
Da Poesia
(de Neide Archanjo)
Esculpo a página a lápis
e um cheiro de bosque
então me aparece.
Que a poesia é feita de aromas
daquilo que é eterno
e de tudo que apodrece.
"Temos muitas sementes como a mucunã, imburana de cheiro, licuri, meirú, angico, jatobá e etc.
A mucunã para nós pankararu tem um certo valor, pois a usamos para cura de feridas em animais, para nos protegemos de invejas e é usada também como simpatias contra câimbras nas penas e outros lugares do corpo, e em torno de 100 anos atrás foi utilizada com fonte de alimento, de acordo com alguns preparos tradicionais, pois a mesma é venenosa.
A imburana de cheiro, usamos ela, para fumar e fazer limpezas espirituais em nossos rituais sagrados, e usamos também em nossa medicina para cura de algumas doenças como: sinusite, gripe, dor de barriga e outra mais.
O licurizeiro no meu ponto de vista para o pankararu, tem maior valor, pois é de seu fruto (licuri) que vem a matéria prima para fazer o beiju, e de seu caule se tira o bró, que fonte de alimentação, óleo para temperar nossas comidas e usar no cabelo. É também do licurizeiro que tiramos a matéria prima para nossos artesanatos como: vassoura, bolsas, chapeis, tapetes, arupembas (espécie de peneira), esteiras e até mesmo a roupa dos nossos encantados leva um pouco da matéria prima. E quando ele esta novinho cheio de água, essa água serve com um colírio para prevenir e ameniza a catarata.
O meirú é muito utilizado para fazermos artesanatos e por nos nossos maracás que são peças sagradas para nosso povo e acho que para todos os povos indígenas. O angico usa a semente e a casca para fazer veneno (ou seja, defensivo contra pragas) como se us a casaca como corantes naturais no tigimento de couro e fibras. O jatobá é usado como matéria prima para nossos artesanatos e sua resina para fumar e fazer limpezas espirituais em rituais sagrados.
O Cansanção: É uma planta muito importante em nossa tradição, ela é utilizada para retirar ou afastar o mau. Sua raiz é utilizada em beberagens para gripe e suas folha como anti-toxicante.
O Pião brabo: Esta planta é utilizada para cicatrização e seu leite combate picadas de cobras. Sua semente afasta mal olhado.
A Quixabeira: Esta árvore é forte e resistente e tem longa vida, quem a planta em seu terreiro também tem herda essas propriedades.
Suas propriedades medicinais: são antiinflamatórios e ajuda a controlar a pressão arterial.
O velande: alem de ser ultilizado como ante-intócxocante é ultilizado nas praticas de cura pelas curandeiras, tanto as folhas quanto seu seiva, é tambem cicatrizante de ferimentos.
Temos sementes muito importantes em nossa tribo com diversos valores para nós pankararu, fazemos doação de um semente muito importante para nosso povo,
não só da semente, mais de um pouco do conhecimento e valores simbólicos e sagrados do povo pankararu."
(Texto por: Noberto (cõanpank)
coan@indiosonline.org.br
Sandra Monteiro (sandrapank)
Sandra_monteiropank@yahoo.com.br )
O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é um mamífero monotremado, endémico da Austrália. É um animal semi-aquático e nocturno que habita rios e cursos de água.
(Fonte das informações)
O ornitorrinco é carnívoro e alimenta-se de insetos, vermes e crustáceos de água doce, tendo o corpo adaptado para uma vida aquática ou terrestre. Apesar de ser um mamífero, o ornitorrinco, em vez de dar à luz às suas crias, põe ovos que são parcialmente chocados no interior do corpo. Possui ferrões em suas patas e quando acuado os utiliza causando uma dor insuportável. Outra diferença importante em relação aos mamíferos placentários é que as fémeas deste animal não têm mamilos e as crias sugam o leite materno através dos poros existentes em meio a pelagem da barriga. Quando as crias dos ornitorrincos estão dentro de um ovo, possuem um dente na ponta do bico chamado dente do ovo. Este destina-se a perfurar a casca do ovo. Pouco tempo depois do nascimento este dente cai.
As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste. Recentemente (2004), uma equipe de cientistas da Universidade Nacional da Austrália mostrou que as diferenças existem também ao nível genético: os ornitorrincos apresentam dez cromossomas sexuais, em vez dos dois (XY) dos mamíferos não monotremados. O ornitorrinco é o representante atual de um ramo de mamíferos que se diversificou no Cretácico inferior, mas que não está relacionado com os mamíferos placentários. Assim, não se pode concluir que esta espécie se trata de um antecessor primitivo, porque é totalmente separada.