sábado, 17 de dezembro de 2005

(Fonte da imagem)

RITOS DE PASSAGEM INDÍGENAS ( Fonte )
Ao nascer a criança tem um rito de passagem, recebe a fumaça abençoada pelo pajé. Quando a criança se coloca de pé e fala, ela recebe o batismo do pajé. O ritual começa às três da madrugada e vai até o amanhecer. Canta-se canções da origem do mundo. A criança é apresentada pelo padrinho e recebe seu nome, que é intuido pelo pajé, de acordo com o Pai espiritual (ancestral) da criança. Segundo Kaka Werá Jecupé (Clarão Dourado do Raio no Chão), existem sete pais espirituais, cada um representa uma força da natureza: terra, fogo, água, vento, mineral, vegetal e animal. Os nomes são escolhidos entre o reino animal, mineral e vegetal. O segundo ritual de passagem é quando as crianças saem do círculo da aldeia (com 12/13 anos). Nesta fase se faz uma briga com tapuava (?). É nesse momento que param de atirar flechas no chão e passam a atirar em um alvo. Com 17 ou 18 anos os jovens dançam uma luta com as mãos para trás. Lutam com o coração.

Rito da Terra/do guerreiro: são 33 dias, divididos em quatro tempos (etapas). O objetivo é se tornar um Avaí, um ser íntegro. Em um círculo criado pelo pajé, o jovem passa quatro, sete, nove e 13 dias dentro do círculo, num lugar desconhecido, sem alimentos. Após os quatro primeiros dias já podem casar.

10 comentários:

Palpiteira disse...

Ele passa por tudo isso e depois se mistura a nós, brancos, com cultura completamente diferente e com um poder de persuasão terrível. No final, não sobrará muito para contar a história.
Bejio. Bom domingo.

Margaret Dal-Ri disse...

Acho muito interesantes estes rituais e simbólico a luta "com o coração".
Assiti um documentário sobre a preparação do rapaz para o casamento.É muito sofrido também.Acho que na visão deles para alcançarem o paraíso, precisam passar pelo purgatório.

luciane disse...

Oi,Angela Ursa! Interessante esses rituais. Engraçado como por mais diferentes que as culturas sejam entre si, os motivos para algumas celebrações parecem ser similares. O recém nascido e depois a passagem da infância para a fase adulta, por exemplo, parecem ser comemorados ou celebradados em todas as culturas, de uma forma ou de outra.
A foto do indiozinho ficou linda!
Beijo e boa semana.

Angela Ursa disse...

Amiga palpiteira, espero que ele seja forte o suficiente para preservar a cultura dele quando crescer :)) Beijos!

Margaret e Luciane, esses rituais são muito interessantes mesmo. Beijos da Ursa

Lia Noronha disse...

Ursa: essa necessidade de comemorar..nasceu com o ser humano...a verdadeira celebração!!!
Amei as fotos e todo o texto...por essas e outras que te admiro tanto,e que faço desta Floresta um ritual diariamente inserido no meu Cotidiano...
Beijos bem carinhosos minha amiga!

Angela Ursa disse...

Amiga Lia, é verdade, a celebração do nascimento faz parte de diversas culturas. Beijos e carinho da Ursa! :))

Jôka P. disse...

Obrigado pela luz.
E pelo carinho.
Estou precisando mesmo.
Bj,
Jôka P.

Lia Noronha disse...

Ursa: passei pra te desejar um segunda feira bem legal!!!
Beijos com o carinho urbano de sua amiga Lia.Ok?

Matilda Penna disse...

Bonito ritual, bonita foto.
Gostei muito.
Beijos, :).

Angela Ursa disse...

Amigo Jôka, fui no seu blog agora, mas não está abrindo a página completa aqui. Mandei um e-mail para você. São 18h. Vou dar uma saída agora, mas volto à noite. Beijos e carinho no seu coração!

Amiga Lia, tenha um ótimo início de semana também. Beijos carinhosos da Ursa!

Amiga nanbiquara, é uma graça esse menino da foto. Beijos!