
Sobre dança e pintura indígena
(Fonte das informações: site Página 20 )
Um grupo de índios Apinajé demonstrava uma de suas danças típicas: a dança da ema. Segundo a liderança Orlando Wasmêgri, a dança surgiu depois que um índio, caminhando pela mata, se deparou com um grupo de emas dançando. De volta à aldeia, ele ensinou aos outros, que passaram a dançá-la como forma de celebrar a natureza.
Para os indígenas, a pintura é um adorno para o corpo, uma vaidade. E não é raro encontrar visitantes “brancos” pedindo para serem pintados como eles.
As pinturas também têm significados diferentes dentro de cada etnia. Na oca dos Apinajé, antes da dança na praia, as índias preparavam os homens com as pinturas de celebração. Na etnia, apenas as índias é que realizam essa tarefa. Wasmêgrí nos explica que os Apinajé também têm pinturas específicas para a corrida de tora, a festa de luto etc.
Entre os Karajá da ilha, por exemplo, a mulher casada tem uma pintura diferente das solteiras e virgens. Entre eles, todos os índios (homens e mulheres) realizam a pintura.
Sobre a tinta utilizada, ela é totalmente natural e extraída de frutos de árvores do cerrado tocantinense. A cor preta vem do Genipapo e pode durar até 15 dias no corpo. Já a vermelha é feita com o urucum, e dura bem menos, saindo com água.