quinta-feira, 13 de setembro de 2007


Festa caiçuma, saudação à natureza
(informações extraídas do site Kaxi - Comunicação - Marketing)

Guerreiros, altivos, nômades, bons caçadores, que se vestem em belos kusmas, se pintam com os mais variados desenhos e cores, enfentando-se com pulseiras, colares e cocares coloridos, dando um toque especial à riqueza natural de sua terra. Eles são os Ashaninka, povo indígena originário dos Incas peruanos que hoje habita diversas aldeias espalhadas ao longo do Rio Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo, no extremo-oeste do Acre, próximo à fronteira do Brasil com o Peru.
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No final da tarde, finalmente, chegamos à aldeia central dos Ashaninka. Depois de um esforço para subir os barrancos enlameados e muito lisos, o cacique Antônio Pianco nos deu as boas-vindas e nos conduziu para o grande alojamento de visitantes, construído há alguns anos na aldeia com o apoio do governo do estado. “Sintam-se à vontade, porque vocês são bem-vindo para conhecer a nossa terra e o nosso povo”, disse o cacique, esbanjando simpatia.
Refeitos do temporal que nos pegou no rio, nos dirigimos ao outro lado do Rio Amônia, onde a grande maioria dos índios estreava na casa de Benke Pianco, filho do cacique Antônio, a festa da caiçuma — bebida inebriante feita de mandioca fermentada — que leva os índios a tocar, a dançar e cantar durante dias seguidos músicas que retratam o seu cotidiano na floresta. A festa havia começara na manhã daquele mesmo dia e duraria até acabar a caiçuma, feita por algumas famílias da aldeia central. Pela tradição, a festa da caiçuma só termina depois de consumida toda a bebida preparada, o que pode demorar até quatro dias.

7 comentários:

Pepe Luigi disse...

Angela,
Maravilhosa esta tua história contada na primeira pessoa.

greentea disse...

acho que estava a precisar de entrar na festa da caiçuma....

beijinhos

Janaina Staciarini disse...

Adorei a foto... ksumas são aquelas coisas tipo ponchos? São lindos.

Matilda Penna disse...

Quatro dias de festa?
Viva a Festa da Caiçuma!
Beijos, :).

Angela Ursa disse...

Pepe, essa história é parte de um relato de um repórter em visita a esse povo indígena. No link, você pode conhecer o texto completo. Beijo!

Greentea, essa festa deve ser muito animada mesmo. Beijos!

Janaína, não sei dizer a você se são parecidos com ponchos. Posso me informar a respeito. Beijos da Ursa!

Nanbiquara, pois é, que festança! :)) Beijos da Ursa

Maria Clarinda disse...

Olá! Tive que estar ausente umas semanas. Agora de regresso vim passar momentos sempre intensos no teu espaço. Obrigada por eles. Jhs.

Angela Ursa disse...

Clarinda, seja sempre bem-vinda à floresta! :)) Beijos da Ursa