido.

sábado, 19 de abril de 2008

Índio Tupinambá (fonte da imagem: blog Olho da Rua)


"Todo dia era dia de índio" (Jorge Benjor)

19 de abril com lucidez

Aproxima-se o dia 19 de abril e muitos estudantes são levados a pesquisarem sobre nós, indígenas do Brasil, devido à falta de material didático, capaz de transmitir aos alunos da rede pública ou particular de ensino conhecimento sobre cultura indígena.Em primeiro lugar, existe um equívoco no ensino brasileiro, expresso nos livros de História do Brasil. Lá se fala de um "Descobrimento do Brasil", quando na verdade um território foi invadido, nações inteiras foram dizimadas, milhões de pessoas mortas, em um genocídio de proporções incomparáveis em todo planeta. Aguardamos uma revisão historiográfica, a fim de que seja transmitida a verdadeira história do Brasil. Não se constrói uma nação sobre mentiras, pois assim jamais um povo se sentirá sustentado em bases sólidas. Sem raízes, não há base sobre o que se sustentar.Nesse período do ano, as escolas públicas costumam "fantasiar" os alunos de "índios", talvez pela falta de criatividade e senso crítico. Com isso, são transmitidas idéias distorcidas e fora da realidade, gerando nesses futuros adultos uma visão equivocada, que promove a segregação.Nós, Povos Autóctones, habitantes desse continente, não delimitamos ou demarcamos territórios. Cada Nação possui sua organização, umas possuem chefes, outras não. Cada Nação tem suas peculiaridades culturais, seus saberes, sua forma ímpar de lidar com a organização de sua comunidade.Entre as comunidades indígenas existe algo em comum: a forma de se relacionar com a Natureza, e com tudo que nela existe, porque acreditamos que para haver vida, é preciso cuidar do meio ambiente em que vivemos. Enquanto hoje se discute uma forma racional de consumo, tentando-se a todo custo conscientizar a população da necessidade de preservar o meio ambiente, nós, Povos Autóctones, desde pequenos lidamos com o consumo consciente. Não somos gananciosos, nem usurários, não acumulamos riquezas, por acreditarmos que devemos viver cada dia como se fosse o último, partilhando o que produzimos, sendo um corpo coletivo. E tudo que aqui existe deve ser cuidado para as futuras gerações.Nossos saberes são muitas vezes hostilizados pela sociedade, somos vistos como primitivos, porém o produto de nosso solo e nossos saberes são usados como matéria-prima pelas indústrias farmacêuticas e de cosméticos. A "verdade científica" se apropria de uma prática comunitária milenar bebendo na fonte do senso comum.Com a invasão de nossos territórios, somos obrigados até hoje a conviver com as violações que nos foram impostas pelos colonizadores: demarcação de território (impedindo-nos o direito de ir e vir); etnocídio; epistemicídio, ou seja: uma destruição de conhecimentos, idéias e culturas; genocídio (até hoje somos objetos de caça); estupro, miscigenação imposta.Ainda hoje, somos 230 etnias, e mais de 180 línguas são faladas, em todo território brasileiro, e, no entanto, insistem em usar o tempo verbal do passado, quando falam sobre nós. Descaracterizam-nos, chamando-nos de "índios", pejorativamente, como se não fôssemos humanos, mas simplesmente selvagens.Possuímos religião, moral e ética. Em nossas organizações, não existem sistemas prisionais - cadeias - para punir os que praticam atos delituosos. Vivemos em comunidade, e não em sociedade: isso não significa que não existam conflitos, mas, cada povo tem sua forma de lidar com eles, sem coação.Se hoje a maioria do nosso Povo não consegue viver dentro dos moldes da civilização ocidental foi devido a um choque de culturas. Mesmo assim continuamos resistindo para manter nossa culturas e tradições. A falta de respeito da cultura ocidental, ainda existente em relação a nós, Povos Autóctones, nos marginaliza.Deixo aqui um apelo aos pedagogos, professores: Aproximem-se de nós, conheçam a realidade do indígena hoje, transmitam aos seus pupilos uma história mais próxima da verdade, nos colocando em contato, seja nas escolas, seja nas aldeias. Assim transformaremos o dia 19 de abril na esperança de um mundo melhor, onde todos possam estar próximos, respeitando as diferenças existentes!
(Yakuy Tupinambá)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

CORREIO DA URSA - A persistência da natureza apesar do homem - Uma árvore foi cortada e seu tronco foi usado como poste de iluminação. Depois de aparado e colocado na rua, o tronco recebeu os fios elétricos... Clique na imagem para ampliar e ler a história.

segunda-feira, 14 de abril de 2008


Histórias Tuxá - Livro preserva a linguagem oral de comunidade indígena,
Salvador, BA - 18/4 a 23/4
(Ana Porto · Salvador (BA) · 14/4/2008 - Fonte:
Overmundo)
“Quando pequenas, em noite de lua clara, nas calçadas debulhando feijão e milho e descaroçando algodão, ouvíamos nossos pais, avós e outros membros da comunidade contarem bonitas histórias que acabavam reunindo quase todas as crianças da aldeia.” Professoras Tuxá.
Símbolo da resistência para preservação de seu povo, cultura e tradições, a comunidade indígena Tuxá reúne suas memórias no livro Histórias Tuxá, dedicado às crianças da aldeia e a todos que tiverem a curiosidade de conhecer um pouco do universo Tuxá, através de uma leitura leve, divertida e permeada de valores.Habitantes do Brasil, mesmo antes da colonização, o povo Tuxá resistiu ao extermínio e à penetração pecuarista no Nordeste do País. Os Tuxá eram donos de mais de 30 ilhas no Rio São Francisco e viveram, nos últimos anos, na Ilha da Viúva, em Rodelas (BA). Mas, a construção da barragem da Hidroelétrica de Itaparica, em 1988, inundou a aldeia e os índios foram transferidos para três áreas distintas: na nova cidade de Rodelas, em Ibotirama e outra em Inajá.Na memória e na vida cotidiana dos Tuxá estão as lembranças da Ilha. Como explicam os mais velhos, lá os índios tinham suas roças, havia plantações de várzea, árvores frutíferas, hortaliças e criação de animais. Tudo que os Tuxá vivenciam hoje é, em grande parte, relacionado com as questões da inundação, principalmente, a luta atual pela sobrevivência e preservação dos costumes tradicionais entre os mais jovens. “Na profundeza das águas tem um mundo adormecido. Nosso território antigo, que jamais será esquecido. Velha aldeia onde nasci, na ilha onde me criei, também foi meu território, na memória guardarei”. Maria do Socorro, professora Tuxá.Preocupadas em não perder na memória a história da comunidade, e valorizar a tradição de seu povo, as professoras Tuxá, Aldenora Almeida e Maria do Socorro Araújo, ouviram, gravaram e transcreveram mais de 40 histórias narradas pelos mais velhos. Destas, 22 foram selecionadas para compor o livro Histórias Tuxá, coordenado pela professora Erimita Motta. “O povo Tuxá festeja esta publicação, a valorização de sua cultura e a oportunidade para suas crianças conhecerem um pouco do passado de sua etnia. Para índios e não índios é fonte de aprendizagem de nossas tradições”, afirma Erimita.“Este livro é o primeiro da seqüência de muitos outros que, com certeza, irão aparecer, pois o nosso maior desejo é ver nossa história escrita com os olhos do povo Tuxá e com a compreensão do povo Tuxá”. Professoras Tuxá.
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O lançamento do livro Histórias Tuxá será realizado em duas datas: nesta sexta-feira (18), no Centro Cultural, em Rodelas (BA), e no dia 23 de abril, em Salvador, na Biblioteca dos Barris. Em Salvador, o evento contará com a presença do Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, e da doutora em educação pela Ufba, Clélia Néri Cortes. Histórias Tuxá é uma publicação do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Líder indígena Almir Suruí

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão na internet
(Fonte: O Estado de SP )

Google põe serviço no ar em 2008, após líder indígena brasileiro pedir ajuda para mapear área
Jamil Chade, GENEBRA

O Google está prestes a colocar na internet, com acesso aberto, mapas detalhados da devastação na floresta Amazônica. A iniciativa surgiu após um pedido de ajuda do líder indígena Almir Suruí ao Google Earth para mapear a terra de sua tribo e, assim, protegê-la do desmatamento. A tribo fica no município de Cacoal, em Rondônia, e faz parte da Terra Indígena Sete de Setembro. Veja mais imagens captadas pelo Google Earth. Em entrevista ao Estado, a diretora dos programas do Google Earth, Rebecca Moore, disse que ainda neste ano o site terá os mapas, que ficarão disponíveis para qualquer internauta. A iniciativa deve lançar ainda mais pressão sobre o governo, já que qualquer pessoa poderá acompanhar onde a floresta está desaparecendo. Atualmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já publica na internet imagens de satélite de desmatamento na Amazônia. Porém, elas estão “brutas”, o que pode dificultar a visualização e o entendimento pelos leigos.Tanto para a tribo dos índios suruís, de 1,2 mil habitantes, como para o Google a iniciativa é considerada “histórica”. O Google Earth é um serviço de imagens de satélite e mapas via internet acessado diariamente por milhões de pessoas.O pedido foi feito há cerca de um ano e, agora, a empresa diz estar prestes a concluir seu trabalho de mapeamento, mas não divulgou de qual satélite utilizará as imagens. “O Brasil será um local estratégico. Imagine o quanto poderia salvar em termos de florestas com essas imagens”, afirmou Rebecca.Ontem, o Google colocou no ar imagens e textos em inglês dos esforços do líder Almir Suruí em sua tribo. “Podemos ver como as terras desses indígenas estão cercadas de desmatamento”, disse Rebecca. Entre as informações no site, está a constatação de que, nos últimos cinco anos, 11 líderes indígenas na região foram assassinados. Almir, segundo o Google, estaria obstinado com a missão de salvar seu território, colocando correntes e barreiras para evitar invasões.Amanhã, o índio estará em Londres e será a estrela no anúncio do Google de seus novos projetos de mapeamento no mundo. “Almir foi escolhido como um dos 35 personagens identificados no mundo e que podem ser considerados como heróis na defesa dos direitos humanos”, disse Rebecca. A empresa, porém, afirma que não vai se limitar a colaborar só com Almir Suruí. “Temos um número importante de organizações não-governamentais (ONGs) nos procurando para saber como podem mapear áreas na floresta para fortalecer o controle e evitar o corte das árvores. Estamos estudando uma série de projetos nesse sentido”, afirmou a executiva.Questionada se o governo brasileiro já havia sido consultado sobre a divulgação das novas imagens, Rebecca evitou responder. “Não posso falar ainda muito sobre isso. Mas tenho certeza de que todos ficarão impressionados com o que verão.” O Google ainda pretende adicionar palavras na língua falada pelos integrantes da tribo nas ferramentas de busca da empresa americana. Mas Almir Suruí diz que não vai fornecer ao Google informações sobre como utilizar os recursos da floresta para curar doenças.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Árvore do dragão com mais de 1000 anos. Esta é situada em Icod de los vinos, província de Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha. (Fonte)

Árvore do dragão

Dracaena cinnabari, conhecida como árvore-do-dragão, é uma espécie típica da ilha de Soqotra, no Iêmen. Ela cresce com mais vigor em áreas com neblinas, nuvens baixas e garoas das monções, mas está sofrendo com um clima cada vez mais seco e aparece na lista como vulnerável (extinção )

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cachos maduros do jerivá
Cachos verdes do jerivá

Jerivá ou Coqueiro-gerivá
(Fonte: Wikipédia) (Tópico em resposta a pedido de Vanessa, na caixinha de recados da Floresta)

Jerivá e coquinho são dois nomes vulgares do Syagrus romanzoffiana, uma palmeira nativa da Mata Atlântica no Brasil, mas que pode ser encontrada em diferentes tipos de florestas, como restinga, floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual, mata ciliar, mata paludosa, floresta estacional decidual, cerrado.
Também é chamado de baba-de-boi, coco catarro, coqueiro, coqueiro-gerivá, gerivá, coquinho ou jeribá.
É da família Palmae, a fruta, amarela, que é ovalada, não passa de 3 centímetros na sua parte maior, tanto que são cerca de 100 unidades por quilo, chegando à produzir cerca de 140 kg. A parte externa, carnosa, é composta de uma mucilagem adocicada muito apreciada por algumas animais, como papagaios e maritacas, ou mesmo pelo humano principalmente a criançada, sendo uma lembrança comum aos interioranos, a quebra destes coquinhos batendo com pedras, para alcançar as suas amêndoas. Floresce e frutifica em diferentes meses do ano, dependendo da região em que se encontra. Internamente possui uma pequena castanha bem parecida com a do coco-da-baía. A semente germina em cerca de 100 a 150 dias, tendo um potencial de germinação de 50 a 79%. A folha tem a forma perenifólia e é usada como ração para o gado. A árvore fornece também o palmito para alimentação humana.A madeira foi (ainda é) muito usada nas construções rurais como por exemplo o madeiramento de telhados, é utilizado para paisagismo ornamental e também para fazer reflorestamentos em áreas degradadas, preservação permanente, plantios mistos. Tem um crescimento moderado, com uma altura média de 10 a 12 metros (chegando a ter mais de 15 metros), alguns exemplares até mais e de 30-60 centímetros de espessura. Possui grande resistência no transplante, mesmo quando adulta. Pode ser encontrado em vários estados do Brasil, como: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
Classificação científica - Reino: Plantae; Família: Palmae; Género: Syagrus; Espécie: S. romanzoffiana. Nome binomial: Syagrus romanzoffiana. Dispersão: zoocórica. Sinônima botânica: Arecastrum romanzoffianum; Cocos romanzoffiana; Cocus plumosa.

sábado, 5 de abril de 2008

Melodias Indígenas para Flauta-de-Pã - O missionário salesiano Padre Eduardo Lagório registrou motivos musicais dos índios do Rio Uaupés, no noroeste do Amazonas. Nesta região vivem índios das etnias Tukano, Desana, Tariana, entre outras. (Para conhecer outras melodias tocadas em flautas-de-Pã, que foram publicadas no livro "A civilização indígena do Uaupés", de Alcionilio Brüzzi Alves da Silva, clique AQUI)

Flauta de Pã, índios Pareci, Mato Grosso

A Origem das Flautas Sagradas, índios Tukano Hausirõ Porã
(Fonte das informações: Boletim Iandé de março/08)

No começo do mundo, todos os instrumentos musicais faziam parte do corpo de Bisiu, um ancestral dos índios Tukano. Quando Bisiu subiu para o Universo, levou os instrumentos e a terra ficou em silêncio.
Demorou muito tempo até que os índios encontrassem outros instrumentos musicais. Um dia, as filhas do líder da aldeia encontraram uma palmeira e pediram ao pai que cortasse um pedaço da árvore para elas usarem na cozinha.
O pai encontrou a palmeira e notou que ela era feita de pedra. Era uma árvore alta, que subia até o Universo. Ele percebeu que aquela árvore serviria para fabricar as flautas sagradas miriãporã.
Com a ajuda de um esquilo que cortou os galhos da árvore, o índio fez um conjunto de flautas de diversos tamanhos e as escondeu na beira do rio. Chegando em casa disse a seu filho caçula que fosse à noite até o rio, se purificasse e aprendesse a tocar as flautas.
Porém as filhas ouviram as instruções do pai.
À noite, aproveitando que o filho caçula dormiu demais, elas foram até o rio. As flautas tentaram fugir mas não conseguiram. As filhas tentaram tocar de qualquer jeito. Usaram a boca, o umbigo, os seios e até a vagina, mas não saiu som. A alma das flautas, que era o Uirapuru, saiu de dentro delas e foi embora. Por isso que hoje as flautas têm de ser sopradas, do contrário elas tocariam sozinhas.
Um peixe ensinou às índias como tocar as flautas. E as mulheres passaram a dominar o Universo.
As mulheres porém tocavam as flautas sagradas a qualquer hora, e não somente nas ocasiões especiais. Então os homens misturaram umas pimentas bem fortes e construíram outras flautas com elas. O som destas novas flautas era vibrante, forte como as pimentas. Os homens entraram no local onde as mulheres estavam festejando e tocaram as flautas apimentadas. Na mesma hora as mulheres caíram desmaiadas e os homens retomaram as flautas sagradas.

Para saber mais: - Dahsea Hausirõ Porã ukushe wiophesase merã bueri turi: Mitologia sagradas dos Tukano Hausirõ Porã (Coleção Narradores Indígenas do Rio Negro, volume 5); por Ñahuri e Kumarõ
Levantamento mostra que dez capitais brasileiras devem estar em alerta com os surtos de dengue.
(Texto: Amanda Cieglinski - Fonte Agência Brasil. Publicado em 03/04/08 - Fonte: Saúde em Movimento )

Além do Rio de Janeiro, outras dez capitais devem estar em alerta para um possível surto de dengue segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde. Em outras duas capitais, Porto Velho (RO) e Salvador (BA), a situação é mais grave e é classificada pelo relatório como risco de surto. O levantamento apurou a infestação do mosquito em 171 municípios que possuem maior risco de proliferação. O resultado foi divulgado em novembro de 2007 para que cada localidade aplicasse medidas preventivas.
As capitais em estado de alerta são Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Maceió (AL), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Recife (PE), Aracaju (SE) e Vitória (ES).
Em Fortaleza, o secretário municipal de saúde, Odorico Monteiro de Andrade, já transferiu seu gabinete para o Centro de Controle de Endemias da cidade. "A secretaria está muito preocupada, nós consideramos a situação pré-epidêmica e estamos trabalhando para manter o controle e, na pior das hipóteses, se houver epidemia, que nós tenhamos um controle sobre ela", disse.Em 2008 foram registrados em Fortaleza cerca de 2.150 casos de dengue, com sete óbitos ainda em investigação. Andrade afirmou que o trabalho está sendo realizado em dois eixos: prevenção - com a ação de 1.150 agentes de endemia para eliminar criadouros do mosquito - e manejo clínico de casos de dengue."Estamos fazendo um esforço importante de treinamento e capacitação de funcionários da saúde para fazer um diagnóstico diferencial entre a virose dengue e a não-dengue. Com isso a gente pode tratar adequadamente [os doentes] e evitar óbitos". Segundo o secretário, o combate à doença acontece durante todo o ano e é intensificado no inverno.Em Manaus, até ontem, foram registrados 3.789 casos suspeitos - o número já ultrapassa os contabilizados no ano passado. Desses, 1.428 já foram confirmados, sendo 63 de dengue hemorrágica, com 5 mortes. Para a diretora de epidemiologia e ambiente do município, Leila Brasil, o quadro ainda não configura epidemia, mas a Fundação de Vigilância de Saúde de Manaus, em parceria com a secretaria estadual de saúde, já trabalha na Operação de Impacto de Combate à Dengue.Segundo Leila, nas últimas semanas, os registros diminuíram e a população está mais sensível à necessidade de eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti. "Já fizemos várias passeatas em distritos que tinham alta densidade de mosquito, entregando material com informações sobre a dengue e alertando a população", contou. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (2) pela manhã que alguns estados merecerão atenção especial durante todo o ano de 2008 para evitar situações semelhantes à ocorrida no Rio de Janeiro esse ano. "Na Região Norte a nossa preocupação são com os estados do Pará, Rondônia e Amazonas. No Nordeste, a Bahia, o Rio Grande do Norte e Sergipe", enumerou. De acordo com Temporão, esses estados apresentam um número maior de casos em 2008, mas em termos quantitativos, a situação no Rio de Janeiro é muito mais grave. "No Rio você tem 50 mil casos e algumas centenas em outros estados", comparou.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Jacaré-açu - Berço único do jacaré-açu, a Bacia Amazônica, maior área hidrográfica do mundo, também abriga espécies como jacaretinga, jacaré-do-papo-amarelo, jacarepaguá e jacaré-coroa. (Fonte da legenda e da imagem)

Amazonas apreende carne de jacaré em reserva ambiental
(Fonte:
Folha de SP, Ambiente - 02/04/08)
O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) apreendeu ontem 7,8 toneladas de carne de jacaré da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus. A carne, que equivale à de 740 animais de duas espécies conhecidas localmente como açu e tinga, seria ilegalmente comercializada no Pará. O Ipaam localizou quatro comerciantes que fariam a venda ilegal da carne. Na reserva não há plano de manejo para a exploração da carne de jacaré. Foram aplicadas multas que totalizam R$ 204 mil. A operação tinha como objetivo fiscalizar a exploração e transporte ilegais de madeira da reserva. Além da carne, a operação apreendeu aproximadamente 240 toras de madeira de lei.