quarta-feira, 23 de março de 2011


(Fonte das informações: G1)

Saiba reconhecer os sintomas da dengue

'Sinais de alerta' indicam se infecção pode ser grave ou mais moderada.
Doença requer hidratação constante e bom senso no uso do paracetamol.

Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida e benigna: saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e consequências mais graves, principalmente no caso de crianças.

Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. “Causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes”, explica o consultor de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco.
“70% a 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma”, observa o consultor. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante. “No caso das fulminantes, a pessoa tem uma reação tão intensa que pode destruir o cérebro, o coração e levar à morte."

Para identificar a gravidade da doença, Ivo destaca os chamados "sinais de alerta" da doença, que são: dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.
“As pessoas acham que dengue só é grave quando tem sangramento. A dor na barriga é tão importante quanto o sangramento, e os pacientes não valorizam isso”, explica.

Diagnóstico precoce
De acordo com a infectologista Patrícia Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A infectologista afirma que a contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.
“O exame de sangue sozinho não determina se o paciente está com dengue ou não. É preciso diagnosticar também os sintomas. Esses dois fatores vão determinar as condições do paciente e ver se ele precisa ou não de internação. De qualquer maneira, o tratamento deve começar imediatamente”, destaca a infectologista.

Período crítico
O consultor da OMS observa que o período crítico da doença é quando a febre do paciente diminui. “Se a febre passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento”. Para Ivo, esse é um grande problema no atendimento primário nos hospitais porque geralmente as pessoas com febre são atendidas prioritariamente. “Tem que definir uma estratégia no atendimento porque o correto é dar prioridade aos pacientes sem febre”, defende.
A infectologista diz que, ao passar a febre, a pessoa pensa que está curada, mas pode apresentar queda brusca de pressão, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo. O número de plaquetas ainda continua baixo e, por isso, é preciso continuar o tratamento.
“O monitoramento clínico e laboratorial tem de ser constante, principalmente 72 horas após o período de febre. A complicação maior acontece no quinto dia da doença. O paciente tem de fazer pelo menos três exames de sangue, no início da dengue, depois da febre e uma terceira vez para ver se as plaquetas já voltaram ao normal."

Tratamento
Entende-se como parte do tratamento a hidratação do paciente. A dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.
Não existe um medicamento específico para a doença. Os sintomas são medicados para alívio das dores. “Se o paciente tiver dor, vai tomar remédio para dor. Se tiver náusea, remédio para náusea”, explica o consultor da OMS. O especialista alerta ainda para o uso de medicamentos antiinflamatórios, a base de ácido acetil-salicílico e fitoterápicos. “Alteram a coagulação e aumentam o risco de sangramento”, conclui.

Repelentes e mosquiteiros
A dengue, como ressalta a médica Patrícia, não escolhe vítima. Repelentes, mosquiteiros sobre as camas e roupas mais fechadas são recomendados a todos. Mas é preciso estar atento. “Os repelentes que existem no Brasil duram no máximo 3 horas, por isso, é preciso repassá-lo no corpo sempre que possível. Quanto menos áreas do corpo estiverem expostas, mais a pessoa estará protegida”, disse.

sábado, 19 de março de 2011

Avenca florestal :)) (Clique na imagem para ampliar).
Veja as propriedades medicinais da avenca no site Plantamed

terça-feira, 15 de março de 2011

(Fonte da imagem: ©Greenpeace/Rodrigo Baleia) - ENERGIA EÓLICA



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Uma alternativa para o Japão
Notícia - 14 - mar - 2011

Relatório do Greenpeace mostra que o país pode crescer com energia renovável e eliminar gradativamente o perigo nuclear sem prejudicar seu abastecimento.
O caos impera no Japão. Em meio a informações ainda desencontradas, o mundo assiste ao país que sofreu ao pior terremoto seguido de tsunami de sua história viver o temor da contaminação nuclear. Desde o dia do desastre, dois reatores do complexo nuclear da cidade de Fukushima apresentaram problemas e começaram a vazar radiação, obrigando a evacuação de milhares de pessoas.

“Ainda é cedo para determinar a proporção dos últimos acontecimentos”, diz Ricardo Baitelo, responsável pela Campanha de Energia do Greenpeace Brasil. “Primeiro as autoridades japonesas afirmam que está tudo sob controle. No momento seguinte, as notícias dão conta de que as estratégias de contenção da última hora não estão sendo suficientes. Não temos sequer como saber se o reator derreteu ou não, já que a temperatura interna, que é muito alta, não permite que técnicos se aproximem da área afetada”, explica Baitelo.

Se ainda é cedo para dimensionar as consequências para o país da recente crise nuclear, já é passada a hora do Japão substituir este tipo de energia insegura por outras. De acordo com estudo desenvolvido pelo Greenpeace, o país das usinas nucleares pode se ver livre desta tecnologia perigosa até 2050, sem prejuízo ao abastecimento e com crescimento limpo e seguro.

Lançado em 2008, a versão japonesa do relatório Revolução Energética, estudo que traz previsões de como os países podem se desenvolver mais e melhor com o uso das energias limpas, mostra que o Japão pode ter sua matriz energética 60% renovável nos próximos 40 anos.

Para isto, bastaria focar seus investimentos em eólica, biomassa, geotérmica e solar. Graças a seu alto potencial para eficiência energética, com aparelhos mais modernos que consomem menos energia e à queda progressiva do crescimento populacional, o Japão pode também diminuir seu consumo em 53% nos próximos 40 anos.

O resultado deste caminho seria uma redução de 77% de emissões de CO2 até 2050, economia e geração de empregos sem que nem mais uma poeira radioativa ameaçasse a população da ilha. Pelas projeções do relatório, o último reator nuclear daria adeus ao país até 2045.

O Brasil lançou a nova versão do seu relatório Revolução Energética no fim de 2010. Veja as projeções aqui.

domingo, 13 de março de 2011

TÓQUIO e GENEBRA - O número de indivíduos expostos à radiação do terremoto atingiu a usina nuclear em Fukushima nordeste do Japão pode chegar a 160, informou um funcionário da central nuclear da Agência de Segurança Industrial e Nuclear, em entrevista coletiva. (Fonte: Extra.Globo)


Radiação supera limite permitido na usina de Fukushima
(Fonte: Folha.com - de São Paulo das Agências Internacionais)

O nível de radiação desprendido pela usina nuclear de Fukushima (nordeste do Japão) superou neste domingo (hora local) o limite legal, segundo anunciou a empresa operadora, TEPCO (Tokyo Electric Power).

O ministro porta-voz do Japão, Yukio Edano, admitiu que aparentemente houve uma fuga radioativa no reator da unidade 1 de Fukushima, de cujas imediações foram evacuadas cerca de cem mil pessoas. Ele acrescentou que, até o momento, 22 pessoas foram expostas à radiação em Fukushima, cujas operações foram suspensas após o terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter e posterior tsunami desta sexta-feira.

Neste sábado houve uma explosão nesta mesma usina, embora o governo japonês insista que ela não ocorreu em um reator.

A TEPCO explicou que a quantidade de radiação emitida na unidade chegou a 882 microsievert por hora, acima do limite recomendado de 500.

Edano disse inclusive que em um momento foram alcançados 1.204 microsievert, unidade de medida de exposição a radiações ionizantes.

O reator 3 da mesma central sofre problemas em seu sistema de refrigeração, e os responsáveis continuam tentando esfriá-lo liberando vapor de forma controlada, enchendo de água do mar e ácido bórico o recipiente primário de contenção.

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) comunicou no sábado que a explosão ocorreu fora desse "envoltório" de aço do reator, e por isso seu núcleo não foi afetado.

Quatro funcionários da TEPCO ficaram feridos na explosão, que derrubou o telhado e as paredes externas do reator, como pôde ser visto em imagens veiculadas pela televisão japonesa.

sexta-feira, 11 de março de 2011


Labrador precisa do seu próprio cão-guia após perder os olhos
(Fonte: site EXTRA)

O cão Edward trabalhava como cão-guia há oito anos, quando precisou ter os olhos removidos após desenvolver catarata, o que deixou seu dono, o cego Graham Waspe, de 60 anos, muito triste. Mas logo o inglês ganhou Opal, de 2 anos, para ajudar não só a ele como também a Edward.

- Opal foi ótima para nós dois. Não sei o que faríamos sem ela - disse Graham ao jornal “The Sun”.

E apesar da deficiência, Edward continua cheio de disposição.

- As pessoas fazem muitas perguntas sobre como ele lida com o problema e ele provavelmente ficou mais famoso agora porque ainda mais pessoas param para falar com ele nas ruas - contou Sandra, mulher de Graham.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Inaugurada nesta sexta-feira em Edimburgo, na Escócia, a exposição "Nas profundezas" mostra criaturas que habitam os mares, como este peixe-morcego da ilha do Coco (Ogcocephalus porrectus), na Costa Rica (Fonte da imagem: UOL BICHOS) (Clique na imagem para ampliar)

domingo, 20 de fevereiro de 2011



Trio Los Panchos
Os gambazinhos cantores de Petrópolis


Estes gambazinhos órfãos foram adotados pela minha amiga Maira. Segundo ela, apenas quando são adultos é que os gambás usam como defesa aquele cheiro característico.

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(Informações extraídas do site Saúde Animal)

NOME POPULAR NO BRASIL: Na Amazônia: mucura; na Bahia: suruê ou sarigüê; no Nordeste: cassac ou timbuo; no Mato Grosso e Paraguai: micurê e no resto do Brasil recebe o nome de Gambá
NOME EM INGLÊS: Large American Opossums
NOME CIENTÍFICO: Didelphis marsupialis
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: do Canadá ao norte da Argentina. Brasil, Paraguai, Guianas, Venezuela
HABITAT: Floresta, Campos e Centros urbanos
HÁBITOS ALIMENTARES: Onívoro
REPRODUÇÃO: 12-13 dias
ALIMENTAÇÃO: principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros
A FÊMEA POSSUI: 12 ou 13 tetas
PESO DO EMBRIÃO AO NASCER: 2g (em torno de 1 cm) e completam seu desenvolvimento na bolsa materna.
Nº DE CRIAS: 3
Nº DE FILHOTES: 10 a 15 por ninhada
PERÍODO DE VIDA: 2 a 4 anos
TAMANHO: Pode atingir 50 cm de comprimento sem contar a cauda, quase do mesmo tamanho.
CARACTERÍSTICAS: Apresenta corpo maciço, pescoço grosso, focinho alongado e pontudo, membros curtos e cauda preênsil, bastante grossa, redonda e afilada, só peluda na base, tendo pequenas escamas revestindo a parte restante.
FÊMEA: A fêmea possui um marsúpio bem desenvolvido, ao contrário de outros da mesma família, que só tem 2 dobras ventrais abertas.
PELAGEM: a cor da pelagem varia muito, indo do branco (animais velhos) ao negro (animais jovens) e passando por todas as tonalidades de cinzento e bruno intermediárias.

O gambá (de guaambá, que significa saco vazio, referindo-se ao marsúpio) é um marsupial do porte de um gato. Tem hábitos noturnos e, apesar de ser uma animal de movimentos lentos, trepa em árvores com facilidade, usando a cauda preênsil para agarrar-se aos galhos. Alimenta-se principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros. Não raramente visita galinheiros, causando imenso estrago.
Quando perseguido, o gambá finge-se de morto ou expele um líquido fétido produzido por glândulas axilares. Na fase do cio, a fêmea também exala esse cheiro forte, facilmente reconhecível.
Quando os filhotes entram na bolsa têm só 1 cm e ficam lá dentro 70 dias, onde se desenvolvem e tem condições de enfrentar a selva.

Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempestade solar não causará problemas na Terra, afirma Nasa
Sex, 18 Fev, 12h12

A Nasa, agência espacial norte-americana, emitiu comunicado na tentativa de acalmar os ânimos a respeito da erupção solar de segunda-feira (14), que está atingindo a Terra desde quinta (17). Segundo o site Inovação Tecnológica, a divulgação sobre a atividade do sol causou tanto temor que a Nasa resolveu colocar na página do site da agência comunicado dizendo que nada grave ocorrerá no planeta.

"A nuvem de partículas produzida pelo evento no Dia dos Namorados (data comemorada nos Estados Unidos e em outros locais do mundo) parece ser bastante fraca e não produzirá quaisquer efeitos fortes na Terra, à exceção, talvez, de algumas belas auroras em latitudes altas do norte e do sul do planeta," diz o comunicado. A tempestade foi anunciada como sendo a maior dos últimos anos, estimulando o boato de que o mundo irá acabar em 2012 - data do final do calendário maia.

Apesar da intensa atividade solar ter acontecido na segunda, as partículas geradas pela erupção só chegaram à Terra ontem. Isso porque elas viajam relativamente "devagar" a uma velocidade de cerca de 900 km/segundo, mais lentamente do que a velocidade da luz (300 mil km/ segundo). Dessa maneira, os cientistas conseguem checar tempestades solares dias antes de suas partículas alcançarem a Terra.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011



Vegetal criado a partir de garrafas PET promete filtrar ar das metrópoles

Conceito, que será apresentado em concurso, pode ser usado como playground para crianças, enquanto ajuda a combater a poluição

(Fonte: Olhar Digital, 16 de Fevereiro de 2011)

Essa espécie de "cogumelo gigante" acima chama-se Treepod, um novo conceito de produto sustentável, que promete filtrar o CO2 (dióxido de carbono) de grandes metrópoles.
Construído a partir de garrafas plásticas recicladas e painéis solares, o Treepod é reabastecido de forma sustentável, com energia solar e movimentação de gangorras, presentes nos ramos do "vegetal".
Além de ser uma ótima diversão para as crianças, o dispositivo também ilumina as cidades durante a noite, prometendo ser um ótimo substituto para os postes comuns de iluminação.
O conceito está competindo com outros dentro do SHIFTboston - concurso de ideias inovadoras que acontecerá em 23 de março, em Boston (Estados Unidos) - e, provavelmente, se for bem aceito, poderá se tornar realidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em cada 'dispositivo' serão usados oito camundongos | Foto: Reprodução Internet

Cães são trocados por ratos na detecção de bombas em Israel
(Fonte: O Dia )
Rio - Pesquisadores israelenses estão trocando seus cães por ratos na detecção de bombas e drogas. O roedores que são usados em equipes e podem ser colocados em aeroportos para detectar materiais perigosos. Em entrevista ao site britânico Orange News, os pesquisadores disseram que os camundongos são mais sensíveis que os cães quando se trata de cheirar a produtos químicos explosivos, e que escutas que a sensibilidade é mais eficaz do que os raios X

Os roedores não serão colocados sobre as malas ou em cima das pessoas, eles ficarão em compartimentos e serão usados da mesma maneira de um detector de metal. Os ratos são treinados para responder aos vestígios de explosivos químicos no ar como uma ameaça, levando-os a fugir para uma câmara dentro da "caixa" como se estivessem fugindo de um predador. Se o fizer, dispara um alarme. Mais de um rato deve fugir para a câmara para soar o alarme, reduzindo os falsos positivos.

O dispositivo foi testado no ano passado em um shopping em Tel Aviv com 1.000 clientes, dos quais 22 estavam transportando explosivos simulados. Os roedores não erraram nenhuma vez.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

'Daphnia' com crias geneticamente iguais.
(Foto: Paul D.N. Hebert, Universidade de Guelph)
Pulga d'água é encontrada em água doce.
(Foto: Jan Michels / Universidade de Kiel)

Pulga d'água tem maior número de genes entre espécies animais

Crustáceo possui 31 mil genes; em humanos, o número é de 23 mil.
Quase microscópio, é o primeiro crustáceo a ter DNA mapeado.

Um estudo divulgado pela revista "Science" nesta quinta-feira (3) revelou o maior genoma entre todas as espécies animais já estudadas no mundo: o crustáceo de água doce pulga d'água (Daphnia pulex), quase microscópico, com 31 mil genes - 8 mil a mais que os humanos.
O crustáceo é o primeiro a ter o seu DNA completamente mapeado. Os responsáveis pela façanha foram os membros de um grupo de cientistas conhecido como Daphnia Genomics Consortium. O projeto conta com a participação do Departamento de Energia norte-americano.
A espécie é estudada há anos pelo papel importante que desempenha em cadeias alimentares aquáticas e pela capacidade de adaptação a estresses nos ambientes em que vive. O invertebrado também chama a atenção por conseguir se reproduzir, em condições extremas, sem a necessidade de um indivíduo macho.
Mais de um terço dos genes do crustáceo não foram documentados em nenhuma outro organismo, sendo completamente novos para a ciência. Entre os invertebrados já sequenciados, é a espécie com mais genes compartilhados com humanos.
O animal está virando modelo para um campo de estudos da ciência conhecido como genômica ambiental, que tem o objetivo de conhecer como genes e o ambiente interagem.
As semelhanças com o genoma humano e a capacidade de adaptação a ambientes extremos torna importante o estudo do DNA da espécie Daphnia pulex, segundo os cientistas. O animal é usado como um "sensor aquático", podendo servir para medir como mudanças no ambiente afetam os seres vivos - inclusive humanos - em níveis molecular e celular.
A aplicação do conhecimento sobre os genes do crustáceo e a relação com o meio ambiente passa desde a manutenção de recursos hídricos até a estudos sobre saúde humana, especialmente para avaliar a extensão do dano de poluentes químicos em águas poluídas às pessoas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Spray de células tronco pode recuperar pele com queimaduras em poucos dias

Novo método pode criar pele mais resistente e em menor tempo do que soluções atuais
02 de Fevereiro de 2011 |

Um novo método para a recuperação de queimaduras desenvolvido no Instituto de Medicina Regenerativa McGowan, da Universidade de Pittsburgh, pode acelerar o processo de regeneração com um spray de células-tronco, segundo a National Geographic.

A medicina já é capaz de fazer transplantes de pele há décadas, mas o processo ainda é lento e a pele nova extremamente delicada, podendo levar semanas ou meses para se regenerar. Grande parte das mortes decorrentes de queimaduras vem tempos depois, quando o paciente acabar exposto a alguns tipos de infecção no local queimado por não estar protegido pela pele.
O método desenvolvido pelo Dr. Jörg Gerlach pode recuperar completamente a pele queimada em questão de dias. Primeiro, são retiradas células-tronco adultas da pele saudável do próprio paciente, que depois são distribuídas sobre a região afetada com uma espécie de spray. O processo todo pode ser feito em uma hora e meia.
Apesar de ainda ser um processo experimental, Gerlach já promoveu testes com mais de uma dúzia de pacientes, que chegaram a ter a pele completamente regenerada em apenas quatros dias.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


No Xingu, tribo kamayurá tem mulheres como pajés

Meninas ficam reclusas dentro das malocas após a primeira menstruação.
Elas plantam e colhem a mandioca, base da alimentação do povo.

Do Globo Natureza, com informações do Fantástico
(Assista o video da reportagem clicando AQUI)

Na aldeia dos kamayurá, no Xingu, a cerca de 600 km de Cuiabá, em Mato Grosso, as meninas ficam presas por anos nas malocas até se tornarem mulheres. A tradição deste povo as coloca em posições de liderança, e quando elas saem das malocas, viram guardiãs da cultura.
Veja o site do Fantástico
O sobrevoo ao chegar no Xingu mostra uma imensidão verde. Do alto dá pra ver exatamente onde fica o parque indígena. O pouso é em uma pista de terra. E os kamayurá se aproximam para dar as boas vindas. A chegada da equipe se transformou em um grande acontecimento, uma atração principalmente para as crianças.
A entrada na aldeia é impactante e quando se chega no pátio, se entende porque ela é conhecida como a mais bonita do Xingu. Malocas imensas, cobertas de sapê do telhado ao chão. É no silêncio e no isolamento das malocas que os kamayurá mantêm um de seus rituais mais importantes, o da reclusão de suas meninas.
Uma das meninas da aldeia, Kamirrã, permaneceu dentro da maloca, ficou um ano sem tomar sol. Ela passou por este processo como parte do ritual que já é tradição na aldeia e marca a passagem da infância para a vida adulta. Assim que as meninas kamayurá menstruam pela primeira vez, elas ficam reclusas. São os pais que determinam o tempo de confinamento, quando as meninas aprendem a fazer artesanato e cozinhar.
As meninas não reclamam do destino traçado para elas. Mesmo que isso exija um pouco de sacrifício. Elas amarram tornozeleiras e joelheiras para engrossar as pernas. A franja comprida esconde o rosto e as meninas reclusas não podem cortar o cabelo até o fim do ritual. As avós cuidam delas o tempo todo e a refeição é reforçada com beiju, mingau e peixe para a menina ganhar corpo de mulher.
Kamirrã vê o pátio da aldeia através de uma fresta que abriu entre as palhas da maloca. Do lado de fora, uma amiga conversa com ela. Poucos momentos antes de ganhar a liberdade, Kamirrã recebe os últimos conselhos da família.
A mãe fica admirada ao ver que a filha cresceu e virou uma moça forte e bonita. Antigamente, as meninas deixavam a reclusão com casamento arranjado. Agora mudou. “Ela é que vai escolher. Não sou eu que vou mandar ela escolher", diz o pai de Kamirrã.
Ao sair da maloca, Kamirrã tem a franja cortada e a rotina passa a ser de muito trabalho. Bem cedo, ela segue com as mulheres da aldeia para buscar água no rio. As mulheres também plantam e colhem a mandioca, base da alimentação dos kamayurá.
Mapulu já é uma pajé respeitada não só pelos kamayurá. Ela tem ido longe pra socorrer pacientes até mesmo de outras aldeias fora do Xingu. "Paciente nunca morreu na minha mão,” diz ela, que também tem se revelado uma parteira de mão cheia.
“Os casos em que nós trabalhamos juntos, seguramente eu devo ter feito uns 30% e ela fez os outros 70%. Um excelente parto,” revela o médico responsável pela saúde dos índios, Vitor Tarouco. A força de Mapulu é herança de família. Ela é irmã do cacique Kotok, que consegue conciliar as tradições com a modernidade. A aldeia tem placas de energia solar, antenas de TV e internet. Os indígenas se comunicam com o mundo sem perder os seus valores.
Uma das maiores façanhas do cacique é administrar um longo casamento em dose tripla. Entre os kamayurá, só o cacique Kotok tem tantas esposas. Se para alguns homens ter três mulheres parece um sonho, na vida real isso exige muito jogo de cintura. São três mulheres e 25 filhos. “E mais 32 netos que tenho. Agora quero ter mais filhos para chegar a ter 30”, diz o cacique.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Chaska, um urso-de-óculos de apenas um ano de idade, é flagrado brincando com jornal no zoológico do instituto Smithsonian, em Washington, capital dos Estados Unidos. Segundo os treinadores, o animal gosta de brincar com o jornal, que acaba sempre devorado como parte do café-da-manhã de Chaska (Foto: Jennifer Lockridge / Barcroft Media / Getty Images) (Fonte: G1)


Ele devora as notícias
Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva
(Fonte: IstoÉ independente)

Todas as manhãs, no zoológico do Instituto Smithsonian, nos EUA, os tratadores de um urso chamado Chaska dão-lhe a alimentação – e um jornal. Chaska tem 1 ano e não se limita a “lê-lo”. Depois de brincar com o jornal e rasgá-lo, sempre o come como parte integrante de seu desjejum.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caramujo gigante africano pode levar uma pessoa à morte
(Fonte: jornal Acontece Botucatu.com)

Eles estão espalhados por todos os lugares. Nas ruas, na casas, nos campos, nas construções. Uma verdadeira praga urbana. Embora pareçam inofensivos trazem perigo eminente à saúde pública, podendo atingir 15 a 20 cm de altura, 10 a 12 cm de comprimento e pesar 200 gramas. Por isso, a equipe da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, está fazendo um alerta à população.

Estamos falando do Achatina fulica, ou caramujo gigante africano. Por conta do período de chuvas, sua reprodução é acelerada, o que aumenta as chances de contágio de doenças pelo ser humano, que dependendo da intensidade, podem provocar a morte da pessoa infectada.

De acordo com o supervisor de serviços da VAS, Valdinei Moraes Campanucci da Silva, os munícipes ainda têm muitas dúvidas em relação a como proceder de forma correta em relação a este animal. “Por isso resolvemos divulgar recomendações e afirmar que apesar deste tipo de caramujo transmitir doenças, Botucatu ainda não registrou nenhum caso”, informa.

O caramujo gigante africano é um molusco nativo do nordeste da África. Possui alta capacidade reprodutiva (coloca até 1600 ovos por ano) e apetite voraz, alimentando-se de frutas, verduras, hortaliças, papelão, plástico e até mesmo tinta de parede. Além disso, não possui predador natural, o que favoreceu sua rápida proliferação por 23 estados.

Em 1996, alguns produtores goianos tentaram a formação de uma cooperativa para criação de escargot, no entanto, não obtiveram êxito. O insucesso comercial provocou desistência na criação e a soltura inadequada do molusco no meio ambiente, facilitando sua disseminação.

Como reconhecer?

O jeito mais seguro de identificar o caramujo gigante africano é através da sua concha. Ela é, geralmente, de cor marrom-escura, com listras esbranquiçadas desiguais, um pouco em zigue-zague. A borda da concha é afiada, bem diferente da abertura do caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato. Este último é um tipo de caramujo nativo brasileiro que não deve ser eliminado.

O caramujo gigante africano é um hospedeiro intermediário de dois vermes que podem causar distintas doenças. Uma é a angiostrongilíase abdominal, que provoca fortes dores abdominais, febre, perda do apetite e vômitos, podendo culminar com a perfuração do intestino, hemorragias e em alguns casos, levar à morte.

A outra doença é a meningite eosinofílica, que ocorre quando o verme se aloja no sistema nervoso central do paciente, provocando a inflamação das meninges (membranas que recobrem o cérebro). Tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez da nuca e distúrbios do sistema nervoso.

Quais cuidados devem ser tomados?

Considerando que os vermes citados acima podem ocorrer tanto no interior dos caramujos, quanto no muco que eles secretam para se locomover, a população deve seguir alguns cuidados:

• Não pegar o caramujo sem proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos;
• Higienizar frutas, verduras e hortaliças antes de ingeri-las, deixando-as mergulhadas em uma mistura contendo uma colher (sopa) de água sanitária para um 1 litro de água, durante 30 minutos e enxaguar muito bem antes de comê-las;
• Não comer, não beber, não fumar e não levar a mão à boca durante o manuseio do caramujo. Caso queira comer, beber ou fumar, tire as luvas e lave as mãos após ter tido contato com o animal;
• Conservar o quintal e terrenos limpos, pois os caramujos africanos gostam de ficar embaixo de folhas, de entulhos, em lugares úmidos ou sem incidência de luz solar.
• Não usar venenos, pois você pode contaminar e afetar o meio ambiente.


Como proceder ao encontrar um caramujo gigante?

• Não se apavore;
• Procure certificar-se de que é realmente o caramujo gigante africano;
• Colete os caramujos com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos;
• Coloque-os em sacos plásticos resistentes;
• Após coletar os caramujos, entrar em contato com a para que os mesmos sejam encaminhados para incineração.
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Os telefones publicados na matéria (abaixo) são para moradores de Botucatu, SP:
Os munícipes podem entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde pelos telefones 150 ou 3813-5055. Os terrenos baldios com presença de caramujo gigante africano serão notificados para que seus proprietários providenciem a capina e limpeza.

Filhote de capivara (foto por: Rubens Campos - publicada no site Fotógrafo Digital)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MARIA FECHA A PORTA
José Ribamar Bessa Freire
(Fonte: 16/01/2011 - Diário do Amazonas - publicado no site TA QUI PRA TI)

Talvez a Mimosa Pudica possa nos ajudar a entender a tragédia que se abateu nessa semana sobre a região serrana do Rio de Janeiro, causando mais de 600 mortes. A Mimosa é uma plantinha sensitiva, conhecida popularmente como ‘Dormideira’, ‘Morre João’ ou ‘Maria fecha a porta’, encontrada em locais úmidos da mata atlântica ou da floresta amazônica. Possui flores pequenas, cor de rosa, um caule com espinhos e folhas divididas em vários folíolos. O que ela tem a ver com as chuvas torrenciais que tantos estragos fizeram?

As imagens televisivas mostraram um quadro desolador, com depoimentos dramáticos de sobreviventes. A correnteza, com forte estrondo, vem descendo do alto da serra. No caminho, arranca árvores, desenterra pedras, soterra casas e arrasta tudo o que encontra em sua frente: casas, carros, pontes, gente, bichos, corpos, barro, lama, entulho, lixo. Barreiras desabam nas áreas de encostas. Pequenos córregos e riachos se transformam em rios caudalosos que transbordam, irrompem velozmente pelas cidades e racham o asfalto, engolindo ruas, praças, bairros, semeando dor, sofrimento, morte. Um cenário de terra arrasada: escombros, devastação, destruição.

Ainda estamos contando, enterrando e chorando os mortos e os desabrigados em cinco cidades do Rio. A tragédia, em menores proporções, atingiu São Paulo, cuja capital ficou submersa, dando um nó no trânsito. A Folha publicou quarta-feira (12/01) foto impressionante: toneladas de garrafas plásticas cobrem o rio Pinheiro, que transbordou. Em Minas Gerais, 72 municípios estão debaixo d’água. A chuva castigou outros países - Austrália, Filipinas e Sri Lanka. Por que tanta raiva e tanta violência da natureza? Parece que o planeta está reagindo e é aqui que entra a Maria fecha a porta.

Teu pai morreu
A última vez que vi a Maria fecha a porta foi em setembro de 2007, em Soure, ilha do Marajó, acompanhado de uma pajé cabocla, Zeneida Lima, e de um sábio guarani, então com 96 anos, o karai Tupá Werá, da Aldeia de M’Biguaçu (SC). Não resisti em reconstituir uma brincadeira de infância em Manaus, que consiste em passar a ponta do dedo no meio da sua folha, dizendo: “Maria, fecha a porta que teu pai morreu”. Ela fecha. Os folíolos obedecem sempre, se inclinam numa reverência e imediatamente murcham, para logo em seguida, com o pai ressuscitado, voltarem à posição normal.

Tem algo de mágico para uma criança falar com uma planta, trocar sensibilidade com ela, provocá-la e obter uma resposta imediata, o que não é nenhuma novidade para os índios para quem não é só a Maria que fecha sua porta, é possível falar com a terra, as plantas, os bichos, os rios, os morros, as pedras. É outro sistema de pensamento. O guarani Marcos Moreira, meu aluno no curso de formação de professores, entrevistou para um trabalho de avaliação o velho karai Alexandre Acosta, da Aldeia de Jataity (RS) que declarou, entre outras coisas:

- Esta Terra que pisamos, é gente como nós, é nosso irmão. É por isso que o guarani respeita a terra, que é também um guarani. O guarani não polui a água, pois é o sangue de um karai. Esta terra tem vida, só que muita gente não sabe. É uma pessoa, tem alma. A mata, por exemplo, quando um guarani precisa cortar uma árvore pede licença, porque sabe que ela é uma pessoa. A terra é nosso parente, mas está acima de nós. Por isso ensinamos as crianças a respeitarem a terra, que até hoje se movimenta, só que não percebemos. Quando os parentes morrem, carne e corpo se misturam com a terra. Por isso, temos que respeitar esta terra e este mundo em que a gente vive.

A tragédia vivida em diferentes partes do planeta nessa última semana não é um acidente natural, mas produto de uma intervenção desastrada do homem, que esqueceu que a terra é gente como nós. As chuvas, que aterrorizam e paralisam as cidades, não causam tais estragos numa aldeia indígena. É que as cidades cresceram sem respeito ao “nosso parente”, se expandiram sem “pedir licença”, isto é, desordenadamente, agressivamente, sem planejamento de impacto ambiental e adoção de medidas para proteção de encostas, reflorestamento, uso do solo e destino do lixo urbano.

Jogar no mato
Na busca do lucro rápido e fácil, a especulação imobiliária desmatou indiscriminadamente, construiu em encostas, alterou os caminhos naturais da drenagem da água, tornando instáveis os terrenos e ferindo de morte a terra. Expulsos das áreas mais nobres, os deserdados abriram ainda mais a ferida, construindo perigosamente nos morros. Hoje, as cidades não ensinam às crianças sequer a tratar o lixo.

Quando chove, minha rua alaga. Da janela do meu apartamento, contemplo a estupidez humana. Vejo boiando garrafas pet, sacos de plástico, embalagens de alumínio, latas de refrigerantes, que entopem as grelhas dos bueiros das galerias pluviais, prejudicando a vazão da água. Na minha infância, a vovó Filó recomendava dar um destino ao lixo: “joga no mato”. Mas o lixo atirado no quintal era sobra de alimentos, casca de banana e de outras frutas, bagaço de laranja, que adubavam a terra.

Hoje, o lixo é formado por resíduos sólidos, embalagens descartáveis de plástico, lata, vidro, alumínio, mas continua predominando a mentalidade de “jogar no mato”. A foto da Folha de São Paulo é uma prova gritante do fracasso da educação ambiental na escola e no ambiente familiar. Crianças e adultos atiram o lixo em espaços coletivos, com a mentalidade patriarcal de que o espaço público é terra de ninguém e de que existem garis para limpar nossa sujeira. Quem a terra fere, com a terra será ferido?

Na visita feita ao sítio da pajé Zeneida Lima, em Soure, ela entrou no mato com o guarani Tupã Werá, conhecido no mundo não indígena como Alcindo Moreira. Os dois trocaram informações. Ali, onde qualquer pessoa, mesmo o paraense comum, só via árvores genéricas, eles viam cada espécie em particular. Alcindo dava o nome em guarani, algumas vezes também em português, descrevendo as propriedades medicinais ou alimentícias de cada planta.

- As árvores falam – disse ele – a gente é que desaprendeu e não sabe mais escutar o que elas dizem.

Gabriel Garcia Márquez conta que em dezembro de 1981 recebeu telefonema de um amigo sério e inteligente, perguntando-lhe qual era o tema da crônica da semana, que seria publicada no dia seguinte no jornal El Espectador, de Bogotá. Ele respondeu que estava escrevendo sobre o sofrimento das plantas e das flores, sustentando que elas têm alma. Alarmado, o amigo exclamou: - “Ay, carajo! Te estás volviendo maricón?”.

Meus amigos do Ceará me informam que o governador Cid Gomes – aquele que levou a sogra para Paris com dinheiro público – encaminhou à Assembléia Legislativa, em caráter de urgência, Projeto de Lei que dá poderes extraordinários ao governador para dispensar de licenciamento ambiental no Estado do Ceará uma série de atividades, dentre as quais o desmatamento, os aterros sanitários, habitação dita de interesse social, estradas de rodagem, projetos agropecuários e outras atividades e obras modificadoras do meio ambiente.

Enquanto o planeta for povoado por machos dessa estirpe, que formulam e implementam políticas públicas, não ouviremos a voz da terra e as tragédias se repetirão. Maria, fecha a porta que teu pai está morrendo.

domingo, 16 de janeiro de 2011


Richard, Dr. José Nunez e Solenodonte (Foto: Sabrina Martins/TXAI) - Fonte: site do programa Aventura Selvagem


O Solenodonte
(Fontes das informações: Wikipedia e site da Aventura Selvagem)
Seu corpo tem um comprimento de 28 a 32 cm e a sua cauda mede de 17 a 27 cm. De hábitos noturnos, anda em zigzag; sua saliva é venenosa: o segundo incisivo de cada lado de sua mandíbula inferior tem uma ranhura ligada diretamente a uma glândula de veneno, de onde provém seu nome latino Solenodon, "dente sulcado". O seu veneno é muito ativo: quando dois destes animais se encontram e brigam, ocorre que um dos dois morre envenenado por causa das mordidas do rival.
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No Aventura Selvagem deste sábado, 15 de janeiro de 2011, Richard Rasmussen faz uma importante busca na República Dominicana. Ele quer encontrar uma espécie pouco conhecida e de extrema importância para os pesquisadores da fauna do planeta: o Solenodonte.

Trata-se de um incrível e único mamífero que inocula peçonha pelos dentes, assim como as serpentes o fazem pelas presas. Além desse diferencial em relação aos demais mamíferos, ele só ocorre na República Dominicana, Haiti e Cuba. Uma raridade imperdível para nosso aventureiro.

Porém, encontrar o Solenodonte não é uma tarefa fácil
mas nada faz o Richard desistir do seu objetivo: ver de perto um bicho que tem 65 milhões de anos de evolução. Um verdadeiro fóssil ainda vivo.
No caminho, aranhas caranguejeiras gigantes, um dos pratos preferidos do Solenodonte, provocam euforia no aventureiro

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


POVO PITAGUARY E UM POUCO DE SUA HISTÓRIA
(Fonte: Índios On line - texto de Ceiça Pitaguary)

O povo indígena Pitaguary, residente na Terra Indígena Pitaguary, localizada no município de Maracanaú e Pacatuba, Estado do Ceará, conta hoje com uma população de cerca 2000 mil pessoas distribuídas por 537 famílias. Possui como principal fonte de subsistência a agricultura, a pesca, a coleta de frutos e o artesanato. Dispomos de 1.735 hectares de terra em processo de demarcação, que iniciou no ano de 1991, sendo feito até o momento as etapas de identificação e delimitação da área. A área está inserida em meio à comunidade envolvente dos dois municípios da região metropolitana de Fortaleza, sendo vítima de inúmeros impactos ambientais e busca a manutenção da cultura indígena. Os maiores e mais importantes impactos são a exploração de rochas nas encostas das serras que limitam a T.I, bem como, a utilização de áreas férteis para a produção agrícola pelas companhias de Transmissão elétrica (CHESF E STN). Em anos de luta para a sua demarcação tivemos vários problemas, que vem dificultando a sobrevivência das famílias, que residem na comunidade, entre eles: o desmatamento e as queimadas, a poluição das mineradoras. O desemprego de jovens e adultos é grande agravando ainda mais a situação das famílias.
Apesar de tudo isso o nosso povo se deixa desanimar e continua mantendo a cultura e representações culturais. Um dos representantes culturais do Pitaguary é o grupo YBY PORANG – que significa terra bonita, nome escolhido pelos próprios jovens indígenas. O grupo faz apresentações culturais dentro e fora da aldeia, sempre repassando para os mais jovens a importância da afirmação indígena. Agora nos dias 08 a 10 de dezembro dois jovens Pitaguary, do grupo YBY PORANG foram convidados pela CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviços para participar do encontro sobre mudanças climáticas em Brasília, onde tiveram oportunidade de se reunir com a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um Feliz 2011 para todos os amigos! Beijos festivos da Ursa
Repórter da BBC mostra a vida do povo indígena Khanty, na Sibéria
(Para ver a galeria de fotos do povo Khanty, CLIQUE AQUI)

O fotógrafo russo Fedor Telkov, que mantém um fotoblog na página da internet em russo do Serviço Mundial da BBC, viajou para a Sibéria para conhecer o povo indígena Khanty, cujo estilo de vida é ameaçado pela indústria de produção de petróleo.

Os Khanty vivem da caça, da pesca e da criação de renas. Os animais são usados como transporte, sua carne pele é usada na produção de agasalhos e sua carne consumida.

No entanto, os campos de extração de petróleo instalados na área ameaçam o equilíbrio natural, já que afugentam os ursos - predadores naturais das renas - aumentando a concentração destes animais em outras partes da região.

Telkov visitou a família Kazamkin, que, como muitas famílias Khanty, aderiram ao "turismo étnico" para aumentar os ganhos. Eles recebem turistas que querem conhecer o estilo de vida índigena.