sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Assista o vídeo clicando AQUI

Gato mutilado descobre maneira de caminhar sobre duas patas
(Fonte: O Globo)

Deuce perdeu grande parte das duas pernas traseiras e sobreviveu em uma região de floresta deOklahoma (EUA) por cerca de um mês. Até que o gato foi resgatado. "Ele é um milagre total. Pensar que um gato poderia sobreviver a um ferimento dessa gravidade e ser capaz de viver no seu ambiente sem alimento e proteção", disse uma veterinária de uma clínica em Quail Springsonde o bichano está sendo tratado. Especialistas estão providenciando próteses para Deuce, contou reportagem do canal 3News. Mas, inquieto, o animal já desenvolveu uma técnica para andar sobre duas patas.

"Ele está compensando (a perda das pernas) muito melhor do que pensávamos que poderia", comentou a veterinária. A clínica espera que Deuce possa ser posto para adoção como qualquer outro gato.

sábado, 20 de agosto de 2011

Comunidade de Tumbira na na Reserva Florestal do Rio Negro (Google Street View)


Google Street View começa a mapear a Floresta Amazônica
Com a ajuda do povo local, equipes deverão fazer registros do Rio Negro e da comunidade Terra Preta

19 de Agosto de 2011
O Google começou a mapear a Floresta Amazônica para captar imagens do Rio Negro e da comunidade local. Segundo o blog oficial da empresa, as equipes de câmeras foram despachadas de barco na região, a fim de registrar detalhes da maior floresta tropical do mundo e disponibilizar os materiais no Google Street View.

A primeira fase do projeto começou esta semana e deve durar cerca de 20 dias. As equipes do Google, que contam com a ajuda de indígenas locais, irão captar imagens do Rio Negro e da comunidade Terra Preta, usando os triciclos de câmeras do Google Street View, que serão acoplados em barcos. A ideia é que registros dos ambientes de vida daqueles que habitam a floresta sejam publicados na plataforma.

"Quando todas as imagens forem carregadas na internet, poderemos compartilhar a cultura local e a beleza da Amazônia com qualquer pessoa e em qualquer lugar do mundo", disse Karin Tuxen-Bettman, líder do time. "Sem a visão, criatividade e dedicação de nossos parceiros esta tarefa não seria possível", concluiu.

O projeto está sendo realizado em conjunto com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que pretende aumentar a conscientização sobre a situação atual da floresta tropical.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Beija-flor da floresta da Ursa, descansando escondido no meio dos galhos (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

domingo, 24 de julho de 2011

Índio Yawalapiti (fonte)
(Fonte da imagem)

Índios Potiguara (fonte da imagem)



"Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente."
(trecho da letra da música Índios, de Renato Russo)

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Ursa enfrenta dois tigres com filhotes nas costas
(Fonte: BBC Brasil )

Galeria de Fotos: Mãe ursa x Tigres (CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR)

  • Foto: Caters News
    Um fotógrafo conseguiu capturar o momento em que uma ursa enfrentou dois tigres para proteger os filhotes, que passaram todo o tempo agarrados às suas costas. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    A ursa avistou um dos tigres e pulou em sua direção, afugentando-o imediatamente. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    Mas, o outro tigre se aproximou de forma ameaçadora. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    A mãe protetora levantou as patas dianteiras e enfrentou o felino com os filhotes nas costas. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    "Ursos e tigres são animais poderosos que normalmente se evitam, mas a ursa estava com seus filhotes e se sentiu ameaçada. Por isso ela avançou na direção do tigre", conta o fotógrafo Aditya Singh. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    O confronto, que durou menos de três minutos, aconteceu na Reserva de Tigres de Ranthambore, no Rajastão, na Índia. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    O tigre acabou batendo em retirada. Foto: Caters News
  • Foto: Caters News
    A mãe ursa pôde então voltar à tranquilidade com seus filhotes. Foto: Caters News

Mãe ursa x Tigres

Um fotógrafo conseguiu capturar o momento em que uma ursa enfrentou dois tigres para proteger os filhotes, que passaram todo o tempo agarrados às suas costas.

O confronto, que durou menos de três minutos, aconteceu na Reserva de Tigres de Ranthambore, no Rajastão, na Índia.

Os tigres se aproximaram da ursa, que bebia água com seus dois filhotes.

Ela avistou um dos tigres e pulou em sua direção, afugentado-o imediatamente.

Mas o outro tigre se aproximou de forma ameaçadora. A mãe protetora levantou as patas dianteiras e enfrentou o tigre com os filhotes nas costas.

"Ursos e tigres são animais poderosos que normalmente se evitam, mas a ursa estava com seus filhotes e se sentiu ameaçada. Por isso ela avançou na direção do tigre", conta o fotógrafo Aditya Singh, que vive nos arredores da reserva e visita a região diariamente.

"Acho que a mãe protetora decidiu que a melhor defesa era o ataque", diz Singh.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cogumelo que emite luz é encontrado no Brasil após 170 anos
(Fonte: Estadão)

Fungo bioluminescente é o maior do Brasil e um dos maiores do mundo


Esse tipo de cogumelo ainda é conhecido popularmente como "flor de coco (Foto: Divulgação/USP)

Pesquisadores encontraram no Piauí um cogumelo que emite luz e que tinha sido avistado pela última vez há quase 170 anos.

A pesquisa do grupo de cientistas da USP e das universidades americanas de San Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista científica Mycologia.

O Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.

"Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo", disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP.

"Este foi o maior, um grupo deles emite quantidade considerável de luz", afirmou.

'Flor de coco' Em 1840, o cogumelo foi descoberto pelo botânico britânico George Gardner quando viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila onde hoje fica a cidade de Natividade, em Tocantins.

Chamado pelos locais de "flor de coco", o fungo bioluminescente foi classificado comoAgaricus gardeni e não foi mais visto desde então.

"Fiquei sabendo que existiam ainda fungos assim por volta de 2001. Nos anos seguintes, me chegavam relatos de Tocantins e Goiás de um cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz", diz Stevani.

"Mas fotografia mesmo vi só em 2005, uma tirada no Piauí", afirma ele, que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo.

"As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas", explica.

Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como "flor de coco".

Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil .

A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso.

Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insetos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução. Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do fungo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.



domingo, 10 de julho de 2011


A toxina da Carambola

A fruta carambola pertence à família das Oxalidácea, espécie Averrhoa carambola. Acredita-se que tenha se originado no Sri-Lanka e nas ilhas Molucas, mas vem sendo cultivada no sudeste da Ásia e Malásia por vários séculos e aclimatada em vários países tropicais como o Brasil. Ela é classificada como um fruto subtropical.

Algumas subespécies (das dez existentes) têm sido utilizadas para polir metais, especialmente bronze, uma vez que ela dissolve manchas e ferrugem, devido, provavelmente, ao seu alto teor de ácido oxálico. É também utilizada, na Índia, para estancar hemorragias, aliviar sangramento de hemorróidas. No Brasil, a carambola é recomendada a diabéticos como hipoglicemiante (abaixa o teor de açúcar do sangue), como diurético e indicada em queixas renais e de vesículas.

As frutas mais azedas têm um alto teor de ácido oxálico e não bicham, as maiores e mais coloridas têm menos desse ácido.

No entanto, o ácido oxálico pode ser altamente tóxico para doentes renais.

Em pessoas com a saúde renal normal, a toxina é filtrada pelo rim e eliminada do organismo, sem qualquer problema. Mas se o rim não funciona, a toxina concentra-se no sangue, atinge os neurônios e provoca soluços e convulsões. Pacientes renais são proibídos de comer o fruto ou qualquer derivado, sendo o ácido considerado uma neurotoxina (age no sistema nervoso). Casos de morte já foram registrados, pois a forte convulsão é praticamente irreversível.
A cura pode se dar através de hemodiálise.

Cientistas dizem que "a árvore, em sua evolução, selecionou a toxina para se defender do ataque das moscas da fruta."
_______________________
Mais informações:


Alimentos ricos em ácido oxálico: chocolate, espinafre, morango, beterraba, farelo de trigo
Efeito inverso: a bebida, usada normalmente para evitar o ganho de peso, está relacionada ao aumento no acúmulo de gordura na cintura

Refrigerantes diet aumentam acúmulo de gordura na cintura
(Fonte: Exame.com)

A bebida eleva ainda os riscos de diabetes tipo 2, derrame e doenças cardíacas

São Paulo - Os refrigerantes diet sempre estiveram relacionados a hábitos saudáveis, já que contêm poucas calorias. Mas eles podem ser extremamente prejudiciais à saúde, apontam pesquisas recentes. Segundo dados apresentados em uma conferência da Associação Americana de Diabetes, o consumo regular da refrigerante dietético resultou em um aumento até 70% maior na circunferência da cintura em relação às pessoas que não consomem a bebida. Esses refrigerantes ainda aumentariam os riscos de diabetes tipo 2, síndrome metabólica, derrame e doenças cardíacas.
Diabetes - Outra pesquisa apresentada durante a conferência mostrou que os refrigerantes diet também estão relacionados com o diabetes tipo 2. No estudo, também da Universidade do Texas, a equipe mostrou que camundongos que ingeriam aspartame — adoçante usado nas bebidas — tinham níveis elevados de glicemia em jejum, um indicador do diabetes ou da condição pré-diabética.
Não é a primeira vez que se apontam os riscos dos refrigerantes dietéticos. Um estudo publicado no começo de 2011 já alertava que os refrigerantes diet podem ser responsáveis pelo aumento dos riscos de infarto e derrames.
No estudo, pesquisadores pela Escola de Medicina da Universidade do Texas analisaram dados de 474 adultos durante quase dez anos. Os voluntários informaram a frequência da ingestão do refrigerante diet e tiveram a circunferência da cintura, altura e peso medidos em quatro momentos diferentes. O objetivo era rastrear qualquer relação entre a bebida e o acúmulo de gordura no corpo com o passar do tempo.
Ao fim do estudo, os pesquisadores perceberam que a média da cintura de todos os participantes tinha aumentado. Mas aquelas pessoas que consumiam periodicamente refrigerantes diet tiveram um aumento 70% maior do que os que não consumiam refrigerantes de qualquer espécie. o período entre a primeira e a última medição foi nove anos e seis meses. Entre os consumidores mais vorazes, que bebem dois ou mais refrigerantes diet ao dia, o aumento na cintura foi de 500%.
Os motivos exatos que relacionam a bebida ao acúmulo de gordura abdominal, no entanto, não foram descobertos pela equipe de pesquisadores. Uma das hipóteses é a de que essas bebidas enganariam o cérebro, já que alimentos doces tendem a ser altamente calóricos, o que não acontece com a bebida. Assim, o cérebro estaria recebendo uma resposta errada do refrigerante, por causa do seu gosto doce. Algumas pesquisas afirmam que isso levaria o organismo a acumular mais gordura de reserva; outras, que isso aumentaria o apetite por alimentos altamente calóricos para suprir a lacuna criada pela bebida.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Leoa cinegrafista
(Fonte: BBC Brasil - Clique nas imagens para ampliar)

  •  Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    O fotógrafo Roger de la Harpe teve uma câmera de vídeo 'roubada' por uma leoa e conseguiu imagens surpreendentes do ponto de vista do felino. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Harpe fotografava os felinos do Parque Tswalu, na África do Sul. Para obter um ponto de vista diferente, deixou uma câmera no chão, ao localizar um grupo de leoas. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Mas, quando as leoas se aproximaram, uma delas ficou curiosa, começou a farejar e lamber a câmera, antes de levar o aparelho embora. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Harpe, que é fotógrafo de natureza há 25 anos, ficou impressionado. A leoa pegou a câmera cuidadosamente, pela parte de trás, deixando as lentes livres. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Depois do roubo, o fotógrafo começou uma busca que durou cerca de meia hora, seguindo a leoa. Neste período, a câmera fez imagens incrivelmente claras do ponto de vista do felino. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    'Não preciso dizer que tinha muita saliva de leão na câmera, mas, fora isto, não tinha sequer um arranhão', afirmou Harpe. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Depois de um tempo, a leoa depositou a câmera delicadamente no chão. 'A última coisa que eu esperava era que ela fugisse com a câmera', contou o fotógrafo. Imagem: Roger de la Harpe/Caters
  • Imagem: Roger de la Harpe/Caters
    Harpe ainda teve que procurar a câmera na vegetação, deixando sua esposa e sobrinha no jipe. Ao assistir o vídeo no computador, o fotógrafo afirmou que 'não conseguia acreditar no que estava vendo. (...) Não é algo que se vê todo dia'. Imagem: Roger de la Harpe/Caters

Leoa cinegrafista

Um fotógrafo sul-africano teve sua câmera "roubada" por uma leoa, em uma reserva da África do Sul, que a levou em sua boca e colheu imagens inusitadas.

Roger de La Harpe, da agência Africa Imagery, fazia fotos na Reserva de Tswalu junto com sua esposa e sobrinha. Ao localizar três leoas caminhando ao longe, ele pensou em conseguir um ponto de vista diferente, deixou uma câmera de vídeo digital ligada no chão e se afastou para um lugar seguro.

Mas, quando as leoas se aproximaram, uma delas mostrou um comportamento diferente: ela começou a farejar a câmera e, em seguida, pegou o aparelho com a boca e o levou embora.

Ao invés de pegar pela frente, bloqueando a visão, a leoa pegou a câmera pela parte de trás, o que acabou rendendo em ótimas imagens colhidas de ângulos pouco comuns.

Depois de meia hora de buscas seguindo a "leoa cinegrafista", o fotógrafo conseguiu recuperar sua câmera, abandonada pela leoa. A observar as imagens em seu computador, se surpreendeu com sua qualidade.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um dos micos-leões-de-cara-dourada do grupo invasor de Niterói - Foto; Angelo Antônio Duarte


Grupo formado por mico-leão-de-cara-dourada ameaça mico-leão-dourado no estado

Por Roberta Jansen (roberta.jansen@oglobo.com.br) | Agência O Globo

Ironia das ironias, a tirar o sono de biólogos e especialistas em conservação. Atualmente, uma grande ameaça à sobrevivência do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é o mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas). Enquanto a área de ocorrência do primeiro é o Norte Fluminense, o segundo vive no Sul da Bahia e, em escala bem menor, no Nordeste de Minas. Ou seja, eles nunca deveriam se encontrar. Mas não se sabe bem como nem quando um grupo de micos-leões-de-cara-dourada chegou a Niterói e, por lá, se multiplicou. Já são 107 indivíduos, segundo a última contagem oficial, e eles estão a menos de 100 km da área do mico-leão-dourado, o mais ameaçado dos micos.
- É uma história muito estranha, que não poderia nunca estar acontecendo - afirma o diretor do Programa Mata Atlântica da ONG Conservação Internacional, Luiz Paulo Pinto. - Mas se trata de um grupo grande. Ele preocupa tanto o Instituto Chico Mendes quanto várias organizações porque está muito próximo da área do mico-leão-dourado, que é uma outra espécie.
Os dois micos são catalogados oficialmente como ameaçados de extinção. Mas enquanto existem pelo menos 6 mil indivíduos do mico-leão-de-cara-dourada na natureza, o número de micos-leões-dourados não passa de 1,2 mil. Especialistas em conservação dizem que o mínimo ideal seria de 2 mil.
- A situação do mico-leão-dou$é muito crítica - afirma Pinto. - Com esse número restrito de indivíduos, se acontecer uma doença, por exemplo, boa parte da população seria dizimada. A única coisa que ameniza um pouco a sua situação é que grande parte deles está em área de conservação, o que garante maior proteção. Mas, mesmo assim, é muito preocupante.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ISOLADOS
Foto aérea de malocas e roçados, vestígios da presença de índios isolados na Amazônia


Funai encontra indícios da existência de novo grupo de índios isolados na Amazônia
Malocas e roçados no meio da floresta são sinais de que cerca de 200 índios viveriam em tribo sem contato com "não-índios"

Nas últimas décadas, diversas etnias e grupos indígenas brasileiros passaram a participar da vida política do país, levando demandas a governantes, protestando e lutando pela demarcação de suas terras. Apesar dessa crescente participação, ainda existem no Brasil grupos de índios que não querem entrar em contato com o "homem branco", e vivem em estado de isolamento voluntário. Esses povos são conhecidos como índios isolados.

Nesta terça-feira (21), a Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou a descoberta de mais um desses grupos, no meio da floresta amazônica. A Frente de Proteção Etnoambiental da Funai encontrou indícios da existência de um grupo de 200 pessoas, provavelmente pertencente à família linguística Pano, na fronteira do Brasil com o Peru.

Os técnicos da Funai primeiro identificaram, em imagens de satélites, três grandes clareiras no meio da floresta, no Vale do Javari, uma terra indígena que fica no sudoeste do Amazonas. Ao sobrevoar o local, encontraram vestígios de presença recente de índios na região, como malocas e roçados. "A roça, bem como as malocas, são novas, datadas de no máximo um ano. O estado das palhas usadas na construção, e a plantação de milho indicam isso. Além do milho, havia banana e uma vegetação rasteira que parecia ser amendoim, entre outras culturas”, explica Fabricio Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai.

Segundo a Funai, o Vale do Javari tem maior concentração de grupos isolados da Amazônia, e possivelmente do mundo. Nos últimos cinco anos, técnicos e antropólogos encontraram mais de 90 indícios de ocupação desses grupos, como malocas e roças. A estimativa é que a população total desses povos seja de 2 mil pessoas.

A situação dos índios isolados é bastante delicada.Ao mesmo tempo que é necessário conhecer melhor seus hábitos para protegê-los, é preciso respeitar os limites do isolamento. O contato com não-índios pode disseminar doenças comuns, como a gripe, que pode exterminar povos inteiros, já que esses índios não têm anticorpos para se defender dessas doenças. Além disso, Amorim explica que atividades como a pesca ilegal, a exploração madeireira, o garimpo e narcotráfico também são ameaças ao grupo. "Outra situação que requer cuidados é a exploração de petróleo no Peru, que pode refletir na Terra Indígena do Vale do Javari”, diz o coordenador da Funai.

Em 2008, as primeiras fotografias de uma das quatro etnias que vivem isoladas na fronteira entre o Brasil (no Acre) e o Peru estamparam as primeiras páginas dos jornais e sites. As imagens foram feitas a partir de um pequeno avião. Os índios lançaram flechas contra a aeronave.

BC

terça-feira, 21 de junho de 2011



Dicas de sites para ajudar a fazer um mundo sustentável
(Fonte: site Olhar Digital)

Conheça sites totalmente dedicados a cuidar do planeta. Você se diverte e, de quebra, deixa a Terra mais limpa: TerraCycle - Portal de Artesanato - Ciclo Vivo - Instructables

A idéia é bastante simples e pode ser muito divertida: reaproveitar tudo o que utilizamos e, conseqüentemente, deixar menos lixo no mundo. No TerraCycle o conceito é o seguinte: você troca resíduos por objetos criados com material reciclável. Simples assim e sem sair de casa. Só neste site, já são mais de 180 mil pessoas colaborando com o meio ambiente e se divertido. E você? Vai ficar de fora?

No Portal do Artesanato você aprende passo a passo como fazer objetos bem bacanas com os mais variados tipos de material, seja lata, papel, vidro ou qualquer outra coisa reaproveitável. É só entrar na seção de reciclagem e começar a brincar. Tem muita coisa interessante para deixar a decoração da sua casa pra lá de charmosa...

Dedicado à preservação do meio ambiente e sustentabilidade, o Ciclo Vivo tem notícias, charges, vídeos e, claro, muitas dicas e idéias de coisas que você pode fazer para ser ecologicamente correto. O site é bem completo. Além de criar coisas interessantes a partir de material reciclável, o mais legal talvez sejam as dicas de atitudes que contribuam com um mundo sustentável.

Nosso último escolhido é o “Instructables”. Apesar de estar toda em inglês, essa página é mundialmente famosa. E você aprende a criar muita coisa; de roupas a robôs. São centenas de tutoriais. Tem idéia de sobra pra você passar o tempo, se divertir e ajudar a salvar o planeta.

Prepare idéias e criatividade. Quem se arriscar e criar alguma coisa, envie pra gente, escreva, conte sua experiência. A gente quer saber... afinal, todos juntos podemos, sim, fazer um mundo melhor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novo exemplar de abelha da família Euglossa foi encontrada na Colômbia. Especialistas afirmam que a língua do inseto chega a ser duas vezes maior que o tamanho total do corpo (Foto: Divulgação/Universidade Nacional da Colômbia)

Abelha colorida e com língua grande é descoberta na Colômbia
(
Fonte: G1 )

Exemplar foi encontrado em reserva próxima à fronteira com o Equador.
Tamanho da língua chega a ser duas vezes maior que o corpo do inseto.
Do Globo Natureza, em São Paulo

Pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia encontraram um novo exemplar de abelha da família Euglossa que chama a atenção por sua diversidade de cores, mas, principalmente, pelo tamanho de sua língua, que chega a ser duas vezes maior que próprio corpo do inseto
Denominada Euglossa natesi, o espécime foi encontrado na região da floresta Amazônica, próxima à fronteira com o Equador. O exemplar complementa a lista de abelhas de orquídeas, chamadas assim por sua ação polinizadora e relação especial com as flores.

De acordo com Rodulfo Ospina, professor do Departamento de Biologia da universidade colombiana e um dos responsáveis por descrever o novo inseto, a particularidade desta abelha é que por sua língua ser maior, há possibilidade de plantas diferentes serem polinizadas.
Todas as abelhas do gênero Euglossa chamam a atenção por suas cores chamativas (azul, verde, bronze e dourado). O exemplar em questão foi coletado em 2005, na Reserva Natural Privada Rio Nambi, na fronteira com o Equador. Cientistas estimam a existência de 20 mil espécies de abelhas em todo o mundo.

domingo, 12 de junho de 2011

Ratazanas da pradaria são fiéis aos parceiros até depois da morte (Foto: Kyle Gobrogge/Zuoxin Wang Lab)

Dia dos Namorados

Cobaia da ciência, roedor da pradaria vira símbolo de fidelidade nos EUA

Ratazana é uma das poucas espécies com relacionamento monogâmico.
No Valentine's Day, casais dão de presente animal de pelúcia ou porcelana.
Luna D'Alama

Um roedor pouco conhecido no Brasil está virando símbolo de amor e fidelidade nos Estados Unidos. Casais apaixonados aproveitam o Dia dos Namorados, celebrado no restante do mundo em 14 de fevereiro, para presentear seus companheiros com uma ratazana da pradaria (prairie vole, em inglês) de pelúcia ou porcelana.
Isso porque o animal é uma das poucas espécies de ratos que vivem relacionamentos monogâmicos até que a morte os separe – e além dela. Quando o parceiro morre, o “viúvo” não procura acasalar novamente. Pelo contrário: se algum indivíduo se aproxima da ratazana macho ou fêmea com finalidades sexuais, ela o repele.
Os responsáveis por essa postura são dois neurotransmissores, chamados vasopressina e ocitocina. O primeiro age mais nos machos e o segundo, nas fêmeas. Entre outras funções, eles regulam a preferência por um determinado companheiro, em detrimento dos demais, e a amizade com outros indivíduos sem fins eróticos.
Esses roedores intrigam os cientistas desde a década de 1990, e o fascínio por eles é ainda maior porque seus primos – a ratazana da montanha (montane vole) e a ratazana do riacho (meadow vole) – são extremamente promíscuos, independentemente do sexo. No entanto, modificações genéticas nessas espécies, com um aumento das doses dos “neurotransmissores do amor”, tornaram-nas fiéis.
Ainda não se sabe exatamente como essas substâncias atuam, mas acredita-se que a sucessão de encontros prazerosos com o amado fixe na memória características dele, como cheiro, textura, aparência e sinais particulares. A partir de certo ponto, esses sinais se tornam tão complexos e particulares que somente aquele ser é capaz de mobilizar o afeto e o desejo do outro.
Apesar do avanço nos estudos, as bases neuroquímicas da fidelidade ainda intrigam os pesquisadores. Segundo o psiquiatra Hermano Tavares, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), esse é um comportamento minoritário na natureza, presente apenas em alguns roedores, pássaros e primatas.
“Nós, humanos, temos tendência à fidelidade, mas ainda não está definido do ponto de vista evolutivo o que é melhor: ter um só parceiro e garantir a segurança e estabilidade da cria ou ser poligâmico e aumentar a variabilidade genética da espécie”, explicou.

Contra as drogas
Outra pesquisa recente feita com ratazanas da pradaria, e publicada na edição de 1º de junho da revista "The Journal of Neuroscience", mostra que animais que tinham um companheiro apresentavam maior resistência para usar anfetaminas.
Machos em relações estabelecidas exibiram menor interesse por drogas se comparados a indivíduos sozinhos. Por outro lado, a exposição repetida à substância desfez o empenho dos animais em formar parcerias ao longo da vida.
Isso indica que ser um casal pode alterar a resposta neurobiológica ao abuso de drogas e diminuir os efeitos de recompensa que elas proporcionam. “As drogas são um mecanismo artificial de gratificação. Quem convive com alguém e é feliz já tem um nível de gratificação satisfatório”, destacou Tavares. Além disso, em humanos, o casamento geralmente reduz comportamentos ilegais e agressivos, além de melhorar a saúde e a expectativa de vida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011



FENECO
(informações extraídas do site Saúde Animal)

O feneco é a menor da raposas existentes. Quando o sol se põe sobre o deserto tranqüilo, um pequeno carnívoro bege empina suas orelhas compridas e pontudas. Antes estava observando silenciosamente. Agora chegou a hora de caçar. Se um lagarto chegar perto, o ataque será fatal; a vitima é apanhada de um pulo e morta com uma dentada. A excelente visão do feneco lhe permite atacar rapidamente roedores, aves e répteis que se aventuram em um território. Diversos fenecos de uma mesma região podem comunicar-se por meio de sons que não são audíveis para outros animais.
Essa pequena raposa do deserto tem pelame grosso e espesso, a cauda felpuda. Freqüenta o Saara, no sul da Argélia e da Tunísia. Também é encontrado no Egito, na região do Sinai, e no Oriente Médio. Durante a parte mais quente do dia, ele se abrigada do sol em tocas cavadas nas dunas de areia. Não Ebe quase nada; o orvalho da manhã proporciona todo o líquido de que necessita.

Sua velocidade e agilidade (eles podem saltar quatro vezes o próprio comprimento de corpo), junto com o instinto de perseguição natural que eles possuem, fazem do feneço um potencial fugitivo. Como ele é capaz de cavar 6 metros em uma noite (no ambiente narutal), se for mantido ao ar livre as cercas devem possuir vários metros para debaixo do chão. Se escaparem, os fenecos são extremamente difíceis de se recaturar.

O feneco é considerado a única espécie de raposa que pode ser mantida como pet. Embora não pode ser considerado domesticado, pode ser mantido em ma classificação doméstica semelhante aos cães e gatos. Nos Estados Unidos e Canadá há uma comunidade relativamente estabelecida de criadores e donos de fenecos. Eles são amigáveis com estranhos e com outros pets da casa porém, são extremamente ativos e é preciso muita atividade para que gaste toda energia que possui. Além disso, ele tem o hábito de esconder comida e escavar mobília para construir um ninho.

domingo, 29 de maio de 2011

Inseto também é conhecido por comer cobras (Foto: Shin-ya Ohba)

O inseto surpreendeu ao ser visto com tartaruga (Foto: Shin-ya Ohba)


Inseto é fotografado comendo filhote de tartaruga no Japão
Uma barata d'água foi fotografada comendo um filhote de tartaruga no Japão, no que foi considerada uma inversão pouco comum de papéis predatórios. Grandes insetos da subfamília Lethocerinae são conhecidos por caçar pequenos vertebrados, incluindo peixes e sapos. Mas uma espécie particular já era conhecida por comer filhotes de cobras – e, agora, ficou comprovado que se alimenta até de tartarugas.O pesquisador Shin-ya Ohba registrou o comportamento pouco comum durante uma coleta de amostras durante a noite na província de Hyogo, no centro-sul do Japão. Em um texto publicado na revista científica Entomological Science, Ohba descreve a sua observação de um Kirkaldyia deyrolli comendo um filhote de tartaruga em um fosso próximo a uma plantação de arroz. Usando as suas patas dianteiras, a barata d'água agarrou a tartaruga, enfiando o seu bico semelhante a uma seringa no pescoço da presa para poder se alimentar. Anteriormente, Ohba já havia fotografado estes insetos comendo cobras. "Todo mundo pensa que os insetos da subfamília Lethocerinae vivem de peixes e sapos. Embora comer tartarugas e cobras seja raro em condições naturais, (esta evidência) surpreende os naturalistas (por mostrar) hábitos alimentares vorazes", diz.

Espécie ameaçada
Os Kirkaldyia deyrolli são nativos do Japão, onde são encontrados vivendo em plantações de arroz, se alimentando principalmente de pequenos peixes e sapos. A espécie é considerada ameaçada pela Agência Ambiental Japonesa depois de reduções significativas em sua população nos últimos 40 anos, supostamente devido à perda de habitat e à poluição da água. As baratas d'água são os maiores exemplares dos insetos da ordem Hemiptera. Os integrantes da subfamília Lethocerinae são encontrados em lagoas de água fresca, lagos e córregos de baixa velocidade, além de rios nas Américas do Norte e do Sul e no leste da Ásia. Algumas espécies do gênero Lethocerus podem atingir até 15 cm de comprimento, têm hábitos noturnos e podem voar, aproveitando a luz da lua cheia para migrar. Ocasionalmente, estes insetos picam seres humanos.

domingo, 15 de maio de 2011

Preparando a farofa de içá



Içá na culinária indígena
(Fonte das informações: Wikipédia e fórum de jogos UOL)

Farofa de içá é uma iguaria feita com a parte inferior do abdome da tanajura (a fêmea da formiga saúva) que possui cerca de 30% de gordura e 15% de proteína. Como "rainha do sauveiro" ela pode viver mais de 14 anos.
O consumo de içá vem da cultura indígena e nos dias atuais é um hábito da região do Vale do Paraíba, típico da comida caipira do interior de São Paulo.O escritor Monteiro Lobato, foi um grande apreciador da iguaria, chamando-a de "caviar da gente taubateana".
O gosto da içá pode remeter ao sabor do camarão. O alimento é apreciado até hoje pelos índios e por caboclos de zonas rurais brasileiras. As içás (Atta cephalotes) são bastante protéicas (44%) em comparação com as carnes de frango (20%) e de boi (23%). Outras formigas como a Atta sexdens, Atta laevigata, Atta bisphaerica, Atta opacipes e Atta capiguara também podem ser consumidas.

O modo de preparo não é muito diferente de outros pratos: em geral, a içá é torrada com óleo e sal como se faz com o amendoim. Outra forma é separar as extremidades (pernas e cabeça) e misturar o abdômen (que concentra mais carne) com alho e farinha de mandioca e fazer uma paçoca. Ainda há os que colocam içás ou tanajuras em garrafas de pinga para dar à cachaça um alegado gosto de mel.

domingo, 8 de maio de 2011

Foto: Anderson Dezan, enviado especial a Marabá (PA)

Atarkwyti recebendo o carinho de três filhos

Foto: Anderson Dezan, enviado especial a Marabá (PA)
Jonprymanpeti com a filha e o marido

Foto: Anderson Dezan, enviado especial a Marabá (PA)
Tutaki cercada por alguns filhos e netos



HOMENAGEM DA URSA AO DIA DAS MÃES:

Em aldeia indígena, mães convivem com as tradições e o novo
Índias Parkatejê amamentam os filhos até os cinco anose querem ser mães de advogados e médicos
(Anderson Dezan, enviado especial a Marabá (PA) - Fonte: site Delas Comportamento )

Atarkwyti já nasceu comprometida com seu marido. Aos nove anos, ficou noiva. No ano seguinte, se casou. E aos 13 anos, teve o primeiro de seus seis filhos. A vida precoce, que pode causar espanto em muitas pessoas, para ela é tida como normal. Atarkwyti faz parte da comunidade indígena Parkatejê, que vive em uma aldeia no município de Bom Jesus de Tocantins, no sudeste do Estado do Pará.

“Na época, não sabia direito o que estava acontecendo e tive que me acostumar. Hoje, graças a Deus, sou feliz. Estou com meu marido que eu amo e tenho meus filhos”, diz a mulher de 28 anos. Sorridente, ela fala português claramente, assim como a maior parte dos integrantes mais jovens da comunidade.
Criar os filhos em uma aldeia com mais de 62 mil hectares de terra provavelmente seria uma dor de cabeça para muitas mães urbanas. A possibilidade de seus filhos se machucarem e se perderem, por exemplo, são preocupações comuns a brasileiras que vivem em espaços muito mais confinados. Para Atarkwyti, no entanto, isso não é um problema. Pelo contrário.
Segundo ela, a principal diferença de criar os filhos em uma aldeia indígena e não em uma cidade é não ter que se preocupar com a segurança das crianças. A aldeia é considerada um local seguro e tranquilo. “Aqui não tem perigo algum. Eles ficam livres e à vontade. Índio é assim, desde criança já sabe se cuidar sozinho”, conta.
Mãe de seis filhos e avó de tantos netos que já perdeu a conta, Tutaki se mostra mais precavida. “A aldeia é segura, mas eu não deixava meus filhos irem para muito longe. Eles podiam cair e quebrar o braço ou algum bicho podia mordê-los”, relembra a avó, que não sabe a própria idade – fato comum entre os mais velhos da aldeia. “Não sei quantos anos tenho porque nasci no mato”, relata.

Alimentação e tradições
Cercados pela floresta Amazônica, os índios Parkatejê possuem uma alimentação repleta de frutas e legumes. Cupuaçu, açaí, inhame, aipim, batata, abóbora e castanha-do-pará estão entre os alimentos frequentemente usados na culinária local. Para as crianças, nada de papinhas compradas em supermercados. Com menos de 1 ano, elas já começam a comer os mesmos alimentos que os adultos.
“Até oito meses, só amamentamos. Após essa idade, começamos a dar os legumes e as frutas que colhemos na aldeia. Amassamos bem e damos para o bebê. O leite materno também continua e, muitas vezes, eles são amamentados até os cinco ou seis anos”, diz Atarkwyti.
Se a alimentação tradicional é rigorosamente passada das mães para os filhos, elas não encontram a mesma facilidade para repassar a cultura Parkatejê. No mundo atual, os indígenas estudam, cursam faculdade e trabalham – atividades de “kupens” (homens brancos). Manter a ligação com o mundo moderno e ao mesmo com suas tradições muitas vezes é uma tarefa difícil. Mas não impossível.
“Espero que os meus filhos busquem os dois lados. Quero que estudem e se formem para que no futuro possam proteger os tios, os pais e os avós. Mas eles também têm que valorizar a própria cultura. Não podemos deixar a tradição de nossos antepassados se perder”, avalia Atarkwyti, que coloca sua filha caçula de dois anos para dormir ao som de cantigas indígenas e incentiva os demais filhos a participarem das atividades culturais da aldeia, como danças e rituais.

Modernidade
Adolescente e mãe, Jonprymanpeti conhece de perto a dualidade tradição versus modernidade. Assim como Atarkwyti, ela também se casou cedo. A jovem, entretanto, não nasceu já prometida ao marido. Os dois se conhecem desde a infância e, no início da adolescência, começaram a namorar. Quando tinha 15 anos – e ele 16 – formalizou a união com o consentimento dos pais. Hoje, aos 18, tem uma filha de dois anos.
“Conheço o meu marido desde pequena. No início, tinha raiva dele porque ele já tinha brigado com meu irmão. Mas, com o tempo, esse sentimento foi mudando”, conta a adolescente, tímida e de voz baixa.
Pela manhã, a jovem – que mora com o marido na casa da sogra – cuida da filha e dos afazeres domésticos. À tarde, trabalha na faxina da escola onde estuda à noite. Sua vontade sempre foi ser advogada para ajudar a própria comunidade. Por considerar o sonho como algo difícil de ser alcançado, o repassou para a filha.
“Espero que ela não tenha filhos tão cedo como eu tive e que estude. Também quero passar para ela a nossa cultura. Minha sogra diz para eu falar com minha filha na nossa língua, mas não sei muitas coisas. O que sei, falo e ensino. Acho importante resgatar a tradição indígena”, diz a jovem, evangélica e fã de novelas, principalmente “O Clone” e “Insensato Coração”.
As dificuldades e inseguranças naturais às mães de primeira viagem de qualquer origem cultural também estão presentes no dia-a-dia de Jonprymanpeti. “Quando a criança adoece é muito ruim. Ela já ficou dois dias internada no hospital, chorando direto. Eu também chorava por vê-la sofrer”. Questionada se quer ter mais filhos, já que está no auge da juventude, ela é categórica. “Não agora. Criar só ela já é difícil, imagine criar outros”, avalia. As índias Parkatejê já não são mais as mesmas.

* o repórter viajou a convite da Vale