

No meio de cada apresentação, uma mistura de gerações formava a identidade de cada grupo de caboclo. Sílvio Romero, conhecido com Silvinho, explica que os ensinamentos são passados de geração a geração. Ele, que tem três filhos, orgulha-se de poder continuar o costume herdado do pai. “A tribo Tapuias Câmara de Camaragibe, na qual coordeno, já está indo para a quarta geração. Meu pai, José Boaventura Borges, fazia parte da Tribo Indígena Kapinawá”. Silvinho explica também, que a rivalidade entre os “donos” de caboclinhos é constante, principalmente, quando a concorrência é com algum membro da família. “Tenho mais dois irmãos que montaram o seu próprio caboclinho, o que causou indignação na família e, conseqüentemente, brigas constantes. Nas apresentações, era um querendo dançar melhor do que o outro, agora, melhorou”.
A dança é parecida com um ritual, sendo apresentada em duas fileiras. Primeiramente, é feita a Guerra, onde todos os caboclos se preparam para a batalha. Depois, vem a Perré, significando uma adoração ao chefe da tribo. E, por último, tem o Baião, que apesar de lembrar um ritmo junino, é uma coreografia festiva. Todos são determinados pela mudança da batida. Mayara Rodrigues, de 10 anos, exibia os passos aprendidos nas aulas de dança. Segundo ela, a essa oportunidade oferecida pela Prefeitura do Recife é importante, pois valoriza a cultura indígena, que ainda é muito forte no interior do estado. “A sensação de ver as pessoas nos prestigiando é o que nos faz ter mais garra na hora de se apresentar”, completa a menina.
CRIME CONTRA A FLORESTA AMAZÔNICA !!
Jobim condena criminalizar desmatamento da Amazônia
(Fonte: UOL Notícias)
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Defesa Nelson Jobim condenou nesta sexta-feira a criminalização do desmatamento da Amazônia e defendeu o desenvolvimento sustentável da região para atender as 20 milhões de pessoas que lá vivem.
"Tratar esse assunto sob a perspectiva da criminalização é um equívoco", disse Jobim a jornalistas em evento no Rio de Janeiro.
"É preciso encontrar uma forma de desenvolvimento econômico sustentável para essa gente, se não vão derrubar árvore para vender madeira e sobreviver", acrescentou.
O Brasil anunciou em dezembro do ano passado a meta de reduzir o desmatamento anual da Amazônia para 5.850 quilômetros quadrados até 2017, aproximadamente metade dos 11.986 quilômetros quadrados registrados entre agosto de 2007 e julho de 2008.
Fazendeiros e produtores de gado que avançam sobre a Amazônia estão entre os principais culpados pela destruição da floresta, segundo especialistas.
A questão tem colocado em lados opostos os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
"Não é agenda brasileira o desmatamento da Amazônia, que é desmatar e explorar com pecuária, e também não é agenda brasileira preservar a Amazônia para ser um grande jardim para deleite estrangeiro", afirmou Jobim.
"Precisamos encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável por uma razão simples, temos 20 milhões de brasileiros lá."