quarta-feira, 31 de agosto de 2005


O índio brasileiro (Fonte)
Os nativos brasileiros não são todos iguais. Ao contrário, existe uma incrível variedade de tradições, idiomas, manifestações artísticas e modos de vida. O que não muda é o respeito pela natureza que todos eles têm. Afinal é dela que eles dependem para viver: onde caçam, pescam, coletam frutos e raízes.Atualmente, há cerca de 300 mil índios no Brasil. Eles possuem uma cultura bastante diferente da nossa, e também não são iguais entre si. caiapó, cadiuéu, suruí, xavante, ticunas, ianomâmi, são algumas das 210 nações indígenas brasileiras.Os nativos brasileiros vivem em 565 áreas espalhadas por todos os Estados, com exceção do Piauí e do Rio Grande do Norte. A maior parte das terras e da população está na Amazônia.A maioria das nações indígenas brasileiras mantém contato com os homens brancos. Mas existem exceções. Há 53 grupos isolados, que vivem quase como nos tempos pré-históricos. É o caso dos ianomâmis, que chamam a si próprios de Yanomâme thépé, que significa seres humanos.Para os índios, a terra tem um significado especial. Ela não pertence a uma só pessoa, mas a todos da tribo.Desde 1988, a Constituição garante o direito dos índios às terras de seus antepassados e diversas áreas vêm sendo demarcadas. Demarcar significa colocar limites para que não haja dúvidas de que aquela terra já tem dono.A natureza está sempre presente na vida dos índios. As aldeias, cercadas pelas florestas, mostram como é possível o equilíbrio entre o homem e a mata. Nelas, a caça e a pesca são recursos de sobrevivência. Mesmo com a fartura da floresta, há muito trabalho a ser feito, sempre em grupo. As mulheres cuidam das roças, tecem e cozinham; os homens levantam ocas, derrubam árvores, caçam e fabricam armas e canoas. Onde há aldeia, sempre existe um riacho por perto. Os índios adoram banhar-se, brincar na água e, claro, os peixes que capturam com arco e flecha.Em 1910, o governo criou o Serviço de Proteção aos Índios, para controlar as tribos, sob a chefia do marechal Cândido Rondom. Ele pacificou índios sem violência, garantiu a posse das terras. Em 1967, foi criada a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) para a demarcação e a prestação de assistência médica e educacional.

7 comentários:

Diana disse...

Bom dia D. Ursa.....

Olha.....vejo com tristeza a situação que se encontem os indios aqui no Paraná.....acho que são os caigangues....
A reserva fica a caminho de Cascavel....e eles mendigam a beira da estrada.....
E saber que eram os donos e o branco colocou-os nessa situação...
Lamentavel isso....
Bjs....

Ana Maria disse...

Angela, me explica o seguinte: vc vai manter os dois blogs ou esse aqui vai substituir o anterior?
E sobre o post de hoje, a gente pensa que índio é como japonês: tudo igual. :-)

Fred disse...

Temos uma dívida enorme com os irmãos índios.
Se não me engano eram 1.500.000 á 500 anos atrás.
Nós, os brancos, cometemos um genocídio.
Tínhamos que ter muito mais respeito e carinho com eles do que temos.

Abraços

Fred

Angela Ursa disse...

Olá, Diana! Eu vou procurar mais informações sobre os caigangues, ok? Beijos!

Oi, Ana! Por enquanto, eu vou deixar o blog antigo da Ursa on line, mas não vou mais postar lá. Acontece que ainda tem usuários que postam comentários lá e eu respondo.

fred, infelizmente, muitos índios têm morrido por causa de doenças levadas pelos brancos, além do alcoolismo e agressões por causa de terras, etc. Abraços florestais!

Jôka P. disse...

Dona Ursa,
fiz um comentário, vi que estava com erro de português e apaguei...
Coisa michuruca,né ?!
Eu, hein !
Bjs,
JÔKA P.
:)

Lia Noronha disse...

Ursa:vir até a sua floresta é sempre uma viagem proveitosa.Nos deleitamos com as belezas das paisagens e todo o encanto
dos animais e das histórias que vc narra com muita criatividade.
É um verdadeiro mergulho na sabedoria
dos antigos.
Abraços de encostar as costelas!!!

luciane disse...

Tô bisbilhotando nos seus arquivos e adorando.
;c)