domingo, 11 de fevereiro de 2007


Lançamento de livro: Ajuda do Saci, de Olívio Jekupé

Um Saci Diferente

No Folclore tradicional, o SAci é um traquinas! Some com objetos, azeda o leite, quebra ponta de agulhas; mas o Saci indígena...

O Kamba’i ou Jaxi Jatere, como é chamado o saci na língua guarani, não é um traquinas como se conhece no folclore tradicional. A surpresa que traz o livro Ajuda do Saci, do indígena Olívio Jekupé, com ilustrações de Rodrigo Abrahim, é a de um saci protetor dos animais e da floresta. Comportado e comprometido com a natureza, chega a ajudar um pequeno kunumi que sofreu um acidente na cidade grande.
O Kamba’i é uma personagem indígena que vive na floresta e usa um colar que lhe dá poderes. “Ele não gosta de ver ninguém destruindo a natureza, por isso, ao entrar na mata, é preciso pedir autorização a ele citando seu nome: Kamba’i”, avisa Olívio.
Lançamento bilíngüe da Editora DCL – Difusão Cultural do Livro, Ajuda do Saci conta a história de Vera, um indiozinho que deseja estudar na cidade e ter o conhecimento dos não-índios. Depois de superar as dificuldades de adaptação ao novo ambiente e vencer preconceitos, tudo parecia estar resolvido; até que Vera é atropelado por um carro e fica paraplégico.
Olívio sempre achou que o índio deveria estudar e reflete sobre isso desde os anos 1980, quando era raro escolas em aldeias. “Foi assim, observando o passado difícil e lembrando de alguns índios que conheci, que se mudaram para a cidade afim de estudar, que escrevi a história desse indiozinho obstinado, o Vera”, conta o autor.
Dos anos 1980 para cá, muita coisa mudou e hoje o índio está mais inserido na cultura dos não-índios. A idéia de escrever esse livro em português e em guarani vem ao encontro dessa mudança e é para ser lido por leitores indígenas e não-indígenas. As crianças da aldeia aprendem desde cedo a falar guarani e as crianças não-indígenas poderão ter, pela primeira vez, o contato com a língua escrita.
As ilustrações de Rodrigo Abrahim, em aquarela, cabem tão bem ao enredo do livro quanto a ajuda que o saci dá ao pequeno índio.
O autor Olívio Jekupé é do Paraná. Estudou Filosofia e é presidente da Associação Nhe’ e Porá, na Aldeia Krukutu, em São Paulo, onde mora com sua família. Autor de livros infantis e juvenis, viaja pelo Brasil e exterior divulgando a cultura guarani.
O ilustrador Rodrigo Abrahim é de Manaus. Estudou Desenho Industrial em 2003, desde então vem se aprimorando, principalmente, na ilustração de livros infantis e juvenis e na arte de contar e desenvolver histórias.

Editora DCL - Difusão Cultural do Livro
Tel./Fax: (11) 3932-5222 - ramal: 139 - (11) 9569 2742
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02712-120 - São Paulo - SP

8 comentários:

Jôka P. disse...

Ursinha, estamos arrasando na foto aqui na sua floresta ! Que Copacabacanérrimo !
ADOREI !
Ah...já coloquei o post de aniversário da minha irmã, Môka, será que viria até a Avenida nos dar a honra de nos deixar um beijo seu ?

Angela Ursa disse...

Querido Jôka, essa foto representa um pedaço de Copacabana dentro da Floresta. E viva a nossa amizade!! Beijos da Ursa :))
PS: Vou lá ver o post da Môka.

Diana disse...

Bom dia.....

Que bom a cultura brasileira ser diversificada....mostrada em essencia....
Boa semana...
Bjs...

Matilda Penna disse...

Adorei o Saci Indígena, o Kamba’i ou Jaxi Jatere, ele é um saci protetor dos animais e da floresta, gostei disso.
Gosto dessas histórias indígenas, muito.
Beijos, :).

Kristal disse...

Querida Angela, já tive um namorado cujo apelido era saci.
E um outro que eu chamava de tripé.
Adivinha qual deles eu preferia ?
Beijos kristalinos

Janaina de Almeida disse...

Interessante a história do saci indígena.
Beijos e uma boa semana,
Janaina de Almeida, Vila Isabel, Rio de Janeiro.

Angela Ursa disse...

Diana e Nanbiquara, a Ursa também não conhecia o saci indígena ;)) Beijos!

Kristal, estou rindo do apelido tripé, que você colocou num dos seu namorados. Beijos!

Janaína, que bom que você gostou da história. Depois tem mais! Beijos

Rodrigo disse...

Querida,

adorei os comentários sobre minhas ilustrações.
Obrigado pela divulgação.

Um grande abraço,
Rodrigo Abrahim.