terça-feira, 3 de abril de 2007
O Curupira
(Fonte: Amazonia.com.br)
Outro ser lendário bastante comum na Amazônia é o Curupira, descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Dizem que o Curupira gosta de sentar na sobra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, o Curupira logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. "Não adianta correr atrás de um Curupira", dizem os caboclos, "porque não há quem o alcance".
O Curupira tem a função de proteger a mata e seus habitantes, inclusive pune quem os agride. Há muitos casos também de Curupiras que se encantam por crianças pequenas, que são levadas embora por algum tempo e depois devolvidas aos pais, em geral depois de 7 anos.
As crianças encantadas pelo Curupira nunca voltam a ser as mesmas depois de terem vivido na floresta, encantadas pela visagem.
Muito traquino, o Curupira também pode encantar adultos. Em muitos casos contados, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos. Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: "estou sendo mundiado pelo Curupira", pensa o encantado.
Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: "quero ver tu achares a ponta". A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.
Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.
domingo, 1 de abril de 2007

Beba luz
Adaptado por uma pesquisadora do Rio de Janeiro, o suco de luz é feito com grãos germinados que concentram até 20 mil vezes mais nutrientes que os outros
(Por Viviane Aguiar - Fonte)
Suco de Luz: o poder dos grãos germinados
Comprar grãos variados e esperar cinco dias por sua germinação faz parte da rotina da paulista Natalina Costa Queiroz, 61 anos. Depois desse demorado processo, ela mistura a eles couve, pepino, maçã e cenoura, bate com água no liquidificador e toma todos os dias pela manhã. "Comecei há quatro meses e tenho me sentido muito bem. Fico mais disposta, mais animada, tenho mais qualidade de vida", diz ela.
A bebida que tem dado mais ânimo à vida da naturalista Natalina chama-se suco de luz. Feito com sementes que passaram por uma germinação natural, totalmente livre de adubos ou quaisquer agrotóxicos, o líquido chega a concentrar 20 mil vezes mais nutrientes do que se fosse feito com ingredientes comercializados. Essa descoberta é uma das que foram trazidas e adaptadas ao Brasil pelo grupo de pesquisa Convivências com o Biochip, da PUC, Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Jacaré-açuJACARÉ-AÇU
Melanosuchus niger
(Fonte)
O Jacaré-açu é nosso maior jacaré. Cresce até 5 metros e é a única espécie de jacaré perigosa à população da Amazônia. É ameaçado de extinção, pois, além do perigo que representa às pessoas, tem um couro, que antigamente era muito cobiçado, e uma carne saborosa, apreciada por muitos moradores da região. Além do Jacaré-açu, existem mais três espécies de jacaré no Pará: o Jacaré-tinga (Caiman crocodilus) e duas espécies de Jacaré-anão (gênero Paleosuchus). Estes últimos vivem dentro da floresta em pequenos igarapés e muitos confundem com filhotes das outras espécies.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Toby lambeu o rosto de Debbie para evitar que ela desmaiasseAnimais - nossos lindos anjos protetores!
Cão salva dono engasgado com 'primeiros socorros'
(Fonte: BBC Brasil.com )
Uma americana diz que seu cachorro, o labrador Toby, salvou sua vida ao pular em seu peito, depois que ela engasgou e não conseguia respirar.
Debbie Parkhurst diz que estava comendo uma maçã em sua casa, na cidade de Calvert (nordeste dos Estados Unidos), quando um pedaço da fruta ficou entalado na sua garganta.
Parkhurst disse que bateu no seu próprio peito para tentar mexer o pedaço de maçã, mas não conseguiu.
Foi quando Toby entrou em ação. "Ele me empurrou no chão e, assim que eu me deitei de costas, ele começou a pular no meu peito", disse ela à agência de notícias Associated Press.
O pedaço de fruta saiu do lugar e, depois, Toby lambeu o rosto da dona para que ela não desmaiasse.
Coelho
O que Toby fez foi uma versão canina da chamada Manobra de Heimlich, um método de primeiros socorros para desobstruir vias áreas superiores.
Parkhurst está se recuperando de ferimentos leves no peito e no estômago por causa dos pulos do cachorro.
Essa não é a primeira vez que um bicho de estimação salva seu dono.
Em 2004, em um caso parecido, um coelho percebeu que seu dono desmaiou e começou a pular em seu peito. O dono, Simon Steggall, é diabético e estava entrando em coma.
No ano passado, um beagle treinado, chamado Belle, telefonou para o serviço de emergência depois que seu dono, também diabético, teve um colapso na Flórida, Estados Unidos.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Pôr-do-sol na boca do rio Purús, AM - Foto: Afonso Tadeu)ALERTA !!
Aquecimento global criará novo clima na Amazônia, diz estudo
(Fonte: Amazonia.org - DM , publicada no Portal Amazônia)
O aquecimento global criará um novo clima na Floresta Amazônica até o final do século, mais quente e com maior precipitação em época de chuvas, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Usando modelos de mudanças climáticas que levam em conta estimativas de emissões de gases do efeito estufa, os cientistas concluíram que 39% da superfície do planeta terá temperaturas mais altas até 2100 e que as zonas de climas mais quentes no mundo já estão se deslocando em direção aos dois pólos.
O fenômeno vai afetar principalmente os trópicos e sub-trópicos, regiões em que ficam as florestas Amazônica e da Indonésia, onde até as menores variações de temperaturas podem ter um grande impacto, afirmou Jack Williams, geógrafo da universidade e chefe da pesquisa.
"Esses já são os lugares mais quentes do mundo", disse Williams à BBC. "Com o mundo ficando ainda mais quente, essas regiões serão as primeiros a sair do patamar de climas conhecidos hoje e a formar novos climas".
Segundo Williams, o novo clima na Amazônia "não terá apenas uma temperatura mais elevada como uma precipitação maior. Choverá mais nos meses de julho, junho e agosto".
Extinção
Os cientistas dizem que essas mudanças afetarão várias espécies, em particular em regiões altas ou frias, como as áreas polares e os Andes, e regiões com grande biodiversidade, como é o caso da Floresta Amazônica.
"Com o desaparecimento de climas, existe o risco de extinção de várias espécies", disse Williams.
"Muitas das espécies em áreas de grande biodiversidade não conseguem migrar para outras áreas".
Segundo ele, novos tipos de clima podem oferecer novas oportunidades para algumas espécies, mas é difícil prever quais sofrerão e quais se beneficiarão com isso.
A equipe de Williams usou modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (o IPCC, na sigla em inglês) para prever onde as mudanças em temperaturas e volumes de chuvas deverão ocorrer.
Os cientistas constataram que, se forem mantidos os atuais níveis de emissão de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, surgirão novas zonas climáticas em 39% da superfície do planeta.
Mantidas as mesmas condições, o modelo prevê o desaparecimento de 48% dos climas atuais. Mesmo levando em conta as atuais estratégias globais de redução de emissões, os modelos prevêem o fim de determinados climas e o surgimento de novos em 20% da Terra.
O estudo foi publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences.
terça-feira, 27 de março de 2007
Morcego pescador - O morcego, cuja espécie se acreditava extinta, foi encontrado na costa norte do país.Descoberto no Peru raro morcego de pêlo amarelado
(Fonte: AFP )
Um morcego de pêlo amarelado e que se alimenta de peixes, cuja espécie se acreditava extinta, foi descoberto na costa norte do Peru, juntamente com outras espécies novas, longe de seu habitat natural, na região amazônica. O morcego Noctilio leporinus é um exemplar raro e foi batizado de "morcego pescador" porque tem a peculiaridade de se alimentar de peixes pequenos.
Trata-se de um mamífero de patas longas, caracterizado pela cor amarelada e que foi visto pela primeira vez na costa, na região ocidental da Cordinheira dos Andes, o que é algo novo, disse o biólogo Víctor Pacheco. Este morcego, em grave risco de extinção, tem seu habitat na região oriental da Amazônica, do outro lado da cordilheira.
Sua presença na costa significa que conseguiu subir aos cumes andinos e chegar ao litoral, disse Pacheco, chefe de Mastozoologia do Museu de História Natural da Universidade de San Marcos. O morcego pescador é uma das cinco espécies novas encontradas na região de Tumbes. As outras têm pelagens acinzentadas e marrons, se alimentam de pequenos insetos e até polinizam, como faz o beija-flor, acrescentou o biólogo.
Pacheco esclareceu que estes pequenos animais não representam um risco para as pessoas porque têm dentições pequenas especializadas que não permitem morder o ser humano. "No Peru, são conhecidas, até agora, 170 espécies de morcegos, 44 delas na costa, e só uma delas morde as pessoas e o gado; este é o vampiro", explicou o especialista, ao se referir ao temido exemplar que está associado aos filmes de terror e ao conhecido personagem Drácula.
Outras das novas espécies são o Diaemus youngi e o Vampyrum spectrum ou falso vampiro, o maior dos morcegos, que têm preferência por se alimentar de aves. Todos esses espécimes habitam o Parque Nacional Los Cerros de Amotape, que é um bosque seco equatorial, um dos mais singulares e ricos por sua fauna, afirmou Pacheco.
"É um ecossistema extremamente ameaçado, com flora e fauna muito parecidas às da região amazônica, que corre risco pela existência de colonizadores, gado, além da caça incipiente de subsistência por parte dos moradores e a extração de madeira ilegal", acrescentou.
domingo, 25 de março de 2007
Pau-brasil (Fonte da imagem: Clube da Semente do Brasil)Pau-Brasil Um pouco de sua história..... (Fonte)
Nome popular: Pau-brasil, Ibirapitanga, Pau-vermelho, Ibirapiranga, Arabutã, Brasileto, Araboretam, Pau-de-pernambuco
Nome científico: Caesalpinia echinata Lam. Leguminosae
Ocorrência: Matas costeiras (Mata Atlântica), do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro.
Utilidade: Sua madeira é muito pesada, dura e muito resistente. É empregada atualmente somente na confecção de arcos de violinos. É uma árvore de porte elegante, copa arredondada, folhas verde-escuras brilhantes, flores em cacho amarelo-ouro, ótima para uso paisagístico.
Floração: As flores de cor amarelo-ouro , florescem a partir do final de setembro, prolongando-se até meados de outubro.
Frutificação: Os frutos amadurecem nos meses de novembro-janeiro.
Muito utilizada por nossos índios para o tingimento de tecidos, os portugueses logo descobriram nessa espécie uma riqueza inesgotável. Além do pigmento vermelho intenso extraído do cerne e conhecido como "brasileína", utilizado como corante e tinta de escrever, o pau-brasil também foi muito utilizado na construção naval e civil e em trabalhos de torno e marcenaria de luxo.
Ao longo da história diversas leis foram criadas para o controle da extração do pau-brasil, não com a finalidade de proteger nossas florestas, mas sim, de evitar a saída demasiada dessa riqueza e também de manter seu preço elevado. Essas leis que deram origem ao termo "madeira de lei".
Em 1978 por meio da lei n.º6607 de 7/12/1978 o pau-brasil foi declarado oficialmente como árvore símbolo nacional e foi instituído o dia 03 de maio como o dia do pau-brasil.
Está na lista das espécies ameaçadas de extinção.
sexta-feira, 23 de março de 2007
Knut, um filhote de urso polar, é apresentado pela primeira vez ao público no zoológico de Berlim, Alemanha. Ativistas de direitos dos animais causaram polêmica no país ao exigir que o filhote de urso polar fosse sacrificado. Knut, rejeitado pela mãe, tem que ser alimentado até seis vezes por dia com mamadeiras pelos funcionários do zoológico, o que provocou a ira de ativistas ecológicos alemães, preocupados com o desenvolvimento do animal. 23/03/2007 (Foto: MARKUS SCHREIBER/ASSOCIATED PRESS/AE )____________________________________
(Informações extraídas do site Terra)
Alguns especialistas temem que o ursinho não consiga sobreviver por muito tempo devido ao fato de não ter sido criado por sua mãe, o que pode ocasionar "problemas de comportamento por toda a vida". A polêmica gerada em torno do futuro do animal se deu com a publicação de opiniões de especialistas e ativistas que acreditam que Knut deveria ser sacrificado.
O principal argumento das associações de defesa dos animais é que Knut estaria cada dia mais ligado aos seres humanos e, dessa forma, não conseguirá se desapegar de seus tratadores quando for grande e perigoso e, com isso, jamais se entrosará com outros ursos. Mas outros veterinários são otimistas e acompanham de perto a evolução do filhote, que ainda não foi colocado no local destinado aos ursos polares por medo que sua mãe venha a devorá-lo.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Dia Mundial da Água (22 de março)DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA
(Fonte: site Universidade da Água)
1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.
3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.
4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.
5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.
6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e diascernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.
8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
ManiwaraVai uma maniwara aê?, São Gabriel da Cachoeira, AM
(Texto de Yusseff Abrahim - Manaus-AM - Fonte)
Um teste à abstração de qualquer visitante, a maniwara é apenas uma das espécies de formigas utilizadas como alimento em comunidades tradicionais e algumas cidades na região do Alto Rio Negro. Em localidades com tantos indígenas e descendentes, este pode ser um momento para pensar até que ponto você está disposto a mergulhar no universo de outra cultura.
Conhecida como "saúva que ferra", a maniwara é colocada de molho na água e sal e dela come-se apenas a cabeça. Para ilustrar melhor ao internauta minha experiência pessoal, posso dizer que foi como comer uma "pipoca do avesso". Pega-se a maniwara pelo corpo e morde-se delicadamente a cabeça, é bom mastigar bem já que aquele exoesqueleto parece muito com o fragmento de milho que fica no interior da pipoca, não é difícil se engasgar. Do seu interior sente-se algo com consistência similar à parte branca da pipoca, o gosto vem depois e parece muito com... maniwara.
Não é possível encontrar maniwara em restaurantes, o hábito está mantido no âmbito familiar nos arredores da cidade, portanto, se você quiser provar pergunte a algum novo amigo local, descendente de indígenas, se ele conhece alguém ou se sua família mantém o hábito.
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Para conhecer uma receita de Farofa de Tanajura, visite o site Mais Você
terça-feira, 20 de março de 2007
Nailton PataxóO índio não sai de sua terra nem depois de morto!
(Fonte: site Índios On line)
O Governo está nos propondo que abramos mão de nosso direito às nossas Terras. Nós índios vivemos e morremos ligados às nossas Terras, plantamos nelas, vivemos nelas, criamos nossos filhos e nossos pais nos criaram nelas. Como podemos abrir mão disso? Estaríamos deixando nossas vidas para traz! Nossa história enquanto povo! Nossa luta é muito grade, já vivemos muito com ela. Primeiro nos trataram como animais selvagens e no passado muitos de nós tivemos que ser “relocados” para cá, disseram que essas terras estavam “reservadas” para que pudéssemos viver nossas vidas. Decretaram isso em leis. Depois nos tomaram essas mesmas terras, alegando que arrendando elas o dinheiro seria para nosso benefício. O governo deste estado, quando era de direita nas mãos de Antônio Carlos Magalhães, decidiu doar nossas terras para esses ocupantes não índios. Agiu de forma ilegal, mas levamos muito tempo para conseguir abrir uma ação contra essa doação, e já temos 25 anos sem uma sentença. Com o tempo nos organizamos melhor, e estamos conseguindo muito aos poucos retomar por nossos próprios esforços uma parte dessa terra. Nessa luta muitos de nós morremos e ainda continuam tentando nos matar.
Agora ajudamos a eleger um novo governo, uma nova administração, votamos em Jaques Wagner, esperando dele que fizesse a justiça que tanto esperamos. Por isso fomos ao Governador pedir que não recorra mais no nosso processo e nos ajude corrigindo os erros das administrações passadas que doaram ilegalmente nossas terras a fazendeiros da região nos causando grande sofrimento.
Mas o governador nos disse que ele não quer nos ajudar nisso. Que pelo contrário, pensa como os fazendeiros e como o presidente da FUNAI que disse que índio já tem muita terra. O governador nos propôs trocar nosso direito à terra por projetos e beneficiamentos, mas isso já é uma obrigação constitucional do Estado Brasileiro. O governador se propôs então a nos dar o que já é uma obrigação do Estado.
Agora estão querendo resolver a questão à revelia de nossa comunidade, dizem que lideranças nossas concordaram com uma redução de nossas terras. Eu sou um dos Caciques daqui e não concordo absolutamente com isso. Garanto que a maioria de nós índios pensa igual a mim. Nossas terras são inegociáveis, nossa briga é pela terra toda que nos é de direito! Não somos loucos de brigar toda uma vida, perdendo vidas para abrir mão a troco de benefícios que já nos são garantidos pela Constituição.
A FUNAI já havia tentado nos comprar no passado, nos trouxe dinheiro e transferiram alguns para Almada e Nova Vida, mas outros ficaram e resistiram! Agora esta mesma equipe da FUNAI, Cláudio Romero, Antônio Botelho, Aldemir, Lucio Flavio e Leila estão retornando aqui para tentar novamente acabar com o nosso direito e com o direito de nossas gerações futuras à terra.
Nós não podemos entregar nossa terra. Ela não nos pertence apenas, é também de nossos filhos e netos que ainda estão por vir! E quanto aos que morreram por essa terra? Suas memórias seriam profanadas! Além do mais, negociar e alienar terra indígena é inconstitucional e isso seria uma violação às leis do País.
Gostaríamos muito que o Excelentíssimo Governador Jaques Wagner refletisse melhor em seu posicionamento. Votamos nele confiando que seria um homem justo e que defenderia e garantiria o cumprimento da lei maior de nosso país que é a Constituição Federal.
Nailton Muniz Pataxó
sábado, 17 de março de 2007
Foto: Vilma Maria Cotta Souza Santos - Título: Essência da Natureza (Fonte)quinta-feira, 15 de março de 2007
Os índios Krahò vivem no norte do estado do Tocantins. Há um colar tradicional deste povo que é utilizado somente pelas índias jovens. Acima estão alguns destes colares, recolhidos entre 2003 e 2007: Colares de Menina Moça, dos índios Krahò; à esquerda: colar de miçangas, à direita: colar de sementes e miçangas, na parte inferior do colar são utilizadas medalhinhase outros materiais diversos.
Iamuricumá: a Festa das Mulheres
(Fonte das imagens e do texto: Boletim Iandé, março 2007)
Os índios Kamayurá, do Parque do Xingu, contam que antigamente havia a aldeia das Iamuricumá. Um dia os homens desta aldeia saíram para pescar e demoraram muito para voltar.
Passou uma lua até que um jovem foi ver o que tinha acontecido. Ele descobriu que os homens estavam se transformando em bichos. Alguns viraram porcos e outros bichos do mato.
O jovem voltou à sua aldeia e contou o caso para sua mãe. Ela reuniu todas as mulheres e decidiram deixar aquele local, antes que seus maridos retornassem. As mulheres vestiram os enfeites que só os homens podiam usar e pintaram-se como eles. Algumas mulheres começaram a cantar e foram subindo, subindo até alcançarem o teto de suas casas. Lá ficaram cantando e dançando por dois dias.
As mulheres passaram um veneno no corpo e se transformaram em espíritos. Por isso é que até hoje, no local onde vivem as Iamuricumá, não se pode tirar raiz, planta ou caçar; ou o índio enlouquece e desaparece para sempre.
As mulheres agarraram um velho, colocaram duas pás de fazer beiju no lugar das mãos dele e o transformaram em tatu. O velho disse: "Agora não sou mais gente. Sou tatu", e começou a cavar um túnel. As mulheres o seguiram.
As mulheres das outras aldeias em que as Iamuricumá passavam, resoviam se juntar ao grupo e continuavam viajando, viajando sempre. Até hoje elas caminham, sempre enfeitadas e cantando.
Nas aldeias do Alto Xingu, as mulheres fazem festa para as Iamuricumá até os dias atuais. Nos dias da festa os homens têm que obedecer a todas as vontades das mulheres.
quarta-feira, 14 de março de 2007
Aldeia Xapecó (SC) - Fonte da imagem: Portal Kaingang| O dilúvio (Fonte: Portal Kaingang) |
| Quando o dilúvio chegou, os índios se transformaram em macacos-pregos, e os negros, em guaribas. Um homem salvou-se, trepando numa palmeira jerivá. Estava comendo as frutas, enquanto as pontas dos seus pés pendiam n'água. Os dourados vieram para apanhar os caroços, mas de repente morderam também os dedos dos pés do homem. Por isso, o dedo miudinho do nosso pé é menor que os outros. Quando os índios já estavam meio mortos de fome, apareceu o biguá (Krukrú)* e disse: "Eu farei uma terra para vós!" Trouxe uma das mãos cheia de terra que espalhou na superfície da água, de maneira que formou uma ilha. Depois tornou a trazer outra mais, e assim trabalhou durante dias. Quando não espalhava bem a terra, esta formava colinas e montanhas. __________________ * Phalacrocorax olivacens, Humb., ave passeriforme que vive nos rios e costas marítimas. |
domingo, 11 de março de 2007
Orquídeas da floresta 
Hoje tem festa na Floresta!! A Ursa está fazendo mais uma primavera, ou melhor, mais um verão ;)) E vocês, meus queridos amigos, estão convidados a provar este bolo especial amazônico. O nome do bolo combina com a Ursa 53 :))
E aqui vai a receita para vocês:
Coroa de Bacuri (Fonte)
Ingredientes para o Musse:
- 8 ovos
- 8 folhas de gelatina branca
- 16 colheres rasas de açúcar
- 1 lata de creme de leite
- 2 latas de compota de bacuri
Ingredientes para o Creme:
- 8 gemas
- 1 lata de leite condensado
- 2 latas de calda de bacuri
- 1 colher de sopa de amido de milho
Modo de Preparo:
- Com os filhos de Bacuri, faça uma calda. Com o resto, faça uma polpa de boa consistência, e outra, com a calda mais fina para o creme.
Bata as claras em neve, coloque o açúcar aos poucos e junte a gelatina, que já foi hidratada e dissolvida no fogo com um pouco de água, às duas latas de polpa de bacuri e o creme de leite, mexendo levemente.
- Em uma forma redonda de buraco no meio, passe um pouco de óleo de cozinha e coloque
a mistura levando à geladeira pelo menos de 6 a 8 horas.
- Faça o creme com as gemas, o leite condensado, a calda de bacuri e o amido de milho.
- Desenforme a musse, colocando em volta o creme e confeitando com os filhos de bacuri e pitangas de mashmellow.
sexta-feira, 9 de março de 2007
No habitat original, o orangotango e o tigre são inimigos naturais, e uma cena como a vista acima jamais aconteceria. Em um hospital para animais da Indonésia, no entanto, a primata órfã dorme abraçada com o tigrinho. (Fotos: Getty Images - publicada no site BBCBrasil.com)Surpresas da Natureza
Órfãos, tigres e orangotangos ficam amigos (Fonte: BBCBrasil.com)
Filhotes de tigre e orangotango abandonados pelas suas mães desafiaram a lei da selva e se tornaram amigos em um hospital para animais na Indonésia.
Órfãs, as irmãs orangotango Nia e Irma, de cinco meses de idade, "adotaram" os tigres Dema e Manis, de menos de um mês, e agora todos brincam e dormem juntos.
Os tigrinhos são filhotes de temíveis tigres de Sumatra, que em idade adulta chegam a medir quase 2,5 metros e pesam mais de 130 quilos.
Os animais estão em extinção e, sem a interferência da equipe do hospital Taman Safari, na cidade de Cisarua, na ilha indonésia de Java, teriam morrido depois de serem abandonados pela mãe, Cicis.
No entanto, no hospital, eles ganham mamadeiras de leite e acabaram ganhando "irmãos" postiços nas irmãs orangotango.
Os grandes primatas também estão ameaçados de extinção e, embora na natureza provavelmente fugissem correndo ao primeiro sinal da presença de um tigre, no hospital as bebês orangotango acabaram assumindo o papel de irmãs mais velhas.
Os veterinários não se arriscam a dizer o que o futuro reserva para o fraternal relacionamento dos animais da maternidade da hospital Taman Safari.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Conheça a Rede Grumin de Mulheres Indígenas A Terra é Nossa Mãe
(Texto de Eliane Potiguara - Fonte: Rede Grumin de Mulheres Indígenas /Grumin-Rede de Comunicação Indígena)
“A Terra é a nossa mãe. Dela recebemos a vida e a capacidade para viver. Zelar por nossa mãe é nossa responsabilidade e zelando por ela, estamos zelando por nós próprias. Nós, mulheres indígenas, somos manifestações da Mãe -Terra em forma humana. Molestar, destruir, minimizar as manifestações da Mãe-Terra é ir contra a sua natureza, pois na natureza tudo deve fluir, assim como os rios que correm, os mares que enchem e esvaziam, como as cachoeiras que caem, como as pedras que rolam, como os filhotes que nascem e crescem, como a chuva que cai, como as luas que se enchem e vão, como o sol que esquenta e esfria, como a vida humana e animal que brota e transforma-se em húmus para a terra. Ir contra todos esses segmentos é violar o sagrado. A base filosófica de nossas vidas, como mulheres e povos indígenas, (…) é o respeito pelo sagrado, pelo que foi criado pela natureza e a mulher faz parte deste sagrado, por isso sua palavra é sagrada, tanto quanto a Terra. E toda a sua cultura e espiritualidade relacionadas ao sagrado humano, deve ser respeitada.”
quarta-feira, 7 de março de 2007
Takucaré prepara fibras para fazer um abanador (Xingu - Foto: Fernando Zarur - publicada no site Brasil Oeste)
Os mais velhos ajudam a comunidade e mantém-se ativos fazendo artesanatos e outros trabalhos manuais. Takukaré, da etnia Mehináko, prepara fibras para fazer um abanador.
terça-feira, 6 de março de 2007
A lenda da vitória-régia(Fonte)
Os pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, Ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.
E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta Vitória-Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
Origem: Indígena. Para eles assim nasceu a vitória-régia.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Mucunã
Sementes Pankararu (Fonte: Índios On line)
(Para ver mais fotos desta matéria, acesse o link acima)
Temos muitas sementes como a mucunã, imburana de cheiro, licuri, meirú, angico, jatobá e etc.
A mucunã, para nós pankararu, tem um certo valor, pois a usamos para cura de feridas em animais, para nos protegemos de invejas e é usada também como simpatias contra câimbras nas penas e outros lugares do corpo, e em torno de 100 anos atrás foi utilizada com fonte de alimento, de acordo com alguns preparos tradicionais, pois a mesma é venenosa.
A imburana de cheiro, usamos ela, para fumar e fazer limpezas espirituais em nossos rituais sagrados, e usamos também em nossa medicina para cura de algumas doenças como: sinusite, gripe, dor de barriga e outra mais.
O licurizeiro no meu ponto de vista para o pankararu, tem maior valor, pois é de seu fruto (licuri) que vem a matéria prima para fazer o beiju, e de seu caule se tira o bró, que fonte de alimentação, óleo para temperar nossas comidas e usar no cabelo. É também do licurizeiro que tiramos a matéria prima para nossos artesanatos como: vassoura, bolsas, chapeis, tapetes, arupembas (espécie de peneira), esteiras e até mesmo a roupa dos nossos encantados leva um pouco da matéria prima. E quando ele esta novinho cheio de água, essa água serve com um colírio para prevenir e ameniza a catarata.
O meirú é muito utilizado para fazermos artesanatos e por nos nossos maracás que são peças sagradas para nosso povo e acho que para todos os povos indígenas. O angico usa a semente e a casca para fazer veneno (ou seja, defensivo contra pragas) como se us a casaca como corantes naturais no tigimento de couro e fibras. O jatobá é usado como matéria prima para nossos artesanatos e sua resina para fumar e fazer limpezas espirituais em rituais sagrados.
O Cansanção: É uma planta muito importante em nossa tradição, ela é utilizada para retirar ou afastar o mau. Sua raiz é utilizada em beberagens para gripe e suas folha como anti-toxicante.
O Pião brabo: Esta planta é utilizada para cicatrização e seu leite combate picadas de cobras. Sua semente afasta mal olhado.
A Quixabeira: Esta árvore é forte e resistente e tem longa vida, quem a planta em seu terreiro também tem herda essas propriedades.
Suas propriedades medicinais: são antiinflamatórios e ajuda a controlar a pressão arterial.
O velande: alem de ser ultilizado como ante-intócxocante é ultilizado nas praticas de cura pelas curandeiras, tanto as folhas quanto seu seiva, é tambem cicatrizante de ferimentos.
Temos sementes muito importantes em nossa tribo com diversos valores para nós pankararu, fazemos doação de um semente muito importante para nosso povo,
não só da semente, mais de um pouco do conhecimento e valores simbólicos e sagrados do povo pankararu.
(Noberto (cõanpank)
coan@indiosonline.org.br
Sandra Monteiro (sandrapank)
Sandra_monteiropank@yahoo.com.br )
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Menino dos olhos d´água (fotógrafa: Kenia D. A. Ribeiro)
Noite de lua cheia no Xingu (fotógrafo: Frederic J. Laouenan)
Urucum (fotógrafo: Joédson Alves)Fotos que participam do "Concurso Cultural de Fotografia da CANON" (dica e seleção feita pelo amigo Jôka ) Para ver as lindas fotos do Rio tiradas pela Monika Prochownik (a Môka, irmã do Jôka), que também participa desse concurso, CLIQUE AQUI.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
A Ursa foi atacada por uma "Maria Fedida*"! O cheiro que ela solta é insuportável!! Fulminante!! Precisei trocar de roupa porque o fedor impregnou a minha blusa. Argh!! O pior é que esse inseto aparece muito aqui na Floresta (Fonte da imagem: blog Vodka7 )______________________________________
*Maria Fedida é nome popular de um inseto também conhecido como percevejo verde, que quando em perigo ou esmagado solta um odor desagradável.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Ameaça à Amazônia (Fonte - matéria publicada no site Amazônia.org.br)
A demanda por soja para a fabricação de biodiesel ameaça acelerar o desmatamento da Amazônia brasileira, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário espanhol El País.
A reportagem afirma que dois programas do governo incentivam a expansão da produção de soja: “o programa de produção de biodiesel, considerado pioneiro, e o novo programa de aceleração do crescimento, dirigido à ampliação da infra-estrutura e que supõe a ampliação de portos e rodovias para facilitar o transporte da soja”.
O jornal reproduz declarações de um ambientalista brasileiro de que o cultivo da soja “está invadindo não somente o cerrado, como já está começando a comer parte da Amazônia, com o agravante de que o monocultivo da soja não só destrói a selva, mas também acaba expulsando comunidades inteiras de agricultores familiares, acrescentando a miséria às populações dessas áreas”.
A reportagem afirma ainda que “o cultivo da soja pode provocar a contaminação dos rios e do solo por agrotóxicos e fertilizantes e reduz a biodiversidade animal e vegetal”.
Para o jornal, “o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está entre a cruz e a espada, pois a produção e exportação de soja supõe uma das principais entradas de divisas, enquanto, por outro lado, o Ministério do Meio Ambiente, dirigido pela ministra Marina Silva, já teve vários desencontros com algumas medidas do governo”.
“Uma das provas da vontade do governo de Lula em seu segundo mandato vai ser a permanência ou não no executivo da ministra Silva, conhecida por sua intransigência em matérias ambientais”, conclui o jornal espanhol.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Comissão de frente (Fonte da imagem: Estadão)
Fantasias exaltaram os índios e africanos que influenciaram o idioma (ala Tupi) (Fonte: Terra)Floresta Verde-e-Rosa
Fotos do desfile da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, RJ. Samba-enredo: "Minha pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor, meu samba vai ao Lácio colher a última flor".
A verde-e-rosa passou mensagens de paz e fez uma homenagem ao João Hélio.
Clique AQUI para ouvir o samba-enredo 2007 da Mangueira
NOTA DE PROTESTO: A Ursa é mangueirense de coração, mas ficou muito chateada com o que fizeram com a Beth Carvalho. Além do amor que ela tem pela Mangueira, dedicou 36 anos à verde-e-rosa. Beth sempre foi considerada um patrimônio da Escola. Não merecia tamanho desrespeito! Esse tipo de atitude não combina com a grande Escola da Mangueira.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Colar Cerimonial Masculino, dos índios XavanteWai'á: Festa dos índios Xavantes (Fonte: Boletim Iandé - 19/02/2007)
O Wai'á consiste em uma série de ritos onde os homens Xavantes aprendem a se comunicar com os espíritos, através de cantos e danças.A preparação para o ritual é bastante penosa. Durante um mês, por todos os dias, os meninos com idades entre 5 e 20 anos - aqueles que participam do Wai'á pela primeira vez - permanecem todo o tempo no pátio central da aldeia, sob o sol. Neste período eles também dormem ao relento e não podem tomar banho. Além disso, esses jovens que se iniciam no ritual do Wai'á só podem comer e beber água após o pôr do sol. Ficar um dia inteiro exposto ao calor escaldante do Mato Grosso, sem beber água, é uma tarefa árdua. As mulheres Xavantes tentam levar cabaças cheias d'água para os jovens iniciandos, porém, os homens mais velhos - que já participaram do Wai'á anteriormente - ficam vigiando os "noviços" no pátio. Eles arrancam as cabaças com água das mulheres e derramam o líquido no chão, bem na frente dos jovens Xavantes. Neste período, os homens mais velhos que já passaram pelo ritual, realizam uma dança chamada Datsiparabu. Dois índios apresentam uma coreografia enérgica, levantando e baixando os pés como se estivessem pisando nos pés de um inimigo. Eles dançam bem próximos a cada um dos iniciandos, representando um ataque simulado. Os jovens permanecem imóveis e de cabeça baixa, mesmo quando algum dançarino pisa - sem querer (?) - nos pés dos iniciandos. A dança do Datsiparabu é repetida várias vezes ao dia, durante toda a preparação do Wai'á. Ao fim de um mês, os jovens iniciandos tomam banho e recebem uma pintura corporal específica. Os Xavantes estão prontos para encontrar os espíritos. Encontro com os Espíritos Passado o período de preparação, os jovens Xavantes são levados por homens mais velhos - seus padrinhos - a um local afastado da aldeia. Lá os jovens encontrarão os Dañimite, espíritos benéficos. Alguns adultos Xavantes, com vestes representando os espíritos Dañimite, esperam os iniciandos. Neste local, cada jovem receberá flechas cerimoniais que são as "armas dos espíritos bons". Quando voltam à aldeia, os mais velhos reunem todas as flechas em um único feixe e exibem-no em todas as casas. É um momento de alegria. As mulheres acreditam que essas flechas são feitas diretamente pelos índios Xavantes que nascerão no futuro. Em outra ocasião do Wai'á, acontece um encontro diferente: os jovens Xavantes preparam-se para encarar Tsimihöpãri, o espírito que representa o mal absoluto. Para compreender melhor todo o ritual do Wai'á, é preciso entender que os Xavantes temem o encontro com Tsimihöpãri, um espírito feroz e perigoso. Ao mesmo tempo, os índios desejam esse encontro, pois sabem que sairão dele com mais força. Os Xavantes vão a um local afastado da aldeia e lá acontece uma batalha ritual contra Tsimihöpãri. O espírito é enterrado e os índios voltam com uma borduna de três pontas, símbolo desse sobrenatural.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Livros indígenas, editados pela UFMG, são lançados no Seminário de Formação de Formadores. Clique AQUI para ler a matéria e conhecer os livros.___________________________________________________
Biblioteca Curt Nimuendaju (Dica da Lista de Literatura Indígena)
Website da Biblioteca Curt Nimuendaju - projeto que visa à criação de uma coletânea digital de artigos e livros raros sobre línguas e culturas indígenas sul-americanas, com o objetivo de torná-los mais acessíveis a pesquisadores e outros interessados. Entre os trabalhos a serem digitalizados incluem-se obras de autores como Karl von den Steinen, Paul Ehrenreich, Fritz Krause, Lucien Adam, Paul Rivet, Čestmir Loukotka, Alfred Métraux, Mansur Guérios, Lemos Barbosa e Curt Nimuendaju, entre outros.
Tais trabalhos, com raras exceções, estão dispersos em livros e periódicos antigos há muito esgotados, muitos dos quais são raramente encontrados nos acervos de bibliotecas sul-americanas, principalmente em regiões mais periféricas. Além de sua importância para lingüistas, antropólogos, historiadores e pesquisadores de assuntos sul-americanos em geral, a Biblioteca Curt Nimuendaju pretende também fornecer subsídios para iniciativas de resgate cultural entre comunidades indígenas.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Manifesto "Amazônia para Sempre". Clique AQUI para assinar!!Manifesto de artistas para salvar a Amazônia
A minissérie Amazônia, da Rede Globo, além de contar a história de uma parte do Brasil, acabou influenciando artistas a promoverem uma campanha contra a degradação ambiental desta região, que hoje é considerada uma das maiores e mais importantes do patrimônio natural do mundo. A campanha - que conta com o site www.amazoniaparasempre.com.br - é coordenada pelos artistas Christiane Torloni e Victor Fasano, e conta com a participação de dois petropolitanos, Claudio Gomide, diretor do Teatro Municipal Paulo Gracindo, na produção e administração, e Carlos Eduardo Aschenberger, responsável pelo departamento de informática da Tribuna, na criação e administração do site.
Com apenas uma semana no ar, o site já conseguiu cerca de duas mil assinaturas. O objetivo é recolher o maior número possível de assinaturas em prol da preservação da região Amazônia e, quando atingir um determinado número, o documento será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sejam tomadas providências para preservação da Amazônia.
O manifesto apresentado no site é um texto de autoria do ator Juca de Oliveira, com fotografias de Araquém Alcântara e Francisco Carreira. A narração, feita por Torloni e Fasano, é acompanhada pelo Hino Nacional e pela Bachianas Brasileiras Nº 5, de Heitor Villa Lobos. No manifesto, que pode ser lido no site, os artistas afirmam que "a Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da Terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta". O manifestado lembra ainda que, mesmo depois da morte de Chico Mendes e de muitos desconhecidos, a devastação da Floresta Amazônica continua, comprometendo todo ecossistema.
domingo, 11 de fevereiro de 2007

Lançamento de livro: Ajuda do Saci, de Olívio Jekupé
Um Saci Diferente
No Folclore tradicional, o SAci é um traquinas! Some com objetos, azeda o leite, quebra ponta de agulhas; mas o Saci indígena...
O Kamba’i ou Jaxi Jatere, como é chamado o saci na língua guarani, não é um traquinas como se conhece no folclore tradicional. A surpresa que traz o livro Ajuda do Saci, do indígena Olívio Jekupé, com ilustrações de Rodrigo Abrahim, é a de um saci protetor dos animais e da floresta. Comportado e comprometido com a natureza, chega a ajudar um pequeno kunumi que sofreu um acidente na cidade grande.
O Kamba’i é uma personagem indígena que vive na floresta e usa um colar que lhe dá poderes. “Ele não gosta de ver ninguém destruindo a natureza, por isso, ao entrar na mata, é preciso pedir autorização a ele citando seu nome: Kamba’i”, avisa Olívio.
Lançamento bilíngüe da Editora DCL – Difusão Cultural do Livro, Ajuda do Saci conta a história de Vera, um indiozinho que deseja estudar na cidade e ter o conhecimento dos não-índios. Depois de superar as dificuldades de adaptação ao novo ambiente e vencer preconceitos, tudo parecia estar resolvido; até que Vera é atropelado por um carro e fica paraplégico.
Olívio sempre achou que o índio deveria estudar e reflete sobre isso desde os anos 1980, quando era raro escolas em aldeias. “Foi assim, observando o passado difícil e lembrando de alguns índios que conheci, que se mudaram para a cidade afim de estudar, que escrevi a história desse indiozinho obstinado, o Vera”, conta o autor.
Dos anos 1980 para cá, muita coisa mudou e hoje o índio está mais inserido na cultura dos não-índios. A idéia de escrever esse livro em português e em guarani vem ao encontro dessa mudança e é para ser lido por leitores indígenas e não-indígenas. As crianças da aldeia aprendem desde cedo a falar guarani e as crianças não-indígenas poderão ter, pela primeira vez, o contato com a língua escrita.
As ilustrações de Rodrigo Abrahim, em aquarela, cabem tão bem ao enredo do livro quanto a ajuda que o saci dá ao pequeno índio.
O autor Olívio Jekupé é do Paraná. Estudou Filosofia e é presidente da Associação Nhe’ e Porá, na Aldeia Krukutu, em São Paulo, onde mora com sua família. Autor de livros infantis e juvenis, viaja pelo Brasil e exterior divulgando a cultura guarani.
O ilustrador Rodrigo Abrahim é de Manaus. Estudou Desenho Industrial em 2003, desde então vem se aprimorando, principalmente, na ilustração de livros infantis e juvenis e na arte de contar e desenvolver histórias.
Editora DCL - Difusão Cultural do Livro
Tel./Fax: (11) 3932-5222 - ramal: 139 - (11) 9569 2742
Rua Manuel Pinto de Carvalho, 80
02712-120 - São Paulo - SP
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Meninas Kaingang (Fonte da imagem e do texto: Portal Kaingang)Clique aqui para conhecer o conto indígena "A Piroga Sagrada", escrito pelo amigo Elcio Domingues
Os Kaingang são um povo pertencente à família linguística Jê, integrando, junto com os Xokleng , os povos Jê Meridionais. Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais, ocupando a região sudeste/sul do atual território brasileiro. Há pelo menos dois séculos sua extensão territorial compreende a zona entre o Rio Tietê (SP) e o Rio Ijuí (norte do RS). No século XIX seus domínios se estendiam, para oeste, até San Pedro, na província argentina de Misiones.
Atualmente os Kaingang ocupam cerca de 30 áreas reduzidas, distribuídas sobre seu antigo território, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com uma população aproximada de 29 mil pessoas. Ver Mapa e quadros da População Kaingang (por áreas e por Estados).
Sozinhos, os Kaingang correspondem a quase 50% de toda população dos povos de língua Jê, sendo um dos cinco povos indígenas mais populosos no Brasil.
Castanha do Pará ou castanha brasileira (Bertollethia excelsa) (Fonte da imagem)Demonstradas propriedades energéticas da castanha - 09/02/2007
(Fonte: site Amazonia.org.br - Tierramérica - IPS)
A casca da castanha brasileira (Bertollethia excelsa) constitui um insumo energético superior ao melhor carvão vegetal usado na siderurgia, comprovou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
“Anualmente estão disponíveis, pelo menos, 60 mil toneladas de resíduos, até agora desperdiçados”, disse ao Terramérica Paulo Roberto Moura, autor do estudo divulgado no dia 24 de janeiro.
A queima desse material gera o mesmo calor que a madeira do eucalipto mais usado no Brasil (Eucalyptus grandis), mas que se mantém pelo dobro do tempo, e é menos poluente do que a lenha comum.
Como resíduo descartado no interior da Amazônia, o ideal seria usá-la para gerar eletricidade localmente. O valor agregado também favorece a industrialização para separar e processar a castanha e sua casca, facilitando a extração e melhorando os produtos finais, afirmou Moura.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Flor Maldita(Fonte: Terra)
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Separado da sua mãe, Bai Yun, pela primeira vez, o filhote de panda Su Lin, 17 meses, passou a maior parte do dia trepado em uma árvore no zoológico norte-americano de San Diego; com cerca de 1.600 exemplares, o panda gigante está ameaçado de extinção (Fonte da imagem: UOL)* Amigos, a Ursa estará um pouco ausente da Floresta nos próximos dias.
sábado, 27 de janeiro de 2007
Nossa visão da mata(texto de Olinda Muniz, publicado no site Índios On line)
Esperamos uma grande conquista, e já faz muito tempo que temos a esperança de que essa conquista não se protele mais, pois depois que voltarmos para nossa terra teremos outra grande luta pela frente. Essa luta nos fará lembrar do nosso passado à muitos anos atrás, pois, quando chegarmos em lugares onde encontrávamos lindas matas antes dos fazendeiros nos roubarem, só veremos um tapete de capim (pasto) do qual os fazendeiros cuidam como se fosse grande coisa.
Talvez pensem que somos assim e não entendamos seu trabalho com a terra por sermos selvagens e ignorantes que de nada entendemos. Antes de nos roubarem as nossas florestas elas eram exuberantes, mas hoje só vemos clarões de destruição, é possível que só vejamos isso por sermos selvagens que não compreendem o progresso, mas esse é o nosso jeito.
Para nós as florestas nos proporcionam muito mais que uma sombra. Elas nos acolhem como pois somos parte delas. As arvores podem nos alimentar e nos proporcionar uma orquestra musical, pois é delas que tiramos frutos e é onde habitam os pássaros que parecem nos encantar com musicas para nossos olvidos. É entre as árvores onde habitam os espíritos de nossos antepassados.
Por isso temos que preservar o que restou de nossas matas. Do alto das nossas montanhas cobertas de matas brota águas cristalinas que nos mata a sede. As cigarras passam parte de sua vida embaixo da terra só vão para a superfície na época de reprodução e aparecem na floresta, preenchendo nosso espaço com sua musica. Pela manhã contamos com a ajuda dos pássaros que nos acordam para vida.
Conseguem imaginar perder isso? Os não índios preferem ser acordados por uns besouros gigantes de cores variadas, com olhos que nos parecem chamas de fogo passando em frente a suas casas fazendo barulho e poluindo o ar. Mas talvez pensemos assim por sermos selvagens e ignorantes que de nada entendemos. Mas nós índios temos que preservar o que nos resta de nossa natureza e fazer a nossa parte no mundo.
Vamos cumprir com nosso dever não desmatando nossas florestas que é o habitat de muitos animais. Se abandonarmos isso estaremos deixando para traz o que nos caracteriza como povo na relação com a natureza. Mas se cada um de nós fizer sua parte já vai ser bom, talvez não seja suficiente, mas pelo menos teremos tentado. Sei que nós indígenas teremos muito trabalho para recuperar a vida em muitos lugares que foram destruídos em nossa aldeia, mas nós sabemos que não vamos conseguir sobreviver em uma terra estéril. Então vamos cuidar do que nos resta.
Que a natureza que nos resta venha nos permitir ver nossos filhos e netos crescerem saudáveis e felizes. Preservando a natureza estaremos nos preservando também. Pode ser que os não índios não dêem o mesmo valor que nós indígenas damos a nossa mãe terra, mas se entrarmos no mesmo processo dos não índios estaremos abandonando nossa harmoniosa relação com nossa mãe e a tratando com o mesmo desrespeito que tanto criticamos.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

CORREIO DA URSATubarão-fêmea se apaixona por pescador
Não há obstáculos que não possam ser superados pela força do Amor!
No texto em francês (acima), consta que, dois anos atrás, na Austrália, este pescador resolveu salvar um tubarão (fêmea) de 5 metros que estava preso numa rede e condenado a uma morte certa! Desde então, não consegue mais se livrar dela pois esta se apaixonou por ele, o segue por toda parte, quer brincar com ele o tempo todo, exige sua atenção, demonstrando seu afeto.
Numa destas brincadeiras, lançando no barco os troféus que ela recolhe no mar e que chegam a um peso de 200kg, ela destruiu a cabine de piloto que o pescador teve que reconstruir...
Moral da estória: O AMOR É LINDO !!! :))










