domingo, 21 de janeiro de 2007

Taz, o demônio da Tasmânia do desenho animado

O famoso demônio da Tasmânia (fonte da imagem)

Taz - o demônio da Tasmânia existe
(Fonte - Por: Maria Ramos)


Ele vem rodopiando como um tornado, comendo tudo o que vê pela frente, seja animado ou inanimado. Popularmente conhecido como Taz, o famoso personagem mal-humorado do desenho animado, teve a sua criação inspirada nos temíveis demônios, ou diabos-da-tasmânia. Os verdadeiros demônios não rodopiam, mas de fato seu apetite é voraz, e seu temperamento difícil. Peixes, pássaros, rãs, répteis, mamíferos e até insetos: nada escapa à fome devoradora destes animais.
O Sarcophilus harrisii, nome científico do demônio-da-tasmânia, é um marsupial, ou seja, um mamífero que gera as suas crias em bolsas externas ao corpo, como os cangurus. Como o próprio nome sugere, os demônios só existem na ilha da Tasmânia, um estado da Austrália. Mas hoje, sabe-se que a espécie provavelmente vivia em todo o continente australiano, por causa dos fósseis encontrados na região.
A extinção dos demônios no continente deve ter ocorrido cerca de 600 anos antes da colonização, ou seja, da chegada dos europeus. As causas do desaparecimento ainda são desconhecidas, mas acredita-se que possa estar relacionada com a introdução do dingo, uma espécie de cão selvagem, muito mais ágil na disputa por alimentos.
Mas você deve estar se perguntando por que estes animais são chamados de “demônios”, não é mesmo? Conta a história que quando os colonizadores europeus chegaram à Tasmânia, começaram a ouvir latidos e grunhidos aterrorizantes que vinham das florestas, onde os demônios costumam se abrigar. E ao encontrarem estes animais no meio da noite, viram que tinham o pêlo preto (exceto por uma mancha branca no peito), uma boca enorme e dentes grandes e afiados. Terrível, não? Um verdadeiro demônio...

Os demônios-da-tasmânia têm uma aparência ameaçadora, principalmente quando estão em situações de estresse. Nestas circunstâncias, eles exalam um mau cheiro parecido com o de gambás. Possuem uma cabeça relativamente grande, orelhas arredondadas e um focinho pontiagudo. São caçadores noturnos e possuem audição e olfato aguçados. Durante o dia, escondem-se em cavernas, velhas tocas, arbustos ou troncos. Parecem vagarosos e desajeitados. Os mais jovens são mais ágeis, sendo capazes de escalar, nadar e correr. O tamanho dos demônios pode variar bastante, mas os maiores atingem 80 cm de comprimento e 12 kg de peso, sendo as fêmeas geralmente maiores que os machos.

Antes de partirem para uma briga, os demônios fazem uma variedade de ruídos ferozes, grunhidos e tosses severas. Um espirro afiado é usado como um desafio para outros demônios. Mas calma! Os demônios não costumam atacar pessoas, a menos que se sintam ameaçados. Em cativeiro, são normalmente dóceis.
Os demônios podem ser úteis ao manter a higiene nas áreas rurais, já que são basicamente comedores de carniça. Devido aos dentes e mandíbulas poderosos, podem comer quase toda uma carcaça, inclusive os ossos. Mas também se alimentam de presas vivas, como pequenos mamíferos e pássaros. Por isso, causam prejuízos ao homem, atacando galinhas e rebanhos de ovelhas, o que fez com que, por muito tempo, eles fossem caçados e envenenados. Hoje, muitos fazendeiros apreciam os demônios, por impedirem a proliferação de ratos.
Depois de terem corrido risco de extinção, atualmente os demônios são protegidos por lei. Eles têm uma importância muito grande para o turismo e são um ícone da vida selvagem na Tasmânia. Nos últimos anos, entretanto, uma doença chamada Tumor Facial dos Demônios tem matado a população adulta. Identificada em 1999, causa tumores em torno da boca, sendo normalmente fatal por impedir a alimentação do animal. Cerca de 65% da população foi afetada e estima-se que 20 a 50% deles possam ter morrido. O modo de contágio ou propagação da doença permanece desconhecido.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Papel de parede impresso a mão - "Paisagem Amazônica"
França - século XIX - 1,10 x 0, 86 m
Da Exposição "Peças do Colecionismo Brasileiro"
Nóbrega - R. Padre João Manuel 1231 - Jardins -SP
www.nobrega1935.com.br
(imagem enviada para a Ursa pelo querido amigo Jôka - do Avenida Copacabana )

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Hortênsias brancas em cesta indígena artesanal criada pelos índios do projeto Arte Baniwa (Fonte da imagem)

Mulheres indígenas são assassinadas! Basta de impunidade!
Enviado em Questão Indígena, GÊNERO, RAÇA E ETNIA de GRUMIN | 11 de Janeiro de 2007

A mulher indígena é sagrada e não pode ser objeto de selvageria. Por isso a REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS exige dos órgãos oficiais que apurem o ato de vandalismo e destruição da vida de uma mulher indígena Baniwa desaldeada, mas fiel às suas raízes. Ela buscava na cidade grande, o sustento da família, como muitas anônimas. Ninguém tem o direito de criticá-la. Não se mata uma mulher indígena!
Ela foi estuprada e estrangulada em São Gabriel, Amazônia. Isso é um ato terrorista contra indígenas urbanos, uma violação aos direitos humanos.São séculos de desrespeito, racismo, intolerância. Isso não ficará impune.Por outro lado, uma anciã indígena de 70 anos foi assassinada por interesses necoloniais, em Mato Grosso do Sul. Essas histórias não terão fim se não existir uma política governamental específica para povos indígenas.
MULHERES INDÍGENAS: Ajudem a denunciar essa violação ao sagrado ancestral! Se não apurarem esses crimes, nós mulheres estaremos diariamente denunciando à população, à mídia nacional e estrangeira, até que se faça JUSTIÇA!
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
Cocares dos Kaxinawá são feitos de penas de pássaros
Índios cheiram rapé para "limpar" a mente

Índios Kaxinawá são exemplos de organização e vitalidade na floresta
(Trechos de reportagem publicada no Página-20, Cotidiano, em 11/07/2004, enviada para a Lista de Literatura Indígena)

Viagem pelo rio Jordão mostra como um povo pode viver feliz e em harmonia com o que a floresta lhe oferece
(Romerito Aquino - Fotos: Sérgio Vale)

Antes deles, os índios ficavam bem lá embaixo da cadeia social conhecida na selva acreana. Ninguém queria saber de índio. Índio bom era índio marcado como gado, escravizado, quando não chacinado nos “bons tempos” das correrias, época em que os brancos cercavam as aldeias, matavam os homens e velhos, escravizavam as mulheres e jogavam suas criancinhas pra cima para serem aparadas na ponta do facão.
Mas eles, os índios Kaxinawá, que significa “povo do morcego”, ajudaram a mudar definitivamente o que os antropólogos consideram um dos quadros mais tristes da história da colonização do Acre. Pioneiros, no início da década de 70, na luta pela consolidação dos direitos dos povos indígenas acreanos, os Kaxinawá, no entanto, não só ajudaram a reverter o triste quadro em que eles e seus irmãos índios se encontravam quanto passaram a ser considerados agentes importantes e fundamentais da organização social e econômica do estado.
De escravos no passado, os Kaxinawá e outros grupos indígenas acreanos passaram hoje a ser chamados de “povos da floresta”, participando inclusive do primeiro escalão da atual administração pública do estado, cujo slogan, “Governo da Floresta”, também foi concebido em homenagem a eles. A participação dos índios no governo acreano se dá principalmente através da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas.
Foi para conhecer esses fantásticos índios que se autodenominam “Hunikuin”, termo Kaxinawá que significa “povo verdadeiro”, que eu e o fotógrafo Sérgio Vale, acompanhados de uma equipe da TV Nacional, nos dirigimos na terceira e última etapa da viagem que fizemos em maio deste ano pelas florestas do Vale do Juruá. Percorremos de barco uma região que, pela grande biodiversidade de sua flora e de sua fauna, faz do Acre verdadeiramente a terra da biodiversidade, título atribuído a esta série de reportagens.

Luta pela terra começou com cacique Sueiro

O velho cacique Sueiro Sales foi a primeira liderança indígena do Acre a sair da aldeia e ir para Rio Branco reivindicar a demarcação de suas terras.
Foi Sueiro Sales, por exemplo, quem se acompanhou em 1974 do antropólogo acreano Terri Aquino e saiu pelo mundo afora proclamando, na imprensa e em todos os fóruns que encontrava pela frente, que o seu povo, assim como todos os povos indígenas do Acre, tinham direito de reaver os seringais em que seus pais e avós viviam na floresta acreana. Naquela época, aos Kaxinawá de Sueiro só restava apenas um dos oito seringais de seus antepassados. “A luta dos nossos parentes antigos pela demarcação da terra foi importante para toda a nação Kaxinawá”, assinalou o filho do cacique Suero.
A exemplo dos Ashaninka, do rio Amônia, os Kaxinawá do Jordão e Tarauacá, sob o comando de agentes florestais indígenas, que se formaram com o apoio do Governo da Floresta, também fazem manejo de árvores na floresta, plantando especialmente aquelas destinadas à construção de casas e canoas. Além disso, plantam muitas árvores frutíferas ao redor das aldeias, como pupunha, cupuaçu, coco, manga, tangerina, laranja, graviola, cacau, acerola, amora, cupuí, castanha, cheiro verde e urucu. Com a árvore do mulateiro, os índios fazem teto, caibro, esteio e barrote para casa, além de produzirem lenha. A paxiúba, por sua vez, é usada para fazer o assoalho da casa.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Adornos indígenas
(Fonte: site Iandé)

material: concha, caramujo e madeira - feito por índios: Matis - local: Vale do Javari - sul do Amazonas. Peça: Brincos, Narigueira e Adorno Facial - nome indígena: Páot, Detashketê e Mananokí

domingo, 7 de janeiro de 2007

Documentário alerta sobre aquecimento
(Fonte: Folha On line - Claudio Angelo, Editor de Ciência)

Um urso polar solitário chapinha sobre uma placa de gelo marinho derretido. Ele desliza pateticamente, tentando se manter de pé. O gelo se esfarela sob seus pés. Ele cai na água e tenta subir novamente na banquisa. O gelo se rompe. Ele olha para os lados, indeciso e surpreso, e arrisca novamente. Novamente o gelo se rompe. Os dois minutos de agonia do animal são a seqüência de imagens mais poderosa de "O Planeta Branco", documentário dos franceses Thierry Piantanida e Thierry Ragobert que estréia hoje em São Paulo, abrindo o Ano Polar Internacional.
Ao retratar a impotência do maior predador terrestre diante do derretimento do gelo que outrora lhe fornecera comida e abrigo, os diretores resumem a tragédia que se abate sobre toda uma região do planeta, o Ártico, que desaparece sob nossos olhos devido ao aquecimento acelerado da atmosfera. O filme é uma espécie de "carnaval dos animais" polar, que acompanha a fauna ártica -do zooplâncton às baleias, dos lobos às renas- durante um ano. Mas não espere encontrar aqui aves fazendo declarações de amor umas às outras.
Apesar de também ser francês, "O Planeta Branco" está, em mais de um sentido, em pólos opostos a seu congênere mais famoso (e piegas), "A Marcha dos Pingüins". Quem domina é a natureza, "manchada de sangue em dentes e garras", nos dizeres de Tennyson. A narração, onde ela existe, é seca, quase descritiva. As imagens falam pelo filme, auxiliadas pela primorosa trilha musical de Bruno Coulais ("Microcosmos") -com direito a harpas à Saint-Saëns e a um coral inuit.
A interferência humana relatada pelo filme é mais sutil e também mais sinistra. Ela rasteja pelos bastidores, como se estivesse pronta para fazer todo aquele mundo se dissolver como uma placa de gelo, a qualquer momento. O recado dos documentaristas é claro: o Ártico está acabando e vai acabar. Tentamos salvá-lo, ao menos por imagens. Aproveite e veja-o enquanto pode.

O PLANETA BRANCO
Direção: Thierry Piantanida, Thierry Ragobert
Produção: França/Canadá, 2006
Quando: em cartaz no Espaço Unibanco, Reserva Cultural e circuito

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Fonte da imagem: Laboratório de História Indígena

Os Kaingang

(Fonte: Portal Kaingang)

Os Kaingang são um povo pertencente à família linguística Jê, integrando, junto com os Xokleng , os povos Jê Meridionais. Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais, ocupando a região sudeste/sul do atual território brasileiro. Há pelo menos dois séculos sua extensão territorial compreende a zona entre o Rio Tietê (SP) e o Rio Ijuí (norte do RS). No século XIX seus domínios se estendiam, para oeste, até San Pedro, na província argentina de Misiones.
Atualmente os Kaingang ocupam cerca de 30 áreas reduzidas, distribuídas sobre seu antigo território, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com uma população aproximada de 29 mil pessoas. Ver Mapa e quadros da População Kaingang (por áreas e por Estados).
Sozinhos, os Kaingang correspondem a quase 50% de toda população dos povos de língua Jê, sendo um dos cinco povos indígenas mais populosos no Brasil.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Os Ashaninkas

Conheça o blog da autora Glória Perez, da minissérie "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes"

O arco-íris e os Ashaninkas
(tópico retirado do blog de Glória Perez)

Os ashaninkas tem muito medo do arco íris, porque ele rouba o espírito das pessoas e traz doenças. Por isso nunca pronunciam o nome dele.
Quando o arco-iris aparece, deve-se cortar o ar com um terçado na direçao dele, para que sinta medo e fuja. Ou jogar cinzas quentes para cima, para que caia em seus olhos, impedindo-os de ver as pessoas da tribo e de fazer-lhes mal.
Segundo os Ashaninkas o arco-iris é noke, a sucuri. Ele é o dono do barro utilizado no tingimento de roupas e utensílios. Tem raiva das mulheres grávidas e menstruadas. Se uma mulher menstruada mexer no seu barro ele a engravida. As grávidas nunca conseguem bons resultados no tingimento. Se uma mulher menstruada ou grávida passar por cima do barro, a sucuri o inutiliza, e ele nao serve mais para tingimento.
(da Enciclopédia da Floresta - foto: tirada da internet)


sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Mensagem de Boas Festas indígena:

"Feliz Natal e Próspero Ano Novo Indígena!
(Fonte: site Índios On line)

A renovação do nosso espírito, e a satisfação da vida material, se dá com o nascer do sol: com uma planta que nasce, com o brotar da flor, com o aparecimento do fruto, com cada folha que renova, com o canto dos pássaros, com as matas povoadas de animais, com o encanto das florestas, com os rios, lagos, ou lagoas cheios de peixes, com o barulho das cachoeiras, com a água pura que mata a nossa sede, e que nos banha, com as nossas roças produzindo alimentos, para saciar nossa necessidade de perpetuação, com o entardecer, com a lua que surge para nos encantar, com as estrelas, que servem para nos guiar, com o novo amanhecer, com o nascer de uma criança, com o respeito e, o cuidado com os nossos semelhantes, com o direito de viver, e, com a nossa partida para o mundo espiritual. Enfim, com o amor e a proteção que nos relacionamos com a Mãe Natureza.

Somos parte da Terra, pedaços de torrões!

Não queremos um Natal e Próspero Ano Novo, que é medido de ano em ano, onde as pessoas são levadas a acreditarem que é só nesses momentos, que o espírito precisa de renovação e paz, que se redime de todos os tipos de atrocidades cometidos ao longo de um ano, que deve se colocar a melhor roupa, o melhor sapato, ter o melhor alimento, amar, sonhar, tolerar, perdoar, presentear, reunir os membros da família, e que depois de passado surgem as incertezas, o desespero, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a vaidade, o rancor, o ódio, a desesperança, a ganância, a sede do poder, a cegueira, a desilusão etc..;. Que transforma o homem, em um ser avilte.
Não queremos um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo de quem faz parte de um Sistema, ou aceita ser dominado por conveniência, e que deixa seus próprios irmãos: com fome, com sede, sem teto, sem pátria, sem direito a uma boa educação, à saúde, a um trabalho digno, sem acesso ao conhecimento dos direitos e deveres de cidadania, sem rosto e sem voz, que fomentam a guerra (a disputa e a discórdia),
Queremos sim, comungar sempre, com aqueles, que enxergam a humanidade como um todo, que não precisam de retórica, e nem se dizem intelectuais para seduzir e enganar seus irmãos, que não possuem olhos vendados, e que tem a plena consciência de que somos todos iguais perante a Natureza. A diferença é unicamente cultural. E, acima de tudo possuem a consciência de que precisamos preservar e cuidar do meio em que vivemos, se deseja para nossas futuras gerações uma vida digna!

Yakuy Tupinambá
Auere!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

O dragão fêmea Flora, que é virgem e vai ser mãe

Fêmea do dragão de Komodo pode se reproduzir sem machos

(Fonte: Estadão)
A fêmea Flora, que vive no zôo de Chester, pôs, em maio, vinte e cinco ovos, dos quais onze pareciam ser viáveis, sem que tivesse cruzado com um macho
(EFE)

LONDRES - Cientistas britânicos descobriram que as fêmeas do dragão de Komodo, maior espécie de lagarto do mundo, são capazes de se reproduzir sem ser fecundadas por um macho.
Os especialistas, que relatam sua pesquisa no número desta semana da revista científica britânica Nature, detectaram esse processo de reprodução assexuada, conhecido como partenogênese, em duas fêmeas dessa espécie em perigo de extinção, que viviam em cativeiro em dois zôos britânicos, isoladas dos machos.
A fêmea Flora, que vive no zôo de Chester (Inglaterra), pôs, em maio, vinte e cinco ovos, dos quais onze pareciam ser viáveis, sem que tivesse cruzado com um macho da espécie, que na idade adulta pode chegar a medir três metros e pesar até noventa quilos.
Oito desses onze ovos continuaram a se desenvolver normalmente, e os filhotes têm previsão de nascimento para janeiro, já que o período de incubação nessa espécie oscila entre sete e nove meses.
A fêmea Sungai, que vivia no zôo de Londres, pôs ovos dois anos e meio após seu último contato com um macho e seus filhotes, nascidos sete meses e meio depois, eram sadios.
Os cientistas, dirigidos por Phill Watts, da Universidade de Liverpool, submeteram as ninhadas das duas fêmeas a "testes de paternidade" e descobriram que o genótipo combinado geral dos filhotes reproduzia exatamente o de suas mães.
"Embora se saiba que outras espécies de lagarto realizem autofecundação, esta é a primeira vez que esse processo é identificado em um dragão de Komodo", explicou Kevin Buley, co-autor do artigo, em comunicado divulgado pelo zôo de Chester.
Na sua opinião, Flora é uma espécie de "Imaculada Conceição", já que "não é impossível que os filhotes saiam do ovo no Natal". "Estaremos atentos à presença de pastores, reis magos e a estrelas cadentes no céu sobre o Zôo de Chester", brincou.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Boto chinês Baiji, considerado extinto
Gigante salvando golfinho

Enquanto uns matam outros salvam


Homem mais alto do mundo usa braço gigante para salvar golfinho
(Fonte: UOL)

Pequim, 14 dez (EFE).- Os tratadores de um parque oceânico chinês recorreram ao homem mais alto do mundo, segundo o Livro Guinness, que introduziu seu braço no estômago de dois golfinhos que ingeriram fragmentos de plástico de sua piscina, informou hoje a agência "Xinhua".
Os dois golfinhos ficaram doentes há duas semanas, ao comer acidentalmente fragmentos de plástico da beira da piscina onde costumam fazer suas acrobacias.
Os veterinários do parque oceânico Fushun, em Liaoning, no nordeste do país, tentaram sem sucesso uma intervenção cirúrgica.
Viram então que teriam que extrair os plásticos com um objeto longo, capaz de retirar os fragmentos. Por isso decidiram recorrer a uma solução menos convencional.
Os especialistas localizaram Bao Xishun, um pastor da Mongólia Interior que com 2,36 metros entrou no ano passado para o Livro Guinness dos Recordes como o humano mais alto do mundo.
O gigante, guiado pelos veterinários, introduziu um de seus braços (de 1,06 metro) pela boca dos golfinhos e conseguiu chegar até o estômago, tirar os fragmentos plásticos e salvar a vida dos animais, como mostram as fotos da "Xinhua".
"Ainda ficam pequenos pedaços de plástico, que poderão ser digeridos. Esperamos que os golfinhos se recuperem em breve", disse Zhu Xiaoling, um dos veterinários do aquário.
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Boto chinês já está extinto, dizem biólogos

DA ASSOCIATED PRESS

Biólogos que percorreram o rio Yangtzé, na China, declararam ontem que a espécie de boto que habita a região está "funcionalmente extinta". Após seis semanas de busca, cientistas afirmaram que o baiji, cetáceo quase cego e de pele branca que só existia naquela região, não suportou a pressão ambiental.
Os culpados foram a pesca predatória, a poluição, o tráfego de barcos e seus sonares, que atrapalha a navegação do animal.
Se for confirmada a extinção, este será o primeiro caso de um mamífero aquático aniquilado por pressão humana desde 1950, quando a foca-monge sumiu no Caribe.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

domingo, 10 de dezembro de 2006


Índios da tribo Matis. "Homem-gato"

Os Matis, que habitam o Vale do Javari, no Amazonas, possuem habilidades de caça com a zarabatana, um comprido cano de madeira - que pode chegar até 3,5 metros - por onde é soprado o dardo. Este dardo, quando usado em caça, é molhado com um veneno.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006



Aquarela do Brasil
O filme completo chamava-se "Alô Amigos" e foi feito pelos estúdios Walt Disney em 1942. Este trecho tem como fundo musical Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, e Tico-tico no Fubá.
* PARA ASSISTIR A ESSE VÍDEO SEM O ACOMPANHAMENTO DO UIRAPURU DA FLORESTA, CLIQUE AQUI PARA IR AO SITE DO YOUTUBE

Energia renovável já!
(Fonte: site do Greenpeace Brasil - Leia também Na Luta contra Angra 3)

O aquecimento global é o pior problema ambiental atualmente. As temperaturas recordes do verão de 2003 no hemisfério Norte e o aumento das emissões de gases de efeito estufa na União Européia demonstram que o fenômeno é uma realidade. Embora alguns cientistas aleguem que não se pode mais impedir que as mudanças climáticas ocorram, o Greenpeace crê que devemos minorá-las, na expectativa de que as consequências sejam menos drásticas.
A atmosfera da Terra é composta por gases que, entre outras funções, mantêm a temperatura que possibilita a vida no planeta e regulam chuvas e evaporação. A emissão de gases durante a queima de combustíveis fósseis, principalmente o dióxido de carbono (CO2 ), aumenta o chamado efeito-estufa.

Consequências
- Derretimento das calotas polares. Nas próximas cinco décadas, todo o gelo da Groenlândia poderá desaparecer, mantidas as emissões atuais
- Elevação do nível do mar e alagamento de áreas costeiras e ilhas
- Ondas de calor e enchentes
- Ameaça aos ecossistemas das geleiras, recifes de corais, mangues, florestas tropicais e boreais, pradarias e savanas, incluindo a extinção de espécies animais e vegetais
- Perda de safras agrícolas

As fontes limpas
- Os ventos podem atender 10% da demanda por eletricidade no mundo.
- A energia solar cresce 33% ao ano. Em 2040, poderá suprir até 25% da demanda energética no mundo.
- Estima-se que, com os cuidados necessários e o uso de novas tecnologias, a geração de eletricidade a partir da biomassa (madeira, álcool, óleos vegetais, restos agrícolas, esterco de animais ou resíduos domésticos e industriais) possa produzir em 2050 energia equivalente à que seria gerada por usinas hidrelétricas e nucleares.

Energia nuclear, não!
A geração de eletricidade a partir de reatores atômicos produz substâncias que podem ser usadas na fabricação de armas nucleares. Sob um funcionamento normal, uma usina libera no ar, solo e água radioatividade que pode causar câncer e outras doenças. Além dos riscos de acidente, o maior problema da tecnologia são os resíduos nucleares, que devem ser completamente isolados de qualquer contato com o ambiente, a fim de prevenir a contaminação. Fora tudo isso, a energia nuclear sempre foi cara, muito embora tenha recebido subsídios estatais massivos durante décadas.

sábado, 2 de dezembro de 2006


Área ianomami Ajuricaba, localizada no Rio Demene, o limite sul do território desta nação indígena, que se estende ao norte até a Venezuela e a nordeste até Roraima.
(Fonte da imagem e das informações: - Foto: Clayton F. Lino/AE e trechos de matéria de Gabriel Nogueira, jornalista da Agência Estado, AE)

Os ianomamis são a última nação indígena da região do Demene com escasso contato com o homem branco. O grupo conseguiu sobreviver relativamente afastado por seus hábitos nômades e por ocupar uma área muito distante da cidade, rio acima. As outras tribos do Demene - como os bahuana, cheriana e baniwa da nação Arauaca, foram dizimados pela escravidão e por doenças como pneumonia e sarampo, trazidas pela "civilização" branca.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Cerâmica indígena em forma de tartaruga

Sobre culinária indígena
(Fonte das informações: Iandé - Boletim de Histórias 8)

O escritor paraense Abguar Bastos realizou uma extensa pesquisa sobre a preferência alimentar de vários grupos indígenas. Para descrever o resultado de seus estudos ele usou o termo "pantofagia", ou seja, o ato de comer de tudo.
Ele propôs uma divisão dos alimentos consumidos pelos índios em certas categorias: de resguardo, interditos, compensatórios, privativos e sagrados.
Os alimentos de resguardo são aqueles incentivados ou proibidos de serem consumidos durante um período ligado a um rito de passagem. Os alimentos probidos, se forem absorvidos durante esse período, podem trazer consequências graves, tanto para a pessoa que os comeu quanto para seus parentes próximos. Entre os índios Bororo, do Mato Grosso, as mães que davam à luz não comiam carne de tatu nem de tartaruga, senão seus bebês podiam ficar raquíticos. Entre os Urubu-Kaapor, do Maranhão, as meninas que estão prestes a menstruar pela primeira vez tomam uma sopa de aipim - "para esquentar a vagina" - e apenas podem comer tartaruga-branca, os peixes mandi e aracu, e chibé (farinha seca diluída na água).
Os alimentos interditos são aqueles proibidos a toda a comunidade indígena, como fêmeas grávidas ou animais considerados mágicos. Os Kaingang, do sul do Brasil, e os Rikbaktsa, do norte do Mato Grosso, não comem tamanduás. Os Kaingang dizem que são gratos ao tamanduá, que ensinou alguns cantos e danças para os índios. Entre outros exemplos: os índios Xikrin (do Pará) não comem o peixe jaú, os Karajá (do Tocantins) não comem tatu, os Tapirapé (do Mato Grosso) não comem preguiça... É comum que os índios comam a carne de macacos, mas há sempre alguma espécie que não é consumida. Geralmente o motivo é - segundo as lendas - que aquela espécie já foi um humano que se transformou em tempos passados.
Alimentos recompensatórios são geralmente reservados aos homens que realizam alguma atividade muito trabalhosa. Era habitual entre os índios Bakairi, do Mato Grosso, que os homens ganhassem alimentos de todos da aldeia, antes de partirem para a caça. Entre os índios Krahò, do Tocantins, persiste um costume realizado de tempos em tempos, que fortalece a amizade entre as famílias: todos os homens saem para a mata em busca de um alimento. Quando voltam à aldeia, oferecem esse alimento a uma mulher que não seja sua própria esposa, que retribui a gentileza com uma comida preparada por ela própria. Uma espécie de troca de presentes.
Os alimentos privativos são aqueles reservados a certos indivíduos ou grupos. Entre os índios Suyá, do Mato Grosso, apenas os homens podem comer os miúdos da anta. Também só os homens, entre os Rikbaktsa, comem a cabeça de macacos e porcos-do-mato.
Por fim, o escritor Abguar Bastos chama alguns alimentos de "sagrados". Ele reúne nessa categoria os alimentos que sofrem uma influência espiritual, antes de serem consumidos. Por exemplo: os pajés dos índios Marubo, do sudoeste do Amazonas, usam o canto para curar as doenças. Há casos em que esses pajés cantam sobre um pote de mingau, que depois é oferecido ao índio doente. Isso ocorre também entre os índios Baniwa, do norte do Amazonas. Durante a festa Kariana, um rito de passagem feminino, os pajés benzem e jogam fumaça sobre a comida que será consumida pelas meninas; normalmente beiju com molho de pimenta, peixe cozido e uma cabeça de peixe. Entre os índios Wanana, do alto Rio Negro - noroeste amazônico, os pajés benzem também o leite materno que é oferecido às crianças durante a cerimônia de batismo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

domingo, 26 de novembro de 2006


O Povo Nambikuara do Cerrado representou os povos indígenas do Brasil em 2 importantes festivais de música tradicional na Noruega em julho deste ano.
O convite veio da Noruega para o povo indígena do Brasil se juntar a muitos outros povos tradicionais do mundo numa grande celebração. E o IDETI escolheu as flautas sagradas Waihu do povo Nambikuara para soprar o som criador dos ancestrais e levar a mensagem de força e resistência dos povos que mantêm uma conexão com o Espírito Criador.
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O povo Nambikuara
(Fonte da imagem e informações: site IDETI - Instituto das Tradições Indígenas)

Nambikuara, em tupi significa “gente de orelha furada” um apelido dado pelos Guarani aos povos que habitam a região noroeste do Mato Grosso, divisa com Rondônia, áreas de Cerrado e de Floresta no Vale do Guaporé. São cerca de 1500 pessoas no total, pertencentes a 18 sub grupos, que mantêm os mesmos fundamentos da tradição, mas com diferenças significativas na língua e costumes.
Os primeiros contatos aconteceram há cerca de 100 anos , com a Missão Rondon. Apesar desse tempo, e da proximidade com as fazendas e cidades que ocuparam a região, os Nambikuara lutam bravamente para manter sua cultura e recuperar conhecimentos e costumes que estão guardados na memória dos mais velhos.
A caça e a pesca, muito apreciadas, hoje não são abundantes. Adornos e utensílios são feitos por homens e mulheres com arte e técnicas milenares com a matéria prima do cerrado: o tucum, as fibras de buriti, madeiras e plumas.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Filhote de okapi em site do zoológico (Fonte)

Fonte da imagem


Zoológico anuncia nascimento de animal raro, o okapi

(Fonte: ambientebrasil)

O nascimento de um okapi - um animal africano ameaçado de extinção, e que parece uma mistura de girafa com zebra - foi anunciado nesta semana pelo Zoológico de Brookfield (EUA).
Desde que nasceu, em setembro, Sauda ("beleza negra") já triplicou de tamanho: pesa 71 kg e tem uma altura de um metro nos ombros. Ela poderá chegar a mais de 200 kg e a 1,5 metro.
O mesmo zoológico já havia sido o local do primeiro nascimento de um okapi na América do Norte, em 1959, de desde então outros 28 já nasceram lá, diz a curadora de mamíferos, Ann Petric.
Sauda pode ser vista por visitantes do zoológico por meio de um vídeo. Ela estreará na exibição pública nos próximos meses.
Visto pela primeira vez por ocidentais no início da década de 1900, o okapi, pelo que se sabe, existe apenas numa pequena área da República Democrática do Congo. (AP/ Estadão Online)

domingo, 19 de novembro de 2006

aldeia Xikrin (foto do livro Habitações Indígenas)
Crianças Xikrin preparadas para festa de nominação; fotos de Isabelle Vidal Giannini,
do livro "Grafismo Indígena", de Lux Vidal

Os índios Xikrin
(Fonte: Boletim Iandé n. 15)
Nas últimas semanas jornais, rádios e televisões têm noticiado (mais) um conflito entre índios e não-índios. A empresa de mineração Vale do Rio Doce reclamou que indígenas da etnia Xikrin, do Pará, entraram na área da mineradora e impediram a empresa de ganhar dinheiro. Por sua vez, os Xikrin solicitam recursos para compensar o estrago que a atividade de mineração faz na área onde vivem.
É difícil entender o que está acontecendo de verdade, apenas pelo noticiário. Há algumas entrevistas com diretores da Vale do Rio Doce, mas nenhuma palavra dos Xikrin. Ficamos sem saber sua versão do fato. Não sabemos quem são eles, o que pensam, o que realmente querem... nada disso foi publicado.
Esse boletim da Iandé apresenta um pouco da história, costumes e artes dos índios Xikrin.
No meio da desinformação apresentada pela grande imprensa sobre esse caso, apenas um comentário se salvou: a coluna de Marcelo Beraba, ombudsman do jornal Folha de São Paulo. O jornalista, que é pago para criticar o próprio jornal onde trabalha, apontou em seu texto a distorção que acontece na cobertura jornalística de fatos distantes dos grandes centros, como esse conflito que envolve os Xikrin e a Vale do Rio Doce.
O texto, cujo título é "O Pará é logo ali", está publicado no endereço http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om0511200602.htm (só para assinantes do UOL) .
Também pode ser lido por qualquer pessoa no endereço do site Observatório da Imprensa: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=406VOZ001

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Histórias Curtas
As casas da aldeia dos índios Xikrin formam um círculo. O local onde a aldeia é construída é escolhido por um xamã, que marca o centro do pátio com um maracá. Esse maracá representa o centro do mundo.

Os homens Xikrin mudam-se para a casa de suas esposas quando casam-se.
Os Xikrin apreciam carnes gordas, como anta, porco do mato, jabuti, etc... Também comem peixes mas sofrem hoje em dia com a diminuição da pesca, pois as nascentes dos rios que cortam seu território estão fora da área indígena e passam por regiões de garimpo e fazendas. As águas chegam já poluídas à área dos Xikrin.
A água é um elemento de criação para os Xikrin. A imersão em água está relacionada ao amadurecimento do indivíduo. E foi um espírito das águas quem ensinou a cura das doenças aos índios.
Segundo os Xikrin, a parte leste do mundo é limitada por uma gigantesca teia de aranha. Além dela vive um Gavião-Real que é responsável pela iniciação dos xamãs Xikrin. A ave fura a nuca dos índios e aqueles que sobrevivem ganham poderes espirituais.
As danças e cantos dos Xikrin recuperam o tempo mítico, e recriam a energia necessária para a continuidade e a estabilidade da floresta onde vivem. (E quem há de dizer que não é verdade ?)

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Olhe atentamente para esta imagem por alguns segundos para ver uma surpresa!!
Blog e Fotolog da AJI - Associação de Jovens Indígenas de Dourados (MS).
É um grupo formado por jovens índios Kaiowás, Guaranis e Terenas.

http://www.ajindo.blogspot.com/
http://www.fotolog.com/ajidourados

quinta-feira, 9 de novembro de 2006


Fotos por Wilian Cézar Aguiar, realizadas na toca da raposa: www.tocadaraposa.com.br , um lugar especial onde recebem durante uma vez por ano os índios da tribo Kuikuro "peixinho bicudo".
Kuikuro (peixinho bicudo), uma das catorze aldeias que integram o Parque Nacional do Xingu, fundado em 1961 por iniciativa dos irmãos Villas Boas. Falam o dialeto Karib, somam-se 400 indígenas e habitam o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene.
(Fonte da imagem e informações: Greenpeace)

Depois da soja transgênica, agora é a vez do milho. E quem está trazendo mais essa “novidade” ao Brasil é a Bayer. O transgênico dessa vez é um milho que recebeu um gene artificial de bactéria (Streptomyces viridochromogenes).

Esse transgênico foi criado para ser resistente a um agrotóxico específico de uma empresa específica. Se você chutou a própria Bayer, parabéns! Acertou em cheio!

Milho transgênico da Bayer + agrotóxico da Bayer = PERIGO!

O que a Bayer não informa é que a quantidade de resíduo de agrotóxico no milho transgênico é muito maior do que a do milho convencional. E o que é pior: segundo estudos científicos, ele pode provocar diarréias, nascimento de fetos prematuros e até aborto.

Além de ser um risco para a saúde do ser humano, o milho transgênico ameaça outras espécies de milho, pois pode contaminar plantações convencionais e orgânicas inteiras!

Não deixe esse mal invadir nossas plantações!
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A Bayer está tentando introduzir no Brasil o milho transgênico.
(Fonte: site do Greenpeace)
A Bayer está tentando introduzir no Brasil o milho transgênico criado para ser resistente ao agrotóxico que a própria Bayer fabrica. Recentemente, a empresa vem sofrendo represálias e protestos em diversos países por ter contaminado o estoque mundial de arroz com variedades transgênicas ilegais.
Além da contaminação de nossas lavouras, o cultivo desse milho transgênico resistente ao agrotóxico no Brasil pode expor a saúde dos brasileiros a riscos inaceitáveis, como náuseas, diarréia, nascimento de fetos prematuros e até mesmo aborto.
Agora, a CTNBio, comissão do governo que avalia a segurança de transgênicos, está discutindo a liberação do milho da Bayer. No entanto, pode ser que esses riscos para a saúde e para o meio ambiente não sejam levados em conta.
Proteste agora mesmo enviando essa carta para o Presidente Lula, Ministros envolvidos nesta decisão e cientistas da CTNBio, além da própria Bayer.
Pôr-do-sol no Rio Madeira (Fonte da imagem)

Rio Madeira - Justiça Federal Suspende as audiências públicas
- 08/11/2006
(Fonte: Amazonia.org.br)

O Procurador da República em Rondônia, Heitor Alves Soares, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) conseguiu ontem uma liminar cautelar ambiental que suspende as audiências públicas do complexo hidrelétrico do Rio Madeira. As audiências começariam hoje e terminariam no dia 11 deste mês.
"É uma vitória da sociedade, da democracia, das instituições, que conseguiram mostrar a todos e todas que é possível lutar por um mundo melhor!", afirma Artur Moret, especialista em energia e um dos coodenadores da Campanha Viva Rio Madeira Vivo, que congrega mais de dez movimentos sociais e entidades ambientalistas.
A decisão é resultado de uma solicitação feita na segunda-feira (6) pelo movimento Viva o Rio Madeira Vivo. A alegação das entidades, incorporada pelos ministérios públicos e aceita pela justiça federal, é de que o Ibama transgrediu prazo mínimo estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para realização de consultas públicas. Além disso, os ministério públicos indicaram, com estudos paralelos encomendados pelo MPE, que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIma) apresentado por Furnase Doebrecht é insatisfatório. A determinação do juiz é de que esses novos elementos sejam incorporados ao processo de licenciamento e eventuais lacunas sejam sanadas. Até que isso seja feito, nenhuma audiência poderá ser marcada, como demonstra o trecho a seguir extraído da liminar:
" Autorizo a designação de novas audiências públicas somente depois de integralmente atendidas as recomendações/complementações do IBAMA, quem para tanto devrá tomar em conta os subsídios oriundos da auditagem independente acompanhado o processo de implantação das hidrelétricas e observar a publicidade inerente aos certames públicos, sob prévia comunicação ao juízo".
Outro ponto acatado pela justiça se refere ao tempo em as audiências foram marcadas. A resolução 009/87 do Conama determina que a partir do recebimento do Relatório de Impacto Ambiental o Ibama deve divulgar prazo de 45 dias para sejam solicitadas novas audiências públicas. As quatro audiências programas para esta semana foram marcadas sem que decorresse esse prazo. Para o diretor de licenciamento do Ibama, Luiz Felipe Kunz, o fato de ainda estar aberto o prazo para solicitação de consultas públicas não impede que outras sejam marcadas. Para os ativistas em Rondônia, e para o Juiz Federal, a pressa para que o processo de licenciamento avance prejudica a participação popular e a avaliação dos empreendimentos.
A audiência pública marcada para hoje no distrito de Abunã chegou a ser iniciada, mas foi interrompida por um militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que leu em voz alta o conteúdo da liminar. Segundo o Ibama, cerca de 300 pessoas estava presentes.
O Ibama já entrou com uma pedido de revisão da liminar. Caso esse pedido não seja aceito, o instituto está disposto a enfrentar uma batalha jurídica que pode ser ainda mais demorada.
(Carolina Derivi e Eliane Scardovelli)

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Hoodia, um cactus que tira a fome e ajuda a emagrecer (Fonte da imagem)

O caso da planta Hoodia: A experiência do Povo SAN

(trechos de matéria publicada no site
COP-8/MOP-3, em 30/03/2006)

O Povo SAN ocupa um território na área do Deserto do kalahari, o qual abrange partes da África do Sul, Namíbia e Angola, compreendendo uma população de cerca de 120 mil pessoas. A planta Hoodia (Hoodia gordonii - Asclepieadaceae) é um cactus que cresce no Derserto do Kalahari, sendo utilizada, tradicionalmente, como alimento e para diminuir a sede durante as atividades de caça.
Em 1996, a patente sobre o principio ativo da planta, P57, ingrediente supressor de apetite, foi concedida ao Instituto Sul Africano de Pesquisa - CSIR. Em 1997, o Grupo de Trabalho de Minorias Indígenas no Sul da África – WIMSA, tomou conhecimento da patente através de um artigo de jornal, o qual declarava que o Povo SAN estava extinto.
No acordo foi estabelecido que os direitos de propriedade intelectual permanecem nas mãos do CSIR e que o Povo SAN não pode fazer acordo com terceiros. O problema é que, até hoje, não há produtos no mercado baseados na patente da planta Hoodia obtida pelo CSIR, mas inúmeros produtos baseados na planta Hoodia estão sendo comercializados. Na Suíça, por exemplo, pode-se encontrar pelo menos dez produtos farmacêuticos que contêm derivados da planta Hoodia. Estes produtos pirateados - alguns deles importados dos Estados Unidos – chegam a declarar no rótulo que se baseiam no conhecimento do Povo SAN. Ainda que alguns destes na verdade nem contenham a planta Hoodia, fazem uso da imagem do povo SAN para comercializá-los.
O caso da Hoodia demonstra, claramente, a grande discrepância entre teoria e prática na repartição de benefícios e as dificuldades que isso pode trazer para os povos indígenas e comunidades locais.
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Os cientistas demoraram 30 anos para conseguir isolar a molécula, a P57, que dá à planta o poder de inibir o apetite. Ela age na região do hipotálamo — centro da fome e da saciedade — liberando um componente químico similar à glicose, só que 10 mil vezes mais potente e sem caloria. “O organismo recebe a mensagem de que tem glicose suficiente circulando no sangue, reduzindo o apetite especialmente por massas e comidas açucaradas”, diz o farmacêutico Carlos Muniz de Souza, da Sociedade Brasileira de Farmacognosia, Regional Sudeste. (Fonte das informações: site
Boa Forma)


Mais informações também no site Biotecnologia


domingo, 5 de novembro de 2006

Os Guajá (Foto: Mércio Gomes, 1980 - publicada no site do Instituto Sócioambiental)

Indígena Awá Guajá é encontrado morto em hotel no Maranhão
(Fonte: CIMI)

Na última sexta-feira, dia 27 de outubro, um indígena Awá Guajá da aldeia Juriti foi encontrado morto num quarto de hotel em Santa Inês, no Maranhão. To’o Awá estava acompanhado de pessoas da Fundação Nacional do Índio (Funai) com quem deveria fazer uma viagem no dia seguinte. Na noite da quinta-feira, dia 26, foi dormir e não acordou mais.

A causa da morte é desconhecida, mas segundo informações da Funai, tudo indica que ele foi vítima de um ataque cardíaco. Se confirmada esta hipótese, será necessário esclarecer o que causou um ataque repentino em um indígena de pouco contato.

Diante do triste acontecimento algumas perguntas nos vêm imediatamente à cabeça. O que um Awá Guajá da aldeia Juriti estava fazendo num hotel de Santa Inês? Que viagem era essa que ele faria no dia seguinte?

O caso da morte de To’o traz à tona outra situação extremamente preocupante vivida pelos indígenas Awá Guajá no Maranhão. Segundo relatos de indígenas Awá Guajá e Guajajara, a Funai estaria preparando uma operação para contatar um grupo de aproximadamente 60 pessoas, divididos em três sub grupos, de Awá Guajá que ainda vivem livres, sem contato com a sociedade envolvente, na Terra Indígena Araribóia, no centro-oeste do Maranhão. Os indígenas também informaram que To’o estaria em Santa Inês para acompanhar a equipe da Funai que se deslocaria para a T.I. Araribóia, objetivando fazer esse contato.

A incapacidade dos órgãos federais de controlar a ação desenfreada dos madeireiros, que todos os dias retiram ilegalmente dezenas de caminhões carregados de madeira da T.I. Araribóia, seria o motivo alegado para a realização do contato.

A ação dos madeireiros e a omissão da Funai diante dessa situação colocam em risco a vida do Povo Awá Guajá. São grupos familiares que vivem livres na mata, ou seja, sem contato com a sociedade que os cerca. Estes são um dos poucos povos livres do Brasil e do mundo e estão ameaçados pelos madeireiros que exploram a T.I. Araribóia.

Madeireiros ameaçam índios sem contato

A T.I. Araribóia, juntamente com as T.I.s Caru e Alto Turiaçu, representa o que sobrou de floresta no Maranhão e é habitat natural dos Awá Guajá. Cobiçada por madeireiros, fazendeiros e caçadores, está sofrendo, desde a década de 80, um processo acelerado de pilhagem. Muitas pessoas não acreditavam na existência de povos livres naquela região. Porém, vez por outra, relatos de indígenas e moradores dos povoados vizinhos da terra confirmavam as suspeitas. Nos últimos três anos, a ação dos madeireiros tem se intensificado, o cerco de destruição foi se fechando cada vez mais e os relatos da presença dos Awa Guaja foram ficando mais freqüentes.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Estoques de peixe podem acabar até 2048, diz estudo

(Trecho de matéria publicada no site BBCBrasil )
Richard Black

Um estudo divulgado nesta quinta-feira indica que não haverá praticamente mais nada para pescar nos oceanos até o ano de 2048, caso a atual taxa de mortalidade das espécies marinhas continue do jeito que está hoje.

De acordo com o levantamento, feito por uma equipe internacional de cientistas e publicado na revista científica Science, os estoques de pesca já caíram em cerca de 33% e a taxa de eliminação da biodiversidade marinha continua aumentando.
No entanto, os cientistas acreditam que ainda é possível reverter a previsão, caso sejam ampliadas as áreas de proteção.
“Nós exploramos os oceanos esperando e supondo que haverá sempre uma nova espécie para ser explorada depois que acabarmos completamente com a última”, disse o cientista Boris Worm, da Universidade Dalhousie, do Canadá, que coordenou a pesquisa.
“O que estamos ressaltando aqui é que a quantidade de peixes nos mares é finita; nós já passamos por um terço, e vamos passar pelo resto.”

Alerta
Outro cientista envolvido no projeto, Steve Palumbi, da Universidade de Stanford, também faz o seu alerta: "Se nós não mudarmos fundamentalmente a forma como administramos o conjunto das espécies marítimas, este século será o último século com frutos do mar na natureza".
O estudo, do qual participaram cientistas de diversas instituições da Europa e das Américas, foi feito com base na análise dos índices de pesca em alto-mar, da pesca praticada em determinadas regiões costeiras e de experimentos feitos em ecossistemas pequenos e em outros onde a pesca é restrita ou protegida.
O estudo também alerta que a tendência é que a perda da biodiversidade cause mais fechamentos de praias, inundações e disseminação de algas potencialmente nocivas.

Danos cumulativos
Segundo Worm, as espécies marinhas estão fortemente vinculadas umas às outras, "provavelmente mais do que na terra".
Uma conclusão-chave, no entanto, é a necessidade de proteger mais áreas oceânicas.
"Você também tem de ter uma boa administração dos parques marinhos e boa administração das pesqueiras. Claramente, a pesca não deveria destruir o ecossistema. A pesca com rede de arrasto (que leva tudo que está no fundo do mar) é um bom exemplo de algo que destrói o ecossistema."
Worm cita o caso da região de Grand Banks, no leste do Canadá, onde os estoques de bacalhau se esgotaram.
"Você tem consenso científico e nada acontece. É um exemplo triste; e o que aconteceu no Canadá deveria ser um aviso porque agora entrou em colapso e não volta".
Da mesma forma, diz o pesquisador, os alertas para disciplinar a pesca de bacalhau no Mar do Norte estão sendo ignorados.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006


CORREIO DA URSA
Se 1 milhão de pessoas fecharem a torneira ao escovar os dentes, durante 1 mês, a água economizada seria equivalente ao que cai nas Cataratas do Iguaçu por 12 minutos.
Consuma sem consumir o mundo em que você vive.