segunda-feira, 20 de março de 2006

Ritual da fertilidade dos Kaxinawá, um dos mais belos da cultura indígena acreana
(Fonte da imagem:
Página 20)
Povo Kaxinawá

Saúde Indígena: Uma Realidade de Abandono
(16/03/2006, Local: Brasília - DF Fonte:
CIMI - Conselho Indigenista Missionário)
O Conselho Indigenista Missionário vem a público manifestar sua apreensão e preocupação com a realidade de abandono a que as comunidades indígenas estão submetidas, de modo especial no que se refere à política de assistência à saúde. No estado do Tocantins, nos últimos cinco meses, morreram 15 crianças do povo Apinajé, em função de diarréia, vômito, gripe e febre. No Mato Grosso do Sul, morreram dezenas de crianças Guarani-Kaiowá devido à desnutrição. No Pará sete crianças do povo, Munduruku morreram vítimas de infecções intestinais. No Amazonas, as organizações indígenas vêm denunciando de forma sistemática o descaso nos serviços de saúde e o alastramento de doenças infecto-contagiosas. Em Roraima, entre os Yanomami, os índices de malária voltam com intensidade, em função do abandono nas ações preventivas em saúde, especificamente nos serviços para o combate ao mosquito transmissor da doença. No Acre, 10 crianças Kaxinawá, do Alto Juruá, morreram em conseqüência da diarréia. Nos estados do Sudeste e do Sul, foram registrados dezenas de casos de desnutrição em crianças Guarani e Kaingang, com casos de mortes em aldeias que, na sua maioria, encontram-se localizadas em pequenas áreas de terras devastadas pelo processo colonizador. No Mato Grosso, o governo assistiu passivamente a morte de crianças Xavante, da terra indígena Marawatsede. Esta área, já demarcada e homologada, continua fora do domínio do povo Xavante, invadida por fazendeiros da região. No estado do Maranhão, 14 crianças da aldeia Bananal morreram em 2005, e em janeiro de 2006, foram registradas mais seis mortes, as causas foram diarréia e desnutrição. Em Rondônia, a ausência de uma intervenção consistente por parte da Funasa tem causado o alastramento de doenças infecto-contagiosas, a exemplo das hepatite tipos B e C. Ao quadro de mortalidade infantil e do alastramento de doenças, somam-se dezenas de óbitos de adultos por malária, tuberculose e hepatite. Doenças essas que deveriam estar erradicadas em nosso país, mas que pela omissão do Estado e pelo fracasso de suas políticas voltadas para a assistência à saúde, às atividades produtivas e pela paralisia nos processos de demarcação das terras indígenas e falta de proteção destas terras, tornam-se devastadoras. Mesmo nos estados em que os povos indígenas encontram-se articulados e suas organizações têm tido maior controle social sobre a assistência na área de saúde, verifica-se o total sucateamento dos equipamentos médicos e dos veículos que atendem as comunidades. Em diversas localidades, funcionários são obrigados a cruzar os braços devido ao atraso no pagamento de seus salários, a exemplo do que acontece no Distrito Sanitário Yanomami. A situação é de uma gravidade sem precedentes e exige do poder público providências enérgicas e ações contundentes para combater a fome, a desnutrição e as doenças causadas por parasitoses, por mosquitos e a intensificação das endemias e epidemias. Ao contrário disso, assiste-se a omissão e a negligência do órgão responsável pela assistência à saúde indígena, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entregue a grupos políticos e usada como instrumento de aliança política. A Funasa tem sido morosa na implementação de projetos de saneamento e de construção de postos de saúde nas aldeias em todo o Brasil, bem como na perfuração de poços para assegurar água potável nas comunidades. A falta de água de qualidade nas comunidades indígenas é um desencadeador de doenças que poderiam ser facilmente evitadas. Esta realidade tem, na sua essência, vários fatores: ( Clique aqui para ler a matéria completa )

7 comentários:

Janaina Staciarini disse...

Falta de água com qualidade é um problema sério. Ainda mais para quem tira parte de seu sustento dela...
Beijos, Angela!

Márcia(clarinha) disse...

Esse ritual deve mesmo ser uma beleza.
Saúde? minha querida se nós,ditos civilizados,colocam no fundo do poço,imagino para os índios.
Água cada dia mais poluída,sem tratamento digno e se esgotando,que ainda possam ter acesso e boa saúde.
linda semana,
beijosssssssssssssss

Jôka P. disse...

Querida Ursa,
recebi o seu e-mail e agradeço muito !
Bjs!
:D

Angela Ursa disse...

Janaína e Márcia Clarinha, a água é uma questão vital de sobrevivência. Daqui a pouco onde é que vamos ter água limpa para beber? Beijos!

Jôka, espero que você tenha ficado mais tranquilo sobre o remédio. Beijos da Ursa :))

Jonas Prochownik disse...

Ursa, admiro e respeito o teu empenho pelos indios. Beijos e uma otima semana pra vc. do Jonas.

Angela Ursa disse...

Jonas, obrigada pelo seu apoio! Beijos da Ursa :))

luciane disse...

Angela, que vergonha! Essas crianças morrem em decorrência das condições de pobreza em que vivem. Isso é uma questão de infraestrutura sanitária, pois é a falta dela que desencadeia essas doenças.
Que tristeza!